Notas iniciais
Olha quem voltou!! EUUUUUUUUUU Meus amores desculpa a demora, minha vida anda corrida, vestibular chegando fiquei quase um mês sem computador foi tudo bem complicado, mas prometo ir atualizando as três fic o mais rápido que puder. Por favor, não desistam de mim!! ♥

Pov. Caspian

Esmurrei a porta da Susana diversas vezes, mas ela não me respondia, a chuva caia forte, meu coração estava ficando angustiado, tentei abrir a porta do quarto, porém estava fechada.

— Susana, chega! Abra essa porta. – Gritei esmurrando a porta. Como ela não me respondeu, me afastei um pouco, chutando a porta com força. Assim que entrei no quarto, dei de cara com uma Susana pulando a janela, pendurada em uma corda de panos, lençóis e roupas.

Ela me olhou assustada perdendo a força por um momento, corri até ela segurando sua mão, impedindo que ela caísse.

— Susana você está louca? – perguntei tentando puxá-la, ela estava molhada pela chuva, me molhando junto. – Pare de se forçar para baixo, me ajude a te salvar sua desvanecida.

—Seu canalha! Nunca mais me chame de desvanecida. – respondeu ela subindo comigo.

A puxei de volta para o quarto, ela estava muito molhada, com a respiração descompensada. Nos sentamos no chão, deixando que o ar voltasse aos nossos pulmões.

— Por que você aparece quando não deve? – disse ela me estapeando.

—Pare! -tentava segurar sua mão, porém ela estava descontrolada. Ela partia para cima de mim, enquanto eu tentava segura-la, caímos no chão. -Olha como você está louca! Eu poderia te mandar para forca. Por tentar agredir o rei!

— Eu ficaria feliz em morrer! – respondeu ela se debatendo em cima de mim.

— Você sabe o que estava fazendo? – disse enquanto ela continuava com sua sessão de chilique. – Susana! Pare! Você poderia morrer e olha quantas coisas estragou, todos os vestido e roupas de cama.

— A não venha me falar de tecidos, olhe o que você me tirou. A liberdade.

— Juro que na próxima deixo você morrer Susana. — ela não parava de querer me bater, num impulso troquei nossas posições. Segurando seus braços no topo da cabeça, enquanto a prendia com meu peso. – Você é apenas uma menina birrenta.

— Eu já mandei você parar de falar o que não sabe. Você não conhece minha história. -ela gritava tão alto que os meus ouvidos chegavam a doer. – Você é um canalha sequestrador.

— Susana eu queria demais ser capaz de te bater. – disse enquanto ela me olhava assustada. – Mas nunca relei nem relarei em uma mulher com violência. Ainda mais você. – não sabia nem o porquê disse aquela última parte, mas num impulso, tomei seu lábios.

No começo ela não correspondeu, ficou imóvel, mas devagar ela foi se envolvendo deixando sua língua entrar na valsa, sua boca era delicada, pequena, seus lábios carnudos e macios. Nosso beijo era lento e delicado, puro como eu jamais pensei que seria, soltei seus pulsos, colocando uma mão em sua cintura e outra em seu rosto, depositando um leve carinho em sua pele alva e macia. Ela brincava com meus cabelos, aprofundando mais aquele beijo.

Porem num momento, ela mordeu minha língua. – Ai! – exclamei de dor, olhando assustado pra ela. Ela me empurrou saindo de baixo de mim.

— Você é louco? Eu sou noiva. – gritou ela. – Nunca mais ouse tocar em mim.

— Susana pare de gritar! – disse enquanto me levantava do chão.

— Você me trouxe para cá pra isso? Abusar de mim. – ela estava encolhida num canto do quarto bem longe de mim, aquela acusação dela foi como uma facada em meu coração.

— Eu abomino homens que fazem isso. Mesmo você sendo filha do monstro que é, jamais faria isso. – respondi de maneira fria, me lembrando de quem ela era filha e que deveria odiá-la.

— Se Dash descobrir uma coisa dessa você está acabado. Eu só quero beijar um homem nessa vida e esse homem é Príncipe Dash.

— Então me faça um enorme favor. Não apronte mais nenhuma maluquice e fique aqui nesse quarto pensando no seu querido Dash.

Nem esperei sua resposta, apenas sai do quarto batendo a porta, esse amor que ela tinha por Dash me incomodava e até me machucava.

Entrei em meu gabinete depois de mandar alguém trocar as roupas de cama de Susana, tentei distrair a cabeça com papéis mais foi inútil. Quando vi já estava com as mãos em meus lábios relembrando a sensação de estar beijando algo tão delicado.

— A Susana por que mexe tanto comigo? -- disse me deitando na cadeira e relembrando.

Nunca havia sentido nada igual, era como se algo dançasse dentro de mim, e um medo, nervosismo dominasse meu ser. Pensar nas minhas sensações me fez lembrar de quando minha mãe disse como era o amor.

Estávamos sentados no Jardim, ela estava colhendo as flores e eu sentado no banco a observando, minha mãe era linda, delicada, um verdadeiro anjo.

— Mãe, posso te perguntar algo? – disse me lembrando do acontecimento do vilarejo.

— Claro meu príncipe. – ela parou de colher as flores e foi se sentar ao meu lado.

— Hoje no vilarejo, o Pedro viu uma moça e ficou todo bobo estranho, eu até dei uns tapas nele e ele nem ligou. Eu perguntei o que ele tinha e ele disse que era amor. – ela me olhava curiosa e atenta. – O que é esse amor? Por que as pessoas ficam parecendo idiotas?

—Filho, elas não parecem idiota, é que o amor nos deixa flutuando, o dia se torna mais belo. – ela me abraçou e começou a cariciar meus cabelos.

— Mãe, você ama o papai?

— Claro meu Filho, seu pai é o amor da minha vida. Ele me deu vocês, meus filhos. – ela falava sorrindo, como se estivesse se lembrando de algo.

— Pedro ama a menina do vilarejo, papai ama você, você ama o papai.- contava nos dedos tentando acompanhar a minha lógica. – Por que eu não amo ninguém?

Ela gargalhou da minha inocência, segurando meu rosto com suas mãos delicadas. – Pedro, não tem certeza que ama essa jovem meu Filho, na vida teremos vários amores, mas apenas um verdadeiro. E você ainda é muito jovem, pode até encontrar o amor da sua vida agora, como pode encontrar daqui alguns anos.

A olhei confuso, algo em mim não entendia essa lógica sobre amor. – E como vou saber que ele chegou?

— Quando a moça desperta o seu melhor, quando você se sentir nervoso perto dela, quando suas mãos suarem, seu coração disparar e sua pupila dilatar. Você vai querer vê-la a todo momento, vai beija-la e sentir borboleta em seu estômago, medo e até nervosismo. Ela poderá engordar, ficar velha, ser difícil de lidar, ter manias, ficar doente ou de resguardo. Mas mesmo assim você continuará a amando, querendo apenas ela, pois só ela aquece seu coração e te completa. Isso é o amor verdadeiro.

— Aí mãe que coisa ridícula. – disse gargalhando de toda aquela fantasia dela. – Acho que nunca vou conhecer então esse tal de amor verdadeiro. Ele é ridículo.

— Um dia você conhecerá e eu vou saber apenas pelo seu olhar mocinho. – ela bagunçou meu cabelo se levantando em seguida. – Agora trate de entrar e ir tomar banho senhor jamais encontrarei o amor.

Sorri me lembrando de tudo que minha mãe me ensinou e de como eu duvidava de suas explicações.

— Susana, por que me causa tudo isso? – perguntei a mim mesmo, relacionando o que minha mãe havia dito ao que eu sentia por Susana. Como eu queria que minha amada mãe pudesse estar aqui, eu queria que ela me desse uma resposta, que pudesse olhar em meus olhos e me falar o que estou passando em relação a Susana e meus desejos.

Mas ela não estava e nem poderia estar, afinal aquele monstro a matou, monstro esse que é pai da mulher mais bela e doce que já vi.

Cansado de tanto remoer aquilo fui para meus aposentos, não havia dormido basicamente nada desde quando retornamos ao Castelo. Me deitei e logo o sono veio pesado e profundo me deixando livre dos pensamentos de ódio e de confusão.

Pela manhã, na hora do café Susana não apareceu, Edmundo me pediu para que levasse a comida no quarto, por conta dos últimos acontecimentos, permiti que ela tomasse seu dejejum no quarto, porém essa mania se estendeu pelo resto dia. Tentei me ocupar ao máximo, indo para o vilarejo, resolvendo problemas, assinando papéis, revendo as tropas, mas mesmo assim minha cabeça só ficava pensando em como ela estaria, se estava comendo e o que tanto falava com Edmundo.

No outro dia nada dela de novo, foi basicamente uma semana assim, eu me ocupando, ela trancada no quarto, pedindo para levar sua comida até lá e Edmundo ficando junto a ela desde da hora que acordava até a hora que ia se deitar.

-Já chega! – gritei a serva que havia trazido o recado de Edmundo. – Não leve comida nenhuma, chame Lucia, mande ela ajudar Susana a se arrumar, aquela desvanecida precisa sair daquele quarto, tomar Sol, respirar.

Era o horário do almoço e depois de 7 dias ignorando as refeições e se rejeitando a sair pedir a paciência com ela, a criada foi correndo passar minhas ordens a Lucia, que chegou depois de um tempo correndo acompanhada de Edmundo.

—Onde está Susana? – perguntei impaciente me levantando.

— Senhor! A princesa desmaiou. – disse Lúcia desespera, perguntei um “como” gritando, deixando a mostra toda a minha preocupação.

— Toda essa semana ela mal comeu. Comia um pouco de nada quando eu a forçava. – disse Edmundo recebendo meu olhar de ódio. – Não me olhe assim, ela é bem teimosa e você tirou a liberdade dela, tem tanta culpa quanto qualquer um nessa sala.

— A faça-me o favor, você ficou todo esse tempo com ela fazendo o que? Não é capaz de fazer uma menina mimada comer. – disse fechando os punhos com raiva.

— Não chame a Susana disso, você não conhece ela, ela será uma bela e maravilhosa Rainha para nosso povo ao lado de Dash. – Edmundo se aproximou de mim me peitando como se fossemos iguais.

— Primeiro para você é Rei Caspian, segundo não quero que o nome deste príncipe seja pronunciado em minhas terras. Se Dash fosse tão valente e apaixonado estaria atrás de Susana.

— Vai por mim, quando Dash chegar aqui Susana ficara bem e eles acabaram com você.

— Eu posso mandar você para a forca moleque. – a raiva já dominava meu corpo, como Edmundo poderia ousar me desafiar daquela maneira e ainda exaltando tanto Dash e sua relação com Susana.

— Com licença. – gritou uma voz doce e feminina.

— Diga Lucia. – falamos juntos nos olhando em seguida com frieza.

— Enquanto vocês estavam discutindo, esqueceram que a princesa continua desmaiada no chão frio daquele quarto. – um frio percorreu toda a minha espinha, Susana não poderia morrer, ela não podia fazer isso.

— Lucia, vá buscar o médico, Edmundo mande as cozinheiras prepararem uma sopa consistente para Susana e assim que sair da cozinha vá ao estabulo e chame Pedro. – eles apenas confirmaram com a cabeça e foram cumprir com o que eu havia mandado. Corri em direção ao quarto daquela desvanecida sentindo como se nunca fosse chegar e meus pulmões fossem sair do peito.

Assim que entrei encontrei ela ainda caída no chão, estava com uma expressão cansada, sua pele estava mais branca que o normal, sua boca estava sem vida e seu peito subia e descia lentamente como se ela nem estivesse respirando.

— Susana, por que você precisa ser assim? – me abaixei pegando ela no colo e colocando seu corpo leve na cama, arrumei os travesseiros e cobri seu corpo até a cintura ajeitei seus cabelos e num impulso segurei sua mão, a mesma estava fria e pálida. – Por favor, não morre.

“ Ela merece morrer” uma voz ecoava pelo quarto, ela era fria e dura, olhei em volta e não vi ninguém, voltei meu olhar a minha dama e a voz retornou a falar. “ Ela também é culpada, ela foi feliz, enquanto você foi infeliz, a deixe morrer, se vingue”. A minha mão que estava livre posou sobre a espada que estava em meu cinto, no meu olhar imagem de sangue e o olhar da Susana se formavam. “ Ela deve morrer, por sua amada mãe”.

Aquilo estava me deixando perturbado, não tinha ninguém no quarto, porém a voz estava nítida como se estivesse em meu ouvido, abaixei a cabeça tentando espantar a sensação de tontura que me dominava, por um acaso esbarrei meu olhar as nossas mãos, mesmo com todo aquele transtorno em meu consciente, eu não consegui largar a mão dela.

— Pai! – ouvi a voz dela baixa e fraca ecoar pelo quarto. – Pai, por favor, me salve, eu preciso da sua ajuda, não me deixa aqui, pai. – ela falava descontroladamente.

— Su, por favor acorde! – disse balançando ela.

— Pai, por favor, não me deixa, eu não quero ir com a mamãe ainda. – continuou ela a implorar enquanto chorava.

— Su, é só um sonho você está em Nárnia. – disse sentindo a culpa em meu coração. – Vamos mimadinha acorde! – continuei a balançar seu corpo lentamente e para meu espanto do nada ela acordou me envolvendo num abraço sufocante, ela chorava desesperadamente, seu rosto estava escondido em meu pescoço e seus braços rodeavam todo o meu corpo, fiquei imóvel sentindo apenas o cheiro de lavanda entrar pelo meu nariz, fechei os olhos levando minhas mãos para seus cabelos. – Calma, tudo está bem, foi só um pesadelo.

Antes que ela pudesse responder escuto um tossir vindo da porta, olho em direção a mesma e lá está o Doutor Kinn, Pedro, Lucia e Edmundo, todos olhando para nós confusos.

— Com licença majestade vim ver como a Princesa está. – o Doutor tomou a frente se aproximando de nós. Ela me soltou sem graça, olhando apenas para baixo, seu rosto estava vermelho pelo choro, porém era nítido em seu olhar que ela estava doente.

— Doutor, a examine, faça o seu melhor. Estarei na sala do trono esperando o senhor. – me retirei do quarto não olhando para ninguém, meu coração estava tão confuso e desesperado que nem percebi que Lucia me seguia, apenas quando cheguei a sala ela se pronunciou.

— Senhor, me permite uma palavra?

— Lucia, seja breve! – respondi grosso, enquanto me sentava.

— Sei que não é da minha conta, mas o Senhor deveria ficar no quarto com a princesa. – a olhei confuso, tentando entender aonde ela queira chegar com aquilo. – Rei, não conheço muito da vida, mas posso ver no seu olhar o brilho de quando vê a princesa Susana.

Soltei uma gargalhada seca. – Brilho? Só se for de ódio, você sabe de quem ela é filha. – disse me levantando e me aproximando dela.

— Sei sim Senhor, mas também sei que ela é uma pessoa muito doce, nesses setes dias vi a mudança que ela causa no Senhor. Sei que não posso me meter em assuntos pessoais de vossa majestade, mas uma coisa eu aprendi enquanto ouvia os conselhos que nossa antiga Rainha dava para o Senhor e meu irmão, é que nunca devemos virar as costas para o amor. – ela sorriu tímida, esperando alguma reação minha. – Se a jovem princesa faz seu coração disparar majestade deve entender melhor ela e conhecer ela.

— Lucia, vamos supor que você esteja certa, o que posso fazer? Sequestrei ela, o pai dela é um monstro que eu só sinto ódio e ela está noiva de Dash.

— Acho que Nárnia é bem mais forte que a calormania, se o Senhor quiser ter a princesa como esposa, pode conseguir bem fácil. – ela ria imaginando alguma cena em sua cabecinha de menina. – Agora o maior problema é o Senhor não conseguir separar ela do pai.

— Tudo é um problema Lucia, eu odeio esse povo, não quero nem agora e nem nunca conhecer ninguém que tenha algo a ver com Tharthus. – acabei levantando o tom de voz, fazendo com que ela se encolhesse e me olhasse com medo. – Agora vá Lucia, logo deve começar suas aulas, se preocupe com isso apenas.

Ela fez uma reverencia e saiu da sala correndo, nunca havia gritado com Lucia, afinal tinha ela como uma irmã, porém todo aquele assunto estava afetando a minha sanidade mental, algo dentro de mim estava querendo Susana desde do primeiro dia que vi ela, no começo achei que era apenas desejos de homem, mas hoje ao ver ela desmaiada o medo que senti dela morrer me mostrou que não era apenas isso, eu queria conhecer ela, entender ela e até beija-la novamente. Entretanto sempre que olhava seus olhos azuis podiam ver lá no fundo o reflexo de seu pai e de toda a dor que ele me causou, nesse momento apenas sentia vontade de tortura-la e mandar partes de seu corpo como presente para seu infeliz pai.

— Majestade? – disse um dos guardas entrando na sala. Ele veio me avisar que o Doutor queria conversar comigo.

— Como ela está Doutor? – perguntei recuperando o ar.

— Está fraca, uma leve gripe está em seu corpo, ela deve se alimentar melhor meu Rei.

— Gripe? Como ela ficou doente? – perguntei aflito

— Ela relatou que pegou uma chuva a sete luas. – me lembrei daquela noite, onde nos beijamos e como foi aquela sensação maravilhosa. – Mas logo ela deve estar melhor Meu Rei, ela só precisa se alimentar melhor, tomar mais sol.

Nem respondi o doutor, apenas pedi para que ele passasse na corte para receber seu pagamento, fiquei sentado no trono, apenas remoendo tudo que Lucia me disse e os ensinamentos que minha mãe sempre passou a seu povo. “AMOR”, essa sempre foi a chave de tudo, sei que é impossível eu estar sentindo algo assim pela Susana, afinal de contas a conheço a sete dias, porém algo nela me encanta, me faz sentir leve, como se eu pudesse ser um homem normal, sem tantas feridas, amarguras e preocupações.

— Droga! Por que eu fui inventar de fazer isso! – gritei sozinho.

— Por Aslam! Além de sequestrador é louco também? – disse uma voz masculina debochando. Levantei meu olhar e dei de cara com o dono da voz.

— Edmundo, o que faz aqui?

— A sabe? Nada demais só vim ver como o grande Rei de Nárnia é meio doido. – ele gargalhava de mim, como se estivéssemos num picadeiro.

— Ora Edmundo, não teste minha paciência, você é apenas um prisioneiro nesse castelo para mim te mandar para forca não precisa de muito.

— Calma! Eu estava só brincando. – respondeu ele levantando as mãos em forma de rendição. – Vim avisar que Susana, está pedindo para a vossa majestade ir até o quarto dela. – continuou ele ironizando o vossa majestade.

— O que diabos quer aquela desvanecida? – perguntei sentindo a irritação dominar todo meu corpo.

— Primeiro não chame minha futura Rainha disso, segundo vá e descubra! – ele se retirou sem ao menos olhar para, ainda mando cortar a língua desse menino, pensei.

Fui ao quarto de Susana me preparando para uma briga, porém quando cheguei ela me desarmou, estava deitada com um pouco mais de cor, Lucia acabava de recolher o prato vazio de comida dela, enquanto ela sorria docilmente para jovem menina.

— Pediu para me chamarem princesa? – disse quebrando o silencio do local, ela me olhou assustada, porém confirmou com a cabeça. – Lucia, nos de licença. – disse ríspido, ela saiu apressadamente do quarto, Susana pediu para que me aproximasse, com certo receio cheguei ao seu lado encarrando o rosto angelical dela.

— Bem... – começou ela suspirando. – Queria lhe agradecer, por ter mandado o médico aqui e ter me ajudado quando desmaiei.

Aquilo pegou meu coração de surpresa, algo dentro de mim estava baixando a guarda e eu não sabia o que era, só sabia que era perigoso. Me sentei na beirada de sua cama e a olhei atentamente.

— Sei que odeia meu povo e eu nem sei bem os motivos, qualquer pessoa em seu lugar me deixaria morrer e durante essa semana eu esperava que você fizesse isso. – continuou ela enquanto encarrava suas mãos. – Mas você fez o contrário, encheu meu quarto de vestidos e roupas de cama novas, mesmo eu tendo estragado tudo a sete dias atrás e até chamou um médico para cuidar de mim! – ela levantou o rosto, olhando profundamente em meus olhos, por segundos me perdi naquela mar de aguas cristalinas. – Obrigada Rei Caspian, do fundo do meu coração, obrigada.

Fiquei sem resposta por um momento, a reação de Susana me pegou de surpresa. – Não tem o que agradecer princesa, não tirei você de suas terras para te matar, mas também quero que pare de tentar se matar. – disse me referindo ao acidente da janela. – O médico disse que você precisa se alimentar e tomar mais sol, sair um pouco desse quarto.

— Sim ele me falou! – respondeu ela com um olhar melancólico.

Eu não sabia o que fazer, nem o que falar, minhas mãos estavam suando e meu coração disparado eu me sentia um verdadeiro idiota ao lado dela, então resolvi sair do quarto, porém quando estava próximo da porta uma loucura passou pela minha cabeça.

— Princesa Susana se sente melhor? – perguntei a olhando sério.

— Sim Majestade, a sopa que me mandou me ajudou muito. – ela sorria com doçura e gentileza, eu podia ver em seu olhar que ela estava agradecida de verdade.

— Pois bem, mandarei Lucia vir ajudá-la a se trocar, vamos dar um passeio. – ela me olhou assustada sua boca formou uma linha reta e seus olhos estavam tensos. – Irei lhe mostrar como é lindo o pôr do sol visto das terras narnianas. – quando acabei de falar ela sorrio timidamente, deixando um sorriso idiota em meu rosto.

Notas finais
Espero que tenham gostado, por favor, quem puder comente, isso me anima muito!!! Beijoooos até próximo!!! ♥ ♥ ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.