The Red Cap
1 Um Dingo!
"V-v-vocêê..!!", Aquele cara realmente não estava ajudando a situação, "V-Você!!!!!", não me lembro se era raiva ou aquela porcaria de paisagem que simplesmente não mudava mas eu estava ficando nervoso.
"VOCÊÊÊÊ!!!!!!!", Gritei.
"QUE QUE FOI MEU?!! PARA DE GRITAR E ACORDA!"
"A-acordar?", Naquela hora eu estava realmente confuso.
"Você sabe oquê é cair da cama?", aquele jovem me disse aquilo ironicamente falante.
"???", Fiz uma cara de 'hã?' ele me apontou o chão.
"assim ó..."
BURUFT! Só reparei no estrondo que fiz quando cai de cara no chão. Meio estranho já que o meu 'ninho' só tinha 15 centímetros.
"Musenga!", disse entre murmúrios enquanto tentava me arrumar. Só consegui pensar no sonho que acabara de ter. Parecia um mundo sem relevo nem céu onde tudo era branco até o horizonte.
Acho que mais estranho ainda era aonde eu acordei. Meu quarto! Exatamente do jeito que estava ontem e hoje cedo. Naquela época eu não me orgulhava muito aonde eu morava. Uma zona residencial bem na periferia da cidade da baía, com cheiro de esgoto na rua, rachas e perseguições na madruga, e o pior, os gatinhos da vizinha de baixo do meu apê com aqueles desádoráveis gatinhos.
Minha casa também não era, sei lá, uma casa. Minha cama era um cochenete, em vez uma sala, lá estava algo que um dia foi uma teve em um 'hackzinho' de madeira bem velho, e um pc mais barato que o meu chinelo. Tirando aquele cômodo quadrado que eu chamava de 'quarto-sala' só tinha um armário sem uma porta e um banheiro.
Depois que me toquei que tudo aquilo tinha sido apenas um sonho, suspirei olhei para cima (talvez esperando ver algo sobrenatural (de novo)) e procurei meu dispertador entre uma montanha de saquinhos de salgadinhos e garrafas de iogurte.
Achei! Mas estava sem os ponteiros, e continuava a funcionar "... Oooookeyyyy.", disse enquanto olhava aquelas duas bolinhas vermelhas sobrepostas fazendo tic-tac.
"....por intuição então,......... acho.......", pensei nisso tentando achar uma janela para ver se estava claro ou escuro. Nem noção de tempo eu tinha naquela hora.
Fiquei vagueando que nem mosca, até perceber que a única janela lá era a do banheiro que estava fechada por drywall.
"Droga, vou ter que sair!", Eu realmente não queria sair da minha casa só para ver o lindo céu cinza, não natural, da minha vizinhança.
Fiquei sentado na privada, com a tampa fechada, tentando adquirir forças para sair daquele cantinho escuro e esquecido da cidade, até que eu me levantei fui procurar minhas roupas. Estava torcendo para não ser dia útil, por que se a school week ainda estava 'rolando' eu estaria bem ferrado.
Bang, Pá, Pumb! Depois de quase todas as roupas cairem em cima de mim acho que só faltou o armario cair.
Peguei oque parecia ser uma 'camiseta manga-longa de botão vermelha quadriculada', coloquei-a e arregacei as mangas até ficarem parecidas com mangas curtas e, lógicamente, coloquei uns sapatos. Eram estilo converse vermelho por sinal. Como já estava de jeans e com o meu boné, dei uns chutinhos naqueles montes de roupa espalhados no chão, tentei enfurnar eles de novo dentro daquele armário e empurrei as portas com as costas fazendo força para que ficasse estável.
Dei um suspiro e me dirigi para a porta que levava para o corredor do prédio. Uma porta com cupins na parte de baixo e com algo esverdeado em cima, me assustava as vezes, mas eu a abri. Do lado de fora um silênnnnnnnnnnnnnnnncio. Dava até dó de ter que descer aquelas escadas. Mas tudo bem, era só o primeiro andar mesmo. Sai e encostei a porta, quando as trancas deram um 'click' percebi outro 'click' bem estranho.
Quando eu olho para trás a maçaneta da velha porta jazia na minha mão.
Fiquei pálido. Muito Pálido. Mas Pálido Mesmo!
"Duróga. Mierda. Oh shiet!", Já nem sabia oque dizer, o Loans iria enterrar vivo!
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