The Revenge of Love
2 O premio da noite está conosco!
Notas iniciais
OOOOOI meus amores, tudo bem?
Esse capitulo é especial, quem quiser na hora que o Cas e o Pedro invadirem o castelo colocar essa musica e sempre dar play nela até acabar o capitulo, vai ter uma surpresinha.
https://www.youtube.com/watch?v=QNkum_WAuqI
Essa música vai se encaixar muito nos momentos da Su e do Cas!
Bom espero que gostem!
— Rei Caspian o Senhor tem certeza disso? – perguntou Pedro, encarrando o rei e amigo a sua frente.
— Com toda a certeza Pedro e se caso se recusar a liderar as tropas, será deposto de seu cargo. – respondeu Caspian de maneira fria. – Hoje você ocupa o lugar de Drinian, que Aslam o tenha, é o general, porém quem manda em tudo ainda sou eu!— Eu sei meu Rei, mas o senhor sabe o que povo está comentando sobre Rei de Thartus?— O que estão falando Pedro? – Caspian já estava impaciente, esperou dez anos para ter sua total vingança, durante esse tempo ele reergueu Nárnia, transformando a no maior reino de todos e lentamente ele ia atacando Thartus, implantando informantes, atacando alguns soldados, nada que provocasse uma guerra, mas que deixasse claro suas intenções.— O rei está muito doente, está beirando a morte. – Pedro se sentou de frente a seu rei e começou a contar tudo que sabia. – Dizem que talvez ele não aguente ver o casamento da própria filha. — Filha? Aquele ser imundo teve filhos? – perguntou ele confuso nunca nenhum de seus informantes havia mencionado este fato.— Sim Senhor, uma filha apenas, dizem que ela é doce e muito bela. Ela se chama Susana e está prometida ao príncipe Dash, príncipe da Calormânia. – Caspian nem esperou Pedro terminar e soltou uma gargalhada nervosa, deixando o amigo confuso.— Dois seres nojentos, os calormanos são patéticos, e os thartuanios um lixo para humanidade. – Caspian jurou no dia do enterro de seus pais que não importava quem fosse ele odiaria toda qualquer pessoa do reino de Thartus.— Sim Senhor, mesmo se unindo os reinos continuaram fracos. Porém o que me preocupa, é por que vamos atacar um reino que o Rei está quase morto? – Pedro estava impaciente, algo dentro dele dizia que não podia deixar Caspian completar sua vingança.— Isso é uma boa duvida Pedro. – Caspian se levantou e caminhou rumo à janela central da sua sala, de lá começou a admirar o seu magnifico reino. – Vá Pedro, treine as tropas e as prepare! Vou pensar em outra maneira dessa vingança ser tão cruel, quanto o que ele merece!— Mas Senhor, o Rei está doente! – disse Pedro assustado com o tom de frieza do seu rei.— Pedro obedeça minhas ordens antes que eu me arrependa de ter como melhor amigo e primeiro general. – o loiro não disse mais nada, apenas pediu licença e saiu da sala deixando o Grande Rei Caspian sozinho com suas feridas e rancor.Caspian sabia que logo a morte iria levar o Rei, mas queria que os últimos dias dele fossem dolorosos e sombrios como os seus últimos dez anos, um aperto veio em seu coração e a lembrança de sua família vagou pelo seu olhar, o doce abraço de sua mãe, a ternura e justiça de seu pai e o sorriso ingênuo de Isabelle sua pequena irmã, ela nunca teve o direito de ter o corpo enterrado. Caspian sabia que mesmo com seus grandes feitos, não era um grande rei como seu pai, já que seu coração era frio e calculista, entretanto a vida havia feito isso com ele e não tinha nada que ele pudesse fazer para reverter.— Não Caspian! Pense no seu objetivo não é hora de se deixar abater. – disse ele a si próprio enquanto olhava seu reino, de repente uma cena o chamou atenção, um homem estava chegando a casa, devia estar cansado, esperando pelo almoço, quando se aproximou do quintal da casa a porta se abriu e de lá saiu uma menina que aparentava ter cinco anos, saltitando se jogando nos braços do pai, que a abraçou e rodopiou como se ela fosse à coisa mais importante da sua vida. – É isso! – exclamou o Rei alto. — Como se ela fosse à coisa mais importante da sua vida!Caspian saiu afoito da sua sala, correndo por todos os corredores do castelo até chegar ao estabulo, onde suas tropas estavam selando seus cavalos para o grande ataque, todos olharam assustados para o grande rei que estava com uma expressão de cansaço, mas fizeram a referencia, esperando que ele se manifestasse. — Soldados! – disse Caspian alto. – Teremos uma mudança de planos hoje, não mataremos mais o Rei. – Pedro ficou aliviado, imaginando que seu amigo havia desistido daquela ideia de vingança. – Vamos sequestrar sua amada filha! Os olhos de Pedro arregalaram, todos os soldados se entreolharam, ninguém estava seguro com o novo plano do rei, porém não podiam contestar, afinal eram meros soldados e acreditavam cegamente em seu rei e salvador. Todos apenas balançaram a cabeça confirmando os planos do rei.Quando ele já estava saindo do estabulo, Pedro o seguiu esperando se afastar de todos para conversar.— Rei Caspian! Espere! – Caspian virou esperando que o amigo se aproximasse. – Que plano doido é esse? Por que sequestrar a princesa?— Porque quero que aquele homem sofra Pedro! – ele revirou os olhos e voltou a explicar sua ideia. – Uma das maiores dores de um homem é perder sua família, aquele homem não tem mais esposa, a única coisa que ele tem é sua amada filhinha, imagina que horror estar com seus dias contados, morrer e não saber o que o seu pior inimigo fez com a sua filha. Ele nunca terá o descanso eterno, irá revirar no tumulo para sempre, sem uma resposta concreta.
— Caspian, isso é maluquice. Susana não tem nada a ver com isso! – disse Pedro, tomando as dores da princesa.— E o que você tem a ver com isso Pedro? Por acaso conhece a tão estimada filha do Rei?— Não Senhor! Nunca vi Susana pessoalmente! – mentiu Pedro, sentindo suas mãos suarem de nervoso.— Meus pais também não tinham nada a ver com isso. – o rei começou a levantar a voz, suas mãos estavam fechadas em forma de punho. – Isabelle era só uma criança e mesmo assim ele a envolveu, por que devo poupar alguém se ele não poupou ninguém? – Pedro olhou assustado paro o amigo que falava cada vez mais alto, Caspian percebendo que estava perdendo o controle, respirou fundo e continuou. – E não irei matar a princesa! Pelo menos não de cara.O rei nem esperou resposta, saiu andando para seus aposentos, para se preparar para a grande noite que teria pela frente.A noite havia caído, Caspian acabava de prender a frente de seu cabelo que já estava perto do ombro, se olhou no espelho respirando fundo, depois dessa noite, seus pais estariam vingados, pensou ele enquanto pegava sua espada a arrumando no cinto em seguida descendo para se juntar a suas tropas. — Que Aslam nos proteja!Caspian se reuniu as tropas, ninguém disse nada estavam todos apreensivos, Pedro ao seu lado esquerdo fazia uma oração para que Aslam os protegesse e que todos pudessem voltar para casa em paz, os soldados queriam logo raptar a princesa e voltar para suas famílias, podendo dizer a todos que estavam bem.— Eu e Pedro entraremos no castelo, para roubar a princesa. – disse Caspian chamando a atenção de todos. – Enquanto isso, a primeira guarda irá fazer nossa cobertura e a segunda rondar o castelo, a terceira guarda ficará pelo caminho para que ninguém ouse nos ferir no retorno. Todos entenderam suas obrigações? – um sonoro e unido “sim Senhor” ecoou pelo pátio, Caspian acenou e gritou. – Por Nárnia!Todos saíram cavalgando, o céu estava cinza, raios cortavam o céu, a lua estava escondida, gotas de chuva começavam a cair, os animais corriam o máximo que podiam algo dentro do coração de Caspian o mandava ir o mais rápido possível, enquanto o de Pedro pensava que o amigo estava procurando o próprio fim. Era o desfecho de uma ferida e talvez inicio de uma queda profunda. Algumas horas depois eles chegaram a Thartus, a cidade estava quieta todos deviam estar dormindo, apenas os lampiões estavam acessos, eles cavalgaram em direção ao castelo, cada tropa começou a desempenhar seu papel, Caspian e Pedro foram entrando no castelo, deixando que o exercito narniano massacrasse os inimigos.— Rei, onde deve ser o quarto dela? – perguntou Pedro golpeando com facilidade o estomago de um guarda que estava no corredor. — Segundo meus informantes, o segundo nesta ala. -- Eles já estavam próximos à segunda porta da ala leste assim que iam entrar Caspian impediu Pedro. – Pedro cole esta carta na porta, quero que logo que o Rei vier procurar sua filha, encontre minhas palavras, enquanto isso eu vou pegando nossa prisioneira. Pedro apenas balançou a cabeça concordando, pegando o papel da mão de seu rei, Caspian entrou com tudo no quarto recebendo como resposta um grito, fino e assustado. – Quem é você? E como ouça entrar nos meus aposentos? – gritou a jovem morena de cabelos longos, Caspian ficou um tempo sem reação, algo naquela jovem e em seu olhar cor de céu o deixou sem reação.— Sou o Rei Caspian e a partir de agora a senhorita é minha prisioneira. – ele avançou para perto dela, porém vou golpeado com algo na cabeça. – Droga! – disse ele caindo no chão pela dor na nuca, a princesa correu em direção à pessoa que havia golpeado o rei, entretanto ele havia sido mais rápido, ele se levantou e a puxou pelo braço, colocando a espada em seu pescoço, assim podendo encarar o menino a sua frente. – Quem é você?— Sou Edmundo, guarda da princesa e melhor amigo! – respondeu o jovem rapaz de pele branca e cabelos negros. — Por favor, o senhor quer a mim, o deixe ir. – Susana estava assustada, um homem desconhecido havia invadido seu quarto, perto da hora que ela iria se deitar e agora prendia seu corpo contra o dele com uma lamina em seu pescoço, mas mesmo assim ela não queria demonstrar medo. – Vai mate, corte meu pescoço, entretanto deixe meu amigo e meu povo em paz! — O meu problema não é com você Senhorita Susana, você só é consequência das atitudes de seu pai! – Caspian tentava ser frio, mas seu corpo estava revirando com a proximidade do cheiro e do corpo da princesa que estava coberto por uma fina camisola. Do nada um estrondo ecoou no ambiente e o corpo de Edmundo caiu no chão, Susana gritou, porém Caspian a segurou mais firme, Pedro olhou para o rei e para o corpo do menino desmaiado. – O que vamos fazer?— Pegue o menino, coloque em seu cavalo e o leve conosco! – Pedro colocou Edmundo no ombro e saiu andando pelo corredor. – Agora majestade é a sua vez.Caspian foi para pegar Susana no colo, porém ela golpeou o rei com um tapa, ela correu, mas ele logo a pegou pelo braço, a puxando com força, os corpos se trombaram e os olhos deles se encontraram, Susana por um tempo se perdeu na escuridão do olhar de Caspian, enquanto ele ficou encantado com a beleza da jovem, mas ela logo interrompeu o momento começando a gritar.— Faça o favor de me soltar. Meu pai e meu noivo irão acabar com você. – ela se debatia, socando o peito dele. – Acredite, se você me raptar, dois reinos irão acabar com você.— Primeiro, princesa, eu sou um rei, tome cuidado com a maneira que se dirige a mim, segundo nunca mais ouse me bater. – ele a segurou pelo pulso a puxando mais ainda para si. – Terceiro eu não tenho medo do seu pai invalido e nem do seu noivo frouxo. – ele não esperou mais nenhuma resposta a pegou no colo e a jogou no ombro, ela se debatia gritava para que ele a soltasse, porém ninguém a socorria e ele não respondia. Um guarda estava correndo pelos corredores e quando cruzou com Caspian segurando Susana no ombro puxou sua espada, Caspian rapidamente tirou a sua do cinto, golpeando o braço do rapaz e depois passando a lamina no pescoço dele. Susana olhava tudo assustada, sentindo raiva e nojo do homem que a carregava. – Você é um monstro!— Não menos que seu pai! – respondeu Caspian com raiva. Susana o xingou por ofender seu pai, ele respirou fundo e continuou em silencio, caminhando com ela para fora. Quando chegaram vários soldados de Thartus estavam mortos, os narnianos estavam em seus cavalos observando todo perímetro e golpeando qualquer homem valente de Thartus que tentasse se aproximar.— Vamos! O premio da noite está conosco! – Caspian colocou Susana no cavalo e antes que ela pudesse tentar descer ele subiu pegando as rédeas. – Homens! Está na hora de voltar para casa! Pedro que carregava o corpo desmaiado de Edmundo concordou guiando metade das tropas para a saída sul, enquanto Caspian guiava a outra metade para o norte. Eles cavalgavam rápido alguns soldados apareciam no caminho, porém eram mortos com facilidade pelos narnianos, Susana tentava conter sua respiração e articular um plano para fugir daquela situação. O dia estava amanhecendo, o sol estava começando a sair, o céu ganhava um leve tom de amarelo e os pássaros começavam a cantar, eles já estavam em casa, mais alguns passos estariam no castelo, Pedro estava tranquilo, Caspian se sentia desconfortável por estar com Susana tão próxima, enquanto ela se segurava para não dormir. — Ai! – gritou um soldado caindo de céu cavalo. Todos pararam analisando o homem caído, uma mancha de sangue manchava sua camisa deixando aparecer uma ferida profunda. — Temos um soldado golpeado meu Rei! – disse Adam, um dos soldados. —Ninguém viu que ele estava machucado? – perguntou Pedro descendo de seu cavalo indo em direção ao soldado.— Nós não sabíamos general! – respondeu Adam apreensivo. — Esse homem precisa de cuidados. – disse Susana se debatendo nos braços de Caspian. – Me solte! Alguém precisa ajudar ele. — Se acalme Susana. – gritou Caspian a segurando firme. – Pedro trouxeram os primeiros socorros? Antes que o loiro pudesse responder, um dos soldados gritou. – O moleque está fugindo! – Caspian olhou na direção que ele apontava, e Edmundo estava correndo com as mãos amarradas. — Três soldados, vão atrás dele e o tragam! – disse Caspian respirando para manter a calma.— Por favor, não o machuque. – suplicou Susana, Caspian apenas a ignorou então ela continuou. – Já cuidei muito das feridas de Dash me deixe ajudar seu soldado. Afinal de contas o que você pode perder? Eu estou cercada não tem como eu fugir. – Caspian a analisou desconfiado, sentindo um desconforto ao ouvir o nome do príncipe Dash, entretanto depois de um tempo desceu de seu cavalo e a pegou no colo para que pudesse descer também.
Susana correu até o homem caído, pedindo que Pedro se afastasse e a deixasse cuidar dele, ela rasgou um pedaço de sua camisola, pedindo que o guarda que estava ao seu lado molhasse com água, em seguida limpando com calma e delicadeza a ferida do guarda. Depois ela rasgou outro pedaço de pano e amarrou lá para segurar o sangue que possivelmente ia sair. — Chegando a seu castelo alguém deve passar um remédio nessa ferida. – disse Susana, enquanto via Pedro ajudando o homem a subir no cavalo.— Vamos levar ele aos médicos princesa, tudo ficará bem. – respondeu Pedro sorrindo bobo para a princesa, era a primeira vez depois de anos que Pedro via a princesa tão perto. Caspian assistia a cena de longe, estava admirado com a delicadeza e bondade de Susana, ela estava se mostrando diferente do que ele imaginou, porém a proximidade entre ela e Pedro estava lhe incomodando. – Susana, volte para o cavalo. – ordenou ele, ela o olhou com ódio e antes que pudesse responder viu os três guardas voltando e um deles carregava Edmundo que agora tinha os pés amarrados. — Eu vou acabar com vocês guardem minhas palavras. O que pensam que estão fazendo amarrando meus pés? – Ed gritava tentando sair do cavalo. – Isso é ridículo, eu ainda posso fugir pulando.— Senhor, conseguimos pegar o menino. – disse o soldado caminhando para o final da tropa. – Por acaso podemos amordaçar ele? Ele não cala a boca. – todos caíram na gargalhada inclusive Susana, que via Ed observar o homem de barba e cabelo grisalhos com raiva.— Deixe o menino falar Jhow, não maltratamos prisioneiros sem motivos. – respondeu Caspian segurando o riso, enquanto caminhava em direção a Susana. – Todos vocês conhecem as regras narnianas, não lutamos por violência, mas sim justiça. – todos os soldados concordaram e voltaram a se arrumar para continuar a caminhada. – Princesa? Suba no cavalo, temos que chegar ao castelo.Susana bufou e foi para o cavalo negro que Caspian guiava, eles voltaram a cavalgar sem trocar uma só palavra, ela estava admirada com a beleza de Nárnia, quando era mais nova e ouvia histórias dessa terra inimiga, sempre falavam que lá era só tristeza e escuridão, entretanto seus olhos viam o contrario, o céu era claro o azul mais lindo que ela viu, a grama verde e macia, os animais corriam pelo terreno, como se estivessem flutuando, na aldeia tudo era bem limpinho, casas uniformes e bem arrumadas, fontes distribuídas por todos os locais, o povo era bem cuidado e protegido. — Por quê? – perguntou Caspian despertando Susana de seu encantamento.— Por que o que? – perguntou ela se virando um pouco para encara-lo. — Ajudou meu soldado. Ele nos ajudou a te raptar, você deveria odiá-lo. – essa duvida estava atormentando Caspian o caminho todo, como ela poderia cuidar de alguém que ajudou a sequestra-la.— Simples, ele me sequestrou por mando do seu amado Rei. – ela o olhava com raiva e em cada palavra ia aumentando seu nível de sarcasmo. – E não devemos negar ajuda a ninguém, se eu negasse ajuda a esse homem, se eu agisse com ele de maneira ruim como vocês estão agindo me sequestrando. Eu estaria sendo pior que todos.Caspian não disse mais nada, apenas encarrou seu castelo se aproximando e lembrou que da mesma maneira que Susana pensava, o seu grande pai o ensinou a pensar, porém hoje ele não conseguia mais dar amor a quem lhe deu ódio.
Notas finais
Bom foi isso, espero que tenham gostado, quem puder, por favor, comenta, eu fico muito feliz com os comentários!
Beijoooooooooos até a próxima.
Fale com o autor