The Red Strand
8 VIII Katherine
Notas iniciais
Katherine foi dormir, após a conversa com Nico. Mas Katherine teve um sonho um tanto ruim. Hades apareceu em seu sonho.
– Não ouse me trair – dizia ele – você me jurou lealdade.
– Eu... Não o trairei. Voltarei a minha rota, assim que ajudar Nico.
– Nico sabe se virar sozinho. E você precisará de minha ajuda, se quiser salvar Annabeth. Eu não lhe darei nada, até cumprir o que pedi.
– Não precisarei de você. Sabe que Afrodite é quem vai ajudar.
– Continue pensando assim, e só trará sofrimento a seus amigos.
– Sofri... Mento?
– Escute o que digo Shade. E seus amigos sairão ilesos.
– Mas eu já disse que farei o que pedir, depois de ajudar a eles. Não se preocupe, pagarei minha divida.
– Pagará? Quando pagará? Eu não tolero atrasos! Não ouse me desafiar, garota patética.
– Não se preocupe. Pagarei assim que puder.
– Não ouse desviar-se da rota. Volte ao trabalho, e seus amigos ficarão bem.
Katherine acordou com alguém a cutucando. Olhou para cima, e viu Nico.
– Bom dia, Katie. Já é de manhã, e Afrodite está aqui. Venha rápido.
Katherine olhou no relógio, e percebeu que já passava das 10. Olhou no espelho, e percebeu que estava horrível. Empurrou Nico para fora do quarto, e fechou a porta na cara dele.
– Ei! – queixou-se Nico.
– Me desculpe! E não me chame de Katie!
Katherine ouviu risos atrás da porta, e percebeu que nunca vira Nico rir. Só por curiosidade, abriu a porta para vê-lo sorrir.
– O que foi? – Nico parou de rir, e corou.
Katherine sorriu, e fechou a porta. Vestiu uma troca de roupas que os semideuses haviam deixado para ela – uma camiseta laranja do acampamento, jeans surrados, e um all star preto novinho – e se dirigiu rapidamente ao convés.
Havia uma mulher bela no convés. Seu cabelo era dourado como ouro, e seus olhos, verdes como esmeralda. Sua imagem tremulava e mudava, e seu cabelo passava a ser vermelho como rubi, e seus olhos um azul tão limpo como o céu. As duas imagens faziam Katherine se dar conta que qualquer mulher bonita que já vira não chegava aos pés da deusa.
Katherine percebeu que a estava observando, e se curvou.
– Lady Afrodite.
– Ora, vejam só. Que garotinha meiga! Quando foi que a trouxeram para cá? – Afrodite riu encantada. Katherine corou. – Qual seu nome, querida?
– Sou Katherine Shade.
– Hum, Shade? Já ouvi algo assim em algum lugar… Bem, então Nêmesis pode fazer filhos belos? Esta é nova para mim.
– Lady Afrodite – adiantou-se Percy – receio que temos um pedido a lhe fazer.
Afrodite riu.
– Percy, Percy. Quer uma dose de meu afrodisíaco? Ou quer apenas uma poção do amor? Se quiser, te dou até a dica de minha beleza.
– Receio que não, Milady – disse Katherine – É um pedido um pouco mais complicado.
– Pois não, estou a seu ouvido.
Katherine começou a contar a história do fio vermelho, e Afrodite fez menção para que parasse. Afrodite já conhecia aquela história. Então, Katherine contou sobre a morte de Annabeth e seu plano.
Afrodite balançou a cabeça negativamente.
– Desculpe querida. Sou a deusa do amor, mas não teço fios. Talvez eu não seja a deusa certa a ajudar.
Katherine sentiu seu mundo desabar, e Percy começou a se irritar. Katherine fez sinal para que Percy se acalmasse.
– Desculpe incomodá-la, Milady.
– Ah, que isso. Quando precisar de minha ajuda, é só me chamar, querida.
E Afrodite desapareceu em uma nuvem rosa de purpurina.
– Ótimo. Satisfeita agora? Seu plano é um fracasso! – disse Percy, com arrogância.
– Percy! A culpa não é dela... – defendeu Nico.
Percy o olhou irritado. Então saiu, batendo os pés.
Katherine correu para sua cabine, enquanto Nico gritava às suas costas, para que esperasse.
Katherine se trancou em seu quarto, e começou a fazer as malas. Não era muita coisa, apenas seu jeans preto com rasgos, sua camiseta de caveira com laços e seu all star preto com caveiras cinza. Tudo estava limpo e dobrado em cima de sua cama, e Katherine se sentiu mal por ir embora, e não poder retribuir. Katherine pôs tudo em uma mochila e saiu apressada. Nico parou-a no corredor.
– Você não vai a lugar algum
– Desculpe Nico. Eu não posso ficar mais. Foi ótimo o tempo que passamos juntos, mas não posso. Tenho que ir agora.
– Eu vou junto.
– Não, não vai. Você deve ficar. Os semideuses precisam de você para derrotar Gaia.
– Eu não me importo. Não me importo se os deuses me escolheram. Eu não quero ser o 7º. Eu não quero fazer parte desta missão. Eu quero ir com você, não importa se você me quer junto ou não.
– Mas e Percy? Vai deixa-lo mesmo? Você precisa protegê-lo.
– Percy pode se proteger sozinho. Eu não poderia protegê-lo nem que quisesse. Ele não deixaria. Ele pode se virar, e eu acredito nele. Deixe-me ir com você, por favor.
Katherine desviou os olhos. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e ela não queria que Nico a visse chorar.
– Apenas me deixe fazer isto, Nico.
Katherine o empurrou e correu até o convés. Nico a seguiu.
– Não pense que vai se livrar de mim tão facilmente, Katie.
– Não me chame de Katie, cara de zumbi.
Katherine subiu na amurada, e Leo gritou para que ela parasse. Katherine o ignorou e pulou. Escutou Nico gritando. Katherine não contava que o navio estivesse em pleno ar. Não achou que ele voasse. Mas, Katherine apenas assoviou, e um vulto negro voou em direção a ela, e a pegou antes que chegasse ao chão.
Puro Osso estava exatamente como se lembrava. Um pégaso com apenas os ossos, envolto de uma sombra negra. De seus olhos e nariz saia fogo grego. Puro Osso não era o melhor nome para um pégaso zumbi, mas Katherine tinha apenas 7 anos quando o nomeou, quando fugira do orfanato e Hades o dera de presente para que pudesse se locomover.
Katherine montou Puro Osso, e Nico gritava para que ela esperasse. Katherine não esperou. Precisava seguir as ordens de Hades, e se livrar de Nico. Seu coração palpitava a cada impulso que as asas de Puro Osso dava. Sentia dor no coração, pois não queria deixar Nico.
Minutos depois, Nico apareceu atrás de si, em cima de Puro Osso. Katherine gritou, assustada, e Puro Osso relinchou com o novo peso.
– O que raio está fazendo aqui, di Angelo?! – gritou Katherine, tentando falar mais alto que o vento.
– Esqueceu-se que sou filho de Hades? Faço viagem nas sombras. Seu cavalo é uma sombra ambulante.
Katherine não podia deixar de sorrir. Estava feliz por Nico insistir tanto em acompanha-la.
– Então, onde estamos indo?
– De volta à ilha.
– Por que tem que voltar lá?
– Tenho uma missão lá. Seu pai me mandou para lá. Explico mais detalhes depois.
E voaram em silêncio o resto do caminho.
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