The Ring

7 Capítulo 7


Me vesti e então esperei um tempo até sair, fui pra sala e lá estavam todos, quando cheguei no recinto todos me encararam seriamente

— Bom dia? – eu meio sorri
— Jurava que ela tinha fugido mesmo – Drake disse revirando os olhos
— Eu imaginei que ela não tinha fugido – Burton falou meio sorrindo
— Por sinal, seguindo o plano ao meio dia a senhorita deveria já estar na sua casa – Sebastian disse me olhando – para daí nos manter informados até o final do dia de qualquer coisa que possa ser útil para nosso ataque de amanha
— mal que me pergunte, mais como eu vou para casa? – eu sorri olhando para ele
— ahh, alguém pode lhe levar caso seja necessário – Sebastian disse me olhando
— Então tá, quem me leva? – eu sorri e eles ficaram se olhando
— O Edwin te leva – Hermann disse me olhando depois olhou para ele
— Eu, porque eu? – Edwin ficou olhando para Hermann com cara de cachorro que caiu da mudança
— Por eu to mandando – Hermann sorriu para Edwin e ele simplesmente ficou quito
— Enfim, acho que tem que ir logo porque o caminho é longo, já que eu preciso chegar ao meio dia em casa – eu olhei bem para Sebastian que era quem havia dito isso
— É que nos sempre seguimos nossos planos a risca senhorita Cheeyene – Sebastian me olhou com o canto dos olhos
— E daí? eu não perguntei isso – eu sorri para ele e todos os outros começaram a esconder risos, como se nada tivesse acontecido

Depois de mais ou menos meia hora, eu fui para casa acompanhada de Edwin, ele dirigia em silencio e eu fiquei em silencio sentada ao lado dele no carro, depois de um tempo ele decidiu falar

- Por que será que Hermann me escolheu para te levar? – ele deu um leve suspiro
- Deve ser por que ele confia em você – eu sorri para ele
- Será? – eu vi Edwin ficar levemente corado, mais ignorei
- Provavelmente – eu sorri
-Por sinal, a senhorita está virando do avesso aquela casa, ninguém ainda acredita no que a senhorita respondeu ao Sebastian – ele deu uma leve risada
— Ninguém mandou ele me destratar – eu sorri para Edwin, que retribuiu o sorriso

Nós chegamos a minha casa e ele parou no portão, do portão até a casa em si era um grande caminho, eu mandei ele abrir o vidro e ele abriu

— Hello! – eu sorri para o porteiro
— Quem é esse lhe acompanhando senhorita Cheeyene? – o porteiro olhou em duvida
— Meu amigo... Da faculdade – eu sorri para o porteiro e depois olhei para Edwin, o portão começou a se abrir e então Edwin fechou o vidro do carro
— Amigo da faculdade? – ele meio sorriu – o que a senhorita estuda mesmo?
— Oceanografia – eu sorri animada
— Então tá né!
— Por sinal – ele tinha acabado de estacionar na frente da minha casa – acho que meus pais vão insistir em você ficar para o almoço – eu sorri
— Tudo bem, pelo menos eu então posso observar um pouco a casa para o ataque – ele sorriu

Nos dois descemos do carro e fomos para porta, uma das empregadas me esperava na porta

— Bom dia senhorita Cheeyene! – ela meio me reverenciou, como fazem a princesas – quem é esse com a senhorita? – ela deu uma observada de cima a baixo em Edwin, e depois meio sussurrou para mim – é seu namorado?
— claro que não! Ele é meu amigo da faculdade! – eu sorri
— Ele vai ficar para o almoço? – ela ficou um pouco sem graça assim como Edwin
— Vai – eu sorri e daí olhei para Edwin – Agora nos dois vamos lá pra cima, nos chame quando o almoço estiver pronto
— Não faça nenhuma besteira Senhorita Cheeyene – ela meio sorriu e olhou para mim e para Edwin

Eu e Edwin subimos as escadas e daí eu levei ele até meu quarto, abri a porta e ele simplesmente parou na porta olhando bem em volta, não sei o que chamou atenção, se foram as paredes com peixes desenhados, a cama redonda em forma de concha, ou as mesinhas de cabeceira em forma de corais

— Você vai desistir disso para ir morar conosco no meio do nada? – ele ficou parado olhando tudo atentamente
— Algo em mim diz que desistir disso é o certo – eu meio o puxei para dentro e fechei a porta
— É, você esta fazendo igual a mim então... – ele meio sorriu

No exato momento a empregada bateu na porta chamando para o almoço, nos dois fomos e nos sentamos a mesa, meus pais haviam acabado de sentar também quando meu pai se sentou olhou para Edwin e ficou um bom tempo o fitando

— Você é o Edwin Terrance, não? – meu pai disse e Edwin ao meu lado estremeceu
— sim, senhor. Por? – ele falou meio pausadamente
— Crueldade o que fizeram com seu pai, não? – meu pai ficou olhando para ele – e eu ainda soube que você não iria continuar o império dele...
— Sim, mais acho que em partes ele mereceu o que aconteceu – Edwin falou seco, e depois disso se formou um silencio

Depois do almoço, eu e Edwin voltamos ao meu quarto

— Agora me explique, o que aconteceu ao seu pai – eu o olhei, ele estava meio perturbado pelo fato do meu pai ter feitos aquelas perguntas
— O mesmo que acontecerá ao seu – ele meio sorriu – eles eram parceiros de desvios e crimes, Hermann matou meu pai, eu fiquei encantado com Hermann e fugi com ele, exatamente o mesmo que acontecerá a você – ele ficou então meio corado ao falar de Hermann
— Agora eu entendi... – eu olhei bem para Edwin e não me agüentei – Você é gay né? – eu comecei a rir então
— Se-Senho-Senhorita Cheeyene! Como ousa ter uma idéia dessas? – ele estava totalmente corado
— Tendo, oras, e pare com essa formalidade! – eu mostrei a língua para ele – tava escrito na sua cara isso, você ficou corado todas as vezes que citou Hermann!
— Não conte isso para ninguém Senhorita Cheeyene! Por favor! – ele ficou implorando para mim, só faltava beijar meus pés
— Não contarei, nem se preocupe – eu sorri para ele – Acho que deve ser por isso que o Hermann confia em você – eu sorri e ele retribuiu o sorriso
— Por que conclui isso Cheeyene? – ele me olhou em duvida
— Porque ele sabe que não há riscos em me deixar com você que você não irá fazer nada comigo – eu comecei a rir
— Isso significa que você e Hermann estão tendo um caso, certo? – ele me olhou com certa malicia
— Sim, e não – eu respondi seca
— Sim e não o que? – ele se sentou na minha cama e ficou me olhando esperando logo pela resposta
— Sim, eu tenho, mais ou menos, e não, não conte pra ninguém, se não eu faço questão de arrancar seu fígado com minha própria mão! – eu olhei para ele e vi ele quase se contorcendo
— Ok, você não conta meu segredo e eu não conto o seu, simples assim – ele sorriu
— Acho que isso vai dar certo – eu sorri para ele

Depois disso eu mostrei para ele todas as partes da casa que poderiam ser uteis para o ataque, e lá pelas 5 da tarde ele foi embora. Eu fiquei sozinha no meu quarto, daí decidi tomar um banho, quando sai do banho me deparei com meu celular tocando, não fazia idéia de quem fosse até eu atender

— Aloô?! – eu disse e me joguei na cama
— Você atende todo mundo nessa animação? – Hermann do outro lado da linha disse em tom de arrogância
— não sei, e como você conseguiu meu numero? – eu fiquei em duvida
— Se-gre-do. – ele simplesmente disse isso – não se preocupe só eu tenho ele – ele meio riu
— Então tá... – eu juntei um polvo de pelúcia que eu tinha e abracei – enfim, o que você quer?
— Só queria te encher o saco mesmo – ele riu
— Desculpa, mais eu não tenho saco – eu sorri sozinha
— Ok, isso é um bom sinal não? – ele riu novamente

Acabou que nos dois ficamos conversando de bobeira até as onze da noite pelo telefone, depois nos dois fomos dormir porque estávamos ansiosos pelo dia que viria!