The Righteous And The Wicked
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Demorei ;-; Desculpa ;-; De verdade ;-;
Mas tenho uma boa notícia! Pra mim, pelo menos -q Ganhei minha primeira recomendação! :D
Anaaaaaa, você sabe que eu te adoro, né? E já devia saber que você não me incomoda! Nunca incomodou e nunca irá. A recomendação ficou linda e me surpreendeu, eu não estava esperando. Valeu mesmo, coisa fofa! Amei ♥ ♥ ♥
E agora, sobre o capítulo. A primeira parte focará no Brian e no Stefan (ou seja, Corvinal) e estará acompanhada dessa música: http://letras.mus.br/placebo/30875/traducao.html
Essa música significa bastante pra mim. Foi o tapa na cara que eu precisava inúmeras vezes, e toda vez que eu ouço dá aquela sensação mista de tristeza e paz. Sinto o Brian cantando para mim.
Anyway.
Espero que gostem!
Brian e Stefan foram direto para sua sala comunal depois de falarem com Gerard e Hayley.
— O que é mágica? — a aldrava em forma de águia perguntou, e Brian e Stefan sorriram.
— O que você faz dela — responderam ao mesmo tempo.
— Hmm, por que não? — e a porta se abriu.
Eles entraram e foram imediatamente para perto de um grande grupo de estudantes fazendo seus deveres. Por algum tempo não disseram nada, prevalecendo na sala o som de poucas vozes e muitas penas se arrastando pelos papéis.
— Vocês deviam descansar — a voz sonhadora e conhecida de uma garota os surpreendeu.
— Ah, oi, Luna.
Luna Lovegood sorriu para Brian e se sentou, sem cerimônias, na única cadeira vaga próxima aos dois amigos. Ela apoiou o braço na mesa e o queixo na mão e os fitou por alguns segundos.
— Na verdade, só você, Stefan. O Brian tá bem.
— Valeu — Brian respondeu, e parou de escrever para se espreguiçar ligeiramente. — Ela tem razão, Stef. Até a Hayley percebeu, você tá estudando demais, não precisa disso.
Stefan deu de ombros e continuou trabalhando. Brian revirou os olhos e virou o rosto para Luna.
— Ele não era assim, sabe. Parece que de repente tudo depende das notas...
— Ele está evitando alguma coisa — Luna disse simplesmente, como se estivessem em silêncio esse tempo todo. — Por isso está estudando sem parar, pra se distrair.
Brian levantou as sobrancelhas e Stefan suspirou; o tipo de suspiro que se dá quando alguém fala algo bem inconveniente sobre você.
— Faz sentido — Brian disse, baixo. — Mas eu descartei essa possibilidade há tempos, porque ele teria me falado o que estava acontecendo. Não teria?
— Claro que sim. Não é nada, Luna, você errou na teoria dessa vez.
Luna deu de ombros e se recostou na cadeira, levando o olhar para uma poltrona afastada.
— Pode ser. Mas eu ainda acho que é isso. E que você vai acabar se machucando se não falar com o Brian logo. Vocês são melhores amigos, e melhores amigos devem contar tudo uns aos outros. Não é assim que funciona?
— Valeu pela preocupação — Stefan respondeu prontamente, meio ríspido. — Mas não tem nada que possa me machucar. Eu só quero notas boas, só isso.
Luna não respondeu e Brian decidiu se calar também. Eles voltaram a trabalhar em silêncio, mas dessa vez com algo incômodo no ar; Luna era a única que parecia alheia ao clima. Ela continuou encarando a poltrona até que alguém se sentou nela, e então a garota deu um pulo da cadeira.
— Anne, sai daí! — ela caminhou rapidamente para longe, distanciando-se de Brian e Stefan. — Você não viu a infestação de podilos nessa poltrona? Eles adoram pele humana e quase não dá para vê-los, é melhor você se afastar...
Brian e Stefan riram e balançaram a cabeça. Depois de mais alguns momentos, Brian colocou uma mão no ombro do amigo e chamou sua atenção.
— Ei, vamos pro dormitório. Aproveitar que tá todo mundo aqui. Descansar um pouco.
Stefan parecia querer protestar, mas se deixou derrotar e levantou. Foi na frente em direção às escadas, e não percebeu a piscadela que Brian deu à Luna. Luna acenou com a cabeça, sorridente, enquanto a menina chamada Anne reclamava por ter sido assutada sem motivo.
Assim que entraram, Brian fechou a porta e se sentou em sua cama, de frente para Stefan. Não demorou a falar.
— Tem algo aí. Eu sei que tem, mas estava esperando pra ver se passava. Não passou, então desabafa.
— Eu... não quero — Stefan disse, sabendo que era inútil continuar negando.
— Por quê? Tem a ver comigo? Tem a ver comigo... — Brian respondeu à própria pergunta imediatamente e franziu o cenho. — O que foi?
— Eu... eu só estou me sentindo mal em relação à algo e não quero pensar nisso.
Brian estreitou os olhos por um momento, parecendo querer enxergar a alma do amigo de relance.
— Estou fazendo algo errado? Algo que está te magoando?
— Não, você está como sempre foi — Stefan sorriu. — O melhor amigo que eu poderia querer.
Brian sorriu também e foi até a cama do outro, para se sentar próximo a ele.
— E o melhor amante também? — murmurou, e Stefan riu.
— Não é pra ficar convencido, mas... — ele também abaixou o tom de voz. — Claro que sim. Você é perfeito.
— Eu sei.
Stefan jogou a cabeça para trás e empurrou Brian com o ombro, mas em alguns segundos o silêncio desconfortável chegou.
— Olha, se você não quer falar, eu entendo — Brian disse. — Sei que às vezes é melhor ficarmos sozinhos por dentro. Mas seja lá o que for, Stef... você tem que se lembrar de algumas coisas.
Stefan olhou de lado para ele, esperando.
— Primeiro, que está em seu alcance — Brian falou, sua voz subitamente macia e com um estranho efeito calmante. — Concentre-se. O que você quer está em seu alcance. Você só precisa se concentrar.
Stefan assentiu, virando o rosto para o chão.
— Se você negar isso — o outro prosseguiu. —, então é sua culpa que Deus está em crise. Entendeu? Ele está acabado. Não pode fazer tudo por nós, você sabe disso. Você tem que ir atrás do que quer, ou abandonar logo o que não quer; não jogar tudo nas mãos de Deus, ou do destino, ou qualquer nome que você dê.
Brian suspirou.
— Eu notei que você está meio estranho há um bom tempo, e piorou na última semana. Eu te conheço, vejo em seus sorrisos. E eu não sei o que fazer, porque... Parece que toda vez que eu me levanto, eu vejo você caindo. E isso não pode acontecer, Stef, ou ficaremos cada vez mais separados, e eu não vou permitir. Você tem que subir comigo, ou eu vou cair junto.
Stefan fechou os olhos. Ele sabia disso. Já havia pensado nisso. Sabia que Brian estava feliz, plenamente feliz com tudo que estava acontecendo. Os dois já haviam passado por muitos períodos difíceis juntos, em relação à família, escola, vida, morte, e tudo o mais que sempre aparece em todas as existências. E Stefan sabia que Brian estava feliz com a situação exatamente do jeito que estava.
E qual era a situação? Eles eram amigos. Com benefícios, sim, mas só amigos.
Foi uma decisão simples de se fazer. No ano passado acabaram ficando sozinhos durante um jogo de quadribol que não estavam a fim de assistir, e perceberam que queriam a mesma coisa. Agiram pelo impulso e jamais se arrependeram; mas tiveram que definir o que eles eram depois disso. Ambos concordaram que eles agiam muito mais como amigos do que como namorados, e que teriam interesse em outras pessoas inevitavelmente. Também concordaram que eram muito jovens para se prender a alguém, e que era bom não ter distrações românticas enquanto estivessem na escola. O que eles faziam era só uma diversão ocasional, necessária para quebrar a rotina; nada mais.
E como Stefan conseguiria dizer à Brian que ele não estava mais satisfeito com isso? Ele nem mesmo tinha certeza do que sentia. Era amor? Bem, claro, ele nunca duvidou de que amasse Brian e vice-versa. Mas porque o incomodava o fato de não ser algo oficial? Eles já passavam o tempo todo juntos, de qualquer jeito. A única explicação era sentimento de posse. E Stefan quase sentia nojo de si mesmo ao pensar nisso. Posse? Como se Brian fosse uma mercadoria? Pelo amor de Deus, ele nunca pensou assim. Querer ser dono de alguém, em sua opinião, era incrivelmente egoísta e possivelmente desastroso. E Brian pensava o mesmo.
Como dizer isso tudo a ele?
— Você me promete, Stef? — Brian quebrou a quietude.
— O quê?
— Que vai se lembrar de se concentrar? De que está em seu alcance? Que se você negar isso...
— … será minha culpa que Deus está em crise — Stefan sorriu fracamente. — Sim, prometo.
Ele deixou sua cabeça cair no ombro de Brian e fechou os olhos ao sentir a mão do amigo em seus cabelos curtos.
Como dizer que, com o súbito interesse que os dois tiveram naquele garoto, Steve, Stefan se viu tomado de um medo inexplicável? Até que estava tudo bem enquanto não houvessem outras possibilidades, era suportável, mas Steve estava ganhando a amizade de Brian muito rápido. Stefan também o adorava, mas não conseguia deixar de pensar que ele, também, poderia ganhar alguns benefícios no futuro. Por que não?
É, Stefan, por que não?
— Está desmoronando... — Stefan sussurrou, inconscientemente.
— Hmm?
— Nada, desculpa.
Brian suspirou.
— Toda vez que eu me levantou, te vejo caindo... — ele repetiu baixinho e se afastou. Empurrou o outro gentilmente e o olhou nos olhos, antes de colocar uma mão sobre seu peito. — Você pode me achar espaço em seu coração sangrando?
Stefan não soube o que responder. Encarou Brian pelo o que pareceu ser muito tempo, mas foram só alguns instantes, e de repente se inclinou para beijá-lo.
Brian ficou surpreso, mas correspondeu imediatamente. Cada um colocou uma mão onde pareceu mais oportuno, Stefan na nuca do outro e Brian em sua cintura. Eles se aproximaram e aprofundaram o beijo, até que ele fosse diminuído lentamente e, por fim, quebrado.
— Não — Stefan falou finalmente. Ele pegou a mão do amigo e a colocou sobre seu coração de novo. — Você nunca saiu daqui.
Brian sorriu e balançou a cabeça. Deu-lhe um selinho e se levantou, indo até sua cama.
— Acho que já vou dormir... está cedo, mas estou meio cansado.
— Claro, claro — Stefan concordou, levantando-se também.
Eles trocaram de roupa e logo se enfiaram sob as cobertas. Olharam um para o outro mais uma vez.
— Não se esqueça — Brian murmurou, a voz macia novamente. — Eu estou aqui.
— Eu sei.
Stefan se virou e fechou os olhos.
Está desmoronando...
Estava desmoronando, e ninguém via.
—
— Você foi ótimo! — Mikey animava o irmão, que acabara de descer da vassoura.
— Não exagera, Mi.
— Eu nunca exagero! Só se for pra pior — Mikey sorriu e Gerard o xingou de qualquer coisa.
— Que seja. Você chamou o Ray?
— Sim, e ele disse que chamaria o Steve — Gerard abriu a boca, mas Mikey continuou: — E o Mika, não se preocupe.
— Ok.
Depois de Gerard trocar as vestes do quadribol, ele, o irmão e Hayley foram do campo para o mesmo ponto no gramado em que haviam se encontrado com os outros no sábado anterior, e já avistaram Brian e Stefan, que haviam visto o treino do dia agora há pouco. Estavam conversando distraidamente e mal notaram quando os outros se aproximaram.
— Ah, oi — eles os cumprimentaram, e logo Ray chegou com Steve, Mika os acompanhando um pouco atrás.
— Cara, vocês não vão acreditar — Ray já estava falando antes mesmo de se sentar, só acenando a cabeça para os outros. — Sabem o Brendon, da nossa Casa, Brendon Urie? O que joga no nosso time? Então, parece que ele se envenenou com uma das plantas que a Prof. Sprout está lecionando e vai ficar de cama por semanas, e adivinha quem vai ficar de artilheiro no lugar dele? EU!
— Ele tá bem? — Hayley perguntou, antes que Ray falasse mais.
— Sim, ele tá ótimo, só tem que descansar bastante e com certeza não pode voar. Eu era o reserva, e ele vai perder treinos demais para poder participar do primeiro jogo! Vou jogar contra você, Gerard!
Gerard riu.
— Você não devia ficar tão animado com alguém que está doente, mas... isso é demais! Exceto que... acho melhor você não assistir mais nenhum dos meus treinos.
Ray bufou.
— Como se eu precisasse.
Gerard e Ray passaram a discutir quadribol tão animadamente que qualquer um se sentiria deixado de lado. Steve foi prontamente falar com Brian e Stefan e Mikey ficou conversando com Hayley. Mika se sentou de pernas cruzadas, observando a grama, e aguardou que Gerard e Ray terminassem, pois sabia que o grifinório era o único que falava com ele ali.
— Então, eu soube que vocês estão com algum plano secreto... — Mikey comentou, quase displicentemente, mas não convencendo ninguém.
— Estamos mesmo — Hayley respondeu. — Mas não sei se você iria querer saber.
— Eu já sei que tem a ver com aqueles dois.
— E mesmo assim quer saber?
— Claro né, preciso te proteger — Mikey riu e parou subitamente, suas bochechas ficando levemente vermelhas. — Quer dizer, você e o Gee. Ele pode ser o mais velho, mas eu com certeza sou mais...
— … razoável, inteligente, racional... É, você é mesmo — Hayley completou, e se havia alguma dúvida quanto a Mikey estar corado, agora era certeza. Hayley riu. — Eu não preciso de proteção, Mi, apesar da Taylor ser uma cobra. Já o seu irmão talvez precise mesmo...
Ela pareceu pensativa e Mikey arqueou as sobrancelhas, curioso.
— Algo que queira me contar?
— Não, não... só estou pensando, mas não é nada.
Ela sorriu e trocou de assunto rapidamente.
Gerard já havia notado que Mika estava meio perdido por ali e desviou a conversa para ele, o que fez com que Ray se intrometesse entre Mikey e Hayley — ele ainda não se cansara de falar de sua nova posição. Mika era muito interessante e engraçado, quando se dava uma chance a ele, e Gerard sabia que era o único a perceber isso.
A conversa foi crescendo mais e menos entre os grupos, trocando de foco a todo momento, as risadas vibrando pelo ar. Os que menos participavam da conversa geral eram Brian, Stefan e Steve.
— O que vocês tanto falam aí, hein? — Ray perguntou em certo momento.
— Coisas de trouxas — Brian respondeu, antes de se virar para Steve novamente com um certo brilho nos olhos. — Então, você toca bateria? Eu e Stef...
A coisa poderia ter continuado por mais tempo, se em certo momento Gerard não tivesse notado que Mika estava olhando para um ponto atrás dele. Ele se virou e viu uma dupla desagradável — apesar de nem tanto — caminhar para eles.
— Eles vão falar com a gente, não vão? — Mika disse baixinho. — Billie Joe e Mike.
— Acho que sim. Você não gosta deles?
Mika olhou para baixo.
— Me incomodaram algumas vezes. Mas é de se esperar, né?
— Bem... se você julgar a Sonserina como um todo, sim — Gerard sorriu para ele, lembrando-se de quando eles conversaram pela primeira vez, sobre esse mesmo assunto. Mika sorriu de volta.
— Não por serem sonserinos, mas por serem...
— Idiotas?
— É, quase isso. De vez em quando eles precisam se mostrar superiores de algum jeito, especialmente o Mike. Foi o que fizeram comigo...
A voz do garoto foi morrendo. Gerard viu duas sombras se alongarem sobre o grupo e todos se calaram, virando-se para os donos das mesmas.
— Parou de falar por que, princesa? — Mike disse, fitando Mika, mas não deu tempo para respostas: — Estamos aqui de favor. Way e Williams, vocês dois, né? Frank e Taylor disseram para fazerem aquilo que tem de fazer ao meio-dia de amanhã, na sala de Transfiguração, porque foi o que eles conseguiram.
Hayley e Gerard se olharam, lamentando internamente que agora seus amigos soubessem que eles estavam criando segredos com sonserinos. Isso provavelmente ficou bem claro em seus rostos.
— Oh, desculpem — Billie disse, colocando uma mão sobre a boca, falsamente chocado. — Vocês não queriam que eles soubessem?
— Eu não fazia ideia! — Mike continuou. — Sentimos muito mesmo.
Eles sorriram e Gerard e Hayley os lançaram olhares cortantes.
Com a cena toda, ninguém notou que Mika estava com um pequeno sorriso no rosto, olhando para um ponto atrás e meio acima de Billie e Mike.
— Hey — Mika falou, e todos menos Gerard pareceram se surpreender um pouco com isso. —, princesas, vocês já tomaram banho hoje?
Billie e Mike só entenderam quando sentiram as bombas de bosta explodindo sobre suas cabeças.
— O QUE-
— TRÉ, SEU... VOLTA. AQUI.
O grupo todo riu e se afastou enquanto Billie e Mike corriam pelo gramado atrás de Tré, que ria descontroladamente. Apesar de terem sido atingidos de leve, ficou claro que todos acharam que valeu a pena.
Hayley e Gerard, porém, foram os primeiros a pararem de rir, assim que perceberam o que acabara de ser implicado.
Eles precisavam fazer Harry estar no mesmo lugar que Draco em menos de 24 horas e não tinham ideia de como.
Notas finais
Eu... não sei o que eu acho desse capítulo.
Bom. Pra quem reconheceu o nome Brendon Urie, nem me pergunte. Eu precisava de um nome qualquer e pensei nele, mas ele não aparecerá na fic xD
Certo, acho que é isso.
Obrigado de novo, Ana! ♥
xoxo
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