The Rise
3 Capítulo III
Notas iniciais
Passado dois dias, as mãos de Saan voltaram ao normal. Não se pode dizer o mesmo do seu cheiro (N/A: RÇRÇRÇ). O garoto passou a exalar um odor de esgoto misturado com vomito. Nem Lipe se aproximava mais dele. Matheus passava de fininho, escondendo as risadas, não queria apanhar e ficar cheirando mal também. Depois de longas horas de tédio, os campistas são chamados ao pavilhão. Quando todos estão reunidos e sentados em suas respectivas mesas, Quíron levanta e pede que façam silencio.- Nós iremos antecipar a Captura da Bandeira... Para hoje! — Ele fala. Alguns campistas assobiam felizes, outros murmuram xingamentos em grego por não estarem preparados, a maioria bate palmas de excitação. — Shh.. Se preparem! Separem-se em grupos e ponham as armaduras! Os campistas rapidamente levantam-se e começam a falar entre si. Saem correndo para o arsenal e rapidamente voltam armados e protegidos. Quando o tempo esgota, as alianças e times já estão formados. Um campista vai até Quíron e cochicha em seu ouvido.- Hum... Então, começamos os jogos! Grupo azul contra o grupo vermelho! — Anuncia Quíron. Os grupos se juntam. Então, sem mais nem menos, os jogos começam. Quíron simplesmente torta até a floresta e todos os campistas já adentram a mesma. O grupo azul tem sua bandeira colocada em cima do punho de Zeus. Lipe e Luis defendem a bandeira, fazendo os adversários desmaiarem jogando pedras nos mesmos ou acertando-os com a parte chata de suas espadas. Um pouco mais na frente, montes de campistas com elmos com penas azuis no topo impediam os do time vermelho. Estavam fracassando, pois os filhos de Ares passavam detonando tudo. Plantações começavam a se enroscar nas pernas do time azul. Quando o time azul estava prestes a perder, Biel já estava quase tocando a bandeira, uma garoto com elmo azul chega correndo, pulando e saltitando, segurando a bandeira vermelha firmemente nas mãos.
– YEAAH! Azul wins! — Ela exclama sorrindo. Todos olham-na incrédulos. Ela foi inteligente. Aproveitou a distração. O time azul rodeia-a é a parabeniza. O time vermelho grunhe em frustração, principalmente os filhos de Ares, e saem. Então Carlos sai da multidão ladeado pela garota que conseguira pegar a bandeira. Thai simplesmente aparece do nada — ou talvez ela estivesse ali o tempo todo — em cima de uma arvore, olhando-os, obviamente enciumada. Carlos olha para a menina e sorri.
– Brubs, foi incrível! — Ele exclama rindo.
– Eu sei! — Ela ri também. Thai fica cada vez mais enciumada, ela pula da arvore, passando por eles e sai batendo o pé, meio exasperada. Carlos olha para ela de esguelha e percebe o que aconteceu.
– Merda... Droga, sou um idiota... — Ele resmunga, batendo na própria testa. Brubs dá de ombros.
– Enfim, vou saborear a vitória! Você vem? — Ela estende a mão para ele. Ele recusa e sai para o pavilhão, ela seguindo-o, pois também ia pará-la. Quando todos os campistas já estão reunidos, depois de comerem, Quíron levanta-se e pede silêncio, suas rugas de preocupação expostas.
– Queridos campistas, tenho algo a revelar-lhes. O Velocino foi roubado, o dragão protetor... — Ele suspira. — Morto. As forças do acampamento estão ficando fracas, e precisamos recuperá-lo, a não ser que queiram uma invasão. Se ouve murmúrios dos campistas sussurrando, desesperados. — Nossa campista mais jovem recebeu uma profecia, iremos compartilhá-la, Gabs... — Diz Quíron. Gabs levanta da mesa do chalé de Hades e vai até onde Quíron estava, olha para todos os campistas, indiferente.
– O bem precioso foi roubado
Os dias obscuros chegam sem serem chamados
Cinco campistas terão de recuperar
Sua salvação por um tempo
Nada a deterá, a não ser que percebam a tempo
No caminho das almas um se perderá
Para todos os outros salvar. — Recita Gabs em alto e bom som. Todos ficam estranhamente quietos. Então o tumulto volta. — São cinco campistas. Um deles sou eu, faltam mais quatro. Quíron disse que eu tenho o direito de selecionar quem eu quero, certo, Quíron? — Pergunta Gabs.
– Certo. — Confirma o centauro. Neste momento, uma menina filha de Macária (N/E: Sebosa.q) levanta a mão.
– Sim, Nika? — Mas e se nós quisermos nos voluntariar? — Pergunta ela indignada.
– Só se os selecionados não aceitarem. — Ele responde normalmente e ela volta a ficar quieta, agora emburrada. Gabs se endireita.
– Então, enfim, eu escolho...
Fale com o autor