The Sad Clown

1 The Sad Clown


Notas iniciais
So pra avisar previamente, eu estava com isso pronto a um tempo, mas so agora tive a cara de pau de postar, espero que gostem!
Carnival: significa tanto carnaval, como parque de diverções como os de pier no estados unidos e na europa, quanto festival.

Sentava enfrente a um espelho, pegando um pano umedecido passando no rosto para retirar aquela tinta branca do rosto, aquela tinta branca que tapava aquela cicatriz profana em meu rosto, meu nome é Allen Walker, e sou um palhaço...

Todos acham que os palhaços são alegres o tempo todo, pobres tolos, se soubessem ao menos o que a caracterização representa...

O palhaço nada mais era do que um homem desafortunado, a tinta branca representava a espuma da bebida do qual o pobre homem acabava tomando para esquecer seus sofrimentos...

O nariz vermelho que todos acham gracioso, significava a dor de bater o nariz no chão de tanto cambalear...

Continuei a limpar meu rosto torcendo o pano na água e mergulhando em outra tigela para novamente passar em meu rosto, tirando aquela roupa de retalhos, para um palhaço ela representava a falta de dignidade a ponto de suar trapos para sobreviver ao frio, roupas muitas vezes dadas pelos outros, sendo grandes ou pequenas demais tendo que fazer agente usar mesmo assim para não morrer de frio.

Olhei para meu braço esquerdo, meu braço negro, eu o tatuei totalmente negro para esconder a deformidade dele, quando eu era criança esse braço me trouxe muitos problemas devido a uma doença rara que fazia minha pele ser toda enrugada como uma pele se desprender da carne pútrida de um cadáver sem conservação.

Meus pais me abandonaram por causa dessa doença, e largado na rua acabei me juntado ao circo, e essa cicatriz no olho ganhei por ter desobedecido o grande mestre de cerimônias, o Conde.

Ele durante o corte minucioso dizia que eu não era um filho de deus, e sim uma aberração, um monstro do próprio lúcifer criado apenas para agradar o publico, por isso ele fez um pentagrama invertido em minha testa no fim da cicatriz

Esse era o menor dos mal tratos que pessoas como eu sofriam em um circo.

Lembro-me de quando tive que substituir o domador de leões, a pouco tempo atrás, em consequência da minha inexperiência eu tenho uma grande cicatriz no meu peito feito pela garra de um dos felinos, uma patada que teria sido letal se não tivesse um medico na plateia, mas isso não muda o fato da cicatriz ainda estar em meu corpo, descendo do meu ombro direto em diagonal ate o lado esquerdo, parando um pouco abaixo do umbigo.

Ainda me lembro das risadas que a plateia da no show debaixo da lona, das crianças brincando pela área onde estamos instalados, o parque onde apresentamos, um Carnival...

Elas não sabem de nosso sofrimento, acham que um palhaço adora quando elas riem do sue jeito desengonçado. Acham que ficamos agradecidos quando apontam nossos defeitos...como o pobre Krory... Vitima da doença vampirismo, por causa dela ele tem uma aparência monstruosa, e tem que se alimentar de sangue para viver, todos o chama de monstro quando ele entra no picadeiro e quando ele esta preso numa gaiola.

-“Mamae vamos ver o monstro?” é o que todas as crianças dizem, mas logo as mães os cortam dizendo que não devem procurar o monstro pois ele pode comelas...

Sinto pena do Bookman... um pobre velho que teve suas pernas decapitadas pelos vagões do trem e incapacitado de andar e o próprio neto o entregou para o circo para que ele fosse de alguma serventia, desde então se pintava de branco e tapava um de seus olhos com uma fita negra, ficando dentro de uma “maquina”, sempre quando inseriam uma moeda, as luzes da maquina acendiam e era a hora do Bookman agir, como um brinquedo que dizia aquilo que as pessoas queriam... mal sabem elas como ele deseja sair dali e correr como as crianças.

Tinha o casal de comedores de fogo, todos viam eles colocarem tochas na língua e descer lentamente garganta abaixo, passar as chamas ainda em brasa quente na ponta de um bastão pela pele as incendiando, rindo e fazendo juras de amo, como um casal que sai para um jantar romântico. Triste vida a deles, não podem sentir dor graças a uma doença que inibi a sensibilidade das pessoas...como queriam poder rir da dor dos outros como os outros riem achando que sofrem ou que são masoquistas.

Como esquecer do homem de dois corpos Jasdevi... possuindo duas cabeças, quatro pernas, ambas se mexendo como dois corpos juntos pela cintura,tronco e ombro, e na verdade era, Jasdero tinha um irmão gêmeo siamês chamado Devit, sempre juntos, tocando um violoncelo, ambos com arco, sem poderem alternar em notas musicais graças a distancia dos braços deles, numa triste melodia monofônica.O maior desejo deles eram correr e fazerem coisas diferentes.

Miranda, pobre e desafortunada Miranda, azarado mulher Miranda. Uma mulher que era chamada de bruxa por poder ver o futuro dos outros através das cartas e da mão dos pagantes, como ela desejava nunca poder ver tais coisas, era horrível para ela ver um futuro de atrocidades, mas sempre dizer que ia acontecer coisas boas para agradar aqueles que pagavam.

E por final tinha o Tikky Mikky, o homem prazer, e sei que se perguntam, eu digo o porque, ele alem de poder dar prazer apenas com um toque, sua pele produz uma espécie de hormônio do prazer em excesso fazendo escorrer como suor pelo corpo, fora que ele tinha uma deformidade corporal que só as pagantes mais ricas poderiam desfrutar, Tikky tinha dois Pênis... e o pior, ou melhor, ambos funcionavam perfeitamente, era uma síndrome rara vinda da duplicação do genes que define o sexo fazendo que haja uma espécie de duplicação do órgão sexual, mas sempre um deles tinha disfunção erétil, nesse caso sorte do Tikky de não ter em nenhum deles, era o único que gostava do próprio trabalho.

Terminei de limpar meu rosto e fiquei me encarando no espelho, usei minha mão boa para poder desencaixar as garras de metal presas nas pontas dos meus dedos do meu braço esquerdo, doai, mas ele sempre colocava para chamar a atenção, para eu tomar cuidado na apresentação para não me cortar, para mostrar que eu era mesmo dando graça as pessoas, um monstro.

Parar tirar sempre acaba arrancando parte da minha própria unha, já estava acostumado com a dor, tinha que me preparar, como não tenho mais que fazer o show essa noite eu poderia andar entre as pessoas, não que fosse divertido, mas era como um tempo a mais para conversar com esses meus amigos.

Coloquei uma calça e em seguida uma bota,colocando um sobretudo para tapar o meu braço e ajeitando meus cabelos brancos para poder esconder o pentagrama e sai, afinal alem do circo havia os brinquedos... não que isso seja minha ideia de diversão, mas era o mais livre que podia ficar... Meu maior desejo era ser livre desse lugar...do Conde... Até lá serei apenas o Pierrot Branco dos circo do conde nesse Carnival...

Notas finais
Gostaram
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!