Notas iniciais
Oi pessoal! Prontos para embarcar em nossa história de verdade? Antes de mais nada, queria agradecer à Liyith por me dar meu primeiro comentário, e aos leitores fantasmas que apareceram no mundo do além para lerem a história, aos fantasminhas queria dizer também, que eu sou super receptiva com comentários e não mordo, então podem se sentir à vontade para aparecerem, sem mais, vamos ao capitulo!

POV JESSY:

Abri meus olhos devagar pois ainda estava com muita tontura devido ao experimento que meus tios haviam feito, ouvi passos se aproximando de mim, enquanto um barulho, suponho que a capsula em que eu me encontrava no interior estava se abrindo, invadia meus ouvidos.
— Jessy! Como está? — Ouvi a voz de Ana preocupada, abri meus olhos, mas a visão ainda se encontrava turva, pisquei algumas vezes tentando desembaçar minhas vistas e logo olhei em volta do grande laboratório procurando meus tios e minha querida prima, que encontrei sorrindo após a mesma me abraçar.
— Bem! — respondi ainda ofegante a fazendo me soltar — Eu acho! — Continuei respondendo, de uma maneira confusa, eu me sentia mais forte, mais alta talvez, meu tio William, trouxe um espelho e me olhei me surpreendendo com o que via, meus cabelos estavam mais sedosos, dando a impressão de serem mais negros do que realmente eram, minhas curvas estavam mais acentuadas, eu sempre fui muito magra, mas ao que parecia eu havia ganhado muito corpo em minutos, como isso era possível?
— O soro afeta suas células e seu metabolismo, ainda faremos alguns exames para termos certeza, mas o que descobrimos enquanto o desenvolvíamos é que ele te deixa mais forte e te dá o poder de regeneração, além de é claro, te manter jovem, o sonho de qualquer mulher eu diria! — Minha tia Bruna me explicou e eu acenei ainda estática olhando minha imagem.
— Eu só espero que ainda continue a nossa Jessy! — Tio William disse abraçando sua esposa com um braço.
— Você me disse que com o soro tudo o que existia em mim se intensificaria! — Relembrei o fazendo acenar sorrindo, então olhei para minha tia — Como assim, mais jovem? Sou imortal então? Algum tipo de “vampira” criada em laboratório? — questionei bem humorada fazendo todos rirem.
— Não, você ainda é humana e mortal, acontece que o soro te dá o poder de se manter jovem, já que mexe com suas células, metabolismo e tudo mais! Porém, com o tempo você envelhecerá caso sobreviva à todos os desafios que estão por vir, creio que daqui 20 à 40 anos, você conseguirá envelhecer.
— Só espero ainda poder me casar, ter filhos e netos quando eu encontrar o parceiro ideal! — Jessy refletiu, como qualquer garota de sua época, ela sonhava em se apaixonar e viver uma grande história de amor.

2 meses depois…

POV STEVE:

— Steve Rogers! — o médico responsável para recrutamento chamou enquanto eu suspirava nervoso e me levantava indo até ele. — Rogers ham? — O médico dizia enquanto olhava minha ficha de alistamento, eu sabia bem o que ele estava olhando. — Seu pai morreu do que?
— Tuberculose senhor1 Ele serviu como soldado, quero seguir os passos dele e lutar por meu país… — comecei a explicar, mas logo ele me interrompeu.
— Sua mãe também é falecida, o que ela tinha?
— Tuberculose também senhor — respondi suspirando, já sabia onde isso iria dar — Ela era enfermeira no mesmo batalhão onde meu pai servia.
— Sinto muito filho! Só o fato de ter asma já te reprova automaticamente! — Ele disse voltando seus olhos para mim pela primeira vez.
— Não há nada que o senhor possa fazer? — questionei com um fio de esperança.
— Já estou fazendo! — Ele disse carimbando um grande “reprovado” em minha ficha — Estou te salvando.
Ao sair de lá guardei a minha ficha no bolso suspirando, era a quinta vez que eu era reprovado, era a quarta vez que eu mentia para ser aceito, não sei mais por quanto tempo aguentaria.

POV JESSY:

— É a nossa última noite na cidade Jessy, vamos! — Ana me dizia insistindo em sair comigo para irmos à feira mundial, Tio William iria apresentar algumas de suas invenções e Ta Bruna estaria recrutando rapazes para amanhã de manhã começarem a treinar com a gente para a guerra, eu suspirei.
— Que falta Brandon Stark me faz! — Eu suspirei fazendo drama, Brandon era cientista também assim como os pais, ele era irmão mais velho de Ana e consequentemente meu primo, havia partido há uma semana para a Italia, para confeccionar armas para os soldados americanos em guerra na região.
— Eu sei, ele sempre estava disposto a sair conosco! Mas ainda temos uma a outra, e nem vem com desculpa, amanhã nós vamos começar como Agentes, e precisamos nos distrair! Eu conheci um sargento! — Ana disse empolgada me fazendo rir.
— O que você tem contra caras normais? — perguntei fingindo choque e Ana riu se jogando em minha cama ao meu lado.
— Nada, eu só tenho atração por rapazes fardados oras, e o Sargento Barnes é diferente, eu realmente acho que estou apaixonada!
— Você sempre está! — Ironizei, e ela riu escondendo a cabeça no travesseiro para abafar o riso. — Quando ele vai para a Guerra? — Após perguntar isso, vi realmente que minha prima estava diferente, se ela ainda não havia se apaixonado por tal sargento, ela se apaixonaria em breve, o brilho de tristesa em seu olhar me fez suspirar tristemente, ela de uma hora para a outra ficou do mesmo jeito que ficou quando Brandon foi recrutado para desenvolver armas.
— Amanhã, também é a última noite dele aqui! — Suspirou e eu peguei sua mão tentando sorrir para apoiá-la. — Você vai sair comigo? — Ana continuou de maneira manhosa e acabei acenando. — Ótimo! — minha prima bipolar voltou com sua empolgação — Ele disse que iria levar um amigo, assim você não fica deslocada e arruma um amigo, ou quem sabe algo mais? Vem, vou te ajudar a escolher uma roupa! — Disse me fazendo revirar os olhos enquanto a mesma me puxava da cama.

POV STEVE:

Estava no cinema, resolvi assitir a uma comédia romantica que estava em cartaz, para quem sabe assim espairecer um pouco, antes do filme começar, estava passando um tipo de documentário sobre a guerra, para incentivar jovens rapazes fortes e saudáveis — o que não era o meu caso — a se alistar.
— COMEÇA LOGO O FILME! — Um rapaz que estava sentado na filha à frente da minha começou a gritar, revirei os olhos irritado, conhecia esse tipo de meninos, porém não disse nada.
— QUE PORCARIA! QUANDO É QUE VÃO COMEÇAR A PASSAR A MERDA DO FILME! — O mesmo rapaz continuou e desta vez não aguentei.
— Quando você vai começar a ter respeito? — questionei-o irritado, ele se levantou se virando para mim e deu um sorriso de lado.
— Você não devia ter feito isso garotinho! — me disse ironico, me puxando pelo colarinho e me arrastando para fora do cinema até o primeiro beco que encontramos, lá ele me soltou, me fazendo cair ao chão, sem perder tempo o valentão me chutou no estomago, a dor foi insuportavel, mas com algum sacrificio consegui me levantar, tentando socá-lo, todavia, o rapaz foi mais rápido atingindo um soco em meu rosto, peguei uma tampa de lixo que estava por ali para tentar me proteger, mas logo a mesma foi tirada de minhas mãos para eu receber mais um soco que quase me fez cair ao chão.
— Você não sabe a hora de parar não é? — o valentão me perguntou.
— Posso fazer isso o dia todo! — Respondi com as minhas mãos em punho, tentei novalmente socá-lo, mas logo recebi outro soco, esse sim me fez ir ao chão, estava preparado para um chute, mas não veio, me levantei e vi um rapaz de costas, vestido com uma farda socando o jovem que estava me espancando a pouco.
— Por que não mexe com alguém do seu tamanho? — o rapaz fardado perguntou enquanto o outro se esquivava dele e fugia, eu conhecia aquela voz, e quando o rapaz se virou para mim pude confirmar minhas suspeitas, era Bucky, meu melhor amigo que estava alí, eu e Bucky eramos amigos desde que nos conheciamos por gente, ele sempre me defendia das brigas em que eu me metia.
Bucky me ajudou a levantar, e vi o mesmo com uma folha de papel na mão, ele deu um sorriso de lado e me estendeu a folha:
— Agora você é de Vancouver? É criativo, isso eu não posso negar! — Disse sorrindo passando um dos braços sobre meu pescoço.
— Não fui aceito novamente — suspirei me desfazendo de seu abraço sufocante e o olhei de cima abaixo — ao contrário de você pelo que vejo.
— Sargento Barnes! — Ele me informou sorrindo — Vou servir na 107! Partirei amanhã, e por isso, nós temos que sair!
— Por favor Bucky! — Implorei para ele deixar tal ideia de lado e ele riu voltando a me abraçar e começando a andar comigo.
— Por favor digo eu Steve! — Ele disse abrindo um jornal para eu ler a manchete.
— "Esta noite, grande feira mundial" — Li em voz alta e suspirei cansado. — Não vou, de jeito nenhum!
— Steve, vamos! É a minha última noite na cidade!
— Com certeza você arruma compania melhor que eu! — tentei persuadi-lo
— Eu já arrumei meu caro, mas acontece que ela vai levar a prima dela, então eu prometi que levaria um amigo! Ah qual é? A garota vai gostar de passar um tempo com você!
— Claro que vai! — Respondi ironico, eu era magricelo, e baixinho, não era o que a maioria das garotas procuravam, com certeza seria mais um encontro de Bucky que não termina bem porque a amiga da pretendente dele, se cansou de ficar com um rapaz como eu.
— Vem, vamos nos arrumar! — Ele disse não ligando para o meu tom de voz.

Notas finais
Hum, o que será que vai acontecer nessa Feira Mundial hein? E tadinho do Steve, ele só quer lutar por seu país! Não se esqueçam de comentar meus anjos! Beijos! —--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- PS. Vocês já pararam para pensar que estamos na semana de estreia de Civil War? Quem aí tah ansioso pra ver assim como eu? Steve e Bucky lutando lado à lado novamente, com toda a certeza será épico!