The Ring

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Essa fic só foi possivel porque havia sempre alguem no msn disposta a ler e dar a opinião a cada capitulo! *-*
Obrigado a quem ler =3

Eu acordei toda animada as 9 da manha, sai do meu quarto e fui até a cozinha, fiz um chá e peguei algumas bolachas, sentei no balcão da cozinha

— Senhorita Cheeyene, quer que eu lhe faça um café da manha? – uma das empregadas surgiu correndo na cozinha
— Não precisa – eu sorri para ela – eu só queria comer algumas bolachas mesmo, porque eu não como nada desde o almoço de ontem
— deveria ter me avisado, eu lhe preparava algo! – ela estava se sentido culpada
— Não se preocupe! – eu sorri para ela e tomei o ultimo gole de chá – vou voltar para o meu quarto

Eu subi as escadas e entrei no meu quarto, enquanto fechava a porta meu celular começou a tocar, eu me joguei na cama e peguei meu celular

— Aloô?! – eu atendi animada até
— Te acordei? – Hermann disse parecendo meio preocupado
— Não! Eu já tinha acordado fazia um tempo, e afinal, o que você quer? – apostava que ele queria me perturbar somente
— só pra avisar que segundo o senhor ‘seguimos os planos a risca’ – ele disse se referindo a Sebastian, depois começou a rir com algo que alguém disse ao fundo – nos devemos atacar hoje as 11 da manha
— Ok, daqui a uma hora e meia então vocês chegam aqui?
— Olha! Você sabe matemática! – ele riu alto e eu ouvi outros risos ao fundo – enfim, é isso, sairemos logo...
— Hermann, faz um favor pra mim? – eu fiz uma voz meio sedutora – vai se foder – eu disse seca então e daí ouvi risadas do fundo de Hermann, sim, estávamos no viva-voz
— Ok, eu vou então – ele disse rindo e daí desligou o telefone na minha cara

Eu fiquei jogada na cama esperando o tempo passar para eles chegarem logo, eu me troquei depois de um tempo porque notara que ainda estava de pijama , coloquei uma calça colada, blusa vermelha decotada e botas pretas de salto fino, assim que terminei de pentear meu cabelo, a empregada surgiu na porta do quarto

— Senhorita Cheeyene, o porteiro pediu para lhe avisar que a senhorita deve ir até o portão porque tem um carro lá se identificando como de seus amigos – ela meio sorriu
— Ok, eu já irei – eu me levantei e sorri para ela e juntei a chave da minha moto na cômoda, não estava a fim de andar 3 quilômetros a pé até o portão

Eu subi na minha Harley Davidson roxa e sai detonando até o portão, parei lá na frente e desci meio sem jeito, quando olhei para o carro vi Edwin dirigindo e Burton ao lado dele, e atrás estavam Hermann e Drake meio escondidos, todos me olhando. O porteiro meio sorriu para mim com minha roupa colada e minha moto luxuosa , eu olhei para ele e meio sorri

— Então... Pode deixar eles entrarem, e por sinal, quando ver o carro saindo faça o favor de não os barrar, simplesmente abra o portão, oka? – eu olhei seria para ele e vi então eles dentro do carro sorrindo
— Ce-Certo senho-senhorita Cheeyene – ele ficou meio nervoso comigo pedindo tudo isso
— E mais uma coisa! Eu vou sair junto, então meu carro estará junto, certo?
— Perfeitamente – ele então apertou o botão para o portão abrir

Eu subi novamente na minha moto e fiquei esperando eles entrarem, eles entraram e diminuíram quando o carro passou do meu lado

— Não sabia que você tinha uma Harley – Burton disse quase babando sobre minha moto
— Há muito sobre mim que vocês não imaginam, agora é melhor me seguirem – eu sorri e sai detonando, quando olhei para trás, vi que eles não tavão tão para trás assim, eu ao invés de entrar na garagem fui até perto da casa e derrapei a moto em um canto e desci dela em um pulo, ao lado parou já o carro em que eles estavam, era um porsche panamera azul, Hermann abriu a porta e desceu primeiro
— Você é louca né? – ele ficou me olhando de cima a baixo
— Talvez, mais as melhores pessoas são – eu sorri – por sinal, você e você – eu apontei para Hermann e para Drake – tem que entrar por aqui – eu apontei então para a janela do segundo andar
— Por que? – os dois falaram em sincronia me olhando
— Brincadeira, é que como o porteiro não os viu pode ser que ele tenha dito que só haviam 2 pessoas no carro que entrou, mais ninguém vai notar a movimentação estranha...Eu acho – eu meio sorri para eles, e daí fiz sinal para eles me seguirem, eu subi os degraus da entrada e notei eles ao meu lado, daí abri a porta, eu olhei para os lados e entrei e eles vieram logo atrás de mim, eu entrei e me virei para eles – O que cada um vai fazer?
— Eu irei até seu pai – Hermann começou – Burton ira até sua mãe e Edwin e Drake irão em busca de coisas interessantes, alguma pergunta?
— Não... só uma coisa, minha mãe estará no quarto e nele há 2 cofres, sendo que um deles esconde armas, e sim, ela sabe usar uma arma, fora isso, acho que nada mais e meu pai já era de imaginar isso, logo acho melhor não comentar – eu sorri então e vi eles com cara de turista visitando um museu e eu era a guia turística – enfim, ambos estão no andar de cima, quarto do fim do corredor a esquerda e porta maior logo na ‘saída’ da escada, respectivamente minha mãe e meu pai
— Ta bom – Edwin meio sorriu e saiu puxando Drake para ir pra algum lugar em busca de algo pela casa e Hermann e Burton foram subindo a escada, Burton acabou indo para porta certa e entrando e eu fiquei alguns segundos com Hermann antes dele fazer algo
— Boa sorte – eu sorri para ele e ele me puxou para perto dele me dando um beijo – sabia que alguém pode ter visto isso?
- sim, eu sei, mais que seja, melhor eu ir logo acabar com isso, daí vamos logo embora – ele sorriu para mim e foi indo em direção a porta da sala do meu pai

Ele entrou, eu ouvi barulhos de movimentação e tudo mais, como eu não tinha o que fazer fui até a porta que havia uma fresta aberta e fiquei meio olhando para dentro tentando ver algo, eu estava curiosa com tudo ali, eu parei na frestinha da porta e então ouvi meu pai gritando algo sem sentido, então ele olhou diretamente para mim

— Você não sabia que é feio espiar pela porta? – meu pai gritou e então ele sacou uma arma de alguma gaveta, e diferente do que pensei, não foi em Hermann que ele atirou, mais sim e mim, não deu tempo de fazer nada quanto a isso, quando notei já havia sido atingida no ombro esquerdo, eu fiquei em silencio então e meio de escondi atrás da porta com as forças que restaram antes de pensar em algo senti algo novamente me atingindo na minha costela do lado direito eu me arrastei mais para o lado e acabei caindo deitada no chão

Minha respiração estava pesada e meus olhos semi abertos, eu não tinha muita consciência do que havia acontecido, só sei que havia perdido muito sangue, e meu corpo doía, eu ouvi então barulho de 3 tiros seguidos e mais nada. Notei então Hermann surgindo ao meu lado correndo

— Cheeyene! – ele se abaixou ao mau lado preocupado, eu simplesmente só consegui pegar na mão dele, deu alguns segundo eu vi minha mãe surgindo ao lado do Hermann
- Quem e você? – ela olhou seria para ele – e o que aconteceu com a minha boneca?
— Meu nome é Hermann e não te interessa mais nada sobre mim, a Cheeyene levou dois tiros do seu querido marido – Hermann apertava a mão que eu havia dado a ele
— Você é o Hermann afinal? Achei que nunca iriam matar meu marido! – minha mãe acabara de dizer algo que eu nunca imaginei, havia sido ela quem pedira para assassinar meu pai!
— A senhora então é a contratante misteriosa – ele meio sorriu – Agora acho que deveríamos nos preocupar com Cheeyene
— E que intimidade é essa com ela? – ela falou meio brava
— Não lhe interessa – ele disse seco, mais agora imagine minha situação, eu estava quase morrendo, sangrando minha alma, enquanto os dois discutiam, eu me contorci um pouco e segurei com mais força a mão de Hermann
— Tá, bom, vou chamar a ambulância então! – minha mãe se levantou
— Não! – antes de ela dar um passo que fosse Hermann gritou – assim, irão descobrir seu marido e a mim e mais 3 pessoas que não deveríamos estar aqui
— Por sinal, um que foi no meu quarto era extremamente interessante – ela sorriu de forma meio perversa, sim, ela havia dormido com Burton – então leve-a e resolva o problema dela, agora que não tenho mais marido, não quero me preocupar com filhos
— Mais... – Hermann parou porque ela iria continuar
— E não, eu não contarei nada a policia sobre vocês, com a condição que de me mandem noticias de Cheeyene e de que aquele rapazinho que estava no meu quarto venha aqui de novo qualquer hora – ela deu um suspiro alto – eu sei que vocês já estão conhecidos da Cheeyene porque eu sei que ela estava na casa, se é que se pode chamar aquilo de casa, onde vocês vivem... E trate de tomar conta da Cheeyene!
— Mãe! – eu meio resmunguei – Você não esta dando minha mão em casamento pra ele! – eu quase não tive fôlego para terminar de falar
— Ta bom, agora vão logo! – sim, ela estava chutando a mim e Hermann

Hermann me ergueu no colo e saiu descendo correndo as escadas, ele abriu a porta e eu vi Drake e Burton dentro do Porsche em que haviam vindo e Edwin dentro do meu Camaro amarelo, Hermann foi até o meu carro e me colocou dentro do carro e se sentou ao meu lado, me deixando deitada sobre a perna dele.

Eu acabara de notar a coisa mais incrível disso tudo, em questão de dois dias eu conheci pessoas estranhas com as quais eu nunca imaginaria conviver, mudei de casa, e ajudei no assassinato do meu pai, tudo por causa de um anel, que surgiu em um dia e foi capaz de dar uma reviravolta na minha vida!

Eu acabei adormecendo, ou quem sabe eu morri e não sabia, afinal eu nunca havia provado a sensação de morte, para mim o que importava mesmo é que havia a pessoa que tinha conseguido mudar tanto minha vida mudar ao meu lado.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!