The Roxas Love
20 Capítulo 18 – Borboletas.
Notas iniciais
Capítulo 18 – Borboletas.
Nós voltamos um pouco depois de anoitecer. Não olhava para ninguém, sabia que estavam me fitando não importasse quem seja. E eles poderiam estar certos em fazer isso. Minha mãe, de vez em quando, eu olhava para ela, mas ela parecia ser a única que estava neutra. Ou normal, como se nada tivesse acontecido. Tomei banho, jantei algo, e fui dormir. Não aguentaria a tortura de perguntas enquanto assistia a TV. Eu queria era outro dia. E assim aconteceu.
O sol estava lindo, mais brilhante que antes. Eu sempre acordava antes dos meus parceiros de quarto.
Ainda cambaleando, fui acordando quem eu via.
-Vamos Axel.... –Eu dizia enquanto o empurrava fracamente para acordar. Mas falhamente.-Vai.. Axel.. –Então dei lhe um beijo na testa.
No mesmo momento ele afagou meu rosto e me deu um beijo.
-Roxas.... –Ele ainda desacordado.
Eu olhava para os lados, vendo se Ventus estava acordado.
-Vai, levanta. –Me soltei de suas mãos.
Uma risadinha escapou dos lábios dele, e sussurrou:
-Sim, Senhor.
Me direcionei para Ventus, o empurrando do mesmo jeito. Mas de nada funcionou. Então, peguei alguns fios de meu cabelo, e passei por seu pescoço, fazendo-o acordar.
-Hahahaha! Para...para... –Disse o mesmo sonolento.
-Vai, acorda Ven! –Era a primeira vez que eu dizia isso.
-Tá...tá... Tábom...
Me direcionei ao banheiro, e escovei os dentes, troquei minha roupa, mas quando saí, os dois ainda estavam na cama.
-ACORDEM!!! NÃO VOU DIZER DE NOVO!!! –Assim gritei.
Os dois acordaram num só pulo, assustados com o meu tom de voz.
-Roxas... –Dizia Ven de pé, mas ainda dormindo.
-Ventus, você arruma as camas, eu, vou ajudar minha mãe que concerteza está fazendo o café, enquanto Axel escova os dentes e troca de roupa.
-Mas o que ele vai fazer?? –Disse Ventus intrigado.
-Vocês que se resolvam ai. –Disse rindo.
A casa era simples. O nosso quarto era no sudoeste, O quarto do Sora e do Riku no sul. A entrada era do lado que sobrara ao sul da casa. O sudeste. A sala e a cozinha eram juntos, ocupando o centro da casa e o nordeste. Já o quarto das meninas, ocupava o noroeste, ao lado da porta que dava para o quintal dos fundos.Os banheiros, havia um em cada quarto, e o quarto que abrigava nossas malas, era pequeno, ficava no meio do quarto das meninas e do nosso.Havia um lavabo ao lado do quarto de Sora também. Ou seja, enquanto eu ia para a cozinha, poderia ver o que se passava no quarto de Sora e Riku.
Me apoiei na entrada do quarto.
-Ei.
-Olá Roxas. –Dizia Riku enquanto arrumava as camas.
-Oi. Onde está Sora?
-No banheiro.
-Ah, então tá. –Me virei para ir à cozinha.
-Ei Roxas. –Riku me chamou.
-Oi?
-Queria falar com você.
-Humm.. –Sentei na cama arrumada onde Riku estava sentado tambem.
-Como você se sente?
-Como?
-Como você se sente em relação à Axel? –Ele parecia intrigado.
-Eu amo ele, Riku. Não poderia ser mais feliz.
-Digo, como você se sente, sabendo que..
-Ah, entendo o que quer dizer. –Pausei. –Sabe, para mim, não vejo problemas, acho que todos deveriam saber disso. Acho que a pessoa deveria ficar com quem a deixa feliz. Não importanto quem seja. E é Axel que me deixa feliz, então..
-Entendi. Mas você em nenhum momento pensou algo como: “Porque eu estou fazendo isso?”
-No passado sim. Sempre pensava que era estranho demais viver daquele jeito. Eu estava inseguro. Mas o tempo cura tudo.
-Ahh...
-Aconteceu algo Riku? –Eu disse deslizando as mãos no cabelo.
-Ahn.... Não. Nada. –E me mostrou um sorriso timído.
-Tá... bom, se não tiver nada para falar, estou indo pra cozinha. –Me levantei e saí do quarto.
O que havia dado no Riku? Ele sempre foi tão tímido e nunca parecia ter interesse na minha vida. Algo devia ter acontecido ontem, ou hoje de manhã. Ele nunca foi daquelas pessoas curiosas ou interessadas... Eu acho estranho ele perguntar para mim, que não sou próximo dele, ele deveria ter falado com Sora, que era seu melhor amigo.
Melhor amigo. Ecoei as palavras devagar na minha mente enquanto caminhava até a cozinha.
Melhor amigo.
É melhor eu não pensar nisso.
Cheguei na cozinha com minha mãe e as meninas cozinhando. Acho que tinha gente demais alí. Dei bom dia, e parti para a areia da praia e sentei pensativo.
Será que Riku realmente...? Ele me parece tão normal, tão inteligente e pensativo, pode ser estranho da minha parte, mas para ele... me parece um tanto esquisito. Eu pensei que ele gostava da Kisume, mesmo que não demonstrasse.
Ouvi alguns passos na areia vindo na minha direção.
-Roxas. –Era Riku novamente.
-Riku, tudo bem? –Eu disse preocupado quando avistei uma borboleta brilhante.
-Roxas.. eu queria falar com você.
-Pode falar. –Estendi a mão para a borboleta pousar.
-Eu sei que você pode estar achando estranho, mas eu queria falar com você. Você e Sora são irmãos e acho que talvez você entenderia. –Pausa. –Ah, o que eu estou falando? Ah, esquece Roxas, estou indo e... –Eu Interrompi
-Riku. –Fitei seus orbes verdes com a borboleta pousada no meu dedo.
-Tá...ok.. Todos esse dias e meses que nossa “turma” se fez, eu sinto bastante pela Kisu. –Bingo. Eu sabia. –Mas, de certa forma, Sora é quem está sempre comigo. Eu gosto dele, ele é meu melhor amigo.
-Você gosta mais da Kisu, ou do meu irmão?
-Eu não sei...A Kisume é tão decidida e...Não. Sora é só meu amigo. Sora é só um companheiro.
-Riku, por mais que tente negar, você tem liberdade para escolher. Kisume é decidida e alegre, contagia todos com sua felicidade, mas mesmo assim, Sora pode ser um tanto melhor através de sua opinião, não é?
-Eu não sei, eu não sei... minha cabeça está tão confusa.... Eu não sei o que está acontecendo comigo...nunca havia toda essa incerteza na minha vida. Era muito... incomum. Ahh! Eu não sei Roxas, eu não sei.
-Riku. Descanse e pense. –A borboleta voou.
Me levantei e voltei para a casa, enquanto ele deitava na areia.
Cheguei na cozinha inalando um aroma saboroso de café da manhã.
-Que café da manhã mais rico!!Que aroma gostoso!! –E inspirei profundamente.
-Obrigada Roxas-kun! –Kairi agradeceu.
Todos nós tomamos café, menos Riku, que ainda estava na praia descansando.
Após isso, nós criamos um torneio de surf. Cada um teria que pegar uma onda pelo menos, e se dividiria em meninos e meninas.(Já que as meninas não sabiam surfar muito bem).
-Então, então, como vai funcionar? –Perguntou Ventus.
-Bom, uma pessoa surfa primeiro, e as outras dão a nota. Nada de ficar bajulando ou vice-versa entenderam? –Eu disse.
-Diga-se de passagem... –Sora olhou pra mim.
-... –Não respondi. –Quem vai começar? E ah, as meninas vão avalia também.
-Eu começo!! –Disse Ventus animado.
Então ele foi pegar a sua prancha na barraquinha de madeira.
Ele correu e alcançou o mar. Nadou até aparecer a onda boa, e então se levantou, se equilibrou, e surfou, livre, e como mágica, ele estava dentro de um tubo, passando a mão por ele, como uma criança, tentando alcançar a bala.
Aterrisou perfeitamente, sem nenhum erro.
-Odeio admitir isso, mas você foi bem, Ventus. –Disse de cara emburrada. -Dez
-Dez –Axel concordou.
-Nove e meio –Sora contradisse.
-Como Nove e meio? Eu não errei em nada! –Olhou para mim.- Olha as regras!-Disse bravo.
-Brincadeira Ven! Dez! –Disse batendo em suas costas, com a prancha na mão, já indo para o mar.
-SORA! Espera! –Ele parou no mesmo instante que eu disse. –As meninas, se lembra?
-Ahh... –Deu seu sorriso bobo. –Desculpe meninas. Hehe...
-Tudo bem Sora-kun! Ventus, você foi ótimo! Dez!! –Kairi bateu palmas.
-Ven! Foi perfeito! Dez!!!
-Hahahaha! –Ele riu distraidamente, ainda que estivesse corado.
-Posso ir? –Pausa.-Mas e o Riku? A nota dele? –Sora perguntou.
-Ele não está participando. –Eu disse.
-Você perguntou para ele?
-Sim.
-Ah, então tá!
Sora fez o mesmo, entrou na água, esperou, se levantou e surfou brilhantemente, mas caiu bem no final.
Logo um coro se fez:
-Awww... –Todos dissemos.
Sabíamos que ele estava bem, aquelas águas eram calmas, e Sora era campeão de natação.
Ele saiu da água, e sentou na areia ao nosso lado.
-E aí? –Ele perguntou vergonhosamente.
-Bom... Nove. –Eu disse.
-Nove e meio. –Axel.
-Cara, o importante é se divertir! Dez! –Ventus com seu espiríto “Hip” de sempre.
-Muito bem Sora-kun! É verdade! Dez! –Kairi disse seguido de um selinho em Sora que o deixou vermelho.
-Nove e meio Sora! Muito bem! –Kisume disse.
-Minha vez? –Perguntou Axel.
-Acho que sim. –Fitei seus orbes imensos verdes.
Ele pegou sua prancha tão vermelha quanto seu cabelo e partiu para o mar. Esperou a onda, e que espetáculo! Ele subia e descia na onda, fazia acrobacias, e finalizou de pé, na AREIA!
-Hum... Nove. –Eu disse.
-OQUÊ? Mas como? Fui perfeitamente bem! –Ele implorou.
-Não para mim. –Fechei os olhos.
-Humph... –Axel pausou. –E vocês?
-Dez. –Disseram em coro.
E num instante todos me fitaram.
-Oque? O que foi? Hm.. –Fechei os olhos novamente.
-SUA VEZ! –Todos gritaram.
Era óbvio que eu dei aquela nota por apenas birra, todos sabiam.
Minha mãe nos chamou para almoçarmos, e assim fizemos. Durante o almoço, nos apresentou Akemi, sua amiga.
O almoço fora divetido, contamos algumas piadas, conversamos, e depois de algumas horas depois de comer na mesa, fomos para o mar novamente.
Peguei minha prancha e fui ao mar. O mar mais calmo que já vi. Se aproximou, uma, duas, três ondas, masnenhuma delas peguei, quando escutei Ventus:
-ESTÁ DESISTINDO???
-NÃO!! ESTOU TENTANDO PEGAR UMA ONDA MELHOR! –Disse distante.
E assim apareceu. A onda perfeita, linda, gigante, e a melhor que já vi.
Nadei contra, com todas as forças que tinha, mas a onda me pegou, eu subi, e nunca tinha ficado tão alto, nunca. Era muito libertador, ainda mais que era verão. Não tinha fim, minha felicidade não tinha fim, não tinha. Eu avistava todos. Sora abraçado com Kairi, mas ainda sim atento em mim, Ventus de pé, como se tivesse torçendo pra mim, Axel apenas parado, sentado, observando, ao lado de Kisume no mesmo estado de baixo do Guarda-sol. E Riku, Riku apenas deitado, com uma perna apoiando a outra, e olhando para o céu. Sozinho, solitário. Como uma pena preta ao meio de penas brancas. Diferente. Assim como eu era.
O vento batia nos meus fios de cabelo molhado, e refrescavam a água que havia neles. Eu descia lentamente na onda, mas subia de novo. Fiz algumas acrobacias também, e por milagre consegui pegar o tubo. Era lindo, você era um peixe no meio de um enorme oceano. Era uma sensação única, todos deveriam surfar uma vez na vida para experimentar isso. Passei a mão no tubo, como se pudesse riscar aquelas paredes perfeitas. E como tinha dito antes, tudo girava, e naquele momento, literalmente. Finalmente senti o meu espiríto aventureiro e engraçado, que havia trancado em algum baú distante. Aterrisei perfeitamente, nunca feito uma onda tão perfeita assim.
-Dez!! –Todos falaram em coro.
Fiquei corado apesar de tudo, e tentei cobrir com a prancha.
Tinhamos finalizado a competição entre os meninos, e eu e o Ven tínhamos ganhado. As meninas começariam a surfar agora.
-Ah...pode deixar garotos, eu não sei surfar nada... –Disse meio envergonhada.
-Kairi, tudo bem! Pode ir! –Eu disse.
Ela pegou uma prancha e partiu para a água. Pegou a primeira onda que viu, mas estava no raso, pois ela tinha um tremendo medo do fundo. “Surfou” na onda rasa, e por fim, fez perfeitamente.
-Hahaha! –Todos rimos num tom de brincadeira.
Ela ficou envergonhada novamente.
Enfim. Todos nós surfamos, e nos divertimos bastante. Kisume também não sabia surfar, e fez o mesmo que Kairi, então as duas tinham empatado também.
Tinha chegado o dia ao fim. O crepúsculo havia chegado marcando o brilho do sol. Ficamos todos observando o lindo céu na nossa frente.
Sora estava deitado no colo de Kairi, que observava também a maravilha da natureza. Ventus e Kisu, sentados, um distante do outro, mas ainda sim, felizes. Eu deitado na areia apoiado em Axel que estava deitado também. E Riku, como antes, deitado, com as pernas apoiadas uma em cima da outra, e observando o céu. O grande céu que nos conduzira e hipnotizava, que nos deixava felizes por alguma razão. Eu estava feliz, Sora estava feliz, Kairi estava feliz, Axel estava feliz, Ventus estava feliz, mas de alguma maneira eu achavaque Kisu e Riku não estavam. Não que demonstravam tamanha tristeza, mas não davam um sorriso há dias. Ou talvez semanas.
Não sei oque havia com eles, mas eu estava feliz, estava muito feliz.
Tudo o que eu havia lutado eu consegui, mas por alguma maneira, eu me sentia estranho.
“Porque eu estou fazendo isso?”
Foi o que escutei do jovem de cabelos prateados em minha mente.
Porque tudo aquilo era tão difícil? Sora poderia tanto gostar dele, como Riku gosta. Acho que se tudo isso era tão complicado, eu tive sorte, que foi bem simples o que eu passei. Mas nada legal. Não era legal sofrer por alguém que você ama, sabendo que você teria que ficar atá a eternidade sofrendo, porque sabe que não irá vê-lo de novo, e você relembra aqueles momentos de quando foi embora, e relembra, relembra, como um dvd que você volta várias vezes, sem aquele fim que realmente queria. Era tão complicado ser feliz assim? Agora eu estava vendo com outros olhos o que eu passava. Eu quero ajudar, mas de nada consigo fazer. Eu olhava intensamente para o Riku, quando percebi que uma lágrima escorreu do jovem de cabelos prateados, sem esprança alguma. Os pensamentos dele estavam confusos, e só ele poderia organizá-los. É dificil, mas...não posso fazer nada. Sinto muito...Riku.
Por outro lado, Sora parece estar bem feliz ao lado da Kairi, mas ainda sim, vejo que ele pode sentir algo pelo Riku também. Desde criança, tive esse dom curioso de conseguir adivinhar o que algumas pessoas sentem por instinto. Mas Axel, não sabia o que ele sentia, o que ele gostava, o que ele não queria.... seus orbes verdes. Toda vez que eu tento olhá-los, me perco, e me afogo, e acabo me hipnotizando. Sora sempre foi feliz com tudo, mas ainda sabia que havia uma parte dele vazia, da qual sentia algo pelo Riku. Algo no qual era escondido pela sua mente, disfarçada, e guardada para sempre, para poder esquecer e simplesmente viver como se não tivesse acontecido nada.
Sora olhou para Riku, se levantou e caminhou e direção a ele. Deitou ao seu lado, e começaram a conversar, logo no fim do crepúsculo, quase noite.
Não dava para escutar o que eles conversavam, mas Kairi ficou meio que perdida com o que havia occorido. Mesmo assim, ela deitou e recostou na areia novamente.
Kairi. E Kairi? Seria aquela garota fofa e bonitinha que usava pronomes como ‘kun’ para chamar as pessoas? Ou seria diferente, mas apenas não queria demostrar? Pode ser que uma pessoa como eu, possa pensar tão profundo dentre as pessoas, que pode estar errada. É estranho ser uma pessoa dessas, que pensa pessoa por pessoa, achando que elas não fazem o mesmo. Mas não há como descobrir. Você sempre acha que a pessoa nunca irá fazer aquilo, mas sempre faz, sem que você saiba.
Toda a minha vida havia passado agora. As fotos de quando era pequeno, a escola onde conheci Axel, o sorvete que tomavamos enquanto ele contava a verdade, a despedida, a conversa com Kisu, a corrida com meus amigos, a volta de Axel, eu e Kisu nos dando bem novamente e...agora. O presente que vai nos revelar o futuro que nos espera. Pode ser um tanto falso o que estou dizendo, mas é a minha maneira de pensar, e minha maneira de achar, de andar, falar, e tudo o que eu faço na vida. É o meu jeito.
Axel e eu...sempre estivemos felizes pelo que nos somos, mas Riku parece não se decidir e aceitar o que quer. As razões da sociedade. A pessoa sempre fora criada com as opiniões dos outros, que acabam finalmente antigindo-o e o formando como os outros. A realidade que magoa, a realidade cruel, que sempre força as pessoas fazerem o errado. A realidade.
Olhei para o céu novamente, ainda onde estava, e percebi um grande branco brilhante que se aproximava. Não sabiam o que eram, mas que quando se aproximaram, vimos que eram borboletas, muitas. Tantas que pareciam uma grande massa branca que se dissipava a cada segundo.
Kairi brincava com todas elas, eu e Axel, nos levantamos, e duas borboletas pousaram nos nossos narizes.
Ventus tentava pegar uma, mas fracassamente. Kisume ajudava Ventus, mas sem sucesso também.
E então, Riku e Sora se sentaram, e observaram o lindo festival da natureza que nos encantava. Eram estrelas vistas do céu, mas lindas borboletas quando vistas de perto.
Tudo havia parado. Riku e Sora não conversavam, apenas brincavam com as borboletas, como todos nós brincavamos. Estavam livres, e felizes. As borboletas que voavam e voavam livres sem nenhuma preocupação.
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