The Red Rose

1 Capítulo 1 - Fica


Notas iniciais
Olá de novo! Lady Freak esse cap é dedicado a você..espero que goste!

\"Prometo te amar mesmo no amanhecer mesmo na tempestade
Vou estar lá pra te aquecer se o tempo se arrastar se eu perder a cor lembre dos nossos planos na alegria e na dor fica...\"
Liah.
Capítulo Um — Fica.

Pov\'s Elizabeth

\"Eu sabia bem que as coisas nunca seriam fáceis. Sabia que a vida e o destino sempre impunham obstáculos no caminho que se percorre ao longo da estrada para a eventual felicidade. Eu sabia que o amor que eu sentia era único, e que eu tinha que viver aquilo,eu precisava viver aquilo. Mas quando tudo acaba de uma forma assustadoramente vil e triste como seguir em frente? Como sorrir quando tudo que você tinha se foi sem nem ao menos um adeus? Como se despedir da única coisa que te faria feliz?\"

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Os primeiros raios de sol entravam deliberadamente pelas frestas da janela começando a iluminar todo o quarto. O sol tímido não era capaz de ocultar o vento que vinha do leste, numa anormal brisa gélida que fazia meu rosto formigar. Eu quase podia ouvir as rajadas de vento entrelaçando-se por entre as árvores que se mantinham no norte da pequena fazenda, tornado-as dançantes com suas folhas esvoaçadas pelo vento. A exótica brisa gélida fora de rumo se instalou por todo o quarto, entrando pelas frestas e soleira da janela, era inevitável o ranger dos dentes e o habitual arrepio que o frio causava.Me entrelacei entre os lençóis,envolvendo-os com uma urgência exagerada. Um sorriso brotou em meus lábios ao sentir a confortável sensação de estar aquecida.
O som do galo cantando se estendeu uníssono, por toda a pequena fazenda. O sono se acomodou com uma intensidade perspicaz fazendo a inconsciência me atingir e me tele transportar para o mundo vago dos sonhos.De fato isso não perpetuou por muito, não com os gritos histéricos da minha irmã mais nova.

- Elizabeth! Elizabeth, acordaaa!! — ela gritou. Eu tentei me concentrar no sono até os gritos se tornarem insistentes de uma forma que simplesmente não pude mais ignorar.

- O que está havendo,Beatriz? — eu disse com um certo mal humor. Minha voz soou rouca devido ao sono, mas não me mexi nem um centímetro de onde eu estava.

- Nicholas! Nicholas está no celeiro, ele deseja vê-la. — ela pronunciou com gritinhos histéricos. No momento que ela pronunciou seu nome meus olhos se arregalaram de espanto, meu coração parou e nasceu um crescente sorriso em meu rosto.

- Nicholas? — eu lhe disse me levantando rapidamente.

- Sim, e... Mamãe e papai não estão em casa, eles foram até a cidade vender a colheita de milho! — disse animadamente.

- Beatriz, ajude-me a vestir algo apropriado. — eu disse indo em direção ao armário que continha os poucos roupas que eu possuía. Amparei em minhas mãos um vestido que era o que eu sempre usava em ocasiões especiais, não que eu fosse em muitas festas. Esse vestido era o melhor que eu tinha, eu o utilizava apenas para comparecer as missas aos domingos.Era amarelo, revestido de linho, com um leve bordado de cetim sobre as bordas arredondadas.

Nicholas! Meu coração acelerava só de recordar seu nome. Sua imagem fluiu de uma forma tão nítida que eu quase podia ver sua pele alva, seus olhos castanhos, seus cabelos cacheados.Quase podia sentir seu abraço esmagador, meus braços finos e delicados envolvidos nos seus cheio de músculos.

Lembrava-me com tanta clareza do seu sorriso, seus olhos desafiadores, e do seu terno amor. Sim, eu o amava de uma maneira imensurável e até incompreendida.
Como senti sua falta, ele se fora durante uns míseros dias e eu senti tão afinco cada segundo em que esteve ausente de minha companhia. Senti falta dos seus lábios aos meus, sua língua exploradora, seu olhar infiel, traidor... Senti falta do desejo e da paixão que exalada de sua pele.
Eu queria Nick, sim. Eu queria e muito. Mas meus pais não compreendiam que o fato dele não obter bens financeiros, nem milhares de notas em sua conta bancária não me incomodava. Eram tão egoístas que exigiam que eu deixasse minha felicidade numa redoma inatingível, escondida para uma eternidade restrita.

Eles queriam que eu me casasse com algum milionário para quitar as dívidas que meu pai adquirira nos jogos em que ele tinha o vergonhoso vício. A pequena fazenda era o único bem que de fato nos pertencia e estava a um triz de escapar por entre nossos dedos. Meu pai para conseguir um prazo mais prolongado para a devida quantia hipotecou-a deixando-nos em uma situação crítica ao qual a solução era praticamente impossível de se resolver. Nós seríamos despejados com nossos restantes pertences, jogando ao vento toda a dignidade que era o único bem contido em mim.

Assim que eu me prontifiquei de que estava adequada, circundei a sala de estar, atravessando o corredor estreito e estando frontal a porta velha da casa. A porta abriu pesadamente, fazendo um alarde estridente de um rangido alto. Podia ouvir os passos da minha irmã se estendendo apressadamente atrás de mim, mas eu não me importava. Não hoje.
Eu prossegui em meu caminho de forma bastante instintiva e assim que eu me postei ao clarão da manhã, o vento, as folhas secas em formas de espirais... Eu corri. Corri com o ápice que o meu corpo sustentava. Quando acerquei o estábulo, capturei com vigor o portão de madeira velha contida com farpas que feriam as mãos se não tivesse cautela. O portão abriu-se abruptamente e colidiu com um monte de feno que estava num canto próximo dali,fazendo-os despencar ao chão. O som que se posicionou fez alguém se movimentar dentro do estábulo que estava abarrotado de ferramentas para as práticas do campo. Senti meu coração bater numa frequência quase inumana quando eu fitei de vislumbre sua silhueta, os seus cabelos cacheados, e a curva da sua boca tão bem desenhada. Em um movimento ágil ele se inclinou em minha direção e me fitou de uma forma que eu percebesse seus olhos.

Seu sorriso surgiu tão mágico como sempre, todavia, não pude deixar de notar como aquele era de tal forma tão peculiar. Era tão luminoso... Senti naquele instante o quanto aquele sorriso me fez falta... E de fato o quanto ele lamentou não ter praticado isso antecedentemente. Vi seu dorso largo se envolver dolorosamente entre meus braços e costas num abraço esmagador. Finquei minha face em seu ombro e pescoço sentindo-o reconfortante, sentindo seu aroma tão másculo e propriamente íntimo. Senti sua respiração entrecortada próxima aos meus ouvidos, me apartei lentamente para poder fitá-lo com precisão. Nada tinha importância naquele momento só me certifiquei de aproximar o vácuo imenso que separava nossos lábios. Nick depositou suas mãos espalmadas em minhas costas, descendo com sutileza até a minha cintura depositando ali, num gesto afetuoso. Beijamo-nos extraindo toda a saudade armazenada, evocando a paixão perspicaz diante do ato contínuo. O fôlego renunciou aos meus pulmões, e a respiração se tornou quase nula. Apartei-me de seu abraço para encontrar o ar desaparecido.

- Senti tanto a sua falta. — disse num sussurro tão baixo que eu mal tive certeza de que havia mesmo pronunciado aquilo.
- Eu também. — eu respondi no mesmo tom. — Aconteceu algo? Sua família está bem? — perguntei. Nick havia ido visitar sua família que habitava uma cidadezinha próxima a nossa. Voltaria apenas em alguns dias.
- Está tudo como deveria estar. Simplesmente não consigo me manter longe de ti. — declarou abertamente e aproximou seu rosto do meu, fazendo nos tocar novamente. Seu corpo era febril, ardendo quando tocava a minha pele. Eu sentia a maciez, os pêlos grossos contra os meus quase nulos. Suas mãos envolveram as minhas acolhedoramente. Contraiu-a com mais força, apertando-a,me fazendo perceber o quanto ele estava ao meu lado. Aquele ato em si, despertou-me uma sensação inusitada assim que meus olhos chocaram aos seus. Um sentimento de curiosidade e medo se instalou quando vi um pesar em seus olhos...Como se talvez ele quisesse dizer-me algo.
Porém não deixei aquela sensação se instalar. Não podia, não queria e não faria isso.

Só me aproximei dos seus lábios e o beijei novamente vendo como o vento nos golpeava cada vez mais eficaz, vendo como o reflexo do sol fazia seu rosto ficar belamente iluminado e como a sombra ao chão se tornava tão distinta, curiosa e incrivelmente verdadeira.

Notas finais
Espero que gostem ! Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.