Notas iniciais
Hai :3
Então, esse é o último capítulo postado aqui. Muito estúpido achar que eu terminaria antes do ano, mas não julguem falsas esperanças >_>
Aqui, já tem o link da fic no fórum: http://disenchantedfics.forumeiros.com/t17-the-righteous-and-the-wicked
Como eu disse lá, só postei para já ter um tópico e tal. Aí o próximo capítulo será diretamente lá. NÃO ME ABANDONEM ;-; O lugar é totalmente diferente, até a cor, mas pelo amor de todos os shinigamis continuem comigo ;-;
Tá, leiam e comentem aqui mesmo esse. ^^

O embarque no dia seguinte ocorreu normalmente. Frank, como dito, ficou em Hogwarts, e Gerard não soube como se despedir dele, então não passou perto, assim só precisou acenar quando estavam saindo pelas portas principais.

— Se eu fosse você – Taylor falou ao seu ouvido, sobressaltando-o. — Iria lá e o beijava no melhor estilo cinematográfico. Ou ele te odiaria ou cairia por você na hora.

— Prefiro não arriscar, valeu. Mas aproveitando que você tá aqui... — ele continuou, não deixando que ela se afastasse como ameaçou fazer. — Por que ele não vai pra casa? Por causa dos pais?

— Bingo. Ele é rejeitado lá, desde que souberam que ele tinha sido pego com um lufo no banheiro, porque na época ele ainda não sabia se esconder direito e confiava demais nas pessoas, e... — Taylor hesitou. — Se ele não te contou ainda é porque acha que você não precisa saber... ahn, deixa pra lá. Um dia você vai ouvir da boca dele.

— Mas não é tão ruim se você me contar agora!

— Não, mas vai significar mais se ele contar. Mesmo que seja uma história previsível, é melhor que você descubra por ele.

Gerard só pôde concordar. Quando Hayley estava chegando perto, Taylor rapidamente foi embora, e Mikey, que estava meio perto e meio longe, se enfiou na multidão e desapareceu.

— Tô vendo como sou querida – a ruiva resmungou, carregando seu malão distraidamente.

No trem, Gerard foi mais ou menos obrigado a continuar com Hayley, deixando Mikey sozinho. Ele não queria, mas como passaria as próximas duas semanas na mesma casa que o irmão, não achou tão ruim que a viagem fosse assim. Taylor ficou com os sonserinos, e tanto Gerard quanto Hayley conseguiam imaginar bem com quem.

Em certo momento, ouviram a risada baixa de Mikey vinda do vagão ao lado, e quando Gerard foi espiar, viu que Tré estava com ele, junto com Brian e Stefan. Olhou para eles em agradecimento e voltou. Mikey talvez ainda não soubesse, mas tinha conseguido o melhor tipo de amigo que se podia querer; aquele que não te deixa cair, por mais pesado que seja te segurar. E com Tré por perto, ainda, – o que provavelmente foi obra dos corvinais – era mesmo impossível ficar abatido por muito tempo.

Os pais e guardiões e irmãos mais velhos lotaram a estação, e ali todos se separaram. Gerard notou que Rony estava levando Gina meio à força, porque ela parecia querer ficar com Harry por mais tempo; o que só podia querer dizer que a noite anterior ainda estava bem gravada em sua mente. Harry estava estranho. Era o que melhor podia defini-lo: estranho. Mas pelo jeito, não terminara com a namorada como Rony implicou que ele poderia fazer.

Draco foi com seus pais dando algumas várias olhadas para trás na direção de Harry, voltando a cabeça para frente toda vez que ele notava. Gerard riu, mas parou ao se pegar pensando se não faria a mesma coisa com Frank.

Ele falou bastante com os pais no caminho de casa, com um único propósito, mas esse não funcionou por muito tempo; Donna e Donald perceberam que tinha algo errado com Mikey e o bombardearam com perguntas até a porta de entrada do lar deles.

— Mãe – Gerard cortou mais uma vez. — É coisa dele...

— Mas é nosso filho – ela respondeu para Mikey, como se mal tivesse ouvido o outro. — E depois de tudo que aconteceu no ano passado, se há qualquer coisa errada naquela escola, querido, você tem que me falar...

— Não é nada.

— Olha – Gerard se cansou e puxou a mãe para o canto assim que entraram na sala, enquanto seu pai ainda tentava arrancar algo de Mikey. — É uma garota, ok? Ele tá sofrendo por isso.

— Ah... ah. — Donna parecia não saber se sorria ou chorava. — Mas eu posso aconselhar...

— Acredite, você não deve ter passado por essa situação. Desculpa, mãe, mas deixa ser só entre eu e ele dessa vez, tá? Entre irmãos. Eu sei cuidar dele.

Ela suspirou e olhou para Mikey, logo voltando a atenção para Gerard.

— Eu sei que sabe. Tudo bem, eu deixo vocês em paz.

— Obrigado.

Depois de uma breve conversa com a esposa, Donald rapidamente deixou de lado o assunto “problema do Mikey” e tratou de conversar sobre tudo que não envolvesse questões amorosas. Gerard não pôde deixar de ficar aliviado com isso, pois o assunto também não chegou a ele. Nunca foi um bom mentiroso, e não iria simplesmente contar o que havia feito com Frank, iria?

Naquela primeira noite, ele achou melhor já ir falar com Mikey de uma vez, e o mais novo já estava esperando isso. Estava sentado sobre sua cama, de pernas cruzadas e o olhar fixo, quando Gerard entrou.

— Então... a Hayley contou como foi ontem no baile. Você disse que não iria...

— Mas fui, ok?

— Ok, não estou te acusando – Gerard levantou as mãos. — Só estou comentando.

— É... bem, teria sido muito melhor se eu não tivesse ido. Depois vocês dizem que estou exagerando, ficando trancado o tempo todo...

— Eu sei que não está, acredite. Mas não faz bem pra você. Mi... — Gerard se aproximou e olhou para ele compassivamente. — Você tem que aprender a viver com certas coisas.

— Falar é fácil. Imagina ver Frank com outra pessoa, como seria?

— Eu e ele não estamos namorando – Gerard disse prontamente. — Nada o impede.

— Ah, e você não se importa – Mikey cruzou os braços. — Se ele estiver nesse momento com algum menino que ficou lá em Hogwarts, você não se importaria?

— Eu... eu não disse isso...

— É ruim de imaginar, né? Então. Fácil falar.

— Olha, eu sei que não é fácil, mas você não tem escolha! Claro que muita coisa pode acontecer, até porque a Taylor está dando muita abertura pro Billie, mas no momento, a Hayley é namorada da Taylor e ponto final.

Mikey descruzou os braços e as pernas, a expressão se tornando incomodada.

— Por que tem que ser ponto final? Isso não está impedindo o Billie de tentar, está? Por que eu tenho que só ficar parado assistindo, e não lutar pelo o que eu quero?

Gerard não respondeu, surpreso. A súbita postura decisiva do irmão o pegara desprevenido.

— O Billie está jogando baixo. Se intrometer na vida de um casal é jogar baixo, e você não quer ser como ele.

— Não?

— Não! A Hayley nunca namoraria alguém que...

— Ela está namorando a Taylor – Mikey cortou, arqueando as sobrancelhas. — Sonserina, vadia, irritante e metida. Talvez se eu for um pouquinho disso tudo ela se interesse por mim.

— Vai ser vadia também? — Gerard sorriu de lado, como quem diz “eu não podia perder a chance”.

— Ah, cala a boca, você entendeu.

— Entendi. Mikey, eu sei que ser seu irmão mais velho não significa muita coisa, até porque você sempre foi mais maduro que eu...

— Bom que você sabe.

— … mas se você aceitar um conselho, tudo que eu posso te dizer é pra deixar a coisa acontecer sozinha. Não se meta, ou você pode se magoar mais, e magoar a Hayley também. Viva sua vida da melhor forma que puder, e se elas não derem certo, se a Hay quiser te dar uma chance... aí eu vou te apoiar cem por cento.

Mikey torceu os lábios e se jogou na cama, olhando para o teto.

— Sabe, às vezes não sei se fico feliz ou triste por você não estar agindo como o Rony.

— Por quê?

— Ele está quase matando o Harry por fazer a Gina sofrer, mas você continua sendo amigo da Hayley.

— Mikey...

— Não, deixa eu terminar – ele se sentou de novo para poder olhar para o irmão. — Isso não é ruim. Até melhor, porque você pode me dar informações internas.

Ele piscou e Gerard rolou os olhos.

— Mas eu só preciso saber... você se sente pelo menos um pouquinho... decepcionado com ela?

Gerard mordeu o lábio inferior.

— É, me sinto. Eu queria que pudesse ser mais fácil. Que ela ficasse com você e pronto. Mas eu não consigo culpá-la, entende? Se tem algo que eu posso afirmar com certeza, é que a gente não controla por quem a gente se apaixona, mesmo que ela talvez nem ame a Taylor de verdade...

Mikey assentiu, pensativo. Depois de algum tempo em silêncio, sorriu e cutucou Gerard.

— E você? Você ama de verdade?

Gerard olhou para o pulso como se tivesse um relógio ali e se levantou em um pulo.

— Olha como tá tarde! Tenho que ir.

Mikey riu.

— Responde!

— Boa noite, Mi.

— Geraaaard!

Ele se virou para fechar a porta e olhou para Mikey.

— Eu não sei, tá? Eu gosto dele. Muito. E o resto vamos descobrir durante o ano.

Resposta satisfatória o bastante. Para o momento.


———


Três dias após a volta para casa, Brian, Stefan e Steve conseguiram se encontrar na casa do último para ensaiar. O loiro estava mais do que radiante por poder finalmente tocar para os amigos, e não deixou a desejar; a bateria realmente não ficava lá como enfeite.

A mãe de Steve – o pai nunca estava lá – era incrivelmente simpática e compreensiva com o barulho que seu filho fazia. Não poupou detalhes ao contar histórias de Steve mais novo, mostrando que já se acostumara com sua necessidade de “bater em coisas” desde cedo.

Stefan levara seu baixo e de vez em quando treinava no violão, melhorando a cada vez, e Brian também precisava aprimorar o canto, mas tudo já era esperado. Quando erravam era engraçado, e quando acertavam era uma festa. Montar uma banda estava se mostrando tão divertido quanto esperaram.

Depois de Brian mostrar mais uma letra que escrevera, eles passaram a tentar compôr a melodia para aquilo. Tinha que ser mais agitada que Come Undone e menos introspectiva, algo mais “carnal”, se é que isso fazia sentido para uma música, mas eles entendiam o que um e outro queria dizer. A letra era sexual, alterada com sugestões de Stefan e Steve algumas vezes, e o ritmo também tinha que ser... discutiram sobre deixar algo sensual ou pesado, e acabaram decidindo pelo último. Por fim, depois de três dias consecutivos passados por lá, e depois de Brian receber a guitarra pela qual vinha implorando há semanas através de cartas – teve que convencer os pais que só o violão não era o bastante —,eles arriscaram tocar logo, impacientes. Steve colocou um gravador atrás da porta de seu quarto (seu quarto era grande o bastante para sempre ficarem por lá) e se colocou animadamente por trás da bateria. Com o microfone acertado – apesar de não ter muito boa qualidade – e guitarra e baixo conectados aos alto-falantes do computador de Steve, começaram.

O jeito que você está dançando, me faz ficar vivo. Me faz arrepiar e transpirar...

Os três se concentraram completamente naquilo, como se realmente estivessem se apresentando para alguém. Não daria para ver como estavam alegres a julgar por seus rostos, muito sérios; exceto o de Brian, que estava um pouco mais solto ao cantar.

O seu olhar furtivo, o modo como você lança um sorriso... você realmente começa um incêndio...

Eles continuaram até o fim, fingindo não notar os erros e o modo ligeiramente estranho com que o som da guitarra estava saindo das caixas de som. Não importava.

Quando terminaram, olharam um para o outro e tiveram um breve acesso de riso, até que Stefan se lembrou do gravador atrás da porta e foi pegá-lo.

Assim que colocou a última gravação para tocar, todos fizeram caretas iguais.

— Tá uma bosta – Steve falou o óbvio. — Achei que o som seria abafado o bastante ali... mas ah, dá pra ouvir alguma coisa.

— Minha voz está até audível – Brian falou. — O resto parece um barulho só, mas até que dá pra reconhecer a melodia...

— Espera, dá aí – Steve pegou o gravador da mão de Stefan e foi para o computador, conectando-o lá via cabo USB.

— O que você vai fazer? — Stefan perguntou.

— Espera... mexer nessa internet não deve ser tão difícil...

Os dois amigos sentaram-se na cama, aguardando. Depois de meia hora, em que Brian e Stefan já estavam quase dormindo ali mesmo, Steve se virou com um sorriso.

— Ouçam agora.

Ele colocou a música para tocar e Brian e Stefan sorriram também. O áudio ainda estava ruim, mas Steve conseguira um programa básico para diminuição de ruídos e ajeitou a faixa para que ficasse um pouco mais agradável aos ouvidos.

The way you're dancing, makes me come alive...

Os três se levantaram e ficaram prestando atenção.

— Agora dá pra ouvir sua voz melhor – Steve comentou para Brian. — E ela tá ótima, bem...

Ele parou de falar, o que, é claro, só deixou os outros dois curiosos.

— Bem o quê? — Brian instigou.

— Nada – ele deu uma risada nervosa.

— Steve, fala.

— Nada, eu só ia dizer que estava... umm, sexy.

Brian ergueu as sobrancelhas e olhou para Stefan. Stefan também ficou nervoso de repente.

Então chegue mais perto – a voz vinha do computador para quebrar o silêncio entre eles. — Eu quero sentir seu toque.

— Obrigado – Brian falou, e com mais um olhar de aviso para Stefan, que não fez nada, ele deu um sorrisinho de canto e continuou: — Mas só a voz?

Steve riu de novo. Olhou para a porta do quarto e Brian imediatamente foi até ela e a trancou. Olhou para os amigos com os olhos estreitos.

— Querem dizer alguma coisa?

Stefan estava num conflito tão óbvio que só faltava começar a suar. Mas foi ele quem tomou a primeira atitude, pois Steve continuava paralisado onde estava. Stefan foi até o computador e aumentou o volume o máximo que podia sem estourar as caixas de som. Então lançou um olhar para Brian que era só o que ele estava esperando; Brian saiu de perto da porta e foi rapidamente até Steve. Stefan também se aproximou, meio de lado e meio atrás do loiro.

Os olhares dos três eram bem distintos. O de Brian mostrava uma determinação faminta. O de Steve, confusão e algo escondido, provavelmente desejo. O de Stefan era algo mais calmo, mais frio, mas ainda sim determinado. E triste. Uma determinação triste? Brian não estava prestando muita atenção nele para perceber isso, e nem Steve.

E com os olhares daquela forma, não parecia haver qualquer motivo para pararem.


Notas finais
Querem o menage dos três no próximo? -q Sério, de repente parece ter sexo demais nessa fic, mas vocês que mandam.
Bom, anyway. Feliz Ano Novo a todos vocês, desejo felicidades blablabla e espero ver todos no fórum continuando a me acompanhar.
Daqui uns dois dias vou alterar as categorias aqui e tentar deixar ela escondida como sendo só de HP, assim os leitores que não conseguiram se atualizar podem ter mais um tempo, mas acho arriscado demais continuar postando aqui desse jeito. Porque a cada capítulo, a fic "sobe", e as chances de um moderador ou um fdp-quero-denunciar-alguém ver aumentam.
Vou continuar usando esse perfil pra fics de animes, livros e séries, talvez uma ou outra original, sei lá. Se alguém quiser continuar me acompanhando aqui também, pode, eu não mordo :3
Obrigado por terem ficado comigo esse tempo todo e eu não quero que isso pareça uma despedida então até logo!
So long... and goodnight.
(isso porque eu não queria que parecesse despedida, qual o meu problema)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.