Notas iniciais
DEUS, que saudade dessa fic.
Semana passada ocupada, depois fiquei doente, depois peguei sol por nove horas pra ver o The Used e o Evanescence no domingo (o que foi INCRÍVEL, CARA, INCRÍVEL), aí claro que fiquei mais doente ainda e só agora escrevi esse capítulo.
Eu estava com tanta saudade quanto vocês ;-; (e alguém disse que tava com saudade, Nancy? *pedradas*)
Enfim. Ainda lembram o que aconteceu antes? Slughorn pegou o Frank e o Gerard espiando o Harry e o Draco, e disse que tinha acabado de ver a Taylor e a Hayley. Agora eu vou mostrar o que aconteceu com as duas. Vocês já sabem que vai ter estraga-prazer aqui xD
Boa leitura!
Edit: E O IDIOTA AQUI esqueceu de avisar que era songfic. Então.
É songfic :) Dessa música: http://letras.mus.br/the-pretty-reckless/hit-me-like-a-man/traducao.html
Ok, agora sim, boa leitura.

— Onde você pensa que está me levando?

— Eu penso no presente, não no futuro.

Hayley finalmente puxou a mão do aperto de Taylor e parou de se deixar levar.

— Isso foi um jeito bonitinho de dizer que você não faz ideia?

— Isso foi uma pergunta idiota? É, foi.

Hayley bufou e se virou, ainda conseguindo ver o início das escadas para as masmorras por onde as duas haviam acabado de subir.

Taylor a agarrou de novo, dessa vez pelo braço.

— Não. Eles precisam conversar.

Hayley se livrou do aperto novamente.

— Precisam, é?

— Frank quer. Pra mim, dá na mesma.

— Que menina obediente — Hayley zombou, mas logo ficou séria. — Como posso saber que vocês não estão planejando nada contra Gerard?

— Só confiando, ruivinha.

— Mmm... obrigada, mas não, obrigada.

Ela se virou mais uma vez, e mais uma vez não conseguiu continuar.

— Eu disse que os deixaria sozinhos — Taylor sibilou, segurando-a. — Não falei nada sobre você aceitar isso ou não.

Elas se encararam, furiosas, e pareceram perceber o que aconteceria ao mesmo tempo; mas Taylor foi mais rápida. Em uma piscada, estava com a varinha apontada para Hayley, as palavras saindo automaticamente:

Mimble Wimble!

Hayley gemeu alto em protesto quando sua língua se enrolou desconfortavelmente em sua boca. Ela entendeu a tática dupla; do mesmo jeito que estava impedida de contra-atacar, já que ainda não sabia lançar feitiços mudos, também estava impedida de gritar e alertar alguém sobre o que acontecia ali.

— Agora — Taylor começou, a varinha pronta. — Vai vir comigo ou vou ter que te fazer flutuar? Só pra constar, não sou muito cuidadosa quando se trata de voos em terceira pessoa.

Hayley a fitou com ódio, mas guardou a varinha.

— Que menina obediente — Taylor sorriu de lado. — Vamos.

Olhando ao redor, a loira empurrou Hayley impacientemente pelo corredor deserto, logo fazendo uma curva e saindo na frente do salão principal, que tinha as portas fechadas. Apressou-se para as escadas, satisfeita quando a em que estavam mudou de lugar e as fez sair em um daqueles corredores geralmente vazios, em que não haviam salas de aulas.

Taylor só descansou ao chegarem no fim do corredor, quando se encostou em uma parede, com um suspiro resignado, e escorregou para o chão.

Hayley esperou por alguns segundos antes de levantar os braços em um gesto indignado e apontar para a própria boca.

— Posso desfazer — Taylor disse. — Mas se você gritar, vou ser obrigada a testar um feitiço que ouvi na semana passada e arrancar sua língua ao invés de torcê-la aí dentro.

Hayley arqueou as sobrancelhas, cética.

— Duvida? Você realmente duvida do tipo de informação que se troca na Sonserina?

Taylor riu da expressão subitamente alarmada da outra e a liberou da azaração com um murmúrio e um aceno da varinha.

Hayley esticou a língua para fora, como se a estivesse espreguiçando, e fez uma careta.

— Isso é horrível — reclamou, antes de colocar uma mão sobre o lugar por onde Taylor a guiara até ali. — E você podia ser mais gentil, né? Você é forte.

— Bom. Não adianta nada ser forte se eu não mostrar.

Hayley franziu o cenho e se sentou também, encostada na parede oposta a Taylor.

— Claro que adianta. Você mostra na hora. Surpreende os inimigos.

— Não acha mais inteligente nem deixar os inimigos se aproximarem?

Hayley meditou por alguns instantes.

— Talvez. Mas e se isso também afastar quem não for inimigo?

— Efeito colateral — Taylor respondeu dando de ombros.

— Ah, claro que você não se importa. Dane-se o amor, a amizade, a família...

— Não é bem assim — Taylor a cortou calmamente. — É só que... eu sou forte, mas o amor é mau.

Hayley tomou uma expressão leve de expectativa.

— É uma versão da perversão que é só para as pessoas sortudas — Taylor concluiu e Hayley esperou um pouco antes de falar:

— E... você já... foi uma dessas pessoas?

Taylor suspirou.

— Quem nunca?

Hayley percebeu que o assunto poderia — e deveria — morrer ali, mas a curiosidade estava estampada em seu rosto. Taylor notou e rolou os olhos.

— Leve o tempo que quiser — falou com sarcasmo.

— Ah, é só que... não achei que você fosse do tipo que se apaixona. Muito menos que já sofreu por amor.

— Está certa. Não é pra parecer mesmo — Taylor se esticou um pouco e fechou os olhos. — Podem achar o que quiserem de mim, desde que não me tomem por ingênua.

— Gostar de alguém não significa que...

— Significa, sim. Significa que uma pessoa tem o poder de pisar em você, e que você ainda agradece. Não preciso disso, obrigada.

— … mas e aí? Você nunca mais vai tentar de novo? É impossível.

Taylor abriu os olhos.

— Impossível nunca mais ficar com alguém? Sim. Impossível nunca mais amar? Não.

Hayley se mostrou um tanto confusa.

— Como assim? Se você está com alguém, você está se entregando do mesmo jeito...

— Entregar corpo e entregar coração são coisas diferentes. Eu não me importo com o primeiro. Posso até provar... — Taylor abriu um pequeno sorrio malicioso. — Faça comigo o que quiser, eu não vou ligar. Você sabe que estou doente...

Ela terminou a frase num sussurro, e Hayley não entendeu o significado, mas se distraiu sob o olhar intenso que a loira lhe lançava. Riu de nervoso.

— Se você não fosse uma garota, ia parecer que você tá tentando me seduzir.

Hayley riu de novo, mas se calou ao perceber que Taylor se mantinha séria.

— E isso é um impedimento? — a loira falou, voltando a sorrir de leve, com um brilho estranho no olhar. — Então me atinja como um homem, só me ame como uma mulher.

Hayley engoliu em seco, o que pareceu divertir Taylor ainda mais. A sonserina se inclinou para frente e colocou as mãos no chão; Hayley levou alguns segundos para perceber que ela começara a engatinhar.

— Achei... achei que você tinha dito que negava o amor — a ruiva falou, baixo. — Qualquer amor.

Taylor continuou indo até ela, devagar, deslizando apoiada nas mãos e nos joelhos.

— Enterre isso de lado — ela murmurou, sua voz ainda assim saindo alta o bastante. — Olhe nos meus olhos, eu quero isso.

Hayley não se moveu, sustentando o olhar, mas com clara dificuldade.

— Quer o que?

Taylor não respondeu, ainda engatinhando muito lentamente. Hayley se remexeu, incomodada.

— Olha, pode não importar pra você, mas o fato de você ser uma garota é sim um impedimento, ok?

— Por quê? — Taylor falou imediatamente. — Já parou pra pensar na diferença em relação a um homem? Um te dará o inferno, um te dará o paraíso.

— Não tenho certeza qual é qual nesse caso.

Taylor riu por entre os dentes.

— Faça um teste, então.

Ela finalmente chegou até Hayley, e se ajoelhou em frente a ela, ficando ligeiramente mais alta. Hayley não gostou, mas continuou onde estava.

— Você não poderia se arrepender depois? — ela tentou bancar a fria da situação. — Essa sua briga contra o amor poderia ser perdida.

Taylor riu com mais vontade agora.

— Querida... o amor é forte, mas eu má.

Ela se inclinou e colocou os lábios bem próximos da orelha de Hayley, apesar da camada de cabelos ruivos entre os dois.

— Você está errada sobre mim — sussurrou.

Voltou a ficar com as costas retas, olhando para Hayley atentamente.

— Errada sobre o quê?

A loira não respondeu. Só sorriu e passou os dedos, quase distraidamente, sob a camiseta do uniforme. Puxou-a gentilmente para cima, revelando um pouco de sua barriga, o que atraiu o olhar de Hayley; mesmo que ela o tenha desviado logo em seguida.

— Leve o tempo que quiser — Taylor repetiu, sua voz mais carregada de malícia do que nunca. — Eu vou brincar comigo até lá.

Hayley sentiu-se corar ao pensar no que a outra queria dizer, e que acabou se mostrando ser exatamente o que ela pensara. Taylor continuou a levantar a camiseta, mas somente até que seus dedos tivessem alcançado seus seios, que não ficaram à mostra. Ela mordeu o lábio inferior e Hayley subiu e desceu o olhar meio desnorteada, sem saber se queria ver a expressão da outra ou o movimento de sua mão sob o pano.

As duas se sobressaltaram com um grito ao longe. Algum aluno em um lugar distante.

— Você pode ouvir as crianças gritarem, como se estivessem presas dentro de um sonho... — ela murmurou, olhando para o corredor, antes de voltar a atenção para Hayley. — Assim como você. Está presa dentro de um sonho, não está? Consigo ver tudo que se passa na sua mente... mas que você não se permite viver.

Hayley a encarou por um momento, então sacudiu a cabeça e tentou se levantar. Taylor colocou uma mão sobre o ombro dela e a forçou a sentar de novo.

— Ainda não terminei com você.

— O que você quer de mim?

— Já disse... me atinja como um homem, me ame como uma mulher.

Ela foi para a frente de novo, levemente, e colocou uma mão sobre o joelho de Hayley.

— Me enterre viva — falou baixinho, a mão subindo pela perna da ruiva. — Eu posso ver nos seus olhos. Você quer.

Hayley segurou a mão de Taylor e a tirou de lá.

— Não. Pare. Eu disse que não quero.

— Por quê? Porque sou uma garota? Compare de novo com seus preciosos homens, então. Uns vão te dar dor, outros... — ela recolocou a mão, dessa vez na coxa. — vão te dar prazer.

Hayley a retirou novamente.

— Talvez o problema não seja isso — falou, ácida. — Talvez seja porque é você.

Tentou se levantar e mais uma vez foi forçada para baixo.

— Não fuja de mim — Taylor disse, ainda calma. — Ou eu vou fugir de você.

— Isso é uma ameaça?

— Você não faz ideia.

Taylor cansou de esperar e foi para frente, ainda de joelhos, até ficar sobre o colo de Hayley; sentou-se sobre as pernas dela e a avaliou com olhos famintos.

Hayley tentou empurrá-la.

— Por favor, ruivinha — ela disse, exasperada. — Sossega. Encontre o demônio aí dentro, você não consegue ver o que eu estou querendo?

Hayley largou os braços ao lado do corpo e olhou para um ponto no chão.

— Acho que está bem óbvio — sussurrou, envergonhada.

— Ótimo.

Taylor levantou o queixo de Hayley e a beijou sem cerimônias.

Passeou as mão pelos cabelos vermelhos, quase inconscientemente, e controlou o sorriso quando sentiu os braços hesitantes de Hayley ao redor de sua cintura.

Taylor sentiu o arrepio que percorreu a espinha da grifinória quando suas línguas se encontraram e se orgulhou dele. Reconheceu que ela não era nada mal naquilo; na verdade, o beijo estava surpreendentemente bom. Essa raramente era uma parte à que Taylor desse muita atenção; tanto que achou mais seguro seguir com aquilo da forma que normalmente seguiria com outra qualquer.

Quebrou o beijo e o transferiu para o pescoço de Hayley, segurando seu cabelo com uma mão para ter acesso à pele nua. Sua outra mão já descia pelo ombro da ruiva, indo até seu punho e mudando para sua cintura.

Hayley tinha os olhos fechados, a cabeça virada para cima, e suas mãos seguravam o quadril de Taylor com uma vontade que lhe era desconhecida. Ela queria que estivessem mais perto, de alguma forma, e a puxava para si.

Ela mordeu com força o lábio para não gemer quando sentiu a mão de Taylor tocar a pele de sua cintura por baixo da roupa. Seus pensamentos estavam divididos entre aproveitar aquilo e procurar sua varinha para se livrar de Taylor. Achou que o melhor a fazer era calar sua mente com mais uma distração.

Com uma das mãos, Hayley afastou o rosto de Taylor o suficiente para poder voltar a beijá-la, o que claramente pegou a loira de surpresa, mas que foi correspondido. Sem conseguir pensar muito, Hayley usou a mão que ainda estava no quadril da sonserina para percorrer suas costas, totalmente consciente de que a mão de Taylor estava subindo por sob sua camiseta, em direção à uma parte mais sensível.

Antes que ela pudesse chegar lá, porém, um barulho abafado, mas não muito longe, de passos nas escadas as fez parar.

As duas olharam para o lado, em silêncio, tentando ouvir melhor. Sim, eram passos, e estavam ficando cada vez mais próximos. Em um pulo, levantaram-se e esperaram assustadas.

Slughorn caminhava distraído pelo corredor, e por pouco não notou as duas; mas como não havia lugar onde se esconder, a presença delas ao fundo não conseguiu passar despercebida.

— Ora! Quem são vocês? O que estão fazendo aqui?

Taylor suspirou, obviamente irritada pela interrupção, enquanto Hayley não sabia se gritava ou agradecia.

— Só matando aula — Taylor respondeu, curta e grossa.

O professor se aproximou e olhou para as duas.

— Vocês estavam na minha aula há pouco. E são de Casas opostas! Não é possível que estivessem só passeando juntas.

Taylor rolou os olhos e Hayley corou um pouco, mas teve uma ideia.

— Foi por causa dos nossos amigos, nos obrigaram a isso. Estão nas masmorras ainda.

Taylor lançou um olhar mortal para Hayley, que o ignorou.

— Oh, é mesmo? Bem, talvez eu deva dar uma olhada. Só vim mesmo checar esse velho depósito de poções, nem sei se ainda é usado para isso... — ele se distraiu momentaneamente, olhando para a porta por onde quase entrara antes de ver as meninas, e deu de ombros. — Faço isso depois. Mas vocês! Não deviam estar aqui! Isso poderia causar uma detenção.

— Ah, não, por favor — implorou Taylor. — Por favor, acabamos de sair de uma série de detenções. Nós e nossos amigos também. Tenha piedade, juro que não vai acontecer de novo.

Slughorn pensou por algum tempo. Então sorriu e sacudiu a cabeça.

— Ok, ok, vocês me convenceram. Estou me sentindo generoso hoje. Mas agora vão logo para suas próximas aulas, está quase no horário!

Elas andaram atrás dele enquanto iam de volta para as escadas.

— Idiota — Taylor sussurrou para Hayley, o mais baixo que pôde. — Por que falou deles lá embaixo?

— Ainda não sei o que o Frank tá fazendo com o Gee. Talvez eu esteja salvando a vida dele.

— Ou talvez esteja sendo uma estraga-prazer do mesmo jeito que esse professor imbecil foi.

Hayley abaixou a cabeça e seguiu em silêncio.

Nas escadas, cada uma virou para um lado, onde seriam suas próximas aulas. Antes de se afastarem, Slughorn as chamou a atenção.

— Boa aula, e senhoritas... arrumem suas vestes. Como as bagunçaram desse jeito?

Taylor e Hayley trocaram um rápido olhar e ficaram com o sorriso uma da outra em mente ao se virarem novamente.


Notas finais
Desculpem pela demora, de verdade :/ Mas não esqueçam que eu não vou abandonar. Não abandono meus filhos (leia-se: fics. Mas vocês podem se considerar meus filhos também, se quiserem -q).
Até o próximo.
xo