The Ring
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Como TODOS os dias da minha vida, eu entrei no metro às 12h30min. Indo em direção a minha casa? Unh... Mansão fica melhor! Se eu quisesse eu podia ir de carro, mais preferia não chamar atenção... Mais enfim, pegar aquele metrô já era uma rotina que nunca era quebrada, sempre o mesmo metro, sempre o mesmo horário, sempre as mesmas pessoas! Era sempre tão a mesma coisa! Que chega a cansar! Pelo menos hoje, parecia que estava levemente diferente, pelo menos pelo fato de haver um rapaz muito belo de cabelos castanhos e olhos cor de mel, usando um óculos de hastes prateadas, o qual eu nunca tinha visto, ele se sentou ao meu lado, onde parecia-me que era o único lugar vago, ele parecia muito nervoso, rodava no dedo um anel prateado com uma lua e uma pedra vermelha, o anel estava na mão esquerda no dedo do meio – sim, eu estava prestando atenção, algum problema com isso?
Já havia se passado 3 minutos que eu estava no metro, e eu sabia que em mais 7 minutos chegava em casa, era o tempo de SEMPRE.
O rapaz do meu lado que não parava de mexer no anel se levantou para descer e deixou cair o anel, eu o juntei:
— Moço – mais ele já tinha decido, o anel era quente e tinha cheiro de perfume, não que eu cheirei o anel, mais é que o cheiro era forte, doce e sedutor... Cheeyene! Concentre-se! Antes de tudo, você tem que encontrá-lo para devolver o anel, só não sei aonde nem como! No tempo em que eu pensava sobre isso deu meu ponto e eu desci do metro, e segurava aquele anel fortemente na minha mão e daí coloquei-o no meu dedo do meio da mão esquerda, o mesmo que ele usava, e o anel ficou certo.
Eu cheguei em casa no horário de sempre, e para não perder costume meus pais não estavam em casa e duvido que fosse chegar logo... Bom, meu pai estava viajando, afinal ele é um secretario de estado muito bem sucedido, famoso e rico. Minha mãe desaparecia as vezes, ela era senadora – eu realmente acredito que minha mãe possua um amante.
Mesmo eles sendo famosos e ricos, e eu podendo fazer o que eu queria, comprar o que eu quero, ter o que eu quero, viver só do bom e melhor, eu devo dizer, eu NÃO sou feliz de maneira alguma, meus pais só dão atenção ao trabalho, sempre eles só sabem falar de trabalho! Eu posso ter tudo, mais ao mesmo tempo sinto que não tenho nada!
Eu me sinto infeliz que saber da minha existência, afinal, eles me têm como filha, mais nunca me dão a mínima atenção, se eu for bem na faculdade ta ótimo! Se eu for mal na faculdade ta ótimo do mesmo jeito! Ou seja eu posso dizer que vivo sozinha praticamente! – só não digo que livre, porque tenho empregados que me controlam...
E agora tudo na minha vida estava se resumindo a achar o rapaz do anel!
Mais passou 1 semana e ele não apareceu... Passou 1 mês e ele não apareceu... E eu já estava prestes a desistir quando notei que nunca havia procurado sobre o anel na internet! Eu abri o Google e digitei “anel prateado com lua e pedra vermelha” óbvio que eu já esperava que não aparecesse nada, mais apareceu, para meu medo. Abriu um site com uma foto de um anel idêntico aquele e alguns com outros símbolos e cores de pedras e em letras grandes havia escrito “Grupo de matadores de aluguel”. No site dizia que cada anel servia para identificar a hierarquia da pessoa no grupo.
Eu paralisei e soltei rapidamente o mouse do computador e fiquei só parada pensando em tudo aquilo e no que poderia significar. Eu realmente sentia medo, mais queria encontrá-lo! E isso que eu fiz, achei no site um endereço e anotei em um papel e desliguei o computador e sai correndo até o meu quarto:
— Aonde você vai a essa hora Senhorita Cheeyene? – Uma das empregadas entrou no meu quarto
— Onde eu quiser! – eu não gostava que tentasse controlar minha vida, porem eu já estava acostumada a esses interrogatórios
— Mais hoje seu pai chega de viajem!
— E daí? Ele não liga muito pra minha existência, e eu tenho coisa melhor pra fazer!
— Tudo bem Senhorita Cheeyene, mais você tem certeza?
— Tenho! E não me espere para o jantar! – eu sai e fui caminhando lentamente pelo jardim até o portão porque eu sabia que ela diria algo
— Vá com cuidado Senhorita Cheeyene!
— Sempre vou! – Nunca aconteceu nada de ruim comigo, sempre que eu saio, seja a que horas fossem!
— Não quer ir de carro? – ela disse me olhando preocupada
— Unh, talvez uma carona até metade do caminho quem sabe – eu sorri para ela
— Oka, irei chamar o motorista – ela entrou e em questão de segundos voltou com o motorista
Nos dois entramos no carro em silencio, o lugar que eu queria ir era na “parte feia” da cidade, onde geralmente diziam para eu não ir
— Pra onde senhorita Cheeyene? – ele disse me olhando, esperando que eu pedisse para ir a um shopping ou algo assim
— Sabe a parte feia da cidade? – eu sorri meio sem graça
— O que a senhorita pretende fazer lá, por curiosidade – ele ficou me olhando, por favor, parecia que nunca tinha me visto na vida
— Uma amiga da faculdade mora daquele lado, e me chamou para fazermos um trabalho juntas lá na casa dela – eu sorri, acho que minha historia iria funcionar – ela me convidou, logo não pude recusar, além do mais é preferível lá do que aqui na minha casa
— Então ta bom, senhorita, mais aonde seria a casa dela exatamente? – ele ficou me olhando de forma meio desconfiada
— Me deixe perto da estação de metro que ela irá me encontrar lá – eu sorri
Ele me levou, e ficou o tempo todo fazendo perguntas, o que meus pais não se importavam, os empregados se importavam de sobra, e sobre minha ida, eu tinha um mal pressentimento, mais sabia que algo iria fazer minha vida melhorar...Vai entender.
Quando eu desci na frente da estação de metro notei que estava em um lugar realmente estranho, parecia na verdade meio deserto... E certamente eu nunca tinha estado lá, e para minha felicidade começou a chover.
- Não quer mesmo que eu te leve ate a casa da sua amiga senhorita Cheeyene?
— Não precisa, principalmente porque eu não sei onde é, pode ir, ela acaba de me mandar mensagem que já está chegando! – eu sorri para ele – ah! E por favor, avise meus pais que eu não dormirei em casa! – e ele então finalmente foi embora, quando eu notei que não enxergava mais o carro eu decidi andar finalmente
Eu caminhei pelas ruas até avistar o lugar que procurava, apesar de estar encharcada consegui achar o lugar, meus cabelos encaracolados estavam completamente molhados, e iriam virar uma vassoura quando secassem, por isso que eu odeio chuva! Minha blusa estava transparente!
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