The Ruin Of The Giants
4 Conhecemos um deus e seu bichinho de estimação
Notas iniciais
Saímos cedo de West Virginia para mais algumas horas de Eddie cantarolando, certo, estamos á algumas horas de Nashville, resolvemos não parar para comer porque ontem não deu muito certo, monstros esperando você do lado de fora do restaurante? Nada legal.
- Estamos perto? Por favor digam que sim. – Thalia disse.
- Só mais uma hora e meia. Alguém viu meu pacote de donuts extra? – Eddie perguntou, depois ele soltou uma das mãos do volante e se abaixou para procurar os donuts, nós quase batemos de frente com outro carro, se Nico não tivesse puxado o volante antes. Hoje era a vez de outra pessoa ir á frente com Eddie, Nico foi o sortudo. – Está tudo bem, se acalmem, Percy por favor procure meus donuts.
- Eu sou Nico! – Nico exclamou, Eddie ainda não tivera tempo de decorar nossos nomes certo.
- Isso donuts, por favor. – disse o sátiro, hoje íamos ao som de Beatles, não posso negar que o homem tem bom gosto musical, mas isso não se pode ser levado em conta quando não se ouve a musica, tudo que consegui ouvir foi á segunda voz de Eddie imitando os vocalistas, os instrumentos e tudo que houvesse na musica.
Depois de mais algumas eternas horas e duradouros minutos, chegamos a Nashville, agora faltava pouco para chegarmos ao Tennessee e depois a ponte. Todos pareciam gratos por isso principalmente Thalia.
- Chegamos, desce todo mundo. – Eddie falou.
- Chegamos? Santo Zeus obrigado! – Thalia comemorou descendo do carro. – Nossa eu nem lembrava mais como era o calor do sol.
- Você é tão dramática que passaria fácil em um teste de filme sobre velórios, até conseguiria o papel principal. – Jake disse, Thalia deu um soco em seu braço. No fundo eu acho que ele gosta dela.
- E agora vamos chegar na ponte e esperar um milagre? – perguntei.
- Deixem comigo. – Thalia falou, nós fomos até a ponte que era bem alta, o que me deixava desconfortável, eu sei uma filha de Zeus desconfortável com altitude? Também não entendo.
Thalia se aproximou da borda da ponte e abriu os braços.
- És tu o rio? Estás aí criatura? Responde me, precisamos de tua ajuda! Fale comigo o rio! — ela disse, eu me segurei seriamente para não rir, mas Thalia não parecia estar brincando.
- Isso não parece estar fazendo efeito, e não acho que o rio vá responder, talvez se eu oferecer um donut? – Eddie falou.
- Espere, eu me lembro de alguma coisa sobre o rio Tennessee, nos tempos antigos quando Gaia deu vida a seus filhos ela usou este rio para dar vida a Nereu, um deus menor da água, mas Nereu se rebelou contra Gaia, ele queria mais poder do que poderia ter, e ela o amaldiçoou a ter uma vida restrita apenas a este rio. – Annabeth disse, Percy sorriu como se estivesse orgulhoso.
- Essa menina é melhor que Google. – Eddie comentou.
- Certamente. – uma voz masculina soou atrás de nós.
Quando nos viramos, me deparei com um homem alto, sua pele discretamente reluzente azul, ele usava uma armadura completa grega, mas estava sem elmo, com os cabelos azuis longos a altura dos ombros, o homem era forte e musculoso, tinha um olhar vingativo, brincalhão e traiçoeiro.
- Você deve ser Nereu. – eu disse.
- Por que você não respondeu quando eu o chamei? – Thalia perguntou.
- Você quer dizer aquilo? Eu não sei que idioma era aquele. Enfim sim, sou Nereu, a que devo a honra Percy Jackson? – Nereu voltou seu olhar para Percy.
- Bem, olá, nós temos uma missão, e Dioniso nos disse que você seria um começo, então talvez você possa nos ajudar. – Percy disse.
- Dioniso... – Nereu fuzilou o horizonte como se estivesse buscando informações sobre o deus dentro de sua mente. – Claro, como posso ajudar?
- O que você sabe sobre os gigantes de Gaia? – perguntei.
- Sarah Stacy, sim... seu nome ecoou pelas redondezas, filha de Zeus, preste atenção... em breve você recebera um presente... importante. – Nereu disse, fiquei confusa tive vontade de perguntar se ele era vidente, mas não achei que seria um elogio. – Gigantes, ah eu os odeio, prepotentes acham que são donos do mundo...
- Nereu foco. – Annabeth interrompeu o deus.
-... claro, os gigantes são as criações patéticas e mimadas de minha adorada mamãe, sete gigantes, eu acho, cada um criado para matar um deus. – disse Nereu, depois se inclinou para frente e pegou uma mecha do cabelo de Annabeth e a analisou.
- Você tem noticia deles? De alguns gigantes por ai a solta? – Percy perguntou.
Nereu desfilou a nossa frente nos analisando.
- Não. Porque?
- Alguns amigos nossos estão desaparecidos, e achamos que os gigantes os pegaram. – Nico falou, Nereu virou a cabeça em direção a Nico tão rapidamente que achei que iria quebrar o pescoço.
- Semideuses desaparecidos? Ah provavelmente os gigantes que escaparam quando Gaia acordou devem tê-los sequestrado para usar-los no ritual que trará os outros gigantes de volta. – ele disse como se aquilo fosse á coisa mais natural do mundo.
- Ritual? – Annabeth repetiu.
- É ritual, sabe... aquela coisa maléfica e sangrenta e...
- Eu sei o que um ritual, mas que ritual? Quando? – Annabeth falou.
- Para rituais são necessários luas, ou raios de sol ou chuva, essas coisas. – Nereu disse.
Porque Nereu nos daria tantas informações, sem nenhum preço? Isso não poderia ser bom.
- Acho que já podemos ir, foi um prazer conhecê-lo Nereu passar bem. – falei dando um sorriso forçado e comecei a caminhar.
- Mas já? Ah estava tão divertido, adoro conhecer gente nova! – ele disse fazendo um biquinho.
- Pois é, adoramos a visita, belo rio hein! Se cuida, tchau! – Thalia disse, ela também deve ter percebido minha preocupação.
- Esperem, tem mais alguém que eu gostaria de apresentar a vocês. – Nereu disse sorrindo.
Nós paramos, a água abaixo da ponte se agitou e bolhas subiram.
- Quero que conheçam meu bichinho de estimação Aquione! – o deus disse entusiasmado, pena que nós não estávamos assim também.
Da água emergiu um polvo azul gigante, seus tentáculos eram um pouco mais serrados, como caldas de crocodilo, ele os lançou contra a ponte e arrancou o para-peito, antes que pudéssemos correr toda a ponte desabou e nós caímos na água, foi tudo muito rápido, eu afundei entre os tentáculos.
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