The Ring
3 Capítulo 3
Eu abri a porta da sala e fui para sala onde ele disse que eu deveria ir, andei por um corredor e cheguei à sala onde eu passei quando entrei na casa.
— Olha! Ela já chegou! – Hermann estava sentado em uma cadeira mais ao meio e pela volta dele havia todos os outros rapazas, todos pararam de conversar e começaram e me secar
— Estavam a me esperar? – eu dei um leve sorriso – já estou aqui para lhe provar a minha força para matar alguém!
— Sim, sim! – Hermann se levantou e veio perto de mim – Você tem certeza disso?
— Tenho! – eu parei olhando em seus olhos
— Então comece!
Eu havia planejado mais ou menos o que faria, e logo que ele disse para eu começar eu decidi por em ação tudo o que eu havia pensado por mais bizarro que fosse!
— Então... – eu comecei a falar dando voltas em círculos em volta dele – eu primeiro, iria descobrir que lugares a pessoas freqüenta para poder ir nos mesmos e quando tiver uma chance – eu parei com o corpo colado ao dele, e coloquei um dos meus pés enroscados em seu tornozelo e aproximei bem a minha boca do pescoço dele – iria me aproximar... Com calma e gentileza... – eu virei meu pé que estava enroscado no tornozelo dele e fiz ele cair no chão de alguma maneira – E daí... – eu me agachei no chão onde ele estava caído com leveza e calma, parando por cima dele olhando-o – eu posso acabar com você!
Todos ficaram sem fala por alguns instantes e daí eu ouvi alguns rapazes falando que foi a primeira vez que eles viram alguém conseguir derrubar o chefe! Serio, eu só foda!
Hermann se levantou calmamente do chão, ele parecia levemente perturbado em pensar em como eu tinha conseguido derrubá-lo, eu havia seduzido-o e deixado-o enfeitiçado por mim, bonecas de porcelana podem ser maldosas e assassinas!
— Que perigo você – Hermann disse e daí um grande silencio se formou – Você vai poder ficar aqui! Mais antes terá que ajudar com os planos
— Farei tudo o que você pedir – a primeira frase perigosa que eu disse
— Tudo mesmo? – ele veio bem perto de mim e me olhou de forma sedutora
— Depende do que é tudo para você – eu sai desviando-o
— ah, então é só você ir para minha sala que eu te mostro o que é tudo...
— E se eu disser que não – acho que esse foi meu primeiro atrevimento
Depois disso eu ouvi vários “NOSSA que corte!” vindo dos seres aterrorizantes daquela casa...
-Ta bom, depois dessa acho melhor jantarmos – Hermann saiu revoltado indo em direção a uma porta e a abriu, havia uma longa mesa arrumada, e diga-se de passagem bem arrumada, lembrava a da minha casa, milhões de coisas que eu nem sabia a utilidade
— Pra que a mesa está com todas essas merdas ai? – um dos caras medonhos falou isso
— Boa pergunta – Hermann sorriu e entrou na sala com a mesa e foi caminhando até outra porta e entrou nela, largando uma fresta aberta
Os 8 homens que havia ali entraram e se sentaram na mesa e ficaram me secando
— Pequena princesa não tenha medo, a gente não morde, a não ser que você deseje isso – um dos rapazes sorriu de forma perversa e disse isso
— Obrigado pelo princesa, mais eu acredito estar longe disso – eu fui até a sala e me sentei na cadeira mais afastada do resto e daí comecei a prestar atenção na porta em que Hermann havia entrado
— Porque longe disso? – um deles surgiu ao meu lado e sentou-se
— Não sei, simplesmente porque pode-se dizer que abandonei a minha família para ficar contra eles, e teoricamente me tornei uma traidora – eu falei seria, não estava afim de dar satisfações.
Hermann rapidamente voltou e então serviram o jantar, havia frango grelhado, batatas fritas, e de sobremesa sorvete de morango, realmente quando eu imaginaria estar jantando isso? Nunca!
— Acabei de me sentir uma criança – eu falei isso pra mim mesma e sorri
— Por que? – Hermann disse me olhando
— Nunca eu imaginaria estar jantando isso... – eu sorri sozinha – se eu estivesse em casa, agora eu estaria sendo obrigada a forçar risos e fingir sorrisos esperando meu pai voltar de viajem, e quando ele chegasse estaria jantando uma sopa de rã, com entrada de torradas com alho e manjericão, bebendo vinho seco, sendo que eu detesto tudo isso, só porque teria de deixar meus pais felizes, fingindo ser perfeita – eu falei razoavelmente baixo porque não fazia questão que todos ouvissem, mais ouviram.
— Que gosto tem sopa de rã? – um dos rapazes perguntou me olhando curioso
— unh, gosto de sopa de rã, simples assim – eu sorri para ele ao responder isso ,e todos começaram a rir
— Deve ser algo bem... exótico – Hermann disse me olhando
— E é mesmo, e é ruim pacas, mais fazer o que? – eu revirei os olhos
— Sua casa deve ser tensa, não princesa? – um dos caras falou isso
— Porque princesa? – eu falei rindo e notei que Hermann ao meu lado ria também do elogio que eu recebera – mais, sim, era tensa, até de mais
— Princesa porque eu não sei o seu nome, e bom, você parece uma princesa – ele sorriu de forma meio maliciosa – a gente te perseguia sem saber seu nome – todos começaram a rir
— ah, entendi – eu meio sorri – meu nome é Cheeyene, por sinal, eu vi vocês me seguindo – eu fiquei olhando eles por alguns instantes – você! – eu apontei para um deles, ele era charmoso, usava uma camisa xadrez cinza meio aberta e tinha o cabelo meio bagunçado – eu vi você na minha faculdade
— Foi complexo me infiltrar na sua faculdade, e principalmente, curso de oceanografia, o que leva a pessoa a fazer isso? – ele falou indignado – a propósito, meu nome é Burton
— Sinceramente, é divertido! E eu amo o mar – eu sorri para ele – e você – eu apontei para outro rapaz, esse tinha cabelos cacheados, não era tão charmoso quanto o anterior – você foi jardineiro lá na minha casa – eu comecei a rir
— Infelizmente foi o que me obrigaram a fazer – ele sorriu sem graça – sou Christofer
— Você inclusive foi o que foi atacado pelo meu cachorro e caiu na piscina, não? – eu comecei a rir lembrando do fato
— exatamente – ele silabou e ficou vermelho
— Interessante, nos não sabíamos disso – um deles sorriu pra mim e começou a olhar para Christofer – você não contou isso pra gente
— claro que não – Christofer ficou com a cabeça baixa, e eu achei melhor continua lembrando de onde já vira os outros
— Vocês dois – eu apontei para outros dois, ambos loiros de olhos claros, eu acreditava que fossem irmão gêmeos – eu os vi no shopping perto de mim
— Somos Derick e Denzel – os dois falaram em sincronia – e sempre seguíamos você no shopping – os dois sorriram juntos
— eu notava isso, pensava que era pura conhecidência – eu sorri – e vocês dois – eu apontei para outros dois, um ruivo de cabelos curtos e outro moreno de cabelos longos – estavam sempre no metrô – eu sorri
— somos Edwin – o de cabelos ruivos se pronunciou – e ele, é Drake – ele sorriu
— Só você que eu nunca vi me seguindo pelo que me lembro – eu disse me dirigindo ao que me atendera na porta no mesmo dia mais cedo
— Não, eu não lhe segui mesmo – ele sorriu para mim – sou Sebastian, meio que o governanta dessa casa – eu não me agüentei e comecei a rir
— Desculpa – eu segurei meu riso – é que esse me parece um nome de mordomo, inclusive meu motorista vem a ter esse nome
— Você tem um motorista? – Drake falou pela primeira vez, ele falou meio assustado
— sim, eu tenho – eu sorri, para mim era a coisa mais normal do mundo
Foi uma conversa longa, todos estavam curiosos sobre mim, descobri que Derick e Denzel eram gêmeos, e que todos com exceção de Sebastian e Hermann já havia meio trabalhado em minha casa para descobrir algo a mais, porem concluíram de que comigo era mais fácil descobrir algo, além do mais Hermann mesmo sendo o líder do grupo era o mais novo de todos e tinha apenas 19 anos o resto tinha em torno de 27.
— Enfim, já está ficando tarde e acho bom todos irmos nos retirar, já que amanha será o dia que começarmos a organizar nossa estratégia de ataque, com a ajuda da Cheeyene – Sebastian falou olhando principalmente para mim e eu acabei bocejando
— Acho que eu gostaria de ir dormir – eu sorri e todos ficaram me olhando
— Eu irei te levar até o seu quarto – Hermann disse sorrindo para mim e se levantou e eu me levantei automaticamente junto
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