Notas iniciais
Olá :3
Primeiramente, obrigado Narcissa pela recomendação! ♥ Valeu mesmo ♥ Foi a sexta ♥
E, ahn... sei lá, tô com sono aqui. O capítulo tá grande.
E mais Tayley, mesmo que sem orange.
Não lembro o que eu ia dizer, então o/

Os dois recém-chegados pararam de andar ao verem Taylor e Hayley, Draco obviamente confuso e Minerva em choque. Ela se recuperou primeiro e continuou andando até as duas.

— Merda, merda – Taylor e Hayley murmuravam juntas.

— O que... — McGonagall começou a falar naquele tom ameaçador que era bem pior do que gritos. — Vocês duas... estavam fazendo... aí dentro?

— Viemos procurar alguém – Taylor respondeu prontamente. Hayley queria saber como ela conseguia fazer isso.

— No banheiro masculino?!

— É. É que são garotos, sabe.

— Srta. Momsen, não brinque comigo.

— Desculpe – ela abaixou o olhar.

Minerva suspirou, tentando se controlar.

— O sr. Malfoy veio me informar de que não conseguia entrar no banheiro e que achou melhor que fosse verificado. Podem me dizer para quê vocês trancaram essa porta, se só estavam procurando por alguém?

Hayley olhou para Taylor. Taylor olhou para Hayley. As duas olharam para Draco. Draco deu de ombros, parecendo meio culpado. Ninguém disse nada.

— Ótimo. Talvez vocês possam explicar isso melhor para seus pais, depois da coruja que eu vou enviar a eles...

— Não!

As duas haviam gritado. Minerva cruzou os braços, arqueando as sobrancelhas.

— Me deem um bom motivo.

Hayley não soube o que dizer e buscou ajuda com o olhar em Taylor novamente. Assustou-se ao perceber que a expressão da loira endurecera.

— A senhora chegou a conhecer meus pais, prof. McGonagall?

— Acredito que não.

— E os pais do Frank Iero?

Minerva hesitou, parecendo meio surpresa, meio desgostosa.

— Sim, eles já.

— Bem, a semelhança entre os pais dele e os meus é o que nos fez virar amigos em primeiro lugar, anos atrás. Então você pode imaginar o que aconteceria comigo se soubessem que violei as regras sem aparente motivo... em um banheiro... com uma garota.

Taylor olhou de esguelha para Hayley.

— Uma garota da Grifinória.

Para a surpresa de Hayley e Draco, Minerva realmente estava reconsiderando a própria ameaça. Ela olhou para as duas e apertou os lábios, finalmente entendendo a gravidade da situação. O conflito em sua mente era claro, tanto pessoal quanto profissional.

— A sua situação é tão ruim quanto a do sr. Iero? — ela perguntou à Taylor.

— Praticamente. Pode perguntar pra ele agora mesmo se quiser. Só não cheguei a apanhar, mas se eles souberem disso... — ela fez um gesto indicando ela e Hayley, e não notou a expressão de "embrulho no estômago" que Hayley fez com essa indicação. — Nesse caso a situação poderia mudar.

— Não, não, eu desaprovo violência veementemente...

Taylor deu de ombros, como se dissesse "então você só tem uma escolha". Mas Minerva não cederia tão fácil.

— Tudo bem, sra. Momsen. Não contarei nada aos seus pais nem aos da sra. Williams. Mas não ficará por isso mesmo. Digam-me, alguém sabe que vocês vieram para cá?

— Claro que não — Hayley respondeu automaticamente, e para sua surpresa e horror, Minerva sorriu bem fracamente, por um breve instante.

— Bem, então agora saberão.

Elas ficaram em silêncio por alguns segundos.

— Ahn?

— Isso mesmo. Quero que chamem seus amigos mais próximos, o sr. Iero e os irmãos Way, se não me engano, e venham todos me encontrar em minha sala. Quando eu der sua punição, será na presença e conhecimento de todos eles. O que não deve ser tão ruim, se são mesmo seus amigos.

Hayley estava boquiaberta com a técnica. Era bem melhor do que ser obrigada a contar para a escola inteira, mas ainda assim, nem ela mesma queria pensar no que fizera! Draco estava em choque também, mas Taylor parecia estar achando aquilo muito interessante e divertido.

— Ok — a loira disse sem pestanejar. — Quando?

— Em uma hora. A senha de hoje é "candelabros". Não se atrasem.

Minerva as observou por mais um momento antes de se virar e sair.

— Pode usar o banheiro agora, Malfoy — ela falou enquanto se afastava.

Assim que ela virou a curva do corredor, Taylor e Hayley lançaram dois dos olhares mais assassinos que já produziram para Draco.

— Eu não sabia! — ele se defendeu imediatamente. — Como eu ia adivinhar?

— Mas tinha que ir correndo pra diretora assim? — Taylor alfinetou.

— Vocês sabem o que eu passei — ele respondeu baixo. — O que Harry passou também. É claro que eu vou tomar cuidado. Eu já fui até atacado em um banheiro...

— Sério? — Taylor exclamou. — Por quem?

— Ahn... pelo Harry, mas isso não vem ao caso! A questão é que qualquer coisa estranha assusta! Por Merlin, essa escola quase foi destruída, queria o quê?

— Ah, para de ser chorão — Hayley falou, claramente irritada. — Vai mijar logo.

— Não, eu não quero. Eu também estava procurando alguém.

— Acho que consigo adivinhar quem — Taylor comentou.

— É, eu estou ficando preocupado. O Gerard disse que o avisaria para me encontrar, mas isso já faz umas duas horas e ele não apareceu...

Hayley e Taylor se entreolharam. É, Gerard não havia avisado Harry, com certeza.

— Err, Draco... talvez o Harry não saiba disso... — Hayley tentou ser cautelosa, preparada para defender o amigo.

— Quê?

— É que, sabe... a gente estava procurando justamente o Frank e... e o Gerard, sabe, e...

— Peraí — Draco a cortou. — Você tá dizendo que ele não deu o recado?

— Provavelmente — Taylor afirmou, calma.

Hayley percebeu o quanto Gerard estava encrencado quando o rosto do Draco começou a ficar vermelho. Ele subitamente passou por elas.

— Vamos atrás deles. Agora.

As duas o seguiram, parcialmente para estarem prontas para se colocar entre uma possível briga. E também porque precisavam estar com os dois — e Mikey — em uma hora.

Draco as guiou para o corredor da Grifinória, ignorando os olhares de "o que dois sonserinos estão fazendo aqui" direcionados a ele e Taylor. Quando chegou o mais perto que seu bom-senso permitiu, parou e se virou para Hayley.

— Vai lá e procura.

— Acha que não vimos lá?

— Olha de novo. E aproveita...

— Pra chamar o Harry — Taylor completou, rolando os olhos.

Hayley entendeu e entrou no corredor que dava para o retrato. Sabia que não iria encontrar Gerard lá, mas assim que pisou na sala comunal, deu de cara com Harry. Ele praticamente jogou Gina e Hermione para o lado e quase correu até Hayley.

— Cadê o Gerard? Ele disse que ia me avisar assim que soubesse sobre o Draco e sumiu!

Hayley controlou o impulso de xingar Gerard. Ele fez promessas para os dois lados.

— Estou procurando ele mesmo. Mas o Draco está lá fora, depois do corredor, esperando você.

— Ah, então ele tá bem?

— Sim...

A expressão de Harry se alterou tão radicalmente que Hayley ficou com medo.

— Então manda ele se ferrar.

Harry deu meia-volta, mas Hayley se recuperou do choque a tempo de impedi-lo de voltar para os amigos, que observavam a cena de longe, confusos.

— Ele não teve culpa! — Hayley falou, ignorando o sentimento estranho proveniente do fato de estar ajudando Draco Malfoy.

— Não podia ter dado um sinal de vida?

— Não, ele também estava esperando que Gerard falasse com você...

— ... Esse cara que nos ajudar ou não? Mas dane-se, O Draco podia ter se esforçado mais.

— Harry, deixa de teimosia e vai falar com ele.

Harry olhou para trás e para frente de novo algumas vezes. Então bufou e falou para os amigos, só olhando para eles de canto:

— Já volto, tenho que resolver uma coisa.

Rony, que estava afastado, sozinho, o lançou um olhar tão obviamente de desprezo que Hayley quase se sentiu ofendida. E culpada, com certeza culpada. Ela achou que estava fazendo a coisa certa ao aproximar Harry e Draco, mas talvez fosse só a coisa romântica a se fazer. A vida deles com esse segredo não estava boa... mas ela tentava se sentir melhor ao imaginar que a vida deles segurando aqueles sentimentos dentro de si seria pior.

Harry saiu e Hayley deliberadamente desviou o olhar de Hermione e Gina. Procurou por Mikey, mas não o achou lá. Aproximou-se de um garoto do ano dele e pediu para ele ver se Mikey estava no dormitório. Não estava.

Quando ela saiu de lá, foi com a intenção de continuar a procura sozinha; afinal, Harry fora atrás de Draco. Mas Taylor ainda estava lá.

— Achou alguém lá além do Harry?

— Não — Hayley começou a andar, olhando para frente. — Acho que seria melhor se nos separássemos agora.

— Não se preocupa, não vamos transar de novo.

— Shh, fala baixo!

Taylor sorriu. Hayley era uma daquelas, suscetíveis a chantagem.

— Você se preocupa demais.

— Você não deveria também? Quer dizer... se for verdade o que você falou sobre seus pais...

Hayley sabia que estava entrando em um território sensível, e nem achava que tinha o direito de saber, mas considerando o que ocorrera, não parecia tão invasivo perguntar.

— É verdade, sim — Taylor disse sossegadamente. — Sobre o Frank também. Mas eu exagerei um pouco, meu caso é mais suave.

— O que acontece?

— Ah, eu sou a filha rebelde. Acham que eu devia dar mais valor ao que eu tenho, que eu devia escolher melhor minhas companhias, acham um monte de merda. Mas a única coisa que realmente não estou disposta a contar é que gosto de meninas.

— Seria muito difícil?

— Difícil? — Taylor sorriu novamente. — Sabe aquele tipo de pessoa que imagina sua vida inteira a partir de uma simples frase? Essa é minha mãe. Ela iria ignorar o fato de eu também gostar de garotos, iria supor que eu nunca teria filhos, e com isso ela nunca teria netos, já que sou filha única, e iria vir toda a conversa da linhagem da sua família, que ela já fez muito por casar com um trouxa... sim, eu sou mestiça, mas isso não impede meus pais de acharem que magia é a coisa mais importante do mundo. Minha mãe por arrogância, e meu pai por submissão. Ele daria um órgão para ter magia, se pudesse, e somente a ideia de não ter netos bruxos o faria surtar.

— Wow. Sua família é interessante. Eu não consigo imaginar qual seria a reação da minha... nunca pensei nisso.

— Esses pensamentos vão acabar vindo aos poucos — Taylor soou um pouco triste. — Agora que você já tem plena consciência de quem é, sabe? Já que a gente cresce sem que ninguém nos explique que é natural, é impossível não pensar.

— Ah. Isso não tá certo... nenhuma menina fica com medo do namorado não ser aceito só por ser homem...

Ela não percebeu o que sua frase implicava, mas Taylor sim.

— Namorado?

— É, até existe o medo de não ser aceito, mas não porque... porque... — Hayley teve que se calar sob o olhar que a loira a lançava. E então finalmente compreendeu. — Não! Eu não quis dizer isso, não, foi só um exemplo, eu não acho que nós somos... não, eu me expressei mal...

— Eu aceito.

— E... o... quê?

— Eu aceito — Taylor parou de andar e se virou para ela. — Namorar com você.

Hayley simplesmente não soube o que responder por um bom tempo. Taylor a aguardou pacientemente.

— Por quê você faria isso?!

Taylor riu e voltou a caminhar.

— Seria divertido.

Hayley a seguiu, novamente no choque silencioso.

— E porque eu gosto de você e você gosta de mim.

— Mas isso significaria monogamia.

— Não é impossível pra mim ficar com uma pessoa só, Hayley. Namorei com o Billie por sete meses e meio.

— Taylor, você tá falando sério? Você tá me zoando, não tá?

— Talvez esteja, mas sim, estou falando sério.

Ela se virou para Hayley mais uma vez, com um sorriso quase debochado no rosto.

— É, estou falando sério. Hayley Williams, quer namorar comigo?

— Ah, mas que porra.

Essa voz não veio da Hayley; não era sequer feminina. Foi Brian que deixou escapar, o que fez com que as duas olhassem para o lado onde ele estava e encontrassem Brian, Stefan e Mikey lado a lado. Nem haviam percebido o quanto andaram, mas já estavam quase no saguão principal, e aqueles três pareciam estar voltando dos jardins.

Hayley captou Mikey imediatamente. Ela não era cega. Ela sabia o que aquela expressão significava, mas o que ela podia fazer? Ele estava no lugar errado, na hora errada... se bem que ele teria de ir com ela de qualquer forma, para falar com McGonagall, e lá ele descobriria coisa pior. Não havia escapatória. Hayley suspirou e percebeu que Brian e Stefan estavam decepcionados; compreendeu logo que eles estavam distraindo Mikey propositalmente.

— Ok, vocês já descobriram — Taylor falou. — Melhor ainda. Way, você tem que vir com a gente pra diretoria, e tem alguma ideia de onde seu irmão está comendo o Frank? Eles precisam vir também.

Hayley sentiu que podia desmaiar. Além de simplesmente jogar tudo na cara do Mikey, ainda foi na frente do Brian e do Stefan. Taylor e Frank podiam não se ligar, mas ela e Gerard se importavam com a publicidade!

— Você não disse que sua família não podia descobrir? — Hayley sibilou. — Como espera que isso não aconteça se sai falando pra todo mundo?

— Meus pais não prestam atenção em nada do que acontece comigo na escola, ruivinha. O problema é se eles receberem uma coruja. Aí eles iriam vir aqui e fazer um barraco, mas até se eu morrer e ninguém avisar, não tem problema nenhum.

Brian e Stefan trocaram olhares. Ela estava dando dicas para Mikey e não fazia ideia. Mas o garoto parecia meio aéreo, não dava para saber se ele prestava alguma atenção. Ele olhava para um ponto fixo na escada atrás das duas, como se não pensasse em nada, como se só... existisse. E Brian e Stefan também foram os únicos a notar o perigo nisso.

— Então, sabe onde seu irmão se enfiou? — Taylor voltou a falar com Mikey. — Quer dizer, no sentido figurado da palavra, porque no literal eu já s...

Taylor!

— Sossega, Hay.

Mikey olhou para ela, os olhos parecendo algo encobertos.

— Não sei. Se ele tá mesmo com o Frank, óbvio que não iria me contar.

— Então ajuda, vamos atrás deles. Não tem nenhuma ideia de onde podem estar?

Mikey parou para pensar por um momento, sem alterar a expressão meio fria, meio triste.

— Sala Precisa faria sentido.

— Cara! Por que não pensamos nisso antes? — Taylor bateu de leve no braço de Hayley, indignada com a própria memória, e Hayley ainda estava em choque com aquilo tudo para saber como reagir.

— Mas iria dar certo? — Stefan perguntou timidamente. — A Sala Precisa pode virar qualquer coisa, não pode? Vocês não entrariam no mesmo lugar que eles entraram...

— Claro que entraríamos! — Taylor disse. — É só querer entrar no lugar onde eles estão. Só pensar nisso quando passarmos lá na frente.

Stefan abriu a boca e fechou de novo. Olhou para Brian e ele deu de ombros. Hayley gostou de ver que eles estavam sempre tentando ajudar alguém, fosse a fugir ou a ter privacidade, mas tentar e conseguir são coisas bem diferentes.

— Vamos logo, então — Taylor os apressou, virando-se para a escada.

Hayley olhou para Mikey e tentou dar um sorriso, que saiu bem estranho. Mikey continuou sem se alterar.

— Bom, nos falamos depois, então, Mikey... — Brian comentou e saiu com Stefan.

Taylor, impaciente, segurou a mão de Hayley e a puxou escada acima. Mikey seguiu em silêncio, e Hayley olhou para trás, mas não disse nada. Eles subiram os sete andares em uma velocidade moderada, e Taylor não soltou a mão de Hayley, nem mesmo quando ela tentou se afastar. Hayley estava cada vez mais preocupada com Mikey, mas não conseguia saber o que fazer! Ela tinha de admitir que não queria soltar a mão da de Taylor, também. Aquilo a estava torturando.

Ao chegarem na parede certa, passaram por ela três vezes, como Hayley explicou — os grifinórios eram os que sabiam mais sobre a sala, naturalmente — e pensaram no lugar onde Gerard e Frank estivessem.

Hayley não estava nem um pouco a fim de entrar quando a porta apareceu, mas Taylor foi de uma vez, finalmente largando sua mão.

— Vocês estão dormindo? — ouviram a voz da loira vinda de dentro. Com isso, Hayley e Mikey definitivamente decidiram ficar lá fora. — Meio mundo procurando vocês e vocês estão dormindo?

— Não enche — Frank falou, e sua voz soou meio abafada. — Calma, Gerard, você já se cobriu...

— Calma nada, coloca mesmo a roupa logo, precisamos de vocês. Vou esperar aqui fora com a Hay e o seu irmãozinho, Way.

Ela saiu, fechou a porta e olhou para Hayley, triunfante.

— Então eles estavam mesmo...? — Hayley sussurrou, surpresa.

— Estavam, eu não falei que estavam? Quando eu falo, é com certeza, ruivinha.

— Não vai parar de me chamar assim nunca?

— Não.

Hayley rolou os olhos e suspirou. Taylor, um tanto maliciosa, aproximou-se para falar em seu ouvido.

— Você vai ser sempre a minha ruivinha, não importa a cor de verdade.

Hayley corou e deu alguns passos para trás, mas como não queria ficar perto de Mikey, começou a andar de um lado para o outro, esperando os dois pombinhos saírem da Sala Precisa. Em pouco tempo eles apareceram.

Gerard foi diretamente falar com Mikey, preocupado.

— Eu posso explicar, ok, não fala nada, me deixa falar primeiro...

— Gerard, eu não tô nem aí com o que você fez.

Gerard franziu o cenho, mas tudo em Mikey mostrava que ele estava sendo sincero. Naquele momento, ao menos, ele não estava ligando nem um pouco para nada daquilo.

Virou-se para Hayley, mas Taylor falou antes dele:

— Vamos, vamos, temos que estar com a prof. McGonagall daqui a pouco, andem.

— Por quê?

— Vocês vão ver.

Gerard e Hayley saíram na frente, para conversar. Taylor e Frank ficaram um pouco atrás e Mikey por último, andando lenta e distraidamente.

Basicamente, um contou ao outro, em murmúrios, o que acontecera. Hayley e Gerard tinham as reações mais espalhafatosas, sem acreditar um no outro ou em si mesmos a cada frase, e Taylor e Frank sorriam o tempo todo, como se aquilo fosse uma grande brincadeira — e eles estivessem ganhando.

Quando já estavam quase na entrada para a sala da diretora, Gerard se lembrou do irmão.

— Ele sabe do que aconteceu? — sussurrou para Hayley.

— Não, não exatamente... mas vai saber... e, ahn, ele ouviu a Taylor me pedindo em namoro...

— Ela fez o quê?!

Gerard chegou a parar de andar, mas Hayley o empurrou e o mandou ficar quieto. Ela disse a senha e foram todos para dentro, finalmente se calando.

O clima se intensificou subitamente quando Hayley bateu na porta e Minerva os mandou entrar. Lá dentro, eles se posicionaram em linha reta, e McGonagall pareceu decepcionada ao ver que os amigos das infratoras com certeza já sabiam tudo. Ela não havia contado com o que acontecera entre Gerard e Frank; pois isso que fez com que Hayley tivesse coragem para falar tudo de uma vez.

Somente Mikey ainda não sabia, e ele estava se mostrando um pouco curioso e muito temeroso. A falta de reações dos últimos minutos desapareceu momentaneamente quando ele percebeu que a situação poderia ficar pior.

— Bem, vamos direto ao ponto. As senhoritas Williams e Momsen estavam trancadas em um banheiro masculino do terceiro andar ainda há pouco, fazendo com que o sr. Malfoy viesse me reportar o ocorrido. Além de ser um banheiro masculino, elas estavam bloqueando o uso para todos os outros alunos e estavam, claramente, fazendo algo estritamente pessoal que não deveria ser feito em uma escola sob nenhuma circunstância... você está bem, Way?

Mikey havia empalidecido levemente. Ele balançou a cabeça negativamente e pediu para se retirar. Gerard e Hayley falaram qualquer coisa, mas ele já estava indo para a porta antes mesmo que Minerva tivesse terminado de permitir sua saída.

McGonagall demorou alguns segundos para se recuperar do imprevisto, agora com a testa mais franzida do que já estava, preocupada com Mikey.

— De qualquer jeito... isso exige uma punição. E como, infelizmente, comunicar aos pais das duas está fora de questão, achei que seria melhor que vocês todos participassem disso. Vocês são os mais próximos delas. Agora, todos sabem que receber uma coruja sobre o comportamento de seu filho na escola é quase como uma facada para muitos pais, certo? Então talvez se seus amigos receberem essa "facada", vocês possam refletir sobre o que fizeram.

— Hey, como assim? — Gerard quis saber, alarmado.

— Exatamente o que vocês estão pensando. Sra. Momsen e sr. Way, vocês vão lavar os banheiros essa semana, uma vez por dia, até a saída para o Natal.

— QUÊ?

— E vocês — ela continuou, imperturbável. — Sra. Williams e sr. Iero, vão cuidar dos jardins perto do lago. Sem magia, nenhum dos quatro. Eu não sabia ainda onde colocaria seu irmão, Way, mas devido às circunstâncias... acho que ele pode ser isento disso.

— Obrigado por isso, professora, mas...! — Gerard não sabia sequer como começar a reclamar. — Isso não é justo, eu não tenho nada a ver com o que elas fizeram!

— Eu sei, e sinto muito, mas assim talvez elas aprendam que ações têm consequências.

Frank balançava a cabeça, incrédulo. Hayley e Taylor se encolheram, reconhecendo que ouviriam muito daqueles dois. E Minerva ainda os dividira da pior forma.

Pelo menos seria só por uma semana... e então, férias. Eles mal se lembravam que as férias estavam chegando, e agora ninguém nem sabia se as queriam.

Na verdade, ninguém, absolutamente nenhum deles tinha certeza do que queria, e era isso que tornava aquilo tão intenso e perturbador.

Notas finais
Próximo: Draco e Harry.
Se o Nyah estivesse normal, eu deixaria pra postar o Natal deles no Natal de verdade, mas né. Vou adiantar.
Beijo, e POR FALAR EM NATAL, música do Frank! https://soundcloud.com/frnkiero-1
Xmas Sux, AWN. Gostei da do Gee também, mas a do Frank mais. E eles postaram no twitter com diferença de dois dias! Frerard, oi?
Nhaw, ok, boa noite pra vocês, muitos unicórnios e café e padrinhos mágicos e pornografia e Ls e Mellos e
Aliás, Another Note foi foda *---------* Vou escrever fics de Death note no futuro, ok? Aí ainda postarei aqui, mas isso é só pro ano que vem.
xoxo!