The Red Strand
12 XII Katherine
Notas iniciais
Katherine nunca se sentira tão feliz em sua vida. Estivera a vida inteira sozinha, e agora tinha sete amigos maravilhosos, um namorado lindo, e um mentor irritante. Sinceramente, aquele sátiro baixinho era realmente irritante. Ele ficara falando por uma hora em seu ouvido o quanto ainda era criança para este tipo de coisa. Mas não foi isto o que derrubou o astral de Katherine. Foi Afrodite.
Depois de ouvir o sermão de Hedge, Afrodite a chamou em um canto. Disse que era um assunto muito importante, e com o som da festa, era impossível dizer algo. Katherine a levou a cabine de Annabeth, que Katherine nem sabia se ainda era sua, mas decidiu que ali era o melhor lugar.
– Shade... – começou Afrodite – agora me lembro deste nome.
– Se lembra?
– Sim. Seu pai... Chamava-se Jon Shade?
– Como sabe o nome de meu pai?
– Porque eu o conheci. Porque todos os deuses o conhecem.
– Conhecem...?
– É uma história que os deuses prometeram esquecer. Seu pai, Katherine, era um semideus também.
– Deve estar enganada. Meu pai nem sequer...
– Eu não estou – interrompeu Afrodite – Eu me lembro bem. Katherine, você sabe como seu pai morreu?
– Sim, em um acidente de carro.
– Porque sempre um acidente de carro? Não, querida. Hades mandou executa-lo.
– Hades o quê?
– É o que dizem. Seu pai era filho de Hades. Diz-se que ele confrontou os deuses, pronto para destrona-los. Mas o deus que Jon atacou primeiro foi seu próprio pai. Jon estava perto de conseguir uma vitória. Se tornaria rei do mundo inferior. Mas Hades é um deus, e deuses nunca morrem. Então Hades enfureceu-se com a atitude de Jon, e mandou executa-lo.
– Não... Mas Hades é meu mestre, porque nunca me contou? Porque me deu a bênção? Não é possível que Hades...
– Você não conhece Hades tão bem. Ele seria capaz de tantas coisas.
– Mas Hades... Não... NÃO! HADES NÃO PODE TER FEITO ISTO COMIGO!
Agora Katherine caíra na realidade. Lembrava-se das histórias que seu pai lhe contava, sobre os heróis da mitologia grega. Seus olhos brilhavam quando contava sobre o herói anônimo que tentara destronar os deuses. Quando Katherine perguntou--lhe sobre o final da história, este apenas dizia que já era hora de dormir. Katherine nunca chegou a saber o final.
Katherine também se lembrava de que seu pai às vezes saia sem lhe dizer nada, e a deixava com a babá. Katherine odiava quando ele fazia isso. Quando retornava, estava todo machucado e coberto de fuligem. E não lhe dava nenhuma explicação do que houve. Então, um dia ele saiu como qualquer outro, e não retornou. A polícia local bateu em sua porta de madrugada, e relatou o ocorrido à babá. Katherine ouviu tudo sem querer, pois levantara escondida para ver se era seu pai.
Agora, 7 anos depois, Katherine sabia da verdade. Seu pai não era um mortal comum, e não morrera em um acidente de carro. Katherine estava abismada.
– Eu sei querida. Mas foi isso que aconteceu. Desculpe-me, mas você precisaria saber da verdade mais cedo ou mais tarde.
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