The Safe Place

16 Capítulo 16 – Consequências de ontem, Jasper e Fada Madrinha em Ação!


Notas iniciais
Heeey bonitezas! Já sei que demorei, podem puxar minha orelha. Mas aqui está um capítulo novinho. Com um tico de Alisper e uma possível solução para Rosalie ir ao baile. Avisando que minhas provas estão chegando, então vou demorar para escrever o próximo. Juro que vou me esforçar, gente. Bora?!

Acordei com dores nas costas e com a cabeça latejando. O despertador havia tocado há alguns minutos, mas eu estava consideravelmente lerda esta manhã. Troquei-me o mais rápido que pude, mas não foi o suficiente. Estava atrasada. Saí de casa sem nem passar pela cozinha, ficando sem café da amanhã assim como estava sem o jantar da noite passada.

O primeiro ônibus chegou na hora exata, ou melhor, eu cheguei em cima da hora com ele. E depois da minha segunda carona, estava descendo na rua do colégio.

Depois de amanhã seria o baile e eu estava muito nervosa. Não tinha conseguido o vestido e não fazia ideia de como dizer a Emmett que não podia ir. Ainda mais depois de saber que ele estava fazendo de tudo para que a noite fosse perfeita e eu me divertisse. Eu iria decepcioná-lo, mas era preciso. Seria mais vergonhoso se ele chegasse todo arrumado e comigo de jeans e camiseta ao seu lado. Eu não podia fazê-lo passar por isso e nem queria ser mais humilhada por essa corja de adolescentes fúteis que chamamos de colegas de classe.

Passei pelo enorme portão da Forks High School imaginando na desculpa perfeita para dar a Emmett. Talvez Alice e Bella pudessem me ajudar. Bells sempre tem suas ideias de gênio. Porém, se depender delas, elas vão caçar um vestido até nos confins da Terra e comprá-lo só para que eu possa ir. Mas isso eu não podia aceitar.

Assim que entrei na sala da senhora Carlin, Bella e Emmett conversavam animadamente – o que ainda era estranho pra mim de se ver – e Alice só escutava os dois falando. Minha cabeça ainda estava doendo.

–Bom dia, gente. – beijei a bochecha de cada um dos três e Alie como sempre me prendeu num abraço carinhoso. –Tudo bem, amor? – perguntei a ela.

–Rosie, hoje nós vamos começar a decorar a quadra. Eu estou empolgada. Duas garotas do 2º ano que nunca falaram comigo vieram me chamar para ficar no grupo delas. Isso não é legal? – Alie contou empolgada.

–É ótimo, Alie. – sorri meio sem entusiasmo.

–Que cara é essa, amiga? – Bella perguntou. Eu estava tão ruim assim? Fiz cara de óbvia pra ela, que revirou os olhos já entendendo. Elas sabiam que quando eu brigava com meu pai, chegava mais que péssima no dia seguinte.

–Sinto muito, Rosie. – Alice sussurrou passando a mão de leve em minhas costas. Sorri de canto tentando parecer sincera. Era bom saber que elas se importavam.

–Tá tudo bem, Rose? — Emmett se pronunciou.

–Uhum. – reforcei com um aceno de cabeça. – E aí, como tá a Irina? – perguntei. Eu havia adorado a irmã dele.

–Maluca como sempre. – ele riu.

–Quem é Irina? – Bella perguntou.

–A irmã mais velha dele. – respondi. – Uma loira que veio trazer ele ontem... – tentei não deixar Emmett perceber que já tinha falado dela antes de conhecê-la para as meninas.

–Ah, entendi. – Bella deu uma risadinha.

–Não sabia que você tinha irmã, grandão. – Alice comentou.

–Nem eu sabia. – falei rindo.

–Ninguém sabia. – ele disse, revirando os olhos. – É uma longa história, mas no baile vocês vão conheça-la.

–Ah vamos? – Bella fez cara de confusa.

–É, pergunte à senhorita “se inscreva como voluntária” aqui. – ele fez uma cara engraçada tentando imitar minha voz. Nós rimos. Emm foi se sentar na carteira dele quando vimos à professora entrar na sala.

Contei por cima a história sobre Irina, inclusive nossa tarde gostosa de ontem aonde vimos o professor Stefan. Logo tivemos que ficar em silêncio ouvindo infinitas fórmulas de matemática desnecessárias pra minha vida.

[...]

Finalmente o sinal do segundo intervalo soou. Já estava ficando tonta na aula de inglês. Emmett não teve essas duas aulas comigo, ele estava no treino de futebol americano. Então, sem a proteção de Emm, eu e as meninas ficamos a mercê dos ataques infantis de Maggie e seus clones mal feitos.

Foram as mesmas brincadeiras de mau gosto sem graças, bolinhas de papel e borracha atiradas em nós, e os comentários desnecessários da Grayson. Mas em fim acabou. Assim que ouvimos o sinal eu estava desesperada para sair da sala e comer algo. Meu estômago estava tentando devorar algum órgão próximo e isso não era legal.

Senti uma tontura horrível quando fiquei de pé. Coloquei a mão na testa, como se isso fosse ajudar.

–Rose? Tá tudo bem? – escutei a voz de Bella, mas parecia longe. –Alice, ela tá muito branca.

–Meninas, eu acho... – tentei falar, mas tudo ja´estava ficando embaçado.

–Ai meu Deus, Bella, acho que ela vai desmaiar. –Alice se alterou, mas eu já não estava prestando atenção.

Tudo começou a rodar e ficar mais embaçado. Não ouvi mais as vozes das meninas e senti meu corpo desabar.

[...]

Acordei na enfermaria com três pares de olhos grudados em mim. Minha cabeça estava doendo um pouco e eu estava deitada numa maca.

–Gente, ela acordou. – essa foi Alice.

–Ah vá! – Bella resmungou. – Rose, você tá bem?

Apenas assenti com a cabeça. Tentei me levantar e sentar, e senti uma mão nas minhas costas. Era Emmett.

–Tá tudo bem? – seus olhos incrivelmente verdes me encaravam, me puxando pra outra realidade. Sentia meu corpo mole, mas não como se fosse desmaiar por passar fome como há minutos atrás. Era o efeito dele em mim.

–Acho que sim, me desculpe. – passei a mão pela cabeça, jogando meu cabelo para trás. Minha cara devia estar péssima.

–Está pedindo desculpas por desmaiar? – ele bufou. – É você está bem mesmo. – ri de leve e Emm beijou meus cabelos. Suas demonstrações de carinho, mesmo que perto dos outros, me tiravam de órbita. Era bom saber que ele queria estar sempre comigo e não tinha vergonha disso.

–Okay mocinha, você tem duas opções: ir para um hospital tomar soro ou ir pra casa almoçar. –A enfermeira se pronunciou. – Sua pressão caiu por falta de alimentação.

Pra minha casa? Meu pai estaria lá e não queria vê-lo. Hospital também não é uma escolha.

–Não posso comer o lanche da cantina mesmo? – pedi.

–Não, você vai pra minha casa. – Emmett falou. –Vou ligar pra minha mãe e pedir pra ela me liberar.

–Não precisa Emm. – tentei intervir. Não queria que ele perdesse as últimas aulas e nem dar trabalho pra Carmen.

–Deixa o garoto cuidar de você, Rose. Larga mão de ser chata. –Bella me cutucou fazendo cara de brava. Revirei os olhos.

–É verdade, querida. Você não pode ir pra casa sozinha. – a enfermeira falou, sorrindo.

–Tá certo. – suspirei vencida, olhando para Emmett na porta da enfermaria falando com a mãe pelo celular. Depois que desligou voltou para perto de nós.

–Vamos? – estendeu a mão para mim.

–Não tem outro jeito, né? – segurei sua mão, ficando de pé. Bella pegou minha mochila e nos acompanhou até a sala do diretor onde mostrei o atestado da enfermeira me liberando e Emmett foi confirmar se Carmen já tinha ligado e o liberado do colégio.

As meninas voltaram para suas aulas e Emm foi levando minha mochila num braço, a suas nas costas e mantinha o outro braço em volta da minha cintura. Chegamos ao portão de saída e Irina estava lá, encostada em seu super carro vermelho nos esperando.

–Matando aula, hein Rose?! – Ele brincou abrindo os braços e me puxando de Emm. Logo estava me abraçando e me senti bem por receber o carinho de alguém que conheci há tão pouco tempo.

Fomos para casa dos Cullen e quando Irina estacionou, Carmen estava na porta parada com uma expressão de preocupação.

–Quer me matar do coração, menina? – Ela sorriu brincalhona. Puxou-me para seus braços num abraço protetor cheio de carinho materno. –Não faz mais isso, filha. – Carmen beijou minha cabeça.

Fiquei a encarando e podia sentir que meus olhos brilhavam. Ela tinha me chamado de filha mesmo? Com toda certeza do mundo eu queria que ela fosse minha mãe no momento. Podia ter sido apenas um modo de falar, mas pra mim significou tudo naquele instante.

–Desculpe Car. Não jantei ontem nem comi nada hoje de manhã. Prometo não fazer mais isso. – falei sorrindo sincera. Ela me apertou mais em seus braços me guiando para cozinha. Havia um banquete preparado pra mim e isso era completamente desnecessário. –Fala que tudo isso não é pra mim? – perguntei meio sem jeito.

–Emm segura ela. Vamos ter que amarrá-la na mesa se não a gatinha não vai comer. – Irina brincou, mas se eu me negasse a comer não duvidaria nada que eles realmente fizessem isso.

–Senta logo aí, Rose. – Emm praticamente me colocou na cadeira e se sentou ao meu lado. Almoçamos juntos, só faltando Eleazar. Carmen a todo instante me oferecia mais alguma coisa e eu não sabia mais onde colocar tanta comida. Foi um ótimo almoço, já me sentia melhor, graças a essas pessoas incríveis que se preocupavam comigo.

[...]

No dia seguinte...

Eram 3 horas da tarde e eu estava na casa de Emmett. O motivo? Íamos para o colégio com Irina para ela se inscrever como voluntária para o baile que seria amanhã.

Amanhã, amanhã, amanhã!

Minha cabeça não parava de pensar que o baile da minha vida já estava na porta e eu ainda não tinha cancelado com o Emm. Ele estava tão empolgado dizendo que não via a hora de estar dançando comigo na frente de todos, sem medo, sem vergonha, quebrando as regras idiotas, imposta pela turminha dos populares. Doía pensar numa forma de ter que decepcioná-lo.

Mas como eu iria sem vestido?

Eu estava aérea pensando em como não magoar tanto o garoto que eu amo quando Irina desceu as escadas parando ao nosso lado no sofá. A loira estava incrível! Digamos que arrumada demais para um simples ida a um colégio de adolescentes. Vestia uma calça jeans escura, botas preta, blusa de mangas cumpridas branca com um cachecol estampado. Os cachos dourados estavam presos num coque bagunçado no alto da cabeça e, mesmo não estando sol forte, Irina não desgrudava dos charmosos óculos escuros.

–Vamos? – ela perguntou sorrindo. Os lábios com um gloss. avermelhado.

–Isso tudo aí é pro nosso professor? – brinquei. –Está linda, Irina.

–Obrigada, gata. Não vai me elogiar, gatinho? — Ela fez bico para Emmett e ele revirou os olhos, segurando minha mão.

–Tá ótimo, vamos logo.

–Mal humorado. –Irina resmungou, mas estava sorrindo. Esses dois eram hilários!

[...]

Chegamos ao colégio e fomos direto para quadra. Hoje a entrada estava aberta para todos, já alunos iam e viam ajudando na decoração. Procurei Alice e para minha surpresa ela estava desenrolando vários rolos de fitas amarelas com um garoto. Os dois riam parecendo se divertirem.

–Jasper? – Emmett falou mais para si mesmo do que para mim. Acompanhei seu olhar e vi que também encarava o garoto com Alice. Olhando melhor.. Caramba, era mesmo o Whitlock!

–Desde quando seu amigo faz trabalho voluntário? E desde quando ele fala com a Alie? – eu estava chocada e confusa.

–Não sei, mas isso até que é legal. A baixinha parece estar se divertindo. – Emm comentou.

Voltei a encará-los. Era verdade. Alice sorria feliz, sincera e apaixonada. Por mim veria todos os dias esse sorriso no rosto da minha baixinha.

–Cadê a Irina? – Emm perguntou, olhando em volta. Comecei a procurá-la e não é que a espertinha era rápida? Estava conversando com a professora de artes e com Stefan.

–Sua irmã não perde tempo, olha. –apontei para onde eles estavam e Emmett revirou os olhos. –Emm, não fica com ciúmes. Deixa a Irina ser feliz.

–Okay, okay. Tem razão. Mas é que ciúme de irmão é algo bem forte. – ele riu.

–Rose! –Escutei a voz de Alice me chamar. Olhei em sua direção e ela acenava pedindo que eu me aproximasse. Jasper agora estava no alto de uma escada, pendurando na parede as fitas que antes desenrolava com Alice.

–Vai lá, vou esperar Irina aqui. – Emm beijou minha testa e eu fui até Alice.

–Baixinha, me explica isso agora. – pedi curiosa.

–Isso não é demais, Rosie?! Fiquei super nervosa quando a professora mandou ele me ajudar com as fitas. – Alice falou quase quicando de felicidade.

–Mas por que ele está aqui, Alie?

–Ele estava mexendo no celular durante a aula hoje e como isso é contra as regras do colégio, o professor mandou ele para direção. Resultado: ajudar na decoração para não levar advertência. – ela explicou.

–Wow! O universo conspirou a seu favor, hein baixinha. – sorri feliz por ela.

–Aham! E pra minha sorte nos separaram em duplas e ele é a minha. Meu Deus, Rose, ele é tão legal. Fala coisas engraçadas e é todo atrapalhado com as coisas aqui. – os olhinhos cor de ameixa dela brilhavam. Alice, mais do ninguém, merecia sua dose de felicidade. –Longe dos amigos ele é outra pessoa, Rosie. Queria que fosse assim todos os dias. – de repente ela estava um tanto desanimada.

–Ei, não vai ficar triste agora, né? Aproveita a chance com seu príncipe encantado agora. Amanhã é outro dia. – beijei sua bochecha.

–Verdade Rose, você tem razão. – e lá estava minha pequena sorrindo de novo.

–Alice, pode vir me ajudar aqui, por favor? – nós duas nos viramos na direção da voz, vendo Jasper apontar para alguns rolos de fita caídos no chão.

–Já vi que não vamos terminar isso tão cedo. Que bom! – ele deu um pulinho, mais que empolgada.

–Vai lá, amor. Se diverte e me conta tudo depois, ok? –pedi após abraçá-la.

–Claro. A Bellinha vai pirar! Tchau Rose. – Alie deu um beijo rápido em minha bochecha e logo já estava voltando para perto da escada e atirando as fitinhas caídas para Jasper.

Só não queria que ela criasse tanta esperança depois dessa tarde e se magoasse depois.

Voltei para perto de Emm que mexia no celular. Ele entrelaçou nossas mãos e chamou Irina. A loira voltou com um sorriso enorme no rosto contando por cima sua conversa com nosso professor gatíssimo de biologia. Ela estava empolgada já imaginando o que vestiria amanhã. E foi só ela mencionar o assunto ‘’roupa’’ que meu corpo ficou tenso, a preocupação voltou e minha mente tornou a imaginar a forma menos decepcionante de contar para Emmett que ele estaria sem par amanhã.

[...]

Sábado, Dia do Baile...

Acordei no sábado de manhã e o primeiro pensamento foi Emmett. Por mais que pensasse não haveria desculpa que parecesse menos esfarrapada. Era melhor contar a verdade, não?

Aproveitei que hoje meu pai praticamente sumia do mapa, já que nas sextas bebia até de madrugada, e fui arrumar a casa. Meu quarto estava uma bagunça e os outros cômodos também. Eu precisava me ocupar de algo para não pensar em Emmett e nossos planos – que serão frustrados por mim – para esta noite.

Quando finalmente com segui deixar meu quarto e a sala limpos, fui para a cozinha. Preparei um almoço rápido deixando o prato do folgado já pronto sobre a mesa. Comi, lavei e sequei a louça. Qualquer coisinha a mais que eu pudesse fazer para adiar o momento eu faria. Até um jogo idiota de golfe eu tentei assistir na televisão, mas nada me distraia.

Emmett ficaria desapontado e provavelmente não falaria mais comigo, mas eu tinha que ir logo até sua casa e dizer que sem chances de eu aparecer naquele colégio assim hoje.

Peguei meu celular, coloquei no bolso, peguei as chaves e tranquei casa, saindo em direção à linda casa dos Cullen. Era 4 horas da tarde e o baile começaria ás 7 da noite. Bom, pelo menos Emmett não estaria arrumado ainda, seria menos trabalhoso fazê-lo se arrumar e saber que não vai. Pelo menos não comigo.

Por que ele tinha que me convidar? Tantas garotas perfeitas naquele colégio. E ele escolhe justamente eu? É lógico que eu me morderia de ciúmes se ele fosse com outra, mas eu não era uma boa opção. Acho que eu era a pior opção.

Foi com esse pensamento que passei pelo caminho ladeado de flores na frente da casa dos Cullen, parando até a porta. Respirei fundo e ergui a mão pata tocar a campainha. Só aí notei que tremia. Tomei outro fôlego desnecessário. Qual é? Eu só ia furar com o garoto mais incrível que já conheci na minha vida. Okay, sem ironias, Rosalie – pensei e toquei a bendita campainha.

–Rose! Oi querida, entra. – Carmen como sempre me recebeu com aquele sorriso estonteante de parar o mundo e fazer as flores se abrirem. Puxou-me para dentro, após beijar minha bochecha.

–Car, o Emm está aqui? – perguntei mexendo uma mão na outra, visivelmente nervosa.

–Não, meu bem. Ele foi à lavanderia com o pai buscar o terno. – seu sorriso se alargou completamente orgulhosa pelo filho.

Ah Emmett, porque você tem que ser tão perfeito? Fica difícil desistir das coisas assim. – dramatizei em minha cabeça.

–Porque, querida? – Carmen perguntou, notando minha expressão desapontada.

–É que eu... –comecei a falar, quem sabe ela podia me ajudar? Mas fui interrompida por um grito de Irina.

–Rose! Tá fazendo o que aqui, garota? Devia estar ficando gatíssima pro meu irmão. – ela pareceu na sala, descalça vestindo um short jeans e camiseta larga. Nem parecia a Irina rainha da moda que vira ontem.

–Irina! – Carmen a censurou vendo que eu fiquei sem graça. Minhas bochechas estavam vermelhas, mas não era de vergonha, era de nervoso.

–Tudo bem, mãe. A Rose é minha amiga, estou brincando. – A loira veio me abraçar. –Então gata, o que te traz à minha humilde residência?

Ri de leve do jeito engraçado dela. Mas meu sorriso fraco não durou muito. Encarei meus pés tentando impedir que ela visse as lágrimas que se acumulavam em meus olhos.

–Ei, meu bem, está chorando? O que foi Rose? – Não dava pra deixar passar nada de Carmen. Ela ergueu meu queixo a tempo de ver uma lágrima rolar.

–Eu... Eu não posso ir ao baile com o Emm, Carmen. – falei.

–Ué, como não? – Irina afrouxou o abraço que ainda me dava, se afastando minimamente para poder me encarar.

–Não posso. – sequei meus olhos com o polegar. –Eu não tenho roupa pra vestir, não vou aparecer lá de calça jeans e camiseta. Seu irmão merece alguém linda, arrumada, e não alguém que o faça passar vergonha.

Tive que dizer. Era a verdade e isso elas não poderiam contrariar.

–Rose... – Carmen segurou minha mão, olhando em meus olhos. – Eu conheço meu filho o suficiente pra saber que ele iria com você se estivesse vestida até de palhaça. –sorriu. – Ele jamais sentiria vergonha de estar com você lá. Não seja boba, filha, vá se divertir. – ela apertou minha mão, me encorajando.

Outra vez Carmen me deixou sem palavras com todo esse amor e carinho. Eu não merecia tanto. E eu sabia que Emmett não tinha vergonha de aparecer no colégio comigo independente do que vestisse, mas, pelo menos uma vez na vida, eu gostaria de estar linda pare ele.

–Caramba, como não pensei nisso antes?! Vem comigo, Rose. –Irina pulou como se tivesse tido a melhor ideia da vida dela. Seus olhos azuis brilhavam de empolgação. Ela me puxou em direção as escadas.

–O que vai fazer filha? –Carmen perguntou, provavelmente imaginando que loucura se passava na cabeça da loirinha.

–Você vai ver mãe. – respondeu já subindo as escadas comigo. –E não deixe em hipótese alguma o Emm entrar no meu quarto. Só fala pra ele se arrumar que a fada madrinha da princesa dele está trabalhando.

Ah meu Deus, o que ela ia fazer comigo?!

Notas finais
E aí, comentárioooos?