The Ring
5 Capítulo 5
Eu fiquei ali, deitada e tentando entender o que havia acontecido, eu fiquei feliz com aquilo, acabei então conseguindo dormir, dormi como um anjo, e posso dizer que foi uma das noites que melhor dormi, só pela felicidade de Hermann ter me beijado, acordei de manha graças a um barulho de coisas voando na sala de Hermann, eu abri uma fresta da porta e vi ele jogando algumas coisas contra a paredes de forma revoltada
- por que ela tinha que ser tão sedutora e eu tinha que ser tão idiota! – ele disse isso jogando um castiçal na parede e eu preferi não me meter – mais não, eu tenho que ser um estúpido!
Eu fiquei quieta e encostei a porta com delicadeza, fui até meu armário e vesti um vestido preto de bolinhas e coloquei um all star cano alto preto, respirei fundo e abri a porta do quarto, ele ficou parado com uma pasta do tipo daquelas de arquivo lotada de papeis, que deveria se a próxima a voar em direção a parede me olhando
— Bom dia Cheeyene – ele sorriu e colocou a pasta na mesa – desculpe se lhe acordei com o barulho
— não, eu já estava acordada fazia um tempo, nem se preocupe – eu meio sorri e fiquei olhando para quantidade de papeis e coisas espalhados pela sala – posso perguntar o que aconteceu aqui?
— Melhor não – ele sorriu – enfim, gostaria de ir tomar café da manha?
— Acho que sim – eu sorri e juntei o maior numero possível de papeis e depois os entreguei para ele – depois se quiser eu lhe ajudo a arrumar esses papeis
— Não precisa – ele respondeu meio seco – ah, e depois do café da manha, veremos o plano
— Tudo bem – eu sorri e sai da sala com ele junto a mim
Nos dois fomos até a sala onde havíamos jantado ontem, havia uma mesa posta com pão, bolachas e um bolo de chocolate, Christofer, Burton, Derick e Edwin estavam sentados a mesa
— Pelo jeito estão gostando de lhe paparicar nessa casa – Hermann disse se referindo ao bolo de chocolate, que tinha uma aparência adorável
— Não se esqueça que eu sou a princesa – eu sorri – você mesmo disse ontem a noite
— Por sinal, me desculpe por ontem a noite – ele sorriu meio sem graça e levemente corado
— Por qual parte? Por te me feito cair da janela, por ter visto a minha calcinha, ou por ter me deixado na minha cama sozinha dizendo que havia se cansado? – eu disse isso e notei que os outros 4 que estavam ali se calaram olhando pra mim e pra Hermann
— Pelo que você preferir – ele ficou totalmente corado e abaixou a cabeça
— Como assim desculpas por ontem a noite? – Derick olhou de forma maliciosa para Hermann e depois para mim
- Crianças, crianças, é feio fazer essas coisas e já deveriam saber disso! – Burton disse nos olhando
— Não aconteceu nada – Hermann disse olhando para eles – foi só um mal entendido!
— Esse que é o pior – eu disse em um sussurro pra mim mesma, e daí todos me olharam
— Ahh, a princesinha gosta de algo sujo pelo jeito! – Edwin disse me olhando
— QUE? – eu olhei bem para eles – claro que não.
— então tá, vai pra lá que todo mundo ouviu seu sussurro e todo mundo já entendeu que ele te largou na cama oka? – Burton falou e ficou de pé e surgiu atrás de onde eu e Hermann estávamos sentados –pelo jeito alguém quer algo e alguém não consegue satisfazer – ele começou a rir e os outros 3 também
— Calem a boca vocês 4 – Hermann disse olhando eles de forma seria – vamos resolver logo o nosso plano de ataque, porque nosso tempo já esta se esgotando
— Ok, ok – Burton sentou do meu lado e ficou me olhando – olha, sinceramente Hermann, ela não é de jogar fora, aproveita!
— Burton, cala a boca e sai daqui! – Hermann deu um tapa na cabeça de Burton que acabou saindo então do meu lado e voltando para o outro onde estavam os outros – agora vamos ao que interessa, temos que por o plano que for em ação até o fim do mês!
— mais o fim do mês é semana que vem – eu disse olhando bem para ele
— Então, o que ele quer dizer é que vamos ter que nos ferrar pra fazer dar certo até dia 31, que vem a ser quinta, hoje é domingo, ou seja, pouco tempo! – Christofer disse me olhando
— Ok, eu ajudarei com o que desejarem! – eu sorri
Acabamos organizando o plano, eu seria mantida refém no meu quarto, minha mãe seria presa onde fosse mais fácil e rápido para ficar longe, e meu pai seria morto no escritório dele. E basicamente era um plano simples e seria executado na terça feira, eu teria de ir pra casa na segunda e terça eles “atacariam” e eu não iria me intrometer!
- Acho que então está tudo certo – Hermann disse sorrindo – até que foi fácil organizar isso
- Eu achei isso mais complexo do que imaginava – eu fiquei olhando pro mapa da minha casa que estava aberto sobre a mesa – a propósito, onde vocês conseguiram um mapa da minha casa
— temos bons contatos, mais tem partes dele faltando – Christofer disse apontado partes do mapa onde não havia nada –nos sabemos que sua casa e maior que isso – ele sorriu então
— Bom... o resto dos cômodos da casa que não estão nesse mapa são, salas de musica, sala de jogos, bibliotecas, quartos de empregados e lugares sem utilidade... – a dizer cada lugar apontava sua localização no mapa
- Pra que tanta coisa em uma casa que moram 3 pessoas e varios empregados que não podem usar essas coisas? – Drake que havia chegado fazia pouco tempo a mesa perguntou me olhando serio
— Olha, nem eu sei – eu sorri meio sem graça
— entendo – Drake ficou me olhando
— Hey! Drake, não olha muito pra princesa! – Burton disse olhando serio para Drake
— Por que? – Drake ficou sem entender nada, mais continuou me olhando
— Ela já tem dono – Burton começou a rir e junto a ele , Christofer, Derick e Edwin, que estavam mais cedo quando ouve o causo da noite passada – E esse dono está interessado nela... – ele sorriu de forma maliciosa – e acho que logo ele vai me matar, não sei por que!
— olha, até onde eu sabia eu era livre – eu disse olhando para Burton – e olha, mesmo se eu tivesse um dono, ele nunca conseguiria me domar – eu disse isso e todos pararam qualquer coisa pra me olhar
— A princesa é selvagem – Denzel disse piscando com um só olho para mim – se o dono dela perder o interesse, eu estou aceitando a mercadoria usada mesmo!
— Por favor, calem a boca – eu suspirei – eu não sou o tipo de garota que vocês estão pensando, diferente do que vocês devem estar acostumados, eu tenho classe! – eu me levantei e fui para o meu quarto
Não gostei de notar que todos já havia sacado o fato de eu ter uma queda por Hermann e ele talvez ter uma por mim, e principalmente por acharem que eu era uma puta, eu sinceramente, acho que sou muito revoltada depois desse surto. Eu sentei na janela do meu quarto e comecei a lembrar da noite anterior onde Hermann havia me beijado, fiquei desejando que mais tarde, tudo isso acontecesse novamente, sai da janela e lembrei que na minha bolsa havia um caderno onde eu costumava desenhar e havia alguns lápis, comecei um desenho bem do além, fiquei perdida nesses pensamentos, até que ouvi alguém batendo na porta
— Cheeyene! – era a voz de Hermann – Já está na hora do almoço, achei que pudesse estar com fome
— ah, um pouco – e acabara de notar que estava com fome, fechei o caderno de desenho e guardei o lápis no espiral do caderno – já vou almoçar
— Não precisa, eu trouxe seu almoço – ele deu uma leve risada – e eu poderia lhe acompanhar nele?
— Se for isso que desejar – eu sorri sozinha, ele iria almoçar comigo! Já era um ótimo começo, e então levantei e abri a porta
Ele entrou no meu quarto com uma bandeja na mão e ficou parado um bom tempo me olhando sem dizer nada
— O que você estava fazendo aqui no quarto? – ele ficou olhando pra mim – por 2 horas...
— eu estava desenhando – eu sorri e voltei sentar no chão, peguei o caderno e joguei em cima da cama – não se preocupe, não estava tão entediada assim
— Então tá né! – ele colocou a bandeja na minha cama e sentou no chão comigo – então, depois do que você disse lá na mesa, todos passaram a ter medo de você – ele começou a rir e colocou a bandeja entre nos dois no chão – e daí eu fui obrigado a vir aqui, ver se você ainda estava aqui
— Isso quer dizer que você não está aqui por pura vontade própria, mais sim porque lhe obrigaram? – eu fiquei o olhando e daí desviei o olhar pra ver o que havia na bandeja, havia macarronada com almôndegas, sim um almoço tipicamente ‘a dama e o vagabundo’ – esse almoço quer dizer algo?
— na verdade pelos dois motivos, ficaram me dizendo que eu tinha que vir e tudo mais, e bom, eu queria muito lhe ver e ficar um pouco a sós com você – ele meio sorriu sem graça – e o que você quis sobre o almoço?
— macarronada com almôndegas, isso lembra a ‘dama e o vagabundo’, clássico da Disney – eu sorri, era um dos meus filmes favoritos
— Acho que você que está querendo dizer algo com isso – ele começou a rir – enfim, está servida?
— quem sabe eu queira dizer algo por trás disso – eu sorri – e sim, estou servida – eu peguei um dos garfos que havia na bandeja e enrolei uma quantidade de macarrão nele e comi – isso está bom – eu sorri
— claro que está bom, fui eu que cozinhei – ele sorriu e pegou o outro garfo comeu uma garfada de macarrão, acabou que uma parte do macarrão caiu na roupa dele e outra sujou o seu rosto
— Você não tem jeito nenhum para comer macarrão – eu comecei a rir e fiquei de joelho pra ficar mais perto dele e juntei um guardanapo que havia na bandeja e comecei a ajudar limpando a blusa dele
— Não precisa me ajudar – ele estava rindo e tentando limpar o rosto
— Deixe-me ser útil – eu sorri para ele meio sem graça
— então quem sabe de outra maneira? – ele ficou me olhando e eu não entendi, até que ele me puxou e eu cai em cima dele – hoje eu não irei me cansar de você – então ele me beijou, e eu me afastei dele, acabei com meu vestido e minha perna suja de macarrão
— Você fez eu me sujar! – eu mostrei a língua para ele
— Ninguém mandou você fugir de mim – ele ficou rindo de mim
— Vou ter que me lavar daqui a pouco só pra limpar isso – eu falei indignada e suspirei, meu vestido eu nem ligava que estava sujo, mais minha perna tinha ficado melecada com o molho do macarrão
— Que ajuda pra se lavar? – ele disse me olhando de forma perversa
— Você não presta mesmo! – eu sorri pra ele – mais eu não vou querer sua ajuda não – eu me sentei direito no chão novamente e comi mais uma garfada do macarrão – foi você mesmo que cozinhou isso? – eu fiquei olhando para ele esperando a resposta, enquanto mordia o garfo
— Claro que sim – ele começou a rir – só que cozinhar é muito cansativo, por isso só cozinho quando estou muito afim mesmo
— que pratico – eu tirei o garfo da boca e comi mais uma garfada de marrão – e quem cozinha normalmente?
— o cara da cozinha – ele começou a rir – ninguém sabe muito sobre ele, ele existe cozinha e é medonho, simples assim
— então tá né – eu meio sorri e nos dois continuamos comendo em silencio, nos dois fizemos a maior sujeira com o macarrão, mais estava bom, depois do almoço ele levou a bandeja para cozinha e voltou trazendo pudim, eu só pude sorri para isso – Pudim?
— sim, e fui eu que fiz também – ele sorriu e me serviu o pudim, eu experimentei e achei divino!
— Você não é um homem qualquer, você é prendado! – eu comecei a rir comendo o pudim – você é um homem pra casar – eu sorri para ele
— Você realmente pensa assim? – ele ficou me olhando em duvida meio rindo
— com certeza – eu sorri para ele novamente
— Então tá, se eu sou uma homem pra casar, se eu pedisse pra casar com você o que você faria? – ele ficou rindo enquanto dizia isso
— eu diria que você tem problemas mentais e deve ser retardado! – eu sorri
— então tá, por hora eu terei problemas mentais e serei retardado – ele me jogou no chão e ficou por cima de mim, e me beijou, eu só pude ficar feliz com isso
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