The Safe Place

46 Capítulo 46 – O Bebê É...


Notas iniciais
HEY! Olha aí mais um capítulo novinho pra vocês amores. Espero que gostem! (: -Feliz Dia das Mães para mamães de vocês

Cheguei em casa e dei de cara com um Emmett muito relaxado no sofá, comendo um pacote de batatas fritas. Pelo silêncio não parecia haver mais ninguém na casa.

Me aproximei dele, lhe dando um selinho rápido nos lábios.

– Não tem ninguém aqui? – perguntei e ele apenas negou com a cabeça. – Sua mãe sabe que eu tenho consulta daqui a pouco, não é? – outra vez ele apenas balançou a cabeça, agora positivamente. – Como foi o treino?

– Legal. – simplesmente respondeu isso, dando de ombros.

Okay, quando Emmett se resume a uma palavra e acenos de cabeça é porque temos um problema.

– Tá legal, o que foi que eu fiz dessa vez? – cruzei os braços, me sentando no sofá de forma que ficasse de frente pra ele.

Emm revirou os olhos, deixando o pacote de batatas ao seu lado e me encarando como se a resposta fosse obvia.

– Será que custaria muito avisar onde estava? Onde iria almoçar? Nos deixou preocupados, Rose.

– Mas Emmett, você sabia que iria embora com a Bells. – respondi, supondo que com isso ele não precisasse ter se preocupado quando a onde eu estaria.

– É, e achei que ela te traria pra cá. Mas aí eu ligo pra cá no intervalo do treino e descubro que você não almoçou em casa.

– Okay, me desculpe. –pedi, mesmo achando aquela preocupação toda desnecessária. – Eu fui com a Bella na casa da Alice. A baixinha não está bem por causa dos pais dela, faltou aula e ficamos preocupadas. Acabamos por almoçar lá, a tia dela convidou.

Emm pareceu relaxar mais depois de minha explicação. Ele sabia o quanto eu era ligada com as meninas e deixaria qualquer coisa por elas. Mesmo assim reconheci que deveria ter mandado ao menos uma mensagem avisando. Tadinha da Carmen, deve estar chateada comigo.

Me aproximei mais dele, passando os braços em torno de seu pescoço. Emmett até tentou continuar com sua cara séria, mas acabou sorrindo quando eu enchi seu rosto de beijos enquanto recitava vários pedidos de desculpas.

– Tá certo, te perdoo. Mas só porque estou feliz que hoje vamos aquela aposta com minha irmã. – ele comentou rindo.

– Ah claro, vamos ganhar uma faxineira particular por uma semana. – brinquei, me lembrando do que Irina havia prometido caso perdesse.

Eu e Emmett demos as mãos e subimos, rumo ao nosso quarto para nos trocarmos para ir a consulta. Ele já havia tomado banho, visto que chegou do treino soando até dizer chega. Então eu fui para o chuveiro.

– Amor, não acha que está na hora de você ter um celular novo não? – escutei Emm perguntar, enquanto eu abria a ducha de água quente.

– Acho sim. E é sobre isso que quero conversar com você. Quero voltar pra loja da Irina na próxima semana, Emm. E nem tentem me convencer o contrário. Eu estou bem e preciso trabalhar. – falei convicta, deixando a água cair por meu corpo.

– Eu estava pensando em eu te dar o celular e não te fazer comprar. – escutei sua voz mais próxima e coloquei a cabeça para fora do Box, notando que Emm estava encostado no batente da porta, de braços cruzados.

– Mas nem pensar! – neguei veemente, voltando completamente para baixo do chuveiro.

– Como você é teimosa. – ele resmungou e escutei seus passos se afastarem.

Sim, eu era teimosa. Ele sabia muito bem disso. Eu não estava doente, podia muito bem trabalhar. Adorava passar minhas tardes com Irina, me divertia bastante. Emmett que nem tentasse me comprar um celular novo, ou eu iria ficar muito brava com ele.

Depois de terminar meu banho e me vestir, eu e Emm voltamos para sala. Encontramos Carmen lá em baixo, depositando algumas sacolas sobre a mesa do jantar.

– Ah, vocês estão aí. Estão prontos? Desculpe o atraso, tive que passar no supermercado. Seu pai mandou um beijo para os dois. – ela sorriu, mexendo nas sacolas.

Aproveitei para pedir desculpas por não avisar onde almoçaria e expliquei por cima que Alice estava com problemas e fui com Bells ajudá-la. Car não pareceu ficar brava, apenas disse que ficou preocupada se eu teria comido direito. Sempre sendo tão mãe.

Então seguimos para fora da casa até o carro de Carmen estacionado no portão. Eu estava mais relaxa para essa consulta em relação à primeira. Ansiosa definia melhor. Queria tanto ouvir o coração do meu bebê outra vez, mesmo que lembrasse nitidamente daquele sonzinho frenético e potente.

Chegamos ao consultório da doutora Emily e não precisamos esperar nem 10 minutos para que me chamassem. Estávamos um tantinho atrasados, ou melhor, em cima da hora.

Recebi um sorriso da médica morena e simpática. Já me sentia mais a vontade e familiarizada com o local.

Eu e Car nos sentamos nas duas cadeiras de couro pretas dispostas na frente da mesa da Dra. Emily. Emmett ficou de pé atrás de mim, com as mãos sobre meus ombros. Ela me perguntou como havia passado desde a última consulta, se havia sentido alguma dor ou algo do tipo. Todas as respostas foram negativas. Tirando as recentes notícias ruins, eu havia passado o mês consideravelmente bem.

– Estão preparados para descobrir se esse bebezinho aí é menino ou menina? – a médica sorriu, me fazendo sorrir também e assentir. – Então vamos lá.

Quando a Dra. Emily espalhou aquele gel gelado por minha barriga foi impossível não me encolher outra vez. Odiava aquilo. Então a maquininha começou a deslizar por minha barriga, mostrando imagens na tela. O volume era nitidamente maior que o da última vez.

Logo o som ritmado e forte preencheu o ambiente, me fazendo sorrir e a vontade se chorar surgir. Emmett segurou minha mão, me lançando um sorriso de covinhas espetacular, que só fez meu coração se acelerar ainda mais. Car acariciou minha cabeça, me fazendo sorrir para ela e logo voltar minha total atenção para imagem no monitor da médica.

– Hmm, está tudo bem com esse neném. – a Dra. Emily comentou, me encarando com um sorriso doce. Voltou a correr a maquininha por meu ventre e olhar para tela. Consegui notar quando seu sorriso aumentou. – Alguém quer arriscar? – perguntou ela, olhando para cada um de nós.

– Minha irmã está certa de que é menina. Eu e a Rose achamos que é menino. – Emmett falou, fazendo a doutora rir.

– Bom, vou ter que dizer que sua irmã está mesmo certa. Parabéns, é uma garotinha. – a Dra. Emily falou e eu mal consegui acreditar.

Eu e Emm teríamos uma menina? Oh meu Deus! Não estava nem mais me importando com a aposta dele e de Irina. Eu estava radiante! Havia uma garotinha dentro de mim. Uma linda menina que eu esperava nascer com as covinhas do pai. Uma versão feminina do meu namorado perfeito.

Recebi um beijo na testa de Emmett e um rápido nos lábios. Ele parecia tão feliz quanto eu, evidenciando as covinhas. Acho que ele também não estava se importando em ter perdido para a irmã.

– Cara, a Irina é muito boa. – ele falou próximo ao meu ouvindo, me fazendo rir. – Eu estou muito feliz, Rose. – afirmou, me encarando intensamente com seus olhos verdes brilhando.

– Eu também, ursinho. – sussurreis, passando meus braços em torno de seu pescoço, o puxando para um abraço que foi prontamente retribuído, mesmo que de forma desajeitada por eu ainda estar deitada.

Beijei o pescoço de Emm, escondendo meu rosto naquela curva e aspirando seu cheiro delicioso. Senti como se estivéssemos apenas nós ali. Eu, Emm e nossa garotinha. Sorri, me sentindo completamente feliz e emocionada.

– Parabéns carinho. Parabéns meu amor. – Car acariciou minhas costas, me fazendo erguer a cabeça a tempo de vê-la beijar a bochecha do filho.

Quando o exame ultrassou acabou, Emmett me ajudou a ficar de pé. Sentia minha blusa grudar na barriga devido aos resquícios de gel que teimavam em não sair com o papel.

Antes que pudéssemos nos despedir, a Dra. Emily precisou nos avisar que não poderia marcar um retorno para o próximo mês, o que nos deixou confusos.

– Eu vou sair de férias, estou avisando todos meus pacientes. Mas posso indicar outra médica para acompanhar a Rose até minha volta. – ela ofereceu. – Tenho uma amiga que acabou de montar consultório na cidade, ela é nova aqui e ainda não tem muitos pacientes. Aqui está o cartão dela, é só ligar e dizer que era minha paciente. Tenho certeza que ela ficará feliz em cuidar dessa menininha até meu retorno. – a Dra. Emily passou um cartãozinho para as mãos da minha sogra, que aceitou prontamente, agradecendo.

Então nos despedimos da doutora. Eu, inclusive, lhe dei um abraço e agradeci por ser tão gentil. Fomos para casa comentando pelo caminho o quão estávamos felizes por finalmente descobrir o sexo do bebê e sobre o quanto estávamos ansiosos para ver a reação vitoriosa da minha cunhada.

[...]

– Irmãzinha, parabéns! – Emmett cumprimentou Irina assim que ela chegou em casa, passando por nós na sala carregando duas sacolas da própria loja.

– Por quê? Não é meu aniversário, gatinho. – comentou ela, com uma expressão divertida e confusa no rosto.

– Não é, mas você ganhou. – ele respondeu, um sorriso brincalhão no canto dos lábios.

– Tá gente, eu sou loira caso não tenham percebido. – apontou a própria cabeça com a mão livre. – Me expliquem o que está acontecendo.

Eu e Emmett não entreolhamos, sorrindo cúmplices um para o outro. Fiquei de pé, indo até minha cunhada com outra foto da ultra na mão.

– Ah, outra foto da minha sobrinha. Que gracinha, ela está grande. Está me dando de presente? – perguntou, olhando do pequeno papel para mim.

– Olha atrás. – pedi e ela virou.

Os olhos de Irina de arregalaram quando ela leu o que estava escrito de caneta vermelha atrás da foto do ultrassom. “Realmente é uma menina!”. O sorriso dela foi enorme, espontâneo e de parar o trânsito.

– Eu sabia! – minha cunhada gritou, pulando em cima de mim numa abraço esmagador. – Eu sabia, sabia, sabia! – ela repetia enquanto pulava, me levando junto no embalo.

– Tá, tá. Não precisa ficar se achando. – Emm tentou desanimá-la, o que não surtiu efeito algum.

– Nem vem gatinho, eu sou demais! Ah meu Deus, eu vou ter mesmo uma sobrinha! – comemorou, me dando um último abraço e indo se jogar em cima do irmão.

Irina praticamente voou pra cima de Emm, em outro superabraço. Ela ficou repetindo o quanto era demais e que já sabia, me fazendo rir e Emmett revirar os olhos. Ele acabou se entregando a empolgação da irmã mais velha e disse o quanto estava feliz também por ser pai de uma garotinha.

– Espero que ela tenha os cachinhos da Rose, vai ser tão fofa. – Irina comentou, sossegando um pouco de sua euforia.

– Ela vai ser igualzinha a Rose. – Emm afirmou, piscando pra mim. Não resisti em ir até ele, segurar seu rosto entre minhas mãos e beijá-lo com todo amor que conseguia demonstrar.

– Okay pombinhos. – Irina deu um tapinha no meu bumbum, me fazendo rir e desgrudar de Emm. Me sentei entre os dois. – Acho que eu ganhei um casal grudento de empregados. – ela riu e eu e Emmett nos encaramos com cara de que estávamos ferrados. – Mas como eu sou boazinha vou aliviar pra vocês. Se os dois toparem passar um dia comigo no shopping, eu esqueço o lance da faxina.

Encarei Emm e ele fez careta. Ele odiava compras, ainda mais quando se adicionava a essa mesma palavra o nome da irmã. Irina com toda certeza nos faria pirar no shopping. Mas o que teria de longo e cansativo, também teria de divertido.

– Ah vamos Emm, vai ser divertido. – pedi, segurando sua mão. Ele revirou os olhos e acabou assentindo.

– Não se preocupe gatinho, eu vou pegar leve. – Irina falou, piscando para nós e ficando de pé.

Logo a loira subiu, carregando suas sacolas de compras e bolsa com ela. Fiquei mais um tempinho na sala com meu namorando perfeito. Abraçados um ao outro imaginávamos como seria o rostinho da nossa pequena princesa. Eu não podia estar mais ansiosa para vê-la! E Emm compartilhava do mesmo sentimento que eu.

Notas finais
Irina acertou! It's a girl! Gostaram? Apostas para os nomes agora! hahaha Gente linda, acabei de postar uma short fic, quem qusier dar uma passadinha lá; É Rosemmtt também Link: http://fanfiction.com.br/historia/615364/Perfeito_Aos_Meus_Olhos/capitulo/1/ Beijinhos e Comentem. Minhas leitoras estão sumidas :c