The Righteous And The Wicked
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Ah, oi. UHASUAHSUAH Foi mal, mas ver uma recomendação sempre me deixa feliz, ainda mais quando ela é tão FOFA E EXAGERADA E me faz corar e sorrir e. Obrigaaaaaaaaaaaaado ♥ ♥ ♥
Isso me anima *-*
Bastante *-*
Boa leitura *-*
Gerard havia desconversado o assunto “Frank” mais de cinco vezes com Hayley e Mikey até chegarem à sala comunal. Lá, ele se jogou em uma poltrona e deixou claro que não prestaria atenção em ninguém. Abriu o livro com as aventuras de Sherlock Holmes e ignorou alegremente tudo que não fossem as letras à sua frente.
Mal percebeu quando a quantidade de pessoas ao redor diminuía, e que os restantes começavam a piscar mais lentamente, sendo tomados pelo sono. Só balançou a cabeça quando Hayley e Mikey se despediram, e não notou que os dois se afastaram falando dele.
As histórias estavam interessantes, obviamente; mas não eram só elas que prendiam Gerard ali. Ele analisava determinados diálogos e situações como se realmente estivesse estudando para uma prova, e uma das grandes. Vez ou outra relacionava alguma coisa a algo que Frank mencionara e se pegava sorrindo sem querer.
Justamente quando pensava se já deveria ir dormir, Gerard avistou uma figura magrela descendo as escadas, uma mão esfregando os olhos — sem óculos — e os cabelos bagunçados.
— Que foi, Mikey? — Gerard perguntou, logo emendando com uma risadinha: — Você fica fofo assim, sabia? Tá me dando náuseas.
— Vai se ferrar — o menor resmungou, sentando-se próximo ao irmão e bocejando. — Você sabe que horas são?
— Não... — Gerard mirou o relógio principal da sala e arregalou os olhos. — Quase duas, já?!
— É... bem que ela disse... — Mikey murmurou, distraído.
— Quem disse o quê?
— Mm? Ah, a Hayley. Ela falou que você passaria da meia-noite. E também que se passasse da uma da manhã, era pra nós nos preocuparmos.
— Se preocuparem com o quê?
— Se eu falar você vai me bater.
— Então não fala, é melhor. Já sei que seria besteira.
Mikey deu de ombros, com uma expressão de “é você quem está perdendo”.
— E você tá fazendo o que aqui, aliás? — Gerard perguntou subitamente.
— Tive um sonho que me acordou e vim ver se você ainda estava lendo.
— Que tipo de sonho?
— Do tipo que se tem quando a gente tá dormindo.
Gerard tentou dar um tapa na cabeça do irmão, mas este se desviou a tempo.
— Conta!
— Não tô a fim, Gee. Um dia eu conto.
— Até lá você vai esquecer.
Mikey soltou uma risada rápida e um tanto amarga.
— Não se preocupe com isso. Acontece pelo menos uma vez por semana.
Gerard levantou as sobrancelhas, curioso, mas não insistiu. Levantou-se e foi, juntamente com Mikey, para seus respectivos dormitórios.
No dia seguinte, sábado, Gerard colocou alguns deveres em dia e foi a um treino de quadribol antes de retomar a leitura do livro. Terminou-o naquela noite e se arrependeu assim que o pousou sobre o colo; pois isso significava ter de devolvê-lo.
Bem, Frank não precisava saber que ele havia acabado. Poderia esperar mais uns dias, certo?
——
— Eu te odeio.
— Qual é, Taylor, não é nada demais.
— Pra você! — a loira reclamava enquanto ela e Frank iam para a aula de Poções com a Grifinória, na terça-feira. — Você é quem quer, mas sou eu quem tenho que aturar a amiga grudenta dele.
— Pense por outro lado; ela também vai ter que aturar a minha amiga grudenta.
— … hm. É, tem razão.
Eles entraram na sala e se acomodaram em seus lugares.
— Mas sério, Frank, por que você quer falar com ele?
— Eu já disse, é legal de ver as reações. Divertido, interessante.
— Sei, Sherlock. E as reações dele são tudo o que você quer, mais nada.
— Se aparecer outro motivo eu te conto, tá?
Taylor lançou-lhe um olhar desconfiado e se calou, fitando o professor enquanto os outros alunos chegavam.
Ao fim da aula, Momsen deu um longo suspiro e, rapidamente, adiantou-se para a porta antes que Gerard e Hayley saíssem, logo deslizando para o lado da garota.
— Hey, ruivinha. Posso falar com você? — sua voz saiu baixa e talvez um pouco gentil demais.
Hayley estacou e a encarou, claramente sem entender. Assim que abriu a boca, porém, foi interrompida por Frank, que silenciosamente havia se instalado ao lado de Gerard:
— Ainda está lendo o livro?
Gerard e Hayley o fitaram, confusos. Taylor subitamente bufou e agarrou a mão de Hayley, puxando-a para fora.
— Vem, quero te mostrar uma coisa.
Gerard observou atônito a amiga ir embora, parecendo tão alienada quanto ele. Os outros estudantes acabaram empurrando ele e Frank também, e só depois de alguns segundos no corredor foi que Gerard se lembrou de responder a pergunta do outro.
— Ah, o livro, sim. Quer dizer, não, eu já terminei.
Ele abriu a mochila e devolveu o exemplar à Frank.
— Obrigado.
— De nada. Não ia devolver até eu pedir?
— Não! Sim, claro que eu ia... — Gerard corou e se concentrou em fechar a mochila o mais lentamente possível sem parecer estúpido. — Eu tinha esquecido, mas eu ia sim, sério...
— Não tem problema — Frank o cortou, sorrindo de lado, o que deixou Gerard incomodado. Afinal, Frank estava obviamente se divertindo às custas dele.
O sonserino começou a andar. Quase não haviam mais pessoas naquele corredor, e nem sinal de Hayley ou Taylor. Incerto, Gerard fez o que sabia ser o mais previsível e seguiu Frank, internamente apavorado de que estivesse indo em direção a alguma brincadeira idiota que estivessem planejando para ele.
— Qual foi seu caso favorito? — Frank perguntou casualmente, sem virar o rosto, caminhando bem devagar.
— Mmm... acho que... “As cinco sementes de laranja”.
— Sério? — o garoto pareceu um pouco surpreso. — Por quê?
— Sei lá, a atmosfera da história me agradou mais. Sabe como é?
— Sei, também tive essa sensação. Seria a minha favorita, se não fosse...
Sem realmente perceber, eles começaram a comentar o livro e discutir as técnicas utilizadas por Holmes, comparando as capacidades do detetive com as de si próprios. Foram andando lentamente pelos corredores, passando por lugares que Gerard nunca havia visto, já que estavam nas masmorras. Se a conversa não tomasse tanto sua mente, ele se perguntaria o que eram cada uma das portas pelas quais passavam.
— … mas você não acha que teria conseguido entender — dizia Gerard. — se fizesse como ele fez, passasse a noite acordado pensando no caso?
— Duvido muito. Eu provavelmente acabaria vendo pelo mesmo ângulo um milhão de vezes, ao invés de encontrar um novo.
— Não sei... Quero dizer, cada situação traz dezenas de possibilidades de interpretação. Uma hora a que faz mais sentido iria aparecer, não tem como.
— Talvez, talvez. Mas só dá pra descobrir testando.
— Testando?
— É, com alguma situação que te fizesse pensar... — Frank se calou e olhou para Gerard, com o ar de quem acaba de ter uma ideia. Sorriu quase imperceptivelmente e voltou o olhar para frente. — Se algo estranho acontecesse, você tentaria entender porque aconteceu, certo? Aí poderíamos ver se sua mente acharia a resposta mais lógica ou ficaria batendo de frente com as mesmas teorias.
— Tá, mas que situação seria essa?
Frank parou de andar e Gerard também, percebendo só agora que eles estavam embrenhados nos corredores das masmorras; ele não saberia dizer se estavam próximos da sala de Poções ou mesmo da entrada para a sala comunal da Sonserina, apesar de o local ainda ser iluminado e ter decorações bruscas aqui e ali.
Frank encarou Gerard, e naquela troca de olhares, o fato de Frank ser o mais baixo pareceu não ter sentido nenhum.
— Eu já disse — o sonserino falou. — Algo estranho. Algo inesperado, inoportuno, talvez inconsequente, provavelmente idiota.
Ele deu um passo na direção de Gerard, os olhos ainda grudados nos dele. Quando voltou a falar, sua voz não passava de um sussurro.
— Provavelmente... — ele abaixou o olhar para a boca de Gerard. — … muito idiota.
Depois de uma eternidade que durou um segundo naquela posição, em que estavam tão próximos, física e emocionalmente, um barulho os distraiu.
Frank se afastou, só agora notando que havia se inclinado para a frente, e fechou os olhos, parecendo meio exasperado.
— Claro — voltou a sussurrar, tão baixo que Gerard mal pôde ouvir. — Tinha que ter o clichê.
O som distante de passos, que foi o que os trouxera de volta à realidade, agora estava ficando mais próximo.
Gerard sacudiu a cabeça, tentando recuperar o movimento das pernas, e olhou em volta. Imitando o que Taylor fizera mais cedo, ele segurou a mão de Frank e o puxou para se esconder ao lado de uma armadura; havia se lembrado a tempo de que eles estavam matando aula, mesmo sem querer.
Ouvindo o coração mais alto que os passos do estranho, Gerard se posicionou e ficou olhando o corredor por onde vieram, tentando ao máximo ignorar Frank à sua frente, praticamente grudado nele.
Os dois se seguraram para não soltar exclamações surpresas ao verem Draco Malfoy, olhando para os lados ao andar até parar em frente a uma porta, logo abrindo-a devagar. Ele entrou no cômodo, provavelmente um armário de vassouras, e fechou a porta.
Menos de um minuto depois, Frank e Gerard, que acharam melhor continuar escondidos, viram a porta se abrir outra vez, mas dessa vez sozinha. Ela se abriu o bastante para que uma pessoa pudesse passar e se fechou sozinha também.
Eles se entreolharam e formaram o mesmo nome nos lábios:
— Harry.
Sorriram um para o outro e foram, quietos, até a porta, logo prontos para ouvir o que acontecia lá dentro.
Notas finais
Que tal vocês decidirem o próximo capítulo de novo? :) Posso mostrar o que aconteceu com a Hayley e a Taylor, ou o que está acontecendo com o Harry e o Draco. Que tal? Então. VOTEM! O que tiver mais votos ganha, obviamente.
E aliás, será que os bruxos usam algum tipo de camisinha mágica? Não tô dizendo que vai ter lemon já agora, mas eu precisava saber disso. xD
Beijos, e Viih, obrigado pela recomendação de novo! :D
Ah, MPs, respondo amanhã.
xoxo ♥
Fale com o autor