The Ring

2 Capítulo 2


Quando eu achei o endereço que procurava bati na porta e esperei ser atendida, mesmo sendo tarde – já eram 8 da noite – a porta abriu lentamente e havia alguns rapazes parados lá dentro sentados, e um apareceu a minha frente falando comigo:
— O que faz aqui?
— me-me desculpe! É que eu estava à procura de uma pessoa...
— Quem é você?
— Meu nome é Cheeyene... Cheeyene McGraw.
— McGraw... Já ouvi esse nome é algum lugar... – o homem a minha frente possuía um olhar maldoso, parecia que a qualquer instante ele seria capaz de me matar
— Talvez por causa do meu pai, Richard McGraw...
— Ah sim – ele me olhou de cima a baixo – quem você procura McGraw? – ele decidiu me chamar pelo meu sobrenome odioso – Ou você não sabe o que é aqui?
— não, eu sei sim onde estou! Eu não sei exatamente quem eu procuro...
— Como assim garota?
— É que bem... – eu tirei o anel que estava escondido em meu bolso – certo dia eu estava no metro e um rapaz deixou isso cair, eu esperei ver se ele não iria aparecer novamente, mais não apareceu, daí eu decidi procurar informações para trazer pessoalmente! – eu falei isso com extrema rapidez, a ponto de eu mesma mal entender o que disse, ele só me olhou e deu os ombros
— E você descobriu o que era aqui e mesmo assim veio?
— Sim! – eu dei um leve espirro já que estava toda molhada mais o homem ignorou
— Unh... Você deve estar em busca do Hermann... Garota tola...
— Por que tola?
— De vir até aqui... – ele saiu da frente da porta e sorriu de forma maliciosa – entre tolinha
— tu-tudo bem... – eu caminhei para dentro com um pouco de medo, haviam uns 6 homens naquela sala, sem contar o que me puxava, na minha opinião levando isso em consideração dava para se imaginar que algo de ruim poderia acontecer, principalmente porque eu ouvi alguns comentários indesejados...
— Ignore todos, você está comigo! – ele segurou meu pulso e foi me guiando por um corredor ate chegar a uma grande porta que para mim soava como “porta da morte”, ou seja, eu presumia estar morta já!

Ele abriu a porta e entrou me puxando eu notei que havia uma mesa com um notebook e uma cadeira daquelas de “chefão” e nela havia sentado o rapaz que eu vira no metro, atrás dele havia uma grande janela que tinha vista para um jardim de cerejeiras

— Ela estava a sua procura – o rapaz que me puxava me arrastou pra dentro fazendo com que eu caísse no chão, o rapaz do metro se levantou e me encarou
— Deixe-a aqui e saia! – ele disse saindo de trás da mesa vindo em minha direção, assim que o outro saiu, ele se agachou ao meu lado me olhando – o que uma bela flor faz em um ninho de ratos como esse lugar?
— Me desculpe! Eu sei que não deveria ter vindo e tudo mais! – eu espirrei e comecei a falar sem pensar muito, e antes que eu pudesse completar minha fala ele me cortou o raciocínio
— Calma! Primeiro vou ajudá-la a se secar, porque você esta completamente encharcada e assim vai acabar pegando uma gripe! Depois você me explica porque esta aqui... Cheeyene McGraw
— Como você sabe meu nome? – eu o encarei em duvida e acabei fazendo meus olhos se encontrar com os olhos dele que tinham uma cor de mel muito sedutora, no exato momento em que meu olhos encontraram o dele ele desviou o olhar
— Sabendo... Por isso que peguei aquele metro, naquele dia, naquele horário, porque sabia que você estaria lá – ele se levantou entrando em uma porta e depois voltou com uma toalha na mão – porque eu estava em busca de você!
— E por que? – ele se sentou novamente ao meu lado e eu senti as mãos dele passando pelo meu corpo colocando a toalha sobre mim
— Porque eu precisava de você – ele se aproximou de mim indo com o rosto dele em direção ao meu e fazendo os seus lábios tocarem levemente os meus – E ainda preciso... – ele ainda estava com os lábios quase junto aos meus – Antes de tudo me deixe pegar meu anel – ele colocou a mão no bolso do meu casaco tirando o anel e colocando no dedo dele
— Para que você precisa de mim? – eu o olhei com curiosidade
— Porque você será a minha arma secreta! – ele se afastou um pouco e sorriu com um expressão de chapeleiro maluco
— Arma secreta? Eu virei um produto? Antes de tudo! Qual seu nome?!
— Sim, minha arma secreta, e você não é um produto, você só está meio que raptada aqui por alguns dias... E meu nome é Hermann.
— Rap-tada? – eu parei – serio!? – sim, eu fiquei feliz com isso, oras, me livrei dos meus pais inúteis e dos empregados controladores por alguns dias de graça!
— Sim, e espera ai! Você ficou feliz com isso? – ele me encarou em duvida
— Claro! –eu sorri para ele – estou sem querer me livrando dos meus pais inúteis e dos meus empregados controladores, simplesmente de graça assim...
— Olha, o negocio é o seguinte, eu preciso da sua ajuda, por isso eu e o resto do grupo ficamos a lhe observar por algumas semanas para você acabar vindo aqui, e agora eu posso por meu plano eu ação e daí acho que você não poderá mais voltar para casa, alguma pergunta?
— Se meu raciocínio foi certo você vai matar meu pai certo, e com a minha ajuda?
— Olha! Ela é inteligente! – ele sorriu pra mim
— Claro que sou! E já que eu serei raptada, irei lhe ajudar a matar meu pai e provavelmente nunca mais poderei entrar naquela casa, eu poderia ficar aqui né?! Eu posso ser assassina se quiser! – eu sorri
— Você? Matando alguém... – ele começou a rir – Com essa cara de boneca de porcelana, alem do mais aqui só tem homens!
— que preconceito! Eu posso ser muito melhor que um de vocês!
— Então me prove! – ele disse e parou por um tempo esperando minha resposta – não! Me prove na frente de todos, daí todos podem dizer se você conseguiria!
— Então tá! Você será o meu cobaia ainda por cima! – Eu já comecei a planejar o que faria – E você não vai nem saber direito o que aconteceu...
— Tudo bem! Estou louco para ver! Por sinal – ele se levantou e caminhou até uma porta discreta que havia no canto esquerdo – Aqui é seu quarto, varias coisas suas foram trazidas até aqui...
— Como assim? – eu me levantei e fui até o lado dele – como minhas coisas vieram parar aqui?
— Como eu já disse, nos lhe observamos, e logo sabemos muito sobre você, por isso já trouxemos algumas coisas suas, e não pergunte como!
— Tudo bem! – eu caminhei para dentro do quarto – se não se importa irei trocar de roupa!
— Então ta – ele fechou a porta do quarto e eu fiquei sozinha ali – lhe espero ali no salão principal, para você me mostrar se pode ou não ser uma assassina... E eu não acredito no seu potencial...

O quarto era bem simples, tinha uma cama, um guarda-roupas, uma escrivaninha e uma penteadeira. Eu me dirigi até o guarda-roupa e abri para ver o que meu havia ali dentro, estavam alguns vestidos, os mais chamativos e extravagantes, em geral curtos ou tomara que caia, poucas saias, varias calças e muitas blusas, e boa parte de meus sapatos, eu agora queria saber como tudo aquilo foi parar ali e eu não vi sumir! Eu tirei minha roupa molhada e coloquei em um canto ao lado da cama e vesti uma saia até os joelhos e uma blusa decotada, e depois botas de cano curto, me olhei no espelho da penteadeira e sai do quarto, notando que do outro lado da sala havia outra porta que pela minha lógica era outro quarto, onde provavelmente Hermann deveria dormir... Sei lá, aqui deve ser a sala dele... logo, lá deve ser o seu quarto. Ou não.