The Roommate

27 Just Might be Paranoid - Pt. 1


Notas iniciais
Olha só, meu povo, ninguém teve que esperar tanto por um update dessa vez!!! Eu só queria pedir desculpas se esse capítulo não tiver tanto destaque em Kendall e Logan, mas eu voltarei com isso ao poucos, prometo. Até lá, fiquem com a nota da Kitty e com um capítulo meio tenso para todos envolvidos (e pensar que no começo da história todo mundo queria matar a Lucy e agora todo mundo quer ela viva. O jogo virou, não é mesmo?) —---------------------------- KITTY: Esse mês de março... Cara, esse mês eu me senti renovada, sérião. Depois de ver Logan finalmente voltando aos palcos graças ao Kendall e vendo os dois mais felizes durante esse tempo do que durante esses anos pós-pausa infinita da banda... Eu fiquei tão inspirada e tão animada em vê-los voltando a ser os garotos que conhecíamos e amamos que não pude evitar em ter esperança de que talvez a gente possa ver isso mais vezes. Algo que eu realmente não importaria de ver acontecer, de verdade. ;) Saindo um pouco do realverse!Kogan e entrando no storyverse!Kogan, eu sei que muita gente quer mais "ação" entre Kendall e Logan na história, e eu quero muito que isso aconteça, mas o caso é que, com a história entrando em uma fase nova, "esses" momentos com k&l vão ser bem mais espaçados, mas isso não significa que não construirei mais o romance entre eles. A história deles só começará a se fundir ainda mais no enredo da história, eles ficarão bem mais envolvidos no mistério (que muitos até já resolveram, mas ninguém desconfia dos motivos por trás disso). Eu quero ainda criar momentos mais íntimos e/ou fofos com Kendall e Logan, mas na tensão dos capítulos recentes e futuros pode ser complicado criar algo assim. De qualquer modo eu só peço paciência a todo mundo. Ainda vai rolar bastante Kogan nessa história, mas vai rolar na hora certa. E quando rolar, vai valer muito a pena. ^^

É estranho pensar no rumo que a vida pode tomar. Como em um momento tudo está em paz no universo e em outro, tudo está virado de ponta cabeça. Como em um momento todos que você ama estão felizes e que por um segundo a tempestade parece ter dado um trégua, para logo depois ela vir com força total, destruindo cada pedaço de felicidade e paz que ela encontra.

Se alguém me dissesse que hoje eu estaria em um hospital, orando para cada força existente no mundo para que minha amiga pudesse sair desse lugar com vida, ao invés de um apartamento, comemorando o noivado de outras duas amigas minhas, junto com os meus amigos e o homem pelo qual estou apaixonado praticamente desde o primeiro dia que o vi, eu não acreditaria. Diria até que é loucura, que é algo mórbido demais.

E ainda assim, olha onde estou no momento. Em um hospital, esperando por notícias da minha amiga, orando para cada força existente no mundo para que ela saísse dali com vida.

Acho que o jogo virou, não é mesmo?

Depois da ligação de Logan eu falei da situação com as garotas. Logo o clima de festa foi esquecido e todas as meninas entraram em estado de alerta. Camille seguiu ligando para James e Carlos, para falar sobre o que aconteceu com Lucy, enquanto Jo procurava as chaves do carro dela. Stephanie e Jennifer saíram do apartamento, prontas para contar o que estava acontecendo a quem estava ausente da nossa turma. Eu não esperava que outra Jennifer que não fosse a Masterson se preocupasse com Lucy (ou talvez sim. Afinal de contas, ainda não conhecia as outras duas Jennifers tão bem quanto a Masterson), mas talvez Dak viesse ao hospital junto com a Stephanie se soubesse do que aconteceu com a Lucy.

Agora, ali no hospital, só estávamos eu, Logan, Jo e Camille. Camille tinha ido buscar café pra gente e ligar mais uma vez pra todo mundo pra saber se eles estavam a caminho. Jo estava sentada, apoiando o rosto nas mãos. Seus ombros tremiam de vez em quando. Eu só podia concluir que ela estava chorando. Logan estava encostado na parede, praticamente de frente para Jo. Sua camisa branca estava cheia de manchas de sangue. Ele olhava para a parede, uma expressão indecifrável no olhar.

—Hey, Logie... –Eu cheguei bem perto dele e coloquei a mão no ombro dele. Logan se virou pra mim, com os olhos vermelhos. Se ele não tinha chorado ainda, estava bem perto disso- Você... –Eu me parei a tempo de perguntar se estava tudo bem. Era óbvio que não tava tudo bem- O que aconteceu? Com a Lucy?

—Eu... –Logan suspirou fundo antes de começar a contar- Eu tinha pego as chaves do carro no nosso apartamento e liguei de novo pra Lucy, pra avisar que eu estava a caminho, quando ela me falou que Kiang já tinha chegado na Rocque e saído com ela pro restaurante. Eu insisti que ela devia ter me esperado, mas ela falou que estava tudo bem, que o restaurante não era tão longe assim, e aí a linha caiu do nada... –Ele engoliu seco, tentando não desmoronar na minha frente- Eu só me lembro que tinha entrado no carro e corrido o mais rápido que eu podia. Nem liguei se ia levar uma multa ou não. Eu circulei pelos quarteirões perto da Rocque quando eu vi três corpos caídos no chão a três quarteirões da agência. Eu saí do carro com o celular na mão, ligando pra polícia. E aí eu vi... –Logan parou de falar. Seu corpo todo tremia de nervoso. Eu só o puxei pra perto de mim e o abracei.

—Calma, vai dar tudo certo... –Murmurei contra seu cabelo- Lucy vai sair dessa...

—Eu liguei pro restaurante, pra tentar falar com os pais da Lucy sobre o que aconteceu enquanto eu levava a Lucy pra cá. Eu poderia ter levado a Kiang, mas ela... –A voz de Logan falhou no final. Não precisava nem ter completado. Kiang estava morta.

—Eu nem imagino como você deve estar se sentindo agora. –Respirei fundo, apertando ainda mais o moreno em meus braços- E agora?

—Os pais da Lucy vão chegar logo, eu espero. –Logan explicou, com voz tremida- A polícia me ligou assim que cheguei ao hospital. Eles falaram que uma unidade ficou lá pra procurar pistas e analisar os corpos. Outra unidade vai vir e acho que vão querer falar comigo...

—Gente... –Camille apareceu no nosso corredor, incomumente quieta- Eu trouxe café. E liguei de novo pra todo mundo. James e Carlos vão chegar a qualquer momento. Stephanie falou que Dak a proibiu de sair de novo hoje, mas ela disse que vem com ele amanhã pela manhã. As Jennifers também não vão sair hoje, mas não me disseram se vem saber da Lucy amanhã ou não...

—Provavelmente nem vão ver ela. –Jo murmurou, sua voz estava baixa demais, quase não podíamos ouvi-la- A Jennifer loira odeia a Lucy, se ela conseguir convencer as outras pra não visitarem a Lucy —e é claro que ela vai conseguir—, nenhuma delas virá aqui.

—Eu não seria tão pessimista assim, Josie. –Camille se sentou do lado de Jo, estendendo um copo de café para sua noiva- A Masterson é mais leal ao nosso grupo do que as outras Jennifers. Pelo menos ela virá, mesmo com a Thompson baixando a lei pra cima dela e da Hills.

Jo assentiu devagar, olhando para Camille antes de dar um gole em seu café. Todos ficamos ali, naquele silêncio aterrador. Os únicos ruídos que ouvíamos vinham todos do hospital: bipes, passos, gritos e choros. Era quase tão agoniante quanto estar em um funeral. E eu infelizmente tinha experiência nesse quesito. Tinha ido a um funeral com menos de um mês de morada em Los Angeles.

Não tenho certeza de quanto tempo ficamos ali, esperando em silêncio. Vez ou outra nos revezávamos entre ficarmos sentados e de pé. Um casal desesperado apareceu no corredor olhando para nós, querendo saber o que aconteceu. Eu e Logan estávamos sentados nas cadeiras enquanto Jo estava com Camille no chão; a morena estava com a cabeça da loira em seu colo, fazendo carinho devagar, tentando fazê-la descansar, mas a preocupação e o medo simplesmente não deixavam Jo fechar os olhos, assim como a todos nós. Uma mulher, de traços orientais, se aproximou de Logan e o abraçou enquanto ele ainda estava sentado. Ele tinha ficado tão surpreso com a atitude que nem reagiu direito ao abraço. Ela ficou abraçada a Logan por um bom tempo, chorando, enquanto o homem que havia chegado com ela falava.

—Ele é Logan Mitchell? –Ele perguntou pra mim, apontando Logan, que agora tentava abraçar a mulher chorosa. Eu simplesmente assenti- Eu sou Wilson, e ela é Kaori, somos pais da Lucille.

—Sr. e Sra. Stone... –Jo ergueu a cabeça do colo de Camille e se levantou do chão- Eu... Eu lamento pela Kiang e pela Lucy...

—Não lamente, Srta. Josephine. –Sr. Stone falou com Jo, colocando uma mão no ombro dela, que parecia estar a ponto de desmoronar- Lamentos não trarão minha sobrinha de volta, ou farão com que minha filha sobreviva, ou fará a justiça ser feita. Temos que ser fortes nesse momento, embora tenha momentos que inevitavelmente desabamos... –Ele falou, olhando sua esposa, que agora tinha se soltado do Logan, enxugando o rosto.

—Muito, muito obrigada por ter salvo minha filha... –Sra. Stone falou, pegando um lenço que seu marido oferecera a ela e enxugando as lágrimas- E obrigada por ter ligado para nós. Os Stones estão em dívida com você, meu jovem.

—Eu só fiz o que precisava fazer, Sra. Stone. –Logan falou, meio sem jeito- Nada de mais. Além disso, o que fiz foi só ligar para a polícia e levar Lucy para cá. Quem pode salvar sua filha mesmo são os médicos na sala de emergência. São eles que você deve realmente agradecer quando eles salvarem a Lucy.

—Logan Mitchell? –Sr. Stone falou, chamando a atenção de Logan- Nós viemos com uma unidade da Polícia, e acho que um dos policiais quer falar com o senhor, rapaz.

—Tudo bem. –Logan assentiu, se levantando da cadeira e olhando para mim- Eu volto logo.

—Eu espero. –Assenti enquanto o Sr. Stone colocava a mão no ombro do Logan.

—Eles estão no térreo do hospital, esperando por você. –Ele falou, a voz dele começando a ficar embargada, mas ele parecia ter controle sobre isso- Eu... Faço das palavras da minha mulher as minhas. Somos eternamente gratos a você... Por ter salvo nossa filha...

—Não há de quê, Sr. Stone. –Logan falou, engolindo seco por um segundo antes de se afastar do nosso grupo e andar pelo corredor até chegar ao elevador. Fiquei ele olhando seguir o caminho dele até ele parar de frente para as portas do elevador. Seus olhos se encontraram com os meus e permaneceram assim por um tempo até ele entrar no elevador.

A espera de notícias sobre o estado de Lucy. A espera de notícias sobre a conversa de Logan com a polícia. Tanta espera estava me deixando nervoso. E ficar bebendo tanto café não me ajudaria com o nervosismo, com certeza, mas me ajudaria a ficar acordado. Dessa vez eu estava de pé enquanto Jo e Camille estavam sentadas nas cadeiras com o Sr. e a Sra. Stone, conversando baixinho entre si. Eu nem estava focado em querer saber o que eles conversaram. Meus olhos estavam fixos no elevador, no fim do corredor. Eu estava alerta, atento para quando Logan voltasse.

Um som de passos, vindo da direção oposta que eu olhava, chamou a atenção de todos nós. Um médico, de cabelos longos até os ombros e estranhos olhos violetas (eu podia apostar uns 10 dólares que aquilo eram lentes de contato), com uma prancheta em suas mãos e um crachá de identificação escrito Dr. Sherpard, se aproximou, pigarreando.

—Lucille Elizabeth Stone?

—Eu sou a mãe dela. –Sra. Stone se levantou, apressada, seguida de perto pelo seu marido- Ela está bem? Me diga que ela está bem...

—Bom Sra. Stone, sua filha escapou por pouco, muito pouco... –O doutor passou a mão no cabelo- Se não fosse um garoto... Que estava aqui até um tempo atrás...

—Sabemos quem é ele. –Sr. Stone disse- A polícia queria falar com ele sobre o que aconteceu hoje.

—Ah sim, claro. –O doutor assentiu- Bom, se não fosse por ele ter trazido sua filha, talvez ela não tivesse resistido...

—Mas ela tá bem? –Surpreendentemente, a pergunta veio da Jo, que tinha se levantado.

—Como eu disse, a garota escapou por pouco. Teve muita sorte. –O médico balançou a cabeça, como se estivesse concordando consigo mesmo- A facada que ela levou foi funda, mas por algum milagre não atingiu nenhum órgão importante, então a recuperação da Srta. Stone será um pouco mais rápida. No entanto, ela perdeu muito sangue. Bom, nem tanto, mas o bastante para que a recuperação dela seja afetada. A garota precisa de uma transfusão de sangue imediata. O caso é que o sangue dela é de um tipo raro, que está faltando em nosso banco de sangue...

—Espera. –Jo interrompeu o médico, assustando a todos nós. Seu rosto, que parecia o retrato do desespero, havia ganhado um brilho novo. Esperança- O sangue dela é O negativo, não é?

—Sim senhorita. –O doutor respondeu, meio desconfiado- Como sabe?

—Por que ela me contou. –Jo respondeu, sem se deixar abalar dessa vez- Só queria confirmar por que... Eu posso salvá-la.

—Como assim? –Perguntei, interessado.

—Jo é portadora do tipo O negativo. –Camille explicou, contagiada pela repentina animação de sua noiva- Ela poderia doar sangue para a Lucy, a não ser que... Sr. e Sra. Stone, vocês—

—Nenhum de nós somos compatíveis com Lucy. –Sr. Stone falou- Eu e Kaori somos O positivo.

—Senhorita, –O médico falou, se voltando para Jo- se realmente estiver disposta, podemos fazer a coleta agora. Só precisa preencher o cadastro e responder algumas perguntas para...

—Não é necessário tanta burocracia. –Jo falou, pegando sua bolsa de mão, toda afobada, e pegando sua carteira, tirando de lá um pequeno cartão- Eu já estou na lista de doadores do banco de sangue de Los Angeles. Eu fiz uma doação a quase 8 meses atrás, mas não achei que meu tipo já tivesse sido esgotado.

—Como eu disse, Srta. Taylor, –O médico falou, ainda olhando o cartão de doadora de Jo- O negativo é um tipo raro, quando surge a oportunidade para ser utilizado não podemos desperdiçá-la.

—Salve ela, Josephine. –Sra. Stone se virou para Jo, sua voz suplicante- Salve minha Lucille.

—Pode deixar, Sra. Stone. –Jo pegou a mão da mãe de Lucy e sorriu para a pobre mulher, antes de se virar para o doutor- Estou pronta.

—Então venha comigo. Vou pedir para Meredith coletar seu sangue para fazermos as análises necessárias, e se tudo der certo, encaminhamos o sangue para a transfusão imediatamente.

Jo assentiu séria enquanto o médico entregava o cartão de volta para ela. Jo se virou para nós, sorrindo, e deu um abraço em cada um de nós, começando pelos pais de Lucy, indo para Camille (que durou bem mais tempo), e terminando em mim. Retribuí o abraço fortemente enquanto Jo cochichava no meu ouvido.

—Se o Logan chegar antes, fala pra ele sobre o que aconteceu aqui. Talvez isso acalme ele também.

—Não precisava nem me pedir. Era a primeira coisa que eu faria se ele chegasse. –Sorri, soltando Jo do meu abraço. Ela sorriu de volta e seguiu com o doutor corredor adentro, pronta para salvar nossa amiga.

—Lá vai ela... –Camille murmurou enquanto se aproximava de mim. Eu dei um sorriso de encorajamento para ela e puxei-a para um abraço lateral, ganhando um “hey” dela.

—Ela vai ficar bem, drama queen. –Falei, bagunçando o cabelo de Camille- Elas vão ficar bem.

Literalmente um minuto depois de Jo ter ido doar seu sangue para Lucy, Logan voltou com companhia: James e Carlos finalmente tinham chegado, mas havia mais gente com eles. Uma garota de olhos azuis intensos e expressão altiva, como uma princesa ou uma vilã sexy de algum filme de espionagem ou algo do tipo, e... Como eu poderia dizer... Um outro James Diamond, mas ao contrário do James que eu conhecia, esse outro James tinha o cabelo um pouco mais curto e seus olhos eram de um tom mais escuro que o do castanho esverdeado do James.

—Desculpem o atraso, a polícia estava no saguão que nem sabujos, quase não conseguíamos subir aqui. –Carlos falou- Sorte que encontramos o figurante de filme de terror aqui, que tava terminando de falar com a polícia, e disse que éramos amigos e que poderíamos subir para ver a Lucy. –Completou, apontando Logan.

—E então, alguém já veio falar da Lucy? –Logan perguntou- Cadê a Jo?

—Ela foi doar sangue. –Eu falei, colocando a mão no ombro do Logan- A Lucy tá bem, o médico falou que você teve sorte em ter achado ela a tempo. Ela não teve nenhum órgão importante comprometido, mas em compensação perdeu muito sangue, e isso poderia afetar a recuperação dela.

—E então a Jo se ofereceu para doar sangue pra Lucy, é isso? –Logan perguntou e eu assenti- Ela é compatível, pelo menos?

—Até onde eu vi aqui, o sangue da Jo é 100% compatível com o da Lucy. As duas vão ficar bem. –Sorri ao ver Logan respirar um pouco mais aliviado, mas ainda pude sentir que ele estava tenso.

—Alguém mais veio ver a Lucy, além da gente? –James perguntou- Ah, a propósito, Kendall, esses são meus irmãos. Ele é Ricky, meu gêmeo, e ela é Heather, minha irmã caçula. Ricky, Hattie, ele é Kendall Knight, meu compositor e amigo.

—Meu irmão falou muito de você, Kendall. –Ricky estendeu a mão para mim e a apertei sem jeito- Ele disse que você é muito bom. Não tive a oportunidade de te ouvir na demo que meu irmão me deu, mas eu acredito nele.

—Não ouviu por que você é um tipo lento, exatamente como o James. –Heather rolou os olhos antes de apertar minha mão- Bom, eu te ouvi e você é fantástico. Senti como se anjos tivessem beijado minha alma quando te ouvi cantar.

—Bom, er... –Levei a mão até minha nuca, coçando-a, sem saber como reagir exatamente àquele elogio- Obrigado?

—Não tem de quê. –Heather assentiu, sorrindo.

—Isso é uma coisa que eu posso confirmar com toda a certeza. –Logan falou, bem do meu lado- O que a Heather sentiu quando te ouviu? Eu senti a mesma coisa, talvez até bem mais...

—Valeu... –Sussurrei para Logan. Era bem mais fácil encarar um elogio daqueles quando saia do Logan. Não dava uma sensação esquisita ou algo do tipo. Era algo confortável, caloroso, algo que eu esperava sentir sempre, pelo resto da minha vida- A propósito, como foi com a polícia? Eles já têm uma pista de quem fez isso?

—Nada de mais, nem sei por que eu fiquei com medo. –Logan falou, seus ombros estavam caídos, mas nem um pouco relaxados- Só queriam saber a minha versão da história e tudo mais, queriam saber como achei a Lucy e tudo mais...

—Eu sei que deve ter algo a mais nisso tudo. –Falei baixo enquanto James, Carlos e meus recentes conhecidos conversavam com Camille e os pais da Lucy- Quer me contar?

—Bom... –Logan olhou de relance para o grupo perto de nós antes de pegar minha mão e andar um pouco mais para longe deles. Só depois de ter feito aquilo, Logan respirou fundo e falou- Lembra o que eu tinha te dito, sobre os três corpos que eu achei? –Eu assenti, dando sinal para Logan continuar- Um era o da Lucy, que ainda estava viva e carreguei comigo até o carro, o outro era o da Kiang, mas o estado ela... Bom, não tinha realmente como ela estar viva do jeito que ela estava. Mas ainda tinha o terceiro, que eu... Eu não sabia quem era. Nem quis mexer pra ver o rosto. Eu só sabia que era um cara. E a polícia me confirmou isso. Eles me disseram quem era o terceiro corpo que eu tinha achado.

—Bom, e de quem é?

—Beaufort Landon. –Logan respondeu, sombriamente. Seus olhos carregavam o misto de medo e fúria, mas ao mesmo tempo trazia algo que eu não conseguia reconhecer a princípio- E pode não ser verdade isso, mas a polícia suspeita que ele tenha sido parte da gangue que atacaram Lucy e Kiang.

Notas finais
Comentem o que acharam do capítulo, seus lindos. Eu sei que dessa vez não teve 9k palavras como no último update, mas quem sabe no próximo rola... ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.