The Revenge
1 Mess in the art room
Notas iniciais
Pov‘s Ally
Estava descendo as escadas de casa – a minha casa tem dois andares. O de cima ficam os quartos e os banheiros, os de baixo a sala, a cozinha e o estacionamento do meu pai. – Se eu estava preparada pra mais um dia sendo humilhada naquele colégio? nunca estive.
Enfim, assim que chego na cozinha vou em direção a geladeira. Tinha um bilhete grudado nela. Pego o mesmo e leio.
“Ally, eu e seu pai tivemos que viajar. Sua vó Hilda, a que mora no exterior, está muito mal e não podemos deixa-la só. Iremos passar um tempo fora até sua recuperação. Deixei dinheiro em cima da mesinha do seu quarto. Espero que se vire sozinha” — Penny
– ALLY! ALLY! ALLY! — Alguém gritava em frente a porta da minha casa. Trish.
Vou em direção a porta e abro-a. Encontro uma latina com um sorriso simpático no rosto, e um ruivo ao seu lado.
– O que vocês dois estão fazendo aqui em casa? — Perguntei, encarando os dois.
– Como eu sou super legal, super simpática, super amiga... — Trish dizia.
– E muito humilde também — Digo sarcástica, interropendo-a.
– A Trish tava querendo dizer, enquanto elogiava ela mesma, que vinhemos te pegar em casa pra ir a escola hoje — Dez se pronunciou.
– Vamos se não vão se atrasar — Gritava irritava a mãe de Trish, enquanto apitava o carro.
No caminho Trish e Dez discutiam a cada dez segundos, por motivos bobos. Eu não estava aguentando mais aquilo. Agradeci aos céus assim que chegamos no Marino High School. Dez fazia curso de fotografia, Trish de moda e eu de música, que infelizmente ficava na mesma sala que o loiro oxigênado.
– Meninas eu sei que vocês vão sentir minha falta — Ele colocou a mão no meu ombro — Só que eu tenho aula. Tchau.
– Eu também tenho que ir pra aula — Avisou Trish e saiu em direção sua sala de aula.
– Olha só quem chegou. AllysonGeek.Dawson– Se você imaginou que quem disse isso foi o loiro oxigênado, acertou em cheio.
– Jura, Mônica? — Se você quer vê-lo bravo, chame ele pelo seu nome do meio – Esperava mais você. AllysonGeek.Dawson? Esse não é o seu melhor apelido.
– Eu poderia ficar aqui discutindo com você. Mas eu falei com meu pai e descobri que a professora vai passar um trabalho em dupla pra compor uma música — Ah, o pai do Austin é diretor daqui – As garotas vão brigar por mim. Ninguém vai querer você Allyson.
O loiro entra na sala, em seguida eu também. Assim que entro ali vejo Brookie, Kira e Tilly vindo em minha direção. Kira ia dizer algo, mas antes que ela pudesse falar a professora entra na sala. E, assim como eu, todos que estavam em pé sentaram.
– Bom dia alunos! — Todos responderam, animados — Hoje eu irei passa um trabalho de dupla. Vocês tem uma semana pra me trazerem uma música pronta composta por vocês.
– Eu vou fazer com a Cassidy — Dallas diz.
– Desculpe senhor Centineo, mas vai ser por ordem da chamada. — Ela pega uma folha. Deduzi que fosse a lista de chamada — Allyson Dawson e Austin Moon.
– Ah, não. Eu faço qualquer coisa, menos trabalho com essa garota — Ele me olhou com os olhos semicerrados. — Eu sou filho do diretor e eu vou reclamar com ele por fazer algo contra minha vontade.
– Você pode até ser filho do papa — a sala riu com o comentário da professora – Já está decido. Arrumem um jeito de se entederam ou os dois perderão a nota.
~//~
Pov‘s Austin
Acho que a aula deve ter cido entediante como sempre, pois nos primeiros cinco minutos dela já estava durmindo. Acordei com o sinal anúnciando o intervalo. Vou ao refeitório seguido de alguns amigos, todos populares. Foram Kira, Brookie, Tilly, Elliot e Dallas.
Nosso refeitório sempre era divido assim: uma mesa sentavam os nerd‘s, em outra ficavam as líderes de torcida, do lado os jogadores do time de basquete – que não tiravam a camisa do time – e a que eu ficava, que era a turma dos populares “riquinhos” do colégio.
– Que azar Austin. Vai fazer o trabalho com aquela nerd — comenta Tilly.
– Ah, eu pensei que era um pesadelo — resmungo – Eu vou dar um jeito dela compor a música toda sozinha.
– E como você vai fazer, espertão? Essa garota pode até ser estranha. Mas ela é muito inteligente — Dallas diz.
– Uma coisa é ser inteligente e a outra é ser esperta — olhei para a mesa em que Ally estava – Além disso, o que o meu charme não consegue?
Derrepente sinto alguma coisa leve bater em minha cabeça, uma bolinha de papel... Mas quem faria isso? Ah, Ally Dawson. Olho pra mesa em que ela estava e ela fez tipo “mimica” pra eu ler o que estava escrito no papel. Desamaço e nele Ally pedia pra eu encontra-la na sala de artes, então eu fui lá.
– Espero que ninguém tenha visto eu entrar aqui com você — digo, e Ally revira os olhos.
– Austin senta aqui! — ela aponta pra uma das cadeiras ao seu lado – Porque você me odeia?
– Porque você é muito nerd, e tem um jeito estranho. Já devem ter te dito isso antes.
– Mas pelomenos dessa vez tenta esquecer isso – ela pega na minha mão, um choque percorreu meu corpo, mas ignorei — Eu sei que a gente briga desde que eu cheguei nessa escola, mas isso é importante, então vamos tentar nos entender.
– Tá bom, mas na frente dos outros não — Ally me olhou perplexa — A gente vai fazer o trabalho junto, mas depois esquece isso.
Ela passou dedo na tinta vermelha que estava em sua frente, depois colocou em meu nariz e começou a rir desesperadamente, e eu não aguentei e ri junto.
– Você tá parecendo um palhaço — falou quase sem ar, pois riu muito.
– Achou isso engraçado, Dawson? Então olha isso – peguei a tinta preta e um pincel, e desenhei uma “bigode” nela. Dessa vez eu que comecei a rir igual a um retardado.
Ela tentou revidar, depois eu, daí derrepente já estavamos em uma guerra de tinta. Correndo pela sala de artes, sujando quase tudo por lá. Nem percebemos o tempo passar, pois o sinal tocou bem rápido. Então, eu e a Ally olhamos ao redor e percebemos a bagunça que fizemos.
– Austin? E agora? — ela pergunta preocupada — A aula já vai começar e o olha o que a gente fez. A professora vai nos matar.
– Tive uma ideia – a puxei para uma sala bem pequena dentro da de artes, era quase um armário, onde a professora guardava materiais, onde só a sala de artes tinha.
– OQUE ACONTECEU AQUI? — ouço um grito estérico vindo da sala, era a professora – QUEM FOI O RESPONSÁVEL POR ISSO?
Eu e Ally nos olhamos, ao perceber o silêncio que estabeleceu naquela sala. Os alunos iam ser castigados por algo que não fizeram, isso preocupava muito a Ally e confesso que me encomodou um pouco.
– Tadinhos dos alunos, eles vão se dar mal e é tudo culpa nossa — ela sussurra.
– Nós temos problemas maiores – digo girando a massaneta da porta com toda força — Estamos presos aqui.
Continua...
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