The Righteous And The Wicked
21 Capítulo 21
Notas iniciais
... DRARRY! Só porque eles estão sozinhos no armário, né, seus tarados.
E olha que interessante, eu percebi nos meus favoritos do dA que tem um desenho representando essa fantasia comum das pessoas de verem o Draco e o Harry se pegando no escuro. http://eeba-ism.deviantart.com/art/Draco-HarryFTW-93516555
Mas já aviso que não está igual ao capítulo -q
Leiam aí, espero que gostem :)
— Tira isso logo — Draco falou baixo. — Odeio não poder te ver, dá a impressão de que você pode estar em qualquer lugar.
— E posso — Harry respondeu, enquanto se despia da capa de invisibilidade. — Essa é a vantagem.
— Me incomoda.
— Pronto, pronto.
Harry dobrou a capa desajeitadamente e a enfiou no bolso. Então olhou em volta e analisou o lugar.
Era mesmo um armário de vassouras, apertado, mas sem tantas coisas dentro quanto seria possível. Draco estava de pé bem em frente a ele, os braços cruzados e a expressão superior que lhe era caraterística. Sua varinha estava apoiada sobre uma prateleira, com a ponta acesa, lançando ao cômodo uma luz fraca, mas suficiente. Harry notou um grande balde ao seu lado e se sentou nele, para então passar um dedo e fazer uma careta ao perceber o pó acumulado.
— Acho que ninguém entra aqui há um tempo — comentou.
— Vai ver o Filch nem sabe da existência desse lugar. Aquele mapa do garoto mostra uns lugares que...
— Mapa do Maroto — Harry corrigiu.
— Que seja. Eu nunca imaginei que tinha tantos lugares escondidos aqui. Quer dizer, claro que eu conhecia vários, mas ninguém consegue decorar todos.
— Ninguém exceto os criadores do mapa, né? — Harry sorriu. — E os gêmeos Weasley.
— Mas esses não contam, não tinham nada de melhor pra fazer com a vida.
Harry fechou a cara imediatamente e Draco suspirou.
— Desculpa, essas coisas escapam.
— Uma hora você vai ter que aprender a controlar a língua, Malfoy.
— Ou você vai ter que aprender a escutar.
Os dois se encararam e rolaram os olhos ao mesmo tempo.
— Então — Harry continuou, tentando se fazer confortável em cima do balde. — Novidades desde... quando foi a última vez, quarta?
— Quinta. Ah, o Goyle veio falar comigo. Ele disse que eu estou “voltando ao normal” e que talvez a gente pudesse voltar a ser “amigos”. Por favor, pra que vou querer isso agora? Com o Crabbe seria a mesma coisa. Como eu pude passar sete anos do lado de alguém tão imbecil ao ponto de lançar Fogomaldito na Sala Precisa, realmente... Mas talvez eu converse com o Goyle um pouco, só um pouco. E acho que a Pansy vai ser a próxima que vai querer se aproximar. Ela vive dando em cima do Iero, você sabe quem é Frank Iero, não sabe?, mas nunca consegue nada, e provavelmente vai tentar comigo de novo, como se eu fosse me dar ao trabalho de fingir gostar dela depois de aguentá-la por anos...
Draco prosseguiu com seu animado e desinteressante relato dos últimos dias, enquanto Harry ouvia, comentava ocasionalmente e ria bastante, silenciosamente, dos acontecimentos ou até do próprio Draco.
— ... e você? — o sonserino finalmente perguntou, depois de alguns minutos, e Harry suspirou.
— Não vou tão bem. Todos estão desconfiando que eu tô escondendo alguma coisa, principalmente o Rony e a Mione, claro... e o Rony já está começando a mudar comigo. Agora mesmo ele deve estar me xingando de coisas que eu nunca ouvi falar.
— Por quê? O que ele tem a ver com isso?
— Eu namoro a irmã dele, Draco. Se ele acha que eu estou traindo ela, é óbvio que vai querer me decepar e entregar minha cabeça para os sereianos do lago brincarem.
Draco desviou o olhar e o fixou na porta fechada.
— Que bom que você não está traindo ela, então.
— Não? — Harry arqueou as sobrancelhas. — A gente se afastou pra caramba nas últimas semanas, quase não conversamos mais, ela está triste o tempo todo e eu sei e não faço nada, e pra completar eu ainda saio escondido pra me encontrar com você. Eu... eu estou traindo o sentimento dela.
Harry parou, claramente perturbado, e Draco voltou a fitá-lo, preocupado.
— Hey, hey. A culpa disso é minha. Eu que pedi pra conversarmos mais vezes.
— Eu não precisava ter aceitado!
— Claro que precisava, você é Harry Potter. Não consegue ouvir um pedido de ajuda sem querer dar uma de herói.
— Você é péssimo nisso de tentar fazer eu me sentir melhor, sabia?
Draco sentiu momentaneamente um princípio de pânico com essas últimas palavras, mas se acalmou ao vislumbrar um sorriso fraco nos lábios de Harry.
— Não é só você, é todo mundo da sua Casa — o loiro disse. — Se é que isso ajuda.
— Não, não ajuda. Mas valeu por tentar.
Draco voltou a desviar o olhar, incomodado.
— Olha, nós podemos parar. Eu não queria acabar com suas amizades nem com seu... namoro.
— Você já estava fazendo isso... — Harry sussurrou.
— Eu o quê?
— Nada.
— Ah, nem vem, Potter. Eu sou o que mais fala sempre, é sua vez.
Harry suspirou.
— Sabe o que você disse lá na sala de Transfiguração? De estar com muitas dúvidas, não saber mais quem você é, e tudo o mais? Sobre isso ser a razão do seu comportamento nos últimos meses? Bom, eu... eu também senti praticamente as mesmas coisas.
— Sério?
— É. Eu meio que... pensei demais em... você. Então você já estava acabando com minhas amizades bem antes de começarmos essas... sessões de escape.
Harry era quem não conseguia olhar para Draco agora, mas o loiro parecia ter engolido a vergonha. Harry percebeu isso quando ele se aproximou — o que não precisava de muito esforço, naquele espaço.
— Acabei com suas amizades... e seu namoro?
— Pelo jeito, está quase.
— O que mais falta fazer?
Harry olhou para cima e viu Draco perto, quase sobre ele. Levantou-se em um pulo, assustado, e fez com que os dois batessem em alguma coisa; Malfoy em uma vassoura, e ele em uma prateleira, o que fez algum barulho.
— Idiota, olha o que você fez — Draco murmurou, colocando a vassoura que derrubara no lugar e se voltando para ele.
— Desculpa, eu me assustei...
— Com o quê?
— Com você! Por que veio tão perto?
— Não posso querer ficar perto de você?
Draco só percebeu o que falara tarde demais. Apertou os lábios e levou a mão para a porta, fazendo menção de abri-la; mas Harry o segurou.
— Pode — murmurou.
Nenhum deles se mexeu por alguns longos segundos.
— Você não respondeu — Draco falou finalmente, virado de modo que ficasse de perfil para Harry.
— O quê?
— O que mais falta pra eu acabar com seu namoro.
Harry soltou a mão que apertava o braço do outro.
— Não, nem pense nisso.
— Você não sabe o que eu tô pensando.
— Sei sim.
— O que, é legilimente agora?
— Não, só estou lendo sua expressão.
— Se minha expressão contasse tudo que eu penso, você já teria saído correndo daqui.
Harry estreitou os olhos e o encarou.
— Não pode ser tão ruim.
— Eu não disse que era ruim.
Draco se virou completamente e cruzou os braços.
— Harry, você quer ou não?
— Quero o que?
— Isso que você viu na minha mente.
Harry deu um sorriso de lado.
— Não, não quero. Mas talvez eu estivesse falando de outra coisa. Você nunca vai saber.
Draco balançou a cabeça, exasperado. Deixou os braços caírem e se aproximou de Harry novamente; dessa vez o garoto não tinha por onde fugir, já que estava em pé, encostado na parede do fundo, ao contrário da porta.
— Você tem alguma noção — o sonserino começou. — do quanto você é irritante?
— Alguma, tenho. Vai pra lá, Draco.
— Não — Malfoy respondeu forçando seu corpo contra o de Harry, que tentou empurrá-lo para trás.
— Eu tô falando sério.
— Eu também.
Draco segurou os pulsos de Harry e os colocou contra a parede, na altura de sua cintura. O moreno movimentou as pernas, e logo Draco as entrelaçou com suas próprias, de uma forma que tornasse impossível para Potter chutá-lo.
Os dois se encararam, sem se mover, por um segundo. Então Harry usou o máximo de sua força no braço direito, claramente com a intenção de pegar a varinha que estava em seu bolso. A varinha de Draco permanecia iluminando a pequena sala do topo de uma prateleira também à direita. Draco quase não conseguiu impedi-lo, mas com um impulso para frente, não permitiu que o grifinório fizesse o que pretendia, e ainda conseguiu fazer com que ficassem mais próximos.
— Se afasta, Malfoy — Harry falou, com a voz fraca, não conseguindo esconder o temor nela. — Eu já disse.
— E eu já disse não. Você não vai ficar me dando esperanças pra depois voltar com sua namoradinha traidora do sangue. Eu não vou deixar.
Os dois tiveram a impressão de ouvirem vozes do lado de fora, mas não foi o bastante para acalentar a situação.
Sem aviso, Draco o beijou, tão subitamente que Harry precisou de alguns segundos para entender. Assim que o fez, movimentou-se mais e apertou os lábios, tentando impedir o outro de aprofundar o beijo. Draco voltou a pressionar seus corpos, talvez machucando-o, mas obviamente sem se importar com isso. Ignorou os gemidos de protesto que Harry soltava e deu um jeito de forçá-lo a abrir a boca.
Harry considerou morder Draco, com vontade, mas algo no momento do choque de suas línguas o fez esquecer essa ideia. Sem querer — porque realmente não queria — ele amoleceu os membros que ainda lutavam em vão e quase fechou os olhos, como se tivesse recebido um calmante instantâneo. Draco percebeu a mudança e também afrouxou o aperto em seus pulsos e pernas, que muito provavelmente ficariam roxos mais tarde.
Harry também considerou aproveitar a recém-adquirida facilidade para socar Draco e pegar sua varinha, mas novamente, a ideia lhe escapou, parecendo repentinamente muito besta. Por que ele faria isso? Ele permitiu que seus olhos se fechassem totalmente e parou de lutar por completo. Draco seguiu a deixa e passou as mãos para sua cintura, sem nunca parar o beijo.
Harry gemeu de novo, mas dessa vez, estava longe de ser um protesto. Ele lançou os braços ao redor de Draco e o abraçou, correspondendo à batalha que passara a ser somente de suas línguas. Uma mão foi parar na nuca, e a outra, nas costas do sonserino.
Por algum tempo, aquilo parecia mais do que suficiente, aquele beijo, que poderia continuar para sempre. Depois, porém, ele passou a ser somente suficiente; e depois, já era tão pouco que nenhum dos dois entendia como puderam se contentar com ele.
Draco passou a distribuir selinhos rudes e algumas mordidas leves no pescoço de Harry, enquanto este tentava arrancar seu casaco sem quebrar o contato. Eles entrelaçaram as pernas novamente, naturalmente, sem se dar conta. Com um ofego, Draco se empurrou contra Harry em um movimento vertical, fazendo com que seu membro fosse pressionado em algum lugar entre o quadril e a barriga do outro.
Sentir a ereção de Draco pareceu ativar algum circuito elétrico no cérebro de Harry que o fez se empenhar dez vezes mais em despir todas as roupas que se encontravam entre os dois; e ele estava tendo sucesso em arrancar o casaco de Draco quando ouviram uma voz familiar vinda do lado de fora e congelaram.
— Ora, ora, ora, o que temos aqui!
— Slughorn — Harry sussurrou.
Ele e Draco se afastaram um pouco e se endireitaram, assustados, mas mais ainda confusos. O professor obviamente não estava falando com eles.
— Não vão me cumprimentar, garotos? Ou inventar uma desculpa para estarem matando aula?
Harry e Draco se entreolharam, ainda sem entender.
— E o que é que estão tentando ouvir aí dentro...
— Nada! — escutaram Gerard exclamar, rápido demais.
— Nós iríamos entrar — Frank falou calmamente. — Estávamos vendo quantos armários de vassouras dá pra encontrar aqui embaixo.
— E por que um sonserino e um grifinório fariam isso juntos?
— Foi uma aposta — Frank respondeu, seu tom ainda sossegado.
Harry e Draco ouviam prendendo a respiração. Não queriam nem imaginar o que aconteceria se alguém os pegasse ali...
— Psiu — Harry cutucou Draco e pegou a capa de invisibilidade de seu bolso, logo desdobrando-a e a jogando sobre os dois.
— Uma aposta bem estranha, se posso dizer — Slughorn ainda soava desconfiado.
Draco lembrou-se a tempo de sua varinha; esticou o braço, apagou-a e a trouxe de volta para debaixo da capa.
Em dois segundos, a porta se abriu, e o professor ficou desapontado ao não encontrar nada além de um poeirento armário velho.
Gerard e Frank olhavam por trás de Slughorn, Frank mordendo o lábio inferior e Gerard com uma expressão absolutamente culpada. Tanto Harry quanto Draco tiveram que se controlar imensamente para não soltar no mínimo um xingamento ao entenderem que haviam sido ouvidos.
— Muito bem, muito bem — o professor falou, voltando-se para os alunos visíveis. — Acho que podemos deixar por isso mesmo. Estou me sentindo generoso hoje. Agora há pouco livrei duas de suas amigas...
— Hayley e Taylor? — Gerard perguntou, ansioso.
— Elas mesmas, sr. Way. Suponho que fossem a outra parte da aposta.
— Isso mesmo — Frank confirmou, sem dar nenhuma pista de estar mentindo.
— Sim, sim. É a única explicação para que vocês quatro estivessem divididos dessa forma; eu devia ter previsto. De qualquer forma, sei que acabaram de sair de uma série de detenções e não gostaria de ouvir isso como desculpa para trabalhos atrasados mais uma vez. Portanto, dessa vez, e só dessa vez, vou deixá-los ir sem reportá-los à Prof. McGonagall.
— Muito obrigado, professor, muito obrigado mesmo — Gerard agradeceu, e Frank só assentiu com um sorriso simples.
Eles todos ouviram o som no castelo aumentar; já era a troca de aulas.
— Agora corram, corram — Slughorn os enxotou. — Antes que percam mais uma aula! Esses jovens...
Ele saiu e fechou a porta. Harry e Draco continuaram em silêncio, sob a capa, pelo tempo que mais acharam seguro. Harry, por fim, acendeu sua varinha e permitiu que se vissem no escuro. Não falaram nada à princípio, até que Draco suspirou, como se sentisse que a obrigação era dele.
— Desculpa por...
Harry o calou com um beijo; rápido, sem motivos, um selinho. Afastou-se novamente e tirou a capa de cima de Draco, deixando-a só sobre ele.
— Eu já disse que odeio não poder te ver, Potter...
— Eu sei — o tom de voz mostrava que Harry estava sorrindo. — Vou procurar um lugar novo no mapa e te passo um bilhete dizendo onde é.
— Quando?
— Sexta.
A porta se abriu.
— Não quero esperar até sexta — Draco falou subitamente, com seu habitual tom mesquinho de quem tem tudo o que quer.
Harry só deu uma risadinha abafada, e a porta se fechou.
Draco não teria como saber, supostamente; mas sentia que estava sozinho. Sentou-se sobre o balde que Harry usara e decidiu que não faria mal perder mais uma aula.
Nunca foi tão estranho estar sozinho em algum lugar... como se, junto com a luz que emanava de sua varinha, Harry tivesse levado também a luz que fazia com que Draco ficasse de pé; falante; ambicioso; vaidoso; feliz.
Notas finais
QUEM ACHOU QUE TERIA ESTUPRO LEVANTA A MÃO o/
Não sei da onde isso veio, eu juro que ia fazer ser fofo. Mas eu já sabia que ia ser só lime e tinha que compensar esse fato.
Porque o primeiro lemon da fic vai ser Frerard e nada me mudará de ideia. :)
E já que estamos no assunto, continuem com o feedback: preferem uma primeira vez meiga e romântica, ou um NC (Non-consensual, não é estupro, mas também não é consensual... ah, vai no wikipedia -q)? Porque algo me diz que vou estar no clima pros dois, UASHUASHA.
Próximo, Tayley, e depois vou dar uma rodada nos outros personagens. (isso não soou bem -qqqqq)
Beijo xD
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