The Righteous And The Wicked
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Então. Adivinhem o que eu ganhei? Minha segunda recomendação! :D :D :D
ADRENALINE, você adora fazer surpresa, né? Obrigaaado, ficou ótima! Eu quase chego a acreditar que a fic é boa assim mesmo -q Awn, sério, valeu mesmo. Mil BJs pra você ♥ (e o legal é que só ela e a outra Adrenaline vão entender isso -qqqq)
Sooo, esse capítulo tem música. Paramore. http://letras.mus.br/paramore/1009347/traducao.html
Nem tentem acompanhar a letra no texto, é muito rápido pra eu conseguir deixar certo. A Hayley praticamente não pára de falar. Assim como a Taylor em Goin' Down... argh, mulheres falam demais. -QQQ Brincadeira, leitoras, não me xinguem -q
Até porque, eu tô muito quieto mesmo.
Boa leitura.
Frank e Taylor já estavam na enfermaria. Madame Pomfrey os checou e disse que acordariam logo, provavelmente com dor, mas sem mais problemas. Gerard, Hayley e Mikey decidiram ficar lá. O professor Flitwick e McGonagall se entreolharam quando os alunos disseram isso, mas não comentaram. A diretora só exigiu que fossem à sala dela assim que estivessem em condições para isso, e os deixou sozinhos.
— Merda, merda, merda... — Mikey começou a murmurar. — Não era pra ter acontecido isso.
— Eu sei — Gerard falou, o cenho franzido. — Até imaginei que alguém quisesse ajudar, talvez, mas isso? Ah, Deus, o que foi que fizemos!
— Calma, eles vão ficar bem — Hayley assegurou.
— Mas poderia ter sido pior! — Gerard retrucou. — E se todos tivessem lançado estupefaças? Você não lembra que a McGonagall já quase morreu por isso?
— Lembro, mas ela é um pouquinho mais velha do que o Frank e a Taylor, Gerard. E vamos parar de nos culpar, ok? Eles já vão fazer isso quando acordarem.
— Eu nunca pensei que diria isso, mas... — Mikey suspirou. — Eles vão ter razão.
Os outros dois suspiraram em seguida.
Os minutos se passaram devagar. Eles notaram que havia uma certa movimentação do lado de fora; pessoas que souberam da briga e queriam espiar a condição dos feridos. Imaginaram se Harry e Draco estariam lá também.
Em certo momento, Hayley começou a falar consigo mesma, baixinho, como se estivesse cantando.
— Estou sentada em uma sala, feita só de grandes paredes brancas, e nos corredores tem pessoas olhando através da janela na porta, apesar de saberem exatamente porque estamos aqui...
Gerard e Mikey riram baixinho com a recém-criada distração da amiga. Ela notou e riu também. Gerard fitou a porta, onde dois pares de olhos tentavam ver o local onde eles estavam. Madame Pomfrey iria logo tampar aquela janelinha.
— Não olhe para cima — Hayley afirmou. — Só deixe eles pensarem que não tem nenhum outro lugar em que você gostaria de estar.
— Tá... mas por que eles se interessam tanto por fofocas? Sério?
Hayley deu de ombros e se recostou na cadeira, olhando discretamente para Taylor e então para Frank na cama ao lado.
— Você está sempre em disposição — ela disse. —, para todos assistirem e aprenderem. Deve ser essa a atração da fofoca; aprender com os erros dos outros. Ou fingir que aprendeu. Você já não sabe? Você não pode voltar atrás, porque essa estrada é tudo que você vai ter.
Gerard deu mais uma olhada para a porta e balançou a cabeça. Percebeu que Mikey não parara de encarar Hayley por uns bons segundos, mas todos foram distraídos naquela hora por um ligeiro movimento vindo da Taylor. Ela fez um barulho sonolento, mas não abriu os olhos. Eles se recostaram de novo, a fome começando a se fazer presente.
Gerard olhou para Frank. Hesitou bastante, pois sabia que Mikey e Hayley notariam; mas eram seus amigos, não eram? Não seria tão ruim que percebessem que ele estava preocupado. Porque, é, ele estava. Além disso, não era exatamente desconfortável observar Frank enquanto ele dormia. Sua respiração e seu rosto ficavam tão calmos... sem aquela frieza típica, sem frases sarcásticas. Uma linda boca fechada, assim que era bom.
— Gee... — Hayley captou sua atenção.
Ele percebeu pela expressão da amiga que ela realmente notara o que ele estava fazendo. Na verdade, ela parecia até mesmo ter lido sua mente. Mikey apertava os lábios, como se também soubesse, mas se recusando a dizer uma palavra.
— Se você me deixar, eu poderia... — Hayley prosseguiu, cautelosa. — Eu te mostraria como construir suas cercas. Definir restrições... separar do mundo a constante batalha que você odeia lutar. Não posso fazê-la sumir, mas ninguém precisa perceber.
Gerard pensou em mil formas negativas de responder àquilo. Que batalha? Do que ela estava falando? Não havia nada acontecendo.
Mas ele sabia que isso só traria uma discussão, então decidir ir pelo lado da aceitação, por enquanto.
— Como? — perguntou.
— Apenas culpe o centro das atenções. Finja que essa preocupação é só porque a escola toda está de olho na gente, nada a mais.
Gerard assentiu, ao mesmo tempo em que uma voz crescia gradualmente ao seu lado, fazendo-o se arrepiar subitamente.
— Vou entender por essa conversa que você está morrendo de preocupação, Gerard.
Ele fechou os olhos, sem olhar para Frank. Certo, Frank estava bem, estava acordado. Já podiam ir embora, não podiam? Não podiam?
— O que você quis dizer com “a escola toda de olho na gente”?
Dessa vez Gerard virou o rosto. Frank tentava se levantar e ver a porta da enfermaria.
— Não olhe pra cima — Hayley o avisou, e sorriu rapidamente para Gerard antes de continuar, repetindo o que dissera mais cedo. — Só deixe eles pensarem que não tem nenhum outro lugar em que você gostaria de estar.
Frank arqueou as sobrancelhas para a garota e deitou novamente. Fez uma careta.
— Que foi? — Gerard perguntou prontamente, arrependendo-se em uma fração de segundo.
— Meu peito. Dói. Minha cabeça também. Estou usando curativos?
Hayley, Gerard e Mikey assentiram.
— Ah, que beleza. Cadê a Taylor...? — ele viu a resposta para a própria pergunta; a amiga ainda dormia na cama ao lado. — Ela tá bem?
— Tanto quanto você, suponho — Mikey respondeu.
— Então ela vai xingar bastante quando acordar.
Os três sorriram e olharam para baixo.
— Err... desculpa por isso — Hayley foi a primeira.
— É, realmente não sabíamos — Mikey completou. — Foi mal, de verdade. Não deveria ter sido algo tão injusto.
Frank não disse nada; olhou para Gerard, como se aguardasse algo.
— Desculpa — o grifinório falou, sincero, mas parecendo de má vontade.
— Só isso? — Frank riu um pouco. — Esse é seu pedido de desculpas? Ajudou muito.
— Quer mais o quê? Desculpa, o plano não foi o que esperávamos, a Grifinória foi injusta, não controlamos tudo! E além do mais, o plano nem foi realmente nosso...
Frank riu de novo, e Gerard fechou a cara. Ainda mais.
— Calma, Way. Eu te perdoo.
Gerard olhou para a porta, decidido a dar um jeito de engolir o rubor que ele sentia subir nas suas bochechas. As pessoas conseguem controlar o corpo se fizerem esforço, não conseguem? Então ele conseguiria.
Chegou a agradecer mentalmente quando ouviu uma movimentação vinda da cama da Taylor. Olhou para ela, assim como todos os outros.
— Que merda tá acontecendo aqui? — foi a primeira coisa que ela disse, a testa franzida, antes de olhar para Hayley e parecer se lembrar de algo. — Você. É culpa sua que eu estou aqui, sua idiota. Era um plano, você não devia ter tentado me acertar de verdade!
Hayley deu um sorriso de lado e Taylor tentou levantar, mas uma pontada de dor a fez recuar.
— O que está acontecendo comigo? — ela perguntou, irritada.
— É óbvio que você tá morrendo... — Hayley disse, sorrindo abertamente ao ver o susto da sonserina. — Brincadeira, besta. É só a prova viva de que a câmera está mentindo. Vocês sonserinos não são tão imbatíveis quanto todos fazem parecer.
— Eu vou acabar com você — Taylor falou, como se fosse a coisa que fizesse mais sentido para se responder.
— Desencana. Essa é sua noite, então sorria.
— Já é noite?
Eles se entreolharam. Havia se passado algum tempo, mas não tanto.
— Foi só modo de falar, inteligente — Hayley retrucou.
— Eu acabo de acordar e sou recebida assim. Maravilha — ela lançou um olhar à Frank, primeiro analítico, depois crítico, como se fosse culpa dele ela estar sendo atacada verbalmente.
— É, você está pedindo por isso — Hayley respondeu. —, com cada respiração que você respira.
Taylor se remexeu, talvez com a intenção de ao menos empurrar Hayley de lado, só que mais uma pontada de dor a dominou e ela ofegou.
— Apenas respire... — Hayley falou, meio divertida, meio preocupada. Emendou uma risada quando viu que Taylor estava bem. — É, é, bem, você é só uma bagunça. Você faz todo esse escândalo. Não foi tão ruim, vocês logo estarão bem para ir com a gente ver a diretora.
— O quê? — Frank e Taylor falaram ao mesmo tempo.
— Detenção — Mikey explicou. — O que esperavam?
— Sei lá, talvez que o fato de quase termos sido mortos tenha amolecido o coração da McGonagall?! — Taylor exclamou.
— Que dramaticidade, meu Deus — Hayley comentou.
— Às vezes é necessário, ruivinha.
— Que seja. Agora vamos ver você andar; vocês dois, eu quero dizer.
— Ahn?
— Eu disse vamos ver vocês andando. Levantem.
— Tá doendo — Taylor choramingou, e Frank ecoou sua reclamação rapidamente.
— Ah, qual é. Tem gente esperando lá fora. Você vai sair com estilo.
Taylor se manteve firme e Hayley revirou os olhos. Disse que chamaria Madame Pomfrey e logo voltou com a enfermeira ao lado.
— Eles realmente deveriam descansar por mais algumas horas — ela disse, o que fez com que Taylor sorrisse triunfantemente. — Mas assim que estiverem bem, eu os libero e mando direto para a prof. McGonagall.
— Certo — os grifinórios concordaram, levantando-se, e Gerard continuou: — Agora vamos comer, pelo amor.
— E encarar o Harry... — Mikey sussurrou. Gerard gemeu e quase decidiu continuar com Frank e Taylor.
——
Os três passaram na cozinha e receberam dos elfos tudo que haviam perdido no almoço, comendo com vontade. Enquanto estavam lá, mais alguém decidiu aparecer para uma visita.
— Sr. Penniman! — um dos elfos gritou, e os três amigos foram esquecidos momentaneamente enquanto as pequenas criaturas corriam para atender Mika.
— Hey! — Gerard o cumprimentou, com a boca meio cheia. Engoliu antes de continuar. — Acho que eu não sabia seu sobrenome...
Mika sorriu timidamente e se aproximou deles, assegurando aos elfos que só queria uma cerveja amanteigada.
— Praticamente ninguém sabe... Michael Hoolbrok Penniman Jr.
— Ah, seu nome é igual ao do Mikey... — Hayley comentou, mas foi interrompida:
— Penniman? — Mikey perguntou, arregalando um pouco os olhos. — Achei que tinha ouvido errado! Eu não acharia que você é sangue-puro. Sem ofensa.
— Não se preocupe — Mika sorriu. — Não faz diferença.
Mikey e Gerard se entreolharam, ligeiramente surpresos, e Hayley suspirou com a noção de que era a única dos amigos que não dava nenhuma importância ao sobrenome do garoto.
— Os elfos parecem gostar muito de você — ela disse, quebrando o clima.
— Ah, eu venho aqui bastante. São meus melhores amigos.
Um grupo de cinco elfos que estava mais próximo travou no mesmo instante. Então abaixaram as orelhas e começaram a agradecer a honra, gaguejando sem parar. Mika riu, o que provocou sorrisos inevitáveis em Hayley, Gerard e Mikey. Sua risada tinha esse efeito.
— A gente ainda não se conhece direito — Mikey falou.
— Só porque não querem — Gerard se intrometeu, com um olhar severo. — Eu já apresentei o Mika pra vocês faz tempo.
Mikey e Hayley coraram um pouco de vergonha, mas Mika realmente não parecia se importar com isso.
— Não tem problema, temos tempo para nos conhecer.
Eles conversaram um pouco mais e se despediram ao sair da cozinha.
— Vou pedir pro Ray falar com ele... — Mikey pensou alto.
— Falar o que com ele?
— Perguntar mais sobre ele, sei lá. Tenho a impressão de que ele fica muito solitário lá, e já que não podemos trocar de Casa, o Ray e o Steve bem que podiam ser mais receptivos. Ele é bem legal.
— É o que eu estou tentando mostrar há semanas!
— Já entendemos, Gee, já entendemos.
Eles se calaram quando estavam a um corredor da entrada para a sala comunal da Grifinória. Porque avistaram um outro trio.
Os três tentaram se esconder, mas Harry os viu rapidamente. Disse algo para se livrar de Rony e Hermione e foi diretamente até Gerard.
Hayley e Mikey se postaram aos lados, atentos, e Gerard deu alguns passos para trás até se chocar contra a parede.
— Err, Harry, eu posso...
— … explicar? — o garoto já estava com a varinha na mão, o olhar duro. — Que você armou pra mim? Sendo que eu mal te conheço?
Gerard fez um gesto com as mãos para que os amigos não agissem. Ele sabia que se Harry fosse atacar, já o teria feito.
— E eu suponho que a briga que todos estão comentando também tem suas digitais, né?
Harry chegou perto, ameaçadoramente, mas então parou.
— Por que fez isso?
— Vocês precisavam conversar.
— Como você pode saber? Não se meta...
— Me meto, sim, Harry. Por que você pode assumir a responsabilidade de derrotar o maior bruxo das trevas de todos os tempos e eu não posso nem te ajudar a ter uma conversa? Pare de ser tão arrogante.
Harry tentou pensar em algo para dizer, mas desistiu. Deu um passo para trás e guardou a varinha.
— Mesmo assim, Gerard. Você não devia.
— Talvez não, mas talvez tenha valido a pena. Conversaram?
Harry assentiu, em silêncio, fitando o chão.
— E?
— E nada. Não adiantou nada, sinto muito.
Gerard se virou para Hayley e Mikey, que aguardavam em silêncio, e eles trocaram olhares desapontados. Harry notou e suspirou.
— Ok, não foi tão inútil. Me ajudou a perceber que... me ajudou a perceber algumas coisas. E talvez a gente converse de novo.
Gerard não pôde conter um sorriso. Sim, valera a pena. Pelo menos isso.
— Mas eu ainda não te perdoei! — Harry exclamou, antes de bufar e se afastar.
Ficaram quietos por alguns segundos.
— Hmm. Poderia ter sido pior — Hayley falou.
— Bem pior — Mikey completou.
— Acho que isso quer dizer que demos o empurrão que precisávamos. Agora é com eles.
— O que seria ótimo em circunstâncias normais, né? — Mikey disse. — Aí vocês estariam livres do Frank e da Taylor. Mas não, vão ter que cumprir não sei quantas detenções com eles, e ainda me arrastaram junto.
— Você quis se envolver, Mi. Cala a boca.
Mikey reclamou sobre mais algumas coisas enquanto eles passavam pelo retrato da Mulher Gorda. Iriam adiantar alguns deveres, já que aquela noite já estava perdida. Esperavam que ainda demorasse para que Frank e Taylor fossem liberados; mas o tempo passa, de qualquer jeito. A hora iria chegar... de novo.
Notas finais
Bom, espero continuar sem demorar com os próximos.
PS: Adoro como a Hayley fala "style" nessa música. É tão... hmmm.
xoxo
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