The Righteous And The Wicked
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Eu falei no último que iria trocar de POV, mas falei besteira; o POV continua o mesmo, do narrador. Só muda de quem estou falando. Nesse capítulo, damos uma passada na Sonserina ;)
E.... CAPÍTULO ESPECIAL! :D
Eu estava querendo, ao colocar músicas, fazer as bandas falarem as letras de suas próprias músicas. Começando por... The Pretty Reckless! A música é essa:
http://letras.mus.br/the-pretty-reckless/cold-blooded/#traducao
... não, não é coincidência, Nat.
HOJE É ANIVERSÁRIO DA COLD BLOODED WOMAN! Também conhecida como Miss Nothing, também conhecida como Adrenaline Motivation, também conhecida como alguém que não decide um nome só -qqqq
Tudo de bom pra você, muito amor, felicidade, DINHEIRO E SEXO o/
E como só um capítulo dedicado à você é pouco (-q), tem outro presente também... que eu só vou dar nas notas finais -q
Boa leitura, todos vocês ;D
Billie Joe e Mike chegaram na sala comunal da Sonserina para encontrar alguns pequenos grupos ainda conversando ou fazendo trabalhos. Procuraram um lugar para se sentar e caíram em duas poltronas próximas de Frank e Taylor, que escreviam calmamente em seus pergaminhos.
— Vocês podiam ter escolhido outro dia para mandar aqueles dois pra detenção, não podiam? — Mike perguntou, atraindo-lhes a atenção. — Teríamos acabado com o Tré se não estivéssemos em desvantagem.
— E temos culpa se vocês foram pra lá no mesmo dia? — Taylor disse, arqueando as sobrancelhas.
Mike fez um gesto impaciente com a mão e virou o rosto para o outro lado, observando o grande cômodo, assim como Billie fazia. Exaltada pela noite, a luz verde do lago entrava timidamente pelas janelas e dava aquele ar sombrio e aconchegante que eles sabiam não existir em nenhuma outra Casa. As velas, as caveiras sobre a lareira, tudo parecia conspirar para deixá-los calmos.
— Ei, Draco, vem cá — Billie chamou de repente. O loiro estava do outro lado da sala, praticando xadrez sozinho com um ar entediado. Ele franziu a testa, confuso, mas se levantou e caminhou até o outro.
Lançou um olhar rápido à Mike, Frank e Taylor e esperou que Billie falasse.
— O que era mesmo que aquele grifinório estava te perguntando hoje?
— Ah — Draco pareceu encabulado por um momento, mas logo se recompôs. — Queria saber só se teve alguma mudança no nosso time de quadribol esse ano. Eu falei que eu tinha saído. Ele iria descobrir de qualquer forma.
— Claro, claro. Foi o que eu pensei, só queria confirmar — Billie prosseguiu. — Eu não entendi direito, você precisa falar mais alto quando isso acontecer.
Draco deu de ombros e fez menção de se virar, mas Billie segurou seu braço.
— Não, espera. Senta aqui — ele apontou para a poltrona vazia ao seu lado.
Draco fez uma cara emburrada, mas obedeceu.
— Quê?
— O que está acontecendo com você? Eu sei que já perguntei isso vinte vezes, mas é sério, você já está preocupando.
— Obrigado pelo interesse — Draco ironizou, e então desviou o olhar para a lareira. — Não é nada. Eu já disse, só quero terminar esse ano logo e sair dessa escola pra sempre.
— E vai passar o ano inteiro assim? — Billie se recostou, olhando afiadamente para Draco. — Se escondendo de todo mundo?
— Eu não preciso de ninguém.
— Ninguém precisa. Mas você vivia com o Crabbe e o Goyle até agora...
— Crabbe morreu.
Billie olhou para Mike de esguelha e ambos suspiraram.
— Eu sei. Mas Goy-
— Goyle é um idiota, sempre foi.
— Então anda com a gente! — Mike falou subitamente. — Por Merlin, Draco, você tem noção do que as pessoas pensam da Sonserina vendo você pelos cantos assim? Já basta o Frank para não se importar.
— Ei! — Taylor foi quem reclamou, mas Frank só revirou os olhos, mais concentrado em seu dever.
— Mike tem razão — Billie concordou, ignorando o protesto da garota. — Você está sendo humilhado desse jeito, não percebe?
Draco se levantou de repente e olhou para eles.
— E eu não me importo, não percebe? Existem coisas piores para se sentir do que humilhação.
— Como o quê? — Billie e Mike perguntaram ao mesmo tempo.
— Confusão, raiva, desespero! — Draco parou e fechou os olhos por alguns segundos, respirando fundo. — Eu só quero que isso termine logo. Me deixem em paz.
Ele se virou e caminhou firmemente até a entrada para os dormitórios.
Billie e Mike trocaram mais um olhar e suspiros.
— Ele é estranho — Taylor comentou, vendo Draco desaparecer nas escadas.
Mike olhou para ela enigmaticamente.
— Você não pode falar muita coisa também. Vocês dois.
— O que nós temos de estranho? — Taylor perguntou, mas, depois de observar Frank por um momento, continuou: — Quer dizer, o que eu tenho de estranho?
— Ouvi falar que você gosta de algumas coisas trouxas — Billie comentou. — Que tem objetos não-mágicos na sua mala.
— Eu sou mestiça, lembram? E fale o que quiser, os trouxas até tem algumas coisas boas.
— Por exemplo?
— Música — Taylor sorriu de uma forma ligeiramente sonhadora. — E as tatuagens, isso vocês não podem negar.
E realmente não podiam. Foi por causa deles que Frank conheceu sua nova paixão; dois anos atrás, Billie e Mike voltaram das férias com alguns desenhos nos braços, e depois das próximas férias era Frank quem estava coberto com a novidade — literalmente. Vários outros estudantes se interessaram, apesar de não admitirem, mas não puderam seguir o exemplo por falta de dinheiro de trouxas ou porque seus pais jamais permitiriam.
— Que seja — Mike disse, e abriu a boca para continuar, mas uma sombra se toldou sobre eles.
Levantaram o rosto e viram Pansy Parkinson parada, sorridente, olhando para Frank.
— Oi, Frankie — ela disse, ignorando a careta que Frank fez com o apelido. — É verdade que você mandou dois grifinórios para a detenção hoje?
— Eu e a Tay — ele disse, propositalmente usando também um apelido carinhoso para a amiga.
Pansy olhou para Taylor por uma fração de segundo e continuou a ignorá-la.
— Como foi, o que você fez?
Ela puxou uma cadeira que estava do outro lado da mesa e se sentou próxima à Frank. Todos os outros se entreolharam.
— Se eu contasse — Frank respondeu, parecendo ligeiramente curioso. —, como você saberia que não estou exagerando e mentindo para te impressionar?
— Você faria isso? — ela pareceu se animar, mas recuou ao ver como Frank não parecia achar isso uma coisa boa. — Quer dizer, eu sei que você não faria isso.
Taylor riu, e Pansy não conseguiu evitar olhar para ela.
— Você não pode confiar em um homem de sangue frio, Pansy — ela comentou, parecendo achar aquilo muito divertido. — Sério, garota, não acredite nas mentiras dele.
— O que pode acontecer de tão ruim? — Pansy perguntou de volta, transformando o sorriso amigável em sarcástico.
— Ele pode te amar e te deixar viva.
Pansy fez um expressão de quem diz “essa menina é louca” e voltou a atenção para seu objeto de desejo, mas Frank falou antes que ela pudesse abrir a boca:
— Eu preciso terminar esse trabalho hoje, Parkinson. Não tenho tempo para contar historinhas de ninar.
Taylor, muito obviamente, engoliu uma risada, e Pansy fechou a cara, levantando-se e saindo de lá sem dar uma palavra a mais.
— Tá aí — Mike disse. — Um bom exemplo de como você é estranho. Ela está se jogando pra você desde que começaram as aulas e você não aproveita! Que cara não aproveita uma menina fácil assim?
Taylor e Frank trocaram um olhar significativo, que só eles entendiam.
— Ela só quer um substituto para o Draco — Frank falou, desinteressado. — Não sei porque o escolhido para a perseguição fui eu.
— Ainda acho que você devia tirar vantagem disso — Mike continuou, e então olhou atentamente para os dois. — Ou... vocês dois...?
— Não — Taylor se apressou em responder. — Nós não temos nada.
— E porque você também não arruma um namorado? — Billie entrou na conversa, sorrindo de leve. — Não faltam pretendentes.
Dessa vez, foi Frank quem riu.
— A questão não é ela — ele falou. — E sim quem aguentaria tê-la como namorada.
— É tão difícil assim? — Billie perguntou, mas ainda mantendo os olhos sobre a loira, que o retribuía descaradamente.
— Digamos que... — Frank olhou para a amiga e de volta para Billie. — Você não pode confiar em uma mulher de sangue frio.
— Ela vai me amar e me deixar vivo?
— Não. Ela vai te amar e te deixar morto.
Billie riu de leve, meio irônico, e bocejou. Olhou para Mike e este assentiu; os dois se levantaram.
— Até, então, seus... estranhos — Mike falou.
— Boa noite, Taylor — Billie falou mansamente e se retirou com o amigo para os dormitórios.
Frank lançou um olhar inquisidor à amiga e ela bufou.
— Tá brincando, né?
— Ele é bonito.
— Eu sei, mas até aí... você também é.
— Mas eu tenho uma leve diferença, não tenho?
Taylor revirou os olhos.
— Por falar nisso — ela abaixou o tom de voz. —, você não vai contar nunca?
— Por que deveria?
— Talvez seja melhor pra você. E se você se apaixonar por alguém?
— Nesse caso, eu posso pensar no que fazer. Até lá, não é de interesse de ninguém se eu sou gay ou não. Assim como não é do interesse de ninguém que você é bi, né?
— Ok, você tá certo... Agora, vamos terminar logo essa merda e ir dormir?
Os dois se viraram novamente para os pergaminhos sobre a mesa e ficaram quietos enquanto escreviam.
———
No dia seguinte, a escola toda se reuniu para o café da manhã.
Frank e Taylor sentaram-se o mais longe possível de Pansy, enquanto Billie e Mike ficaram em uma posição em que pudessem “vigiar” Draco; pareciam estar com medo de que ele manchasse ainda mais a reputação de sua Casa.
Gerard e Hayley, que não conseguiram falar com Harry na noite passada, o chamaram para perto para contar tudo o que souberam com a espionagem; Tré também relatou sua participação.
— Ah, desculpem pela detenção — Harry disse, visivelmente envergonhado. — Eu não queria...
— Tudo bem — Tré garantiu, sorrindo simpaticamente. — Foi legal, conversamos bastante e tivemos uma certa ajuda.
Ele lançou um olhar agradecido para Brian e Stefan na mesa da Corvinal, mesmo que eles não estivessem vendo. Harry não entendeu, mas não disse nada sobre isso.
— Então o Draco não é mais apanhador... — ele falou consigo mesmo antes de se dirigir aos outros novamente. — Ele disse por quê?
— Eu acho que ele está tentando se afastar de todo mundo esse ano — Tré expôs sua teoria, e Harry franziu o cenho. Então balançou a cabeça, agradeceu as informações e voltou para perto de Hermione, Rony e Gina.
Todos eles comeram rapidamente, e ao acabarem, saíram do Salão Principal e se juntaram ao aglomerado de alunos em direção às escadas. Aquele era o momento com mais “união”, mesmo sem querer; todas as quatro Casas se misturavam.
Gerard e Hayley viram Frank e Taylor e trocaram alguns olhares feios; mas antes que pudessem desviar o olhar e fingir que não haviam se notado, Pansy esbarrou em Frank e ele reclamou algo com ela, provavelmente dizendo para ela olhar por onde anda. Gerard continuou os observando; era difícil ver Frank se exaltando, mesmo que tão pouco. Já Pansy parecia não precisar de nada para se irritar. Seu rosto estava púrpura antes mesmo de Frank se dirigir a ela; depois, então, ficou próxima de uma explosão.
Gerard a viu tirando a varinha do bolso e estacou. Ela iria atacar o próprio colega? Não que ele se importasse, mas...
Hayley parou também e viu o que Gerard olhava com tanta atenção. Pansy parecia encurralada, querendo fazer algo mas sem saber contra quem. Olhou de Frank para Taylor umas três vezes, então virou o rosto e finalmente achou seu alvo.
— Locomotor Mortis! — ela falou, não muito alto, mas o bastante para todos ao redor ouvirem.
Enquanto todos deram um pulo para trás, automaticamente procurando se esquivar do feitiço, Gerard e Hayley foram para frente, procurando com os olhos o bruxo ou bruxa que fora atingido.
Petrificaram de novo ao descobrirem. Não porque fosse uma pessoa muito importante para eles; mas porque estava sendo amparada por Frank e Taylor.
— O que deu em você?! — Taylor exclamou, segurando Mika pelo braço para que ele não tombasse com as pernas presas, enquanto Frank fazia o mesmo do outro lado.
Hayley se recuperou do choque primeiro e libertou Mika do feitiço, antes que Frank e Taylor se dessem conta de que estavam ajudando um lufo.
— Você tá bem? — Hayley perguntou, e o garoto magrelo de cabelos encaracolados só assentiu, muito pasmo para falar.
— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?
Agora não havia mais o que fazer. McGonagall ia diretamente até Pansy, que, ainda com a varinha na mão, parecia não acreditar no que fez.
— Eu... eu explodi, desculpa... — mas seus murmúrios pararam quando ela viu que a diretora não estava nem aí para eles.
— Vão para as aulas, vão! — Minerva falou, e todos começaram a andar rapidamente enquanto ela se afastava com Pansy.
Só quem continuaram parados foram Frank, Taylor, Hayley, Gerard e Mika. Mikey, Ray e Steve correram ao encontro deles, os dois últimos preocupados em ver se seu colega de Casa estava bem.
— Sim, sim — Mika assegurou, começando a ficar escarlate com a atenção repentina. — Foi só um feitiço da perna presa, mas eles não me deixaram cair.
— A Hay e o Gee? — Ray perguntou, em um tom de coisa óbvia.
— Não... eles. — Mika olhou timidamente para os sonserinos. — Obrigado.
Ray e Steve arregalaram os olhos, e ninguém falou nada por alguns segundos.
— Ahn... que seja — Taylor disse, desconfortável. Ela se virou para Frank e eles saíram de perto dos outros sem dizer mais nada.
— Por que nós fizemos isso? — a loira perguntou, bem baixinho, alguns passos à frente.
— Foi automático. Não é algo tão incrível assim.
— É sim! Para nós, ao menos. O que aconteceu com “você não pode confiar em um outro de sangue frio”? Não é isso o que somos?
Frank olhou para trás discretamente, só para ver que Gerard e Mika ainda os observavam.
— Acho que as coisas mudam quando o próprio sangue frio começa a confiar em si mesmo — ele falou, antes de sumirem nas escadas.
Notas finais
Anyway, comentem ♥
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Cold Blooded Woman, seu outro presente é....
.....
.... um wallpaper -q Um mix estranho do shoot de Laranja Mecânica que o MCR fez, com Danger Days e Revenge Era. Enfim, é pra gostar ok -q http://fc01.deviantart.net/fs71/f/2012/196/d/6/killing_the_system___wallpaper_by_nancykilljoy-d57bfpy.png
Tchau -q
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