The Safe Place

2 Capítulo 2 – Não Foi Culpa Sua


Notas iniciais
Hey amorecos! Eu sei que prometi para algumas postar ontem, mas não deu. Adivinhem onde eu estava??? Vendo a estreia de A Culpa é das Estrelas! Isso porque eu deveria estar passando a tarde de quinta estudando para as provas, mas eu e minha amiga não conseguimos resistir e fomos! PERFEITO! Tô nas estrelas até agora.. *w* Enfim, vamos ao capítulo? Obrigado a todas que comentaram no 1º, foram 9 meninas lindas! Não pensei que teria tantos, gracias chicas de mi vida

—Alice! – murmurei correndo em direção ao banheiro feminino. – Allie, cadê você? – chamei assim que entrei.

—Rose? Rose é você? Me tira daqui, por favor. – ela pediu com a voz embargada e um tanto desesperada.

—Calma Allie, eu vou te tirar daí. – falei, tentando acalmá-la.

Ela estava trancada em uma das cabines do banheiro. Empurrei com o máximo de força que pude, mas não consegui abrir. Meus ombros protestaram. Não consegui fazer mais força contra a porta. Os hematomas em braço da recente surra do meu pai ainda doíam.

—Alice espera aí, vou chamar a Bella pra me ajudar. Não fica desesperada, tá bom? Eu prometo que vou te tirar daí. – a avisei.

—Não demora, por favor. Eu quero sair daqui. – sua voz foi se perdendo, saindo quase um sussurro na ultima frase.

Saí apressada e quando cheguei à porta do banheiro trombei com alguém que estava de costas para porta, mas dessa vez não caí.

—Nossa isso já está ficando repetitivo. – ele falou dando um sorriso leve, porém ainda se notavam suas covinhas fofas.

—Desculpe, eu... – ele não me deixou terminar.

—Sem desculpas, lembra? Mas e aí, onde está sua amiga? – Emmett me perguntou.

Por que ele estava ali? O que ele queria com isso? Não fazia sentido algum ele estar preocupado com a Allie. Nenhum deles gosta de nós. Eles fizeram isso com ela.

— Está trancada no banheiro. Eu preciso ajudar. Com... – ele nem me deixou terminar a frase. Entrou no banheiro feminino – desrespeitando as regras do colégio, mas dane-se, ninguém iria saber – e eu segui logo atrás.

— É Alice, certo? Afaste-se da porta. – ele pediu.

— O que você vai fazer? – só tive tempo de perguntar isso. Emmett deu um enorme chute na porta a abrindo instantaneamente.

Alice deu um grito assustada depois se jogou em meus braços chorando desesperadamente. Como se fosse uma criança pequena que tivesse acabado de acordar de seu pior pesadelo.

Deixei que ela chorasse o quanto pudesse. Ela precisava disso. Devia estar sendo uma agonia estar presa ali, naquele lugar apertado, achando que ninguém a socorreria.

—Allie, amor, olha pra mim. – pedi. – Está tudo bem, já acabou amiga. – falei tentando confortá-la, passando a mão por suas costas.

Ela não parava de chorar, já estava soluçando. Só então me dei conta de que estávamos as duas sentadas no chão. Alice quase como um bebê meu colo, chorando, escondendo a cabeça em meu (seu, na verdade) moletom.

—Allie, por favor, não chora mais. – eu já estava ficando angustiada com o choro dela. Estava me dando desespero não poder ajudá-la. – Me fala quem fez isso com você? – perguntou, erguendo seus ombros, fazendo com que me encarasse.

Ela me encarou com os olhos vermelhos, o lápis preto de olho completamente borrado. Depois seguiu o olhar para trás de mim, então me virei e só então notei a presença de Emmett atrás de nós observando a cena.

Encarei Alice novamente. Minha expressão questionava “Foi ele?” e ela pareceu entender, já que negou rapidamente com a cabeça.

—Pode dizer Allie, eu não vou deixar ninguém te machucar mais amiga. Confia em mim. – pedi. Ela olhou para baixo e mais lágrimas vieram. – Foi a Maggie e as amiguinhas dela, não foram?

Allie apenas assentiu de leve. A abracei mais forte, passando a mão por seus cabelos. O rabo de cavalo já torto, com vários fios escapando.

— A Grayson? Porque ela faria uma coisa dessas? – Emmett se pronunciou.

Ele ainda estava ali? Não é possível.

—Olha, eu não quero ser grossa, mas por que você ainda está aqui? – o encarei. – E essa não é a primeira vez que vocês fazem uma coisa dessas com ela.

—Vocês? Eu não tenho nada a ver com isso. Se tivesse por que estaria aqui? Eu só estou querendo ajudar, Rosalie. – ele falou dando um a passo a frente, chegando mais perto de nós.

Me levantei, apoiando Alice, na mesma hora, temendo o que ele pudesse fazer. O que mais eles iriam aprontar conosco?

— Por favor, você já ajudou e eu nem sei o porquê. Eu agradeço, mas eu cuido dela agora. – falei arrastando Alice para fora do banheiro.

—Hey, o que houve? Estava procurando as duas há um tempão por todo colégio. – Bella falou se aproximando de nós no corredor. – Allie, baixinha, o que houve? – perguntou notando quão mal Alice parecia estar. Isabella passou o polegar em sua bochecha e a puxou de meus braços para os seus.

— Foi a Maggie. Ela a trancou no banheiro. – falei para Bella.

—Ah, Alice você a provocou de novo? – Isabella revirou os olhos.

—Elas estavam me insultando, Bellinha. Me chamando de anã, então eu a chamei de vadia e elas me prenderam lá dentro. – Alice contou passou a manga do casaco no olho, limpando o resto de lágrimas. – Foi culpa minha, eu sei. Eu não devia enfrentá-las.

—Não, não foi culpa sua. Nada disso é culpa sua. As culpadas são elas, mas vamos conversar sobre isso depois. Sua tia está que nem louca atrás de você, pequena. Vamos embora. – Bells falou arrastando Alice dali para fora da escola. Fui atrás delas, mas um assovio me fez parar.

—Rosalie?! – me virei e encontrei Emmett erguendo minha mochila. Nem percebi que minhas costas estavam tão leves. Voltei a passos largos até ele, mas não precisei atravessar todo corredor, ele veio ao meu encontro.

—Obrigada. – agradeci, pegando a mochila e a colocando no ombro. Gemi baixo quando o peso se sobrepôs sobre um hematoma no meu ombro.

—Está tudo bem? – ele perguntou. – Quer ajuda?

—Não, está tudo bem. Tenho que ir, obrigada. – respondi querendo sair dali depressa.

Corri até o estacionamento, deixando o tal garoto novo com uma expressão confusa. Provavelmente me achando uma doida. Não sei por que ele foi tão generoso comigo, ajudou Alice e em momento algum parou para nos insultar. Mas com certeza isso deveria ser para causar uma primeira boa impressão. Talvez achasse que nós éramos da amigas de todos e também queria ser nosso amigo. Só sei que amanhã, com toda certeza, ele estará lá junto da turminha do Masen ou da Maggie para nos humilhar.

Depois de explicar, sem os verdadeiros detalhes, para tia de Alice que estava surtando pela demora da sobrinha, eu e Bella finalmente pudemos ir embora.

—Obrigado pela carona, Bells. – agradeci, me despedindo dela com um beijo no rosto.

—Imagina, quando quiser já sabe. Até amanhã. – ela buzinou duas vezes e partiu com a picape.

Suspire antes de entrar casa.

Abri a porta e o silencio dominava a casa. “Graças a Deus!” pensei comigo mesmo, por constatar que meu pai não estava em casa.

Fiquei de costas, colocando um pouco mais de força quer o necessário na porta pra fechá-la.

—Onde você estava garota? Estou com fome e não tinha merda nenhuma nessa casa. – ele falou, me fazendo pular de susto quando apareceu atrás de mim.

—Estava no colégio. Os professores atrasaram hoje. – menti.

—Vai cozinhar alguma coisa logo.

—Mas não tem nada aqui. Preciso de dinheiro para ir ao mercado. – falei.

—E você está me achando com cara de banco, garota? – ele apertou meu braço com força, fazendo meu corpo sacudir.

—Não, desculpa. Eu me viro. – falei quase chorando. Meus braços estavam tão doloridos que achei que iriam cair.

—Acho bom. Vê se usa carinha bonita igual da vadia da tua mãe e consegue alguma coisa que preste. – falou apertando meu rosto dessa vez. Depois me largou com força, fazendo meu corpo bater na parede, e foi para sala, se jogando no sofá velho com uma garrafa de cerveja na mão.

Mas isso que ele disse eu nunca faria. Usar meu corpo, meu rosto, para conseguir dinheiro? Isso jamais, nem morta. Prefiro morrer de fome.

Passei a mão nas bochechas, que ficaram doloridas. Subi correndo as escadas, bati a porta do quarto, largando minha mochila no chão do quarto e me jogando na cama.

“Porque foi embora, mamãe? Não aguento mais essa vida. Não aguento mais ele, aquele colégio. Quando é que alguém vai me salvar disso tudo?”

Questionei com a cabeça afundada no velho travesseiro de minha cama.

A porta do meu quarto foi aberta num rompante. Levantei a cabeça para encará-lo, sabendo que viriam agressões dali.

—Vai ficar aí deitada, vagabunda? Já falei pra ir se virar, estou com fome. – Hector (meu pai) gritou, entrando.

—Não me chama assim! Eu não sou sua escrava! – berrei de volta. Meus olhos se arregalaram quando a expressão dele mudou de insatisfeita para de pura raiva.

Ele avançou até mim, me levantando da cama pelos cabelos, e me atirando no chão, fazendo com que meu pescoço atingisse o criado de madeira. Levei a mão ao local, sabendo que amanhã ficara roxo.

—Mas mora de graça na minha casa. Então tem que me obedecer. E se não é vagabunda agora, logo, logo vai virar. Igualzinha a sua mãe. – ele cuspiu as palavras. – Agora levanta daí e faça o que eu mandei. – terminou de falar me dando um chute na coxa.

Saiu do meu quarto, me deixando jogada no chão chorando.

Não sei da onde conseguia tirar forças para ajudar as meninas quando elas mais precisavam. Só sei que quando a situação é comigo, quando são os meus problemas, não consigo ter forças para nada.

Deixei as lágrimas lavarem toda minha frustração.

Por que ele sempre tinha que mencionar a mamãe no meio? Talvez, de um jeito completamente torto, ele a amasse. Ainda a amasse. E me ver, como a cópia fiel dela que sou, o deixasse pior a cada dia. Talvez eu seja a culpada então. Mas não quero ter que mudar. Orgulho-me de ser a cópia de minha mãe. Lilian sempre foi e será uma mulher perfeita, mesmo com seus defeitos e estando longe de mim. É minha mãe, e eu a amo.

Com dificuldade fiquei de pé. Minha perna doía pelo chute recebido.

Parei em frente ao espelho do banheiro do meu quarto e encarei a imagem apagada da garota feia refletida. Cabelos bagunçados, olhos vermelhos. Puxei a gola da blusa e pude notar ainda a mancha roxa no ombro esquerdo. Depois levantei a lateral do cabelo, e uma nova marca aparecia ali no pescoço. Um vergão vermelho que provavelmente ficaria arroxeado mais tarde.

Lavei o rosto com água fria para tentar melhor minha aparência. Ainda parecia não ter surtido efeito algum.

“Ninguém nunca vai gostar de mim com essa cara e esses machucados.” Pensei.

Penteei meu cabelo, melhorando o recente ninho que havia se formado. Pelo menos do meu cabelo eu gostava. O tom castanho era idêntico ao da mamãe. Eram lisos e ondulados.

Saí do banheiro mancando um pouco. Teria que ir ao mercado antes que ele voltasse aqui para reclamar novamente.

Descer as escadas foi difícil, mas respirei aliviado quando finalmente sai daquela casa.

O vento frio nas ruas Forks batia em meu rosto fazendo meu cabelo voar. Eu gostava da sensação. Um dia seria assim, livre. Poderia me formar numa faculdade em história e quem sabe me casar?

Virei à esquina, três quarteirões depois do meu, onde havia um armazém simples. Comprei extremamente o necessário, já que seria a segunda vez que colocaria na conta. O dinheiro que ganhei quando trabalhei de babá na semana passada foram para meu material escolar e para completar parte das contas da casa, já que o resto eu consegui arrancar de meu pai antes que acabasse com tudo no bar.

A moça que empacotara as compras me olhou feio quando pedi para anotar no meu nome que logo pagaria. Como se desconfiasse que eu não fosse mesmo pagar.

Saí que cabeça baixa segurando as duas sacolas de papel marrom com as compras. Quando estava na porta do armazém colocando os pés para fora senti alguém segurar meu braço.

— Hey Rosalie! – me virei para encarar reconhecendo aquela voz.

—Emmett?

Notas finais
Então, girls, o que acharam? Tadinha da baixinha :'c Emm por ali? Vish, no que vai dar? Ai ai ai! Comentem se gostaram do cap. Até o próximo, amorecos :33