The Redhead Twin

5 Elizabeth Potter e a Pedra Filosofal - The Golden Friends


Notas iniciais
Fantasminhas, por favor, comentem!!!

Elizabeth agitou-se na cama da enfermaria. Seu sonho era estranho, Harry estava virado de costas para ela, eles estavam no corredor da casa dos Dursley, os olhos de seu irmão pareciam com os de uma cobra. Ele sussurrava algo, ela não entendia praticamente nada, até que uma cascavel pulou em seu rosto, com as presas bem abertas…

Seus olhos não demoraram em se acostumar com a leve claridade ali. Sentia seu corpo cansado e pesado.

— Bem na hora, senhorita Potter. — ouviu uma voz rouca ao seu lado, era o professor Dumbledore.

— Hein? — perguntou confusa.

— Vejo que teve um bom sono.

— Oh… — ela pareceu se dar conta da realidade. — Onde estou?

— Na enfermaria, é claro.

— Por quê? — franziu o cenho.

— Oh, bem… Você precisou de alguns cuidados. — ele olhou para sua perna direita.

Ela estava elevada por um travesseiro, a coxa imobilizada e um curativo enorme, praticamente na coxa toda.

— O que aconteceu?

— Bem… Você foi atingida por um troll. — ele disse. — Quebrou alguns ossos e deixou uma ferida bem grande…

— Oh… — ela deixou uma lágrima cair. — Eu… Eu vou poder andar né?

— Mas é claro, Elizabeth! — ele sorriu, que fez com que ela sorrisse também.

— Que bom!

— Não foi fácil… Mas, professor Snape e madame Pomfrey fizeram um ótimo trabalho para te curar. E seus amigos vêm aqui todos os dias…

— E Harry?

— Serve aquele? — apontou para o moreno que dormia profundamente em uma cama ao lado da sua. — Tivemos que deixá-lo ali. Não saia nunca daqui.

Elizabeth riu. Ela faria o mesmo.

— Já posso sair daqui? — perguntou ansiosa.

— Creio que Madame Pomfrey vá querer deixá-la mais alguns dias aqui… E depois disso, você vai precisar usar alguns desses equipamentos trouxas.

— Você diz cadeira de rodas? — perguntou.

— Sim. Tudo bem pra você, senhorita Potter?

— Melhor do que eu esperava.

— Fico satisfeito, Elizabeth. — ele sorriu calorosamente. E com uma despedida amigável, saiu da enfermaria.

— Harry! — ela jogou algo em cima do seu irmão. — Harry!

O gêmeo Potter resmungou um pouco, mas se levantou rapidamente ao ver sua irmã finalmente acordada.

— Lizie! — ele a abraçou. — Que bom que acordou.

— Estou bem, Harry. — ela lhe tranquilizou quando viu ele abrir a boca.

— Foi desesperador, Elizabeth. — ele fungou. — Nunca mais quero ver você daquele jeito novamente.

— Vou ficar bem… Eu vou. — ela deu um beijo em sua bochecha, e depois limpando uma lágrima que escorria em seu rosto.

— É que… Foi desesperador. Ver você chorando daquele jeito… Nunca vi. — ele encolheu os ombros. — Depois você desmaiou e…

— Harry. — ela o interrompeu. — Não vamos mais falar disso, okay?

— Tudo bem, Lizie. — ele sorriu.

— Hermione e Rony? — perguntou pelos amigos.

— Não os deixaram entrar. — falou. — Só me deixaram porque… Bem, eu sou seu irmão.

— Hum… Claro.

— Mas eles vêm todos os dias. — disse com um sorriso. — Fred e George também ficaram preocupados quando souberam. Até tentaram explodir a porta, mas bem… Não deu muito certo. Mas que foi engraçado, foi.

— Não acredito que não vi isso. — disse chateada. — Cadê nossos amigos? Quero vê-los. — pediu entusiasmada.

— Por enquanto não, minha querida. — madame Pomfrey disse docemente. — Preciso que fique mais um dia em completo repouso. — o rosto de Elizabeth murchou completamente. — Amanhã você já pode voltar às aulas normalmente.

— Falando nisso… Quanto tempo eu fiquei desacordada? — ela perguntou.

— Bem, uma semana. — a ruiva arregalou os olhos. Todo aquele tempo? — Mas isso porque lhe dei algo para dormir… Ajuda a lidar com a dor.

— Como assim? — Harry perguntou.

— Foi um corte feio. Poderia estar doendo mais, e você dormindo, não sentiria.

— Oh… — suspirou em compreensão. — Muito obrigada. — ela sorriu.

— De nada, querida. — desta vez, olhou para Harry. — E o senhor Potter, já pode voltar para seu quarto.

— Mas… Eu…

— Amanhã ela já estará lá.

— Pode ir, Harry. — Elizabeth disse o tranquilizando.

Contrariado, Harry voltou para seu dormitório. Bem, Elizabeth não queria ficar a noite toda sozinha, mas seu irmão deveria estar cansado.

— Professor Snape. — ela disse feliz quando o viu se aproximar dela.

— Ouvi dizer que acordou, Elizabeth. — ele falou com um sorriso mínimo. — Como se sente?

— Bem melhor. Um pouco com fome, mas… Poderia estar pior.

— Nesse caso… — o professor fez um movimento com as mãos, e um verdadeiro banquete apareceu em uma mesinha improvisada em sua frente.

— Uau! Obrigada. — ela disse com um sorriso.

— Não sente dor?

— Nenhuma. — ela negou com a cabeça. — Só uma coceirinha por causa desse curativo chato…

— Bem, ele é necessário.

— Eu sei, mas… Coça. — ela disse envergonhada.

— Tentou mexer a perna?

— Não…

— Seria bom começar exercitá-la. Não andando, obviamente, tente levantar a perna e abaixar algumas vezes quando estiver deitada… Fará bem.

— Obrigada, professor. — ela disse sinceramente. — Me disseram que foi o senhor que consertou minha perna. Obrigada.

— Tive a ajuda da Madame Pomfrey, é claro.

— Já a agradeci. — ela pontuou. — Agora, agradeço você.

— Neste caso, imagina, senhorita Potter.

Elizabeth voltou a sorrir para Snape.

— Vou deixá-la comer. Tenha um bom jantar.

— Obrigada…

E quando ela ouviu o bater da porta, começou a comer desesperadamente. Não se lembrava de sentir tanta fome.

— Vai com calma, querida.

— Me desculpa, madame Pomfrey. — ela falou depois de engolir a comida. — Acho que não como há muito tempo…

No dia seguinte, Elizabeth foi levada pela professora McGonagall até o salão comunal de Grifnória, onde alguns alunos esperavam por ela.

— Elizabeth! — Hermione correu em sua direção, e a abraçou como pôde com ela sentada em uma cadeira de rodas.

— Senhor Potter. — professora Minerva o chamou. — Elizabeth não pode andar muito, evite o máximo. Ela ficará na cadeira de rodas, e quando quiser, pode usar as muletas. Ela vai precisar de ajuda por um tempo… Vejo que você terá diversos companheiros para isso. — falou enquanto olhava uma pequena roda envolta da ruiva.

— Me desculpa! — Hermione voltou a falar. — Se eu não tivesse me trancado naquele banheiro…

— Mione! — ela a interrompeu. — Não é culpa sua. — a tranquilizou.

— É minha culpa. — Rony falou baixinho. — Se eu não tivesse falado aquilo…

— Rony… — Elizabeth disse docemente. — A culpa também não é sua. Todo mundo erra, o importante é pedir desculpas.

— Bem, com isso não se preocupe. — Harry disse. — Somos amigos agora.

Os três sorriram cúmplices.

— Viu? Não foi de todo mal. — ela sorriu também.

— Elizabeth… — Harry começou a falar, mas ela não ligou para isso.

— Fred! George! — chamou feliz os gêmeos.

— E aí, tampinha? — George disse bagunçando seu cabelo. — Se divertindo sem a gente, é?

— George! — Fred lhe deu tapão na nuca. — Que coisa pra se dizer, eu hein…

Elizabeth disse que não se importava.

— Está bem? — o gêmeo lhe perguntou.

— Nunca estive melhor, Fred. — sorriu bem alegre. — Ainda bem que eu tenho todos vocês pra me levar por aí.

Eles riram. Kyle também estava lá.

— Acho que você não vai querer que Fred ou George te empurrem nessa coisa. — Rony disse com uma careta.

— Ora, e por quê não? — perguntou confusa, mas entendeu o aviso quando viu de relance um sorriso pervertido nos rostos dos gêmeos ruivos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.