The Safe Place
18 Capítulo 18 – Lembranças Maravilhosas de Ontem. Domingo em Família.
Notas iniciais
Acordei no domingo de manhã, mas não abri os olhos. Meu corpo estava desperto e ainda formigando pelas incríveis sensações da noite passada. Queria prolongar isso ao máximo. Foi a melhor noite da minha vida! Emmett é o garoto mais especial, tão perfeito que chego a apensar que estou sonhando. Não, sonho não. Essa finalmente é minha realidade. A realidade que sempre quis para minha vida.
Eu e Emm namorando.
Sempre achei que viveria numa utopia, idealizando um mundo o qual jamais seria acessível pra mim. Mas agora é. Agora finalmente eu alcancei minha maior felicidade. E o nome dela é Emmett Cullen.
Senti o calor do sol aquecendo minha pele e despertei. Estava tão avoada noite passada que devo ter me esquecido de fechar a janela. Abri os olhos e vi o anel reluzir em meu dedo. Ah, esse anel! Era a prova de que nada da noite passada fora fruto da minha imaginação fértil. Sim, Emm havia me pedido em namoro e esse anel pesava delicadamente me lembrando disso, fazendo um sorriso reverberar em minha boca. Acho que minhas bochechas vão rasgar de tanto sorrir!
Sei lá quanto tempo se passou e eu ainda estava encarando o anel prateado em minha mão direita. Não relembrar do baile de ontem era impossível.
Logo depois que eu e Emm aproveitamos o máximo possível do lado de fora, voltamos para a quadra – temporariamente salão de festa – e nos sentamos. Procurei por Alice enquanto Emmett devorava os salgadinhos da mesa – coisa que eu faria logo, logo. Meu coração quase saltou pela boca quando vi a baixinha dançando uma música lenta com o Whitlock. Não é que essa baixinha danada havia se dado bem? Teria que me contar os detalhes depois de como conseguiu essa façanha já que, pelos boatos durante a semana, Jasper iria com Lenna, uma líder de torcida gostosona do tipo Megan Fox, o que deixou a baixinha desapontada. Se ele estava com Alie, alguma coisa havia acontecido. Apesar do choque, meu coração voltou para o lugar, quietinho, assim que vi Jasper girando Alice a fazendo rir e suas bochechas corarem. Ela merecia essa noite, merecia mais do que ninguém aproveitar e ser feliz.
Depois de um bom tempo dançando, os dois resolveram se aproximar de nós. Pela primeira vez vi o loiro ficar sem jeito. Alice se sentou do meu lado e o Whitlock de Emmett. Os dois começaram a conversar, mas não prestei atenção, já que puxei Alie para sussurrar em seu ouvido.
– Pode me explicar agora como é que você e o Jasper foram parar dançando juntos. Agora, sua baixinha esperta! – Ela riu e seu sorriso só se alargou mais.
A risada de Alice parecia um tilintar gostoso de sinos, por mim ela riria sempre, seria assim sempre, sem cortes e dor.
–Calma sua apressada. – Revirei os olhos e apertei o braço dela. – Ai Rosie, eu conto tá! É que depois que você e o Emmett saíram eu fiquei sozinha. Jasper chegou sozinho também, mas olhava para todos os lados, acho que procurando a Lenna. Acabou de desistiu de procurar, me viu e me chamou pra beber refrigerante. Ele disse que o par dele deu o bolo e perguntou se eu queria dançar.
–E é lógico que você aceitou! – a interrompi.
–Mas é claro, né. Poxa, não é todo dia que o garoto que eu gosto me chama pra dançar, oras! E, meu Deus, eu nunca fiquei tão nervosa na vida. Olha to tremendo até agora, Rosie! – Ela esticou as mãos e realmente, os dedinhos dela balançavam rapidamente.
Continuamos ali na mesa conversando. Alice prestava atenção em cada palavra e movimento que Jasper fazia. Só ganhei atenção mesmo quando mostrei o anel que Emm me dera e contei o que houve lá fora.
–Ai meu Deus! Parabéns, amiga! Você super merece, Rosita, merece mais que todas! – Ela comemorou toda sorridente, me abraçando. Até se levantou para abraçar Emm e, por incrível que pareça, Jasper nos deu parabéns também. Okay, acho que ele tinha sofrido uma lavagem cerebral, mas por mim tudo bem. Esse Whitlock que arrancava sorrisos da minha baixinha e a tratava bem era muito mais legal que o do dia-a-dia nas aulas.
Depois de muito procurarmos, vimos Bella. Acenamos e ela nos viu também, se levantando e vindo até nós.
–Nossa, que milagre nos dar a honra da sua presença, Isabella. – Alice fez careta e Bella riu.
–É mesmo, Bells. Não te vimos o baile todo, garota. – falei.
Bella estava incrível no vestido, o cabelo preto solto e levemente bagunçado, os olhos bem marcados pelo delineador preto e um gloss transparente. Porém, nos pés, já calçava seu tão adorado par de all stars.
–Tênis, Bella? – Falei olhando dos pés pra ela. Alice fez careta de reprovação quando viu e Bella mexeu os pés como se quisesse escondê-los.
–Ah qual é?! Eu vim com os saltos, tirei há pouco tempo. – respondeu. – O Edward não falou nada, tá. – ela deu de ombros, sorrindo vitoriosa. Falou isso mais baixo, olhando para Emm e Jasper, que ainda conversavam, para certificar-se de que não ouviram.
–Hmm. – Alie sorriu maliciosa. – E como está com seu gato?
–Ai gente, está tão bom! Ele é muito legal, diferente dos dias na aula. Até alguns amigos dele falaram comigo. Essa noite está melhor do que eu esperava. Ele me trouxe como prometeu, e vai me levar pra casa também.
–Vai te levar e vai embora, né? – Perguntei só pra ter certeza. Bella está tão feliz essa noite com o Masen, mas não quero que exagere. Ainda não sabemos se o efeito ‘’todo mundo tá legal’’ vai durar por muito tempo.
–Lógico Rose. Relaxa tá, eu sou bem grandinha.
–Eu sei bem, só me preocupo com você. E com a Alie também.
–A gente sabe Rosita. – Alie falou sorrindo, até piscou os olhinhos.
–Para de me chamar assim, baixinha danada. – apertei a bochecha dela e Bells riu.
–Okay, eu vou voltar pra lá. – Bella avisou.
–Ei Bella, não vai querer saber como está nossa noite? – Alice fez cara de magoada.
–Claro que quero, desculpa meninas. É que estou tão empolgada! – Acho que vi Isabella quicar, isso não era normal, isso era coisa de Alice. – Mas me digam: como está até agora Rose?
–Ela está namorando oficialmente – Alice quase soletrou a palavra – com o Emmett! — a baixinha segurou minha mão e mostrou o anel prateado para Bella, que abriu a boca surpresa. Seus olhos brilhavam.
–Caramba! Parabéns, Rose! – recebi um abraço apertado da minha morena falsificada. – Como foi? Me conta tudo! –Ela puxou Alice da cadeira e se sentou, puxando de novo a baixinha só que agora para seu colo.
Resumi a história, mas Alice se meteu dando os pitacos do jeito dela, como se estivesse lá na hora vendo tudo. Depois Alie contou de como foi parar na pista com Jasper. Estava tudo dando tão certo pra nós naquela noite!
Houve a votação e o anúncio para rei e rainha do baile, que teve como vencedores Maggie e seu par, Mike, um loiro mauricinho do time de futebol americano também. Depois disso fomos para casa.
Jasper perguntou se Alice queria carona, mas a tia dela já estava a esperando no portão do colégio. Edward e Bella ficaram, mas pouco mais de meia hora que cheguei em casa, Bells ligou avisando que já estava em casa e que tinha uma novidade para contar.
Foi realmente difícil dar adeus a Emm naquela noite. Quando ele estacionou o carro na porta de minha casa, meu estômago se recontorceu e meu coração pareceu murchar. Sem Emm por perto eu me sentia vazia e essa dependência que crescia a cada dia me assustava.
–Você precisa mesmo ir, Emm. – respondi contra minha vontade, depois de um longo beijo. Carmen já havia ligado para Emm há 10 minutos atrás e ele disse que estava chegando. Ela devia estar quase pirando!
–Não queria que essa noite terminasse. – falou com a voz um tanto rouca e em seguida me dando um beijo calmo, porém intenso, no pescoço.
Senti minhas pernas ficar bambas, apesar de estar sentada no banco do carro. Certo que sempre que Emm se aproximava de mim todo meu corpo estremecia, mas dessa vez senti como se nem pernas eu tivesse mais. Estava formigando!
–Nem eu, Emm. – consegui falar. – Mas você precisa ir, a Car já deve estar ficando preocupada. – o vi revirar os olhos e suspirar.
–Tudo bem. – Emm se ajeitou no banco. – Posso vir te buscar para almoçar lá em casa amanhã?
Ele com certeza iria querer contar para os pais que agora namorávamos. Acho que pela primeira vez, depois que conheci Carmen e Eleazar, fiquei nervosa de almoçar com eles.
–Claro. – tentei parecer confiante, mas acho que meu sorriso saiu forçado.
–Está nervosa de ir ver meus pais por que estamos namorando? – Ele perguntou sorrindo de leve. Sua mão grande e macia acariciou delicadamente o contorno da minha bochecha. Acho que estava vermelha.
Neguei com a cabeça, meus cabelos balançaram. Emm sorriu, sabia que eu estava mentindo.
–Não seja boba, Rose. Eles vão ficar felizes por nós, sabe que minha mãe te adora e meu pai jamais ficaria contra. E a louca da Irina também, se duvidarmos ela comemora mais que nós. – Acabei rindo e Emm me abraçou, beijando meus cabelos. Sabe se lá como, mas ele sabia me acalmar.
–Tudo bem, eu te espero amanhã Emm. – Beijei a bochecha dele e fui abrir a porta.
–Só isso? Não ganho um beijo decente de boa noite? – Ele fez um bico adorável.
–Claro que ganha, meu amor. – Segurei o rosto angelical dele entre as mãos, beijei cada uma das covinhas antes, já que ele sorria as fazendo brilharem, praticamente. Depois o beijei nos lábios, querendo transmitir o máximo possível quanto estava apaixonada por ele. O quanto o amava.
Emm correspondeu de imediato e sua mão logo foi parar em minha nuca, aprofundando nosso contato e impedindo que eu me soltasse. Por mim ficaríamos assim, tão perto, pelo resto de nossas vidas. Mas o ar nos faltou e tivemos que parar o beijo deliciosamente sufocante.
–Repete o que disse antes. – Emm pediu. Ele me olhava meio bobo, com os olhos brilhando.
–Que eu te espero amanhã?- o encarei confusa.
–Não, depois disso. Do que me chamou? – Seu sorriso era presunçoso e só então percebi que o havia chamado de meu amor. Imediatamente minhas bochechas coraram, eu sentia meu rosto quente. Abaixei o olhar para meu colo e mordi o lábio.
–Meu amor. Te chamei de meu amor. – falei baixinho, um tanto envergonhada. Ele não tinha gostado?
–Ei, não precisa ter vergonha, anjo. – Emmett segurou meu queixo, me fazendo olhar para ele. Aqueles olhos verdes tão intensos que quase – eu disse quase — não prestei atenção no que ele disse.
–Agora repete você o que disse. – pedi, rindo de leve.
–O que? Que não precisa ter vergonha? – Ele fingiu de desentendido, mas um sorriso brincalhão dançava em seus lábios.
–Depois disso.
–Ah, então foi quando... – ele fez suspense, não sei por quê. – Quando te chamei de anjo? – seus olhos verdes ainda brilhavam e sua mão tornou a acariciar meu rosto, tirando uma mexa da franja que caía em meus olhos.
–Eu não sou um anjo, Emm. –falei.
–Claro que é. É o meu anjo, Rose. – suas mãos baixaram para meu quadril e senti quando ele as apertou ali, como que para provar que eu era dele, só dele.
Tomada outra vez pela necessidade de beijá-lo, segurei seu rosto e o fiz. Mas assim que Emmett me correspondeu seu celular começou a tocar. Era Carmen de novo.
–Agora você tem mesmo que ir, Emm. Sem distração dessa vez. – falei tentando parecer séria, mas no fundo queria fazer bico e pedir para ele ficar mais um pouco.
–Okay, fazer o que né. Você quem me distrai. – nós rimos de novo. – Boa noite, anjo. – Ele beijou minha testa e eu saí do carro.
Vi o conversível vermelho de Irina, no momento sendo dirigido por meu namorado, virar a esquina e entrei. Meu pai não estava em casa, com a graça de Deus. Tranquei a porta do meu quarto e me joguei na cama, mas saberia que não dormiria tão cedo.
[...]
E foi assim que passei toda essa manhã: revivendo mentalmente cada detalhe da noite anterior. A melhor noite da minha vida e provavelmente a das meninas também.
Logo meu celular vibrou na cabeceira e peguei, vendo que recebera uma mensagem.
De: Emm
Para: Rose
Bom dia namorada, dormiu bem?
Confesso que quase não dormi pensando em como aquele baile foi mais que especial por ter sido com você. Obrigado por aceitar namorar comigo.
Irina quer saber de tudo, então nem pense que vai escapar de vir almoçar por aqui. 13h passo ai, ok?
Até mais, anjo.
Acho que minhas bochechas haviam se rasgado de vez, eu estava sorrindo feito uma boba! Olhei para o relógio e vi que ainda eram 10h30min, dava tempo de organizar meu quarto, que no momento parecia o de Emmett, e fazer o almoço de Hector.
Esse seria meu primeiro almoço como namorada do Emm. Queria tanto que mamãe estivesse aqui para conhecê-lo, para eu contar o quanto estava me sentindo feliz. Ela com toda certeza o aprovaria. O lance agora seria não deixar meu pai notar o anel em meu dedo, ou se não ‘adeus anel’.
[...]
Nem precisei inventar uma desculpa para meu pai para poder sair em pleno começo de tarde de domingo.
Depois de tomar banho e passar alguns minutos decidindo que roupa vestir – eu estava parecendo Alice com neura por moda -, eu pude descer as escadas silenciosamente sem dar de cara com Hector. Ainda consegui notar pela fresta de sua porta o modo que roncava dormindo completamente largado em sua cama. Quando sentisse fome levantaria e daria de cara com uma panela de macarronada na cozinha, mas eu não estaria lá hoje para ouvi-lo resmungar que todo domingo é a mesma coisa.
No momento eu estava no carro com Emm, indo para sua casa.
Olhei pela décima vez para meus pés, calçados no all star branco. Estavam um tanto sujos e o cadarço desfiava um pouquinho. Droga, porque não vim de sapatilha?
–Ei, o que foi? – Emm perguntou, notando o bico insatisfeito em meu rosto enquanto eu mexia o pé.
–Não foi nada. — o encarei, sorrindo, mas acho que não o convenci.
–Você está indo almoçar na minha casa, com a minha família que já te conhece. Porque está tão nervosa, Rose?
–Eu não sei! – suspirei, mexendo exageradamente nos cabelos que, a propósito, estavam uma bagunça provavelmente. – Antes era um almoço na casa de um amigo, agora é na casa do meu namorado. Eu, sinceramente, não sei.
–Não seja complicada, vai. As coisas não mudaram, só melhoraram. – Emm disse e em seguida me deu um beijo doce na bochecha.
Sentir seu perfume me fez relaxar. Tornei a sacudir meu pé, impaciente. Passei a mão pela barra do vestido azul claro, querendo ajeitá-lo mais.
–E, só pra constar, você está linda. Então, sossegue. – Emm segurou meu joelho e o apertou de leve.
Senti minhas bochechas esquentarem e o local onde sua mão esteve há segundos antes também. Ele não devia fazer isso. Por que tinha que causar tantas sensações em mim com apenas um toque?
Finalmente chegamos à bonita e aconchegante casa dos Cullen.
Assim que Emmett abriu a porta ouvimos um grito empolgado. Irina.
–Rose! – ela jogou os braços em torno do meu pescoço, num abraço sufocantemente gostoso. – Cunhadinha, agora né? – ela riu e eu fiquei sem graça.
–Mãe, a Irina tá atormentando a Rose de novo. – Emmett brincou, passando por nós e indo pra cozinha, de onde vinha um cheiro delicioso.
Depois de ganhar muitas cutucadas de Irina, que queria saber detalhes, prometi que contaria após o almoço. Carmen me recebeu cheia de carinho pra dar, como sempre fazia. Seu sorriso de verão era algo aquecedor. Não dava pra ficar nervosa ou com medo de alguma reação dela.
– Bem-vinda a família, carinho. Desde que você pisou aqui pela primeira vez, soube que seria muito especial para nós. A primeira amizade e namorada do meu garoto. Estou muito feliz por vocês dois, querida. Muito mesmo. Eu não podia pedir nora melhor. – Carmen falou após me dar um abraço apertado. Apertei suas mãos, agora entrelaçadas nas minhas, em agradecimento. Ela era a melhor sogra-barra-amiga do mundo!
Fiquei um pouco mais nervosa com o pai de Emm, mas recebi um abraço singelo e um “agora você é parte da família”. O que foi ótimo. Apesar de sempre me parecer sério, Eleazar mostrou que também tinha um sorriso sincero e cativante tanto quanto os outros membros dali.
O almoço foi deliciosamente tranquilo. Repito o deliciosamente porque, sendo sincera, a comida estava espetacular! Permitindo ou não, ajudei Carmen a tirar a louça da mesa. Ela reclamou e tentou me botar pra fora de sua cozinha, mas não adiantou. Era o mínimo que eu podia fazer por serem tão simpáticos comigo. ‘Simpáticos’ era pouco ainda para descrevê-los.
–Ei Irina, trago seu vestido e as coisas que me emprestou amanhã. – avisei assim que ela me puxou para sentarmos no sofá maior da sala. Queria devolver o vestido lavado, mas não tive tempo de fazer isso hoje e nem secaria tão rápido.
–Eu já disse que pode ficar com sapatos, Rose. E o vestido ficou tão lindo em você, não posso aceitar de volta. – ela falou.
–Lógico que pode. Quem não pode aceitar tudo aquilo sou eu, por favor, né. – retruquei. Não queria parecer interesseira.
– Gatinho, me desculpa, mas vou ter que bater na sua namorada teimosa. – ela fez um sorriso irônico para Emm e depois para mim.
–Nem me coloquem nessa confusão. E, loira, se você bater nela eu corto seus dedos. – Emmett brincou, mas por um mísero segundo pareceu sério.
–Credo, Emmett. – Irina lhe mostrou a língua. – Sabia que agora eu tenho meu professor gato para me proteger, né?!
Tive que rir. Então havia dado certo para ela e Stefan. Emm revirou os olhos e Irina começou a me contar – com detalhes! – sobre a pegação escondida dela com meu professor de biologia super gato. Pelo jeito eles não haviam vigiado os alunos a noite toda. Irina era fogo!
A tarde foi tão gostosa. Queria desfrutar daquela sensação deliciosa o resto da vida. Eu, aninhada a Emmett no sofá. Sua mão brincava com minha franja cumprida, enquanto a outra estava entrelaçada na minha. Irina quase se afogava em um balde de pipoca completamente interessada no filme que passava na grande TV de tela plana. Carmen e Eleazar, o típico casal de pais perfeitos, estavam agarradinhos no sofá menor. Era uma cena memorável. Perfeita para ser registrada. E seria, em minha mente para sempre.
Eu, finalmente, tinha encontrado meu lugar seguro.
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