Notas iniciais
Oláááá, tudo bem? -q
Sem música nesse .-. Falta eu colocar Placebo, Mika e Paramore, né? Mas vai ter tempo.
Ok, não tenho o que falar -q
Boa leitura!

Taylor saiu calmamente da sala quando a aula acabou; bem, todos estavam calmos, exceto Gerard. Ele tinha a impressão de que estava com a testa franzida desde que ouvira sobre Frank estar na enfermaria.

— O que você tem? — Mikey perguntou quando se encontraram para o almoço, depois de mais uma aula.

— O Frank não apareceu hoje — Hayley explicou, o que só fez Mikey ficar ainda mais confuso.

— E?

— E nada — Gerard respondeu logo. — Vamos comer.

Hayley lançou ao Way mais jovem um olhar de “não sei e não quero saber” e seguiu o amigo para a mesa da Grifinória. Ela também ignorou a forma óbvia com que Gerard esquadrinhou a mesa da Sonserina e o suspiro audível — porém logo disfarçado — de quando ele viu Frank, são e salvo, ao lado de Taylor e Draco.

— Por que será que ele tá andando com o Draco agora? — Gerard murmurou para si mesmo. Viu, então, o loiro sonserino olhar para um ponto perto dele, e virou o rosto para achar Harry, também focado na mesa verde e prata.

Por um momento, todos os olhares se encontraram: Gerard e Frank, Harry e Draco, e então todos se viraram bruscamente — menos Frank, que aparentemente fingiu que nada havia acontecido. Gerard deu uma breve olhadela à Harry e eles pareceram se comunicar em silêncio, mesmo que não soubessem o que estavam “dizendo”. Algo ali, porém, fez Gerard entender que ele deveria conversar com Harry assim que pudesse.

E foi o que fez. Ao fim do dia, Gerard disse à Hayley e Mikey que queria ficar sozinho — o irmão pareceu muito desconfiado, mas a amiga simplesmente deu as costas e puxou Mikey para fora da sala comunal.

— Ahn, oi — Gerard se aproximou, cauteloso. Harry o observou por um segundo, olhou para os lados e fez um gesto para que ele se sentasse. — Como você tá?

Harry deu de ombros. Estava com um livro de quadribol nas mãos, claramente sem lê-lo. Suas olheiras ainda estavam presentes, tão ruins quanto no dia anterior, se não piores.

— Sabe o Frank Iero? — Gerard perguntou de repente. — Que eu tentei espionar há uma semana e pouco? Ele não foi pra aula hoje, estava na enfermaria.

Harry levantou a sobrancelha, mas ainda não parecia muito interessado.

— Será que está acontecendo algo com a Sonserina? — Gerard prosseguiu. — Eu soube que o Draco também foi para lá ontem.

— Hmm — Harry falou, desviando o olhar para o livro subitamente. — É, hoje ele faltou também, mas não foi nada.

— Como você sabe?

— Eu falei com a Madame Pomfrey, ela disse que o Draco e outro garoto tiveram desmaios falsos. Esse outro garoto deve ter sido o Frank.

— Ah — Gerard sentiu uma onda de alívio e raiva percorrerem seu corpo, mas dispersou o sentimento. — É, deve ter sido. Quando você falou com ela?

— Agora há pouco.

Gerard se calou. Virou o rosto para outro ponto da sala e viu um pequeno aglomerado em um canto, onde Tré e Hermione pareciam ser o centro das atenções. Rony e Gina também estavam lá.

— O que... — Gerard começou, mas Harry o interrompeu:

— Hermione está tentando conjurar uma televisão à pedido de Tré.

— Uma o quê?

Harry sorriu pela primeira vez desde que Gerard chegara ali.

— Você vai descobrir o que é se eles conseguirem. Só quero ver como vão fazer os canais funcionarem...

Gerard fitou a agitação do outro lado da sala e balançou a cabeça, decidindo pensar naquilo depois.

— Mas então, ahn... por que você foi falar com a Madame Pomfrey?

— Queria saber o que tinha acontecido com o Draco. Quer dizer, e se fosse algo contagioso?

— Ah, sim, sim... Mas pelo jeito era só birra deles, né?

— É — Harry fechou a cara subitamente. — Uma birra idiota, sem se preocupar com o que outras pessoas podiam pensar.

Gerard arqueou as sobrancelhas.

— O que outras pessoas poderiam pensar?

— Poderiam achar que era algo sério! — Harry exclamou, irritado. — Poderiam achar que ele tinha sido atacado por alguém, ou que se machucou gravemente, ou... ou um monte de coisas! Quando a pessoa está preocupada, passam milhares de pensamentos na minha cabeça...

Ele parou de falar e olhou para Gerard.

— Quer dizer, na cabeça de quem estiver preocupado... eu...

— Harry — Gerard o cortou, inclinado-se para o colega. — Você estava preocu...

— Não — o garoto se levantou. — Não, você entendeu errado.

Ele começou a caminhar para a porta no retrato e Gerard o seguiu.

— Espera, Harry... Harry!

Gerard olhou para trás uma vez, decidindo se ia atrás do menino ou não. Seu olhar recaiu sobre Gina, que observava a cena tristemente. Ela acenou com a cabeça para ele, e Gerard entendeu isso como um pedido para que ele continuasse. Então foi para o corredor e apressou o passo para chegar até Harry.

— Espera aí! — ele segurou o braço do colega, e este se livrou do aperto rapidamente.

— Que foi?

— Não precisa fugir! Eu não estou te julgando, só estou curioso.

Harry suspirou e se encostou em uma parede, olhando para baixo.

— Vocês todos podiam engolir sua curiosidade só uma vez, não podiam?

— Não, não podíamos.

Gerard cruzou os braços e se colocou na frente de Harry, decidido.

— Você estava preocupado com o Draco, não estava? Pode falar.

— É, bom... — ele respondeu, ainda sem olhar para cima. — Ele está estranho, você sabe. Pensei que alguém pudesse ter se aproveitado da situação e feito algo com ele sem ele merecer.

— Sem merecer? Depois de todos os anos sendo aspirante à Comensal da Morte, ele mereceria se alguém...

Gerard se calou ao ver o olhar fulminante que Harry o lançou.

— Ok, tudo bem. Ele já pagou por seus pecados, e o Lorde das Trevas não existe mais, então ex-Comensais, ou ex-futuros-Comensais ou o que seja não importam mais.

— É o que eu acho. Mas parece que o resto da escola não vê assim.

— Bem... — Gerard se recostou também, ao lado de Harry. — Não se pode culpá-los, né. O Draco fez a vida de muitos um inferno. Inclusive a sua.

— É, mas ele nunca foi realmente mau. Ninguém sabe disso como eu. Ninguém... o viu de verdade. Os amigos não viram, e os pais com certeza também não. Depois que Voldemort o recrutou, ele percebeu que não queria aquilo.

— Como você sabe? Achei que fosse o sonho dele ser um Comensal.

— Talvez fosse, antes de ele saber o que significava. Antes de ter que torturar e matar pessoas. Ele não consegue fazer isso, e sofreu muito na mão de Voldemort.

Gerard ficou quieto. Nunca realmente se dera ao trabalho de pensar no que Draco Malfoy poderia ter passado... ninguém além de Harry jamais se importara com isso.

— E eu só acho injusto — Harry continuou. — que alguém seja odiado em massa por coisas das quais não teve escolha. Quer dizer, eu sei que ele não é nenhum herói e nunca será, mas se coloque no lugar dele! É tão difícil para essa escola ter um pouco de empatia? Será que não aprenderam nada com Dumbledore?

Harry suspirou alto.

— De qualquer jeito... ele está bem, e eu devia parar de perder meu tempo pensando em como fazê-lo se sentir melhor. Ele vai se virar.

— Vai, com certeza — Gerard concordou. — É um Malfoy, eles sempre se viram. Mas talvez...

Harry o olhou de esguelha e Gerard hesitou.

— Talvez o quê?

— … Talvez fizesse bem para ele saber que alguém se importa. E aí você poderia ficar mais sossegado a respeito de como ele se sente. Os dois sairiam ganhando.

Harry bufou.

— Bem, boa sorte em fazê-lo perceber isso. Rony me disse que ele iria vir falar comigo, e foi exatamente quando ele foi pra enfermaria. Acho que isso diz bastante sobre o quanto ele está disposto a me ouvir, né? E de qualquer jeito — o garoto prosseguiu rapidamente quando Gerard abriu a boca. — eu mesmo não quero falar com ele. Vou simplesmente ignorá-lo e pronto.

— Mas, Harry...

— Não, nem adianta.

Harry deu um passo para frente e pareceu ponderar por um momento. Então se virou em direção ao retrato da Mulher Gorda, que rolou os olhos ao perceber que teria que deixá-lo entrar de novo. Gerard o seguiu.

— Você não acha que só uma conversa entre vocês dois poderia...

— Não poderia nada, Gerard — Harry respondeu bruscamente. — Só me tiraria ainda mais o sono. E aliás, acho que eu devia tentar dormir. Boa noite, e até o treino.

Harry entrou e Gerard parou, deixando os ombros caírem em derrota. Ao mesmo tempo em que a Mulher Gorda o perguntou se ele iria entrar ou não, ele ouviu um barulho alto de passos ecoando atrás dele e se virou.

— Hey! — ele exclamou quando viu as figuras de Hayley e Mikey surgirem subitamente de trás de uma das armaduras mais afastadas. — Vocês estavam espionando?

Os amigos sorriram e Gerard riu baixinho. O que mais ele podia esperar?

Os três entraram e perceberam que a multidão ao redor de Hermione e Tré engrossara. Ouviram um barulho alto e viram de relance algo como uma caixa aparecer e logo sumir próxima à um sofá. Quando alguém disse que o objeto estava atrapalhando a conjuração, Tré bufou e empurrou o sofá com força para trás, fazendo-o tombar e então se virando de volta para Hermione em expectativa, como se não tivessem parado. A garota fez uma expressão de quem se pergunta no que se meteu.

Gerard viu Harry sumindo em direção aos dormitórios, e subitamente percebeu que Gina se aproximava dele.

— Ei — ela cumprimentou Hayley e Mikey com um aceno de cabeça. — Ele disse alguma coisa? Sobre o porque está desse jeito?

— Ahn, não, na verdade não — Gerard mordeu o lábio inferior. — Ele é bem teimoso.

— Eu sei — Gina suspirou. — Estou brava com ele por não me contar o que está acontecendo. Já tentei me aproximar de todo jeito e nada funciona...

Ela olhou para o lado por alguns segundos e balançou a cabeça.

— Bem, obrigada por estar preocupado, Gerard.

Gerard assentiu e a garota voltou para os amigos. Ele, Hayley e Mikey se entreolharam.

— Vocês estão pensando o mesmo que eu? — Hayley falou.

— Espero que não — Mikey disse.

— Então estamos — Gerard completou. — Cara... o Draco? Draco Malfoy?

— Talvez seja só preocupação mesmo — Mikey se pronunciou, parecendo querer muito acreditar no que falava. — É estranho, mas é mais compreensível do que... a alternativa.

— Mas se fosse só isso, porque esconder da Gina? E dos melhores amigos?

— … é, não sei.

Todos suspiraram em conjunto.

— Ok — Hayley disse de repente. — Então o que vamos fazer?

— Oi? — Mikey perguntou, franzindo o cenho. — Não vamos fazer nada, a vida é dele.

— Ah, não vão me dizer que vocês conseguem ver duas pessoas possivelmente apaixonadas...

— Que horror — Mikey murmurou.

— … perderem a oportunidade da vida delas? Eu não consigo, desculpa. Precisamos dar um jeito de pelo menos fazer eles conversarem, e se nada der certo, ao menos o Harry volta a ficar bem com a Gina.

— Como? — Gerard questionou, antes que seu irmão pudesse protestar de novo. Até que ele realmente queria ajudar, mesmo que isso significasse apanhar do Harry mais tarde.

— Vamos ver... — Hayley se jogou em uma poltrona e começou a pensar. — O Harry é muito teimoso, e o Draco também. Mesmo se não for, nós nunca falamos com ele, praticamente, então ele não nos ouviria. E ele já está sozinho desde o começo do ano, então não tem ninguém para se aproximar dele por nós... exceto...

A garota levantou o olhar para Gerard e este demorou dois segundos para entender.

— Ah, não. Isso já é pedir demais.

— Mas, Gee...

— Não, não e não! E por que ele faria qualquer coisa por nós, de qualquer jeito?

— De quem vocês estão falando? — Mikey perguntou, perdido, mas os amigos o ignoraram.

— Talvez ele queira ajudar o Draco também, já pensou nisso?

— Por favor, Hay, ele não se importa nem com ele mesmo.

— Mas você viu que eles estão andando juntos agora.

— Desde ontem! Isso não significa nada. Provavelmente amanhã nem estarão mais olhando para a cara do outro.

— De quem vocês estão falando? — Mikey repetiu, firme, mas ainda ignorado.

— Não é assim. Ele só se aproxima de quem ele gosta, por isso só anda com a Taylor. Ele não estaria perdendo tempo com alguém que só o incomodasse.

— É o Frank? — Mikey tentou de novo, e quando Gerard começou a rebater Hayley novamente, ele quase gritou: — Dá pra me responderem?!

Gerard e Hayley o olharam como se ele tivesse sido muito mal-educado.

— É, é o Frank — Gerard respondeu. — Acalme-se, por Merlin.

Mikey bufou e se afastou deles, indignado.

— Crianças... — Gerard murmurou, e se voltou para a amiga. — Tá, digamos que a gente vá falar com o Frank sobre isso. Como você pretende convencê-lo a ajudar?

— Não dá pra convencê-lo, temos que ver se ele quer ou não primeiro.

— Ah, aí vai ser tudo de acordo com o que ele quer, claro.

— Pare de fazer birra, Gee. Estamos querendo ajudar alguém aqui. Pra isso, precisamos deixar algumas teimosias de lado. Isso inclui sua vontade irracional de ficar longe do Frank.

Gerard levantou os braços, exasperado, mas então pareceu se dar conta de algo.

— Hmm... certo. Certo. Mas você sabe o que isso significa?

— O quê?

— Se eu precisar passar um segundo que seja a mais com o Frank... você terá que passar com a Taylor.

Hayley abriu a boca, mas não disse nada. Ficou encarando o amigo por alguns segundos, então fechou a cara e cruzou os braços. Gerard riu.

— É isso aí, baby. Mi perdición, su perdición.

Notas finais
... eu? Enrolando? IMAGINA.
Para vocês que estão conhecendo minhas longfics agora, é assim mesmo, as coisas demoram pra acontecer. Assim demora mais para eu ter que me despedir da fic, porque é difícil, sabe? ;-;
No que estou falando, ainda falta uma vida pra eu acabar essa aqui -q
Aliás, quando o Harry disse "ter visto o Draco como ninguém viu", eu estava pensando tanto na vez em que ele viu o Draco chorando no banheiro, como quando ele o viu através do Voldemort sendo obrigado a torturar. Ninguém além do Harry viu essas coisas, e eu acho que mostraram muito do verdadeiro Draco.
E sobre o Tré com a televisão... não perguntem. Eu não sei de onde isso veio e é melhor nem saber. Mas não acabou ainda xD
Enfim, até o próximo, beijos! ;D