The Reason Why I Smile
26 Little Things
Notas iniciais
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Eu resolvi dar o ar da minha graça kkkkkk'! Desculpem a demora, mas eu não sabia o que escrever, espero que gostem por que foi difícil kkkk'
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Boa Leitura!
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CAPITULO DEDICADO Á ISA MELO, OBRIGADA MINHA LEITORA LINDA E FOFUXA!
E OBRIGADA TAMBÉM A CAROL LETS MILENA, MENINAS, EU REALMENTE AMEI A RECOMENDAÇÃO DE VOCÊS!
ARLENE MARIA, LEMBRA QUE VOCÊ FALOU PARA MIM EM UM REVIEW BEM ANTIGO QUE ACHAVA QUE O LIAM DEVERIA CALAR A JÉSSICA ENQUANTO ELES TIVESSEM BRIGANDO? SEU DESEJO SERÁ CONCEDIDO KKKKK'!
26 – Little Things
P.O.V. Liam
__Estou bem atrás de você. – ela falou dando um sorriso de canto. Me virei e continuei andando.
Eu estava extremamente irritado. Eu pensando que as coisas haviam mudado entre nós enquanto pra ela ta tudo igual. Como pode uma coisa dessas? Ela me beija daquele jeito e ainda tem a cara de pau de fingir que nada aconteceu.
Talvez, ela não tenha se sentido da mesma maneira que eu. Jéssica sempre foi extremamente fria com todos os garotos com quem ela ficou, eu nunca me comportei diferente também. Garotas, garotas, sentimentos a parte.
Entramos no carro em silêncio. Jéssica ficou o caminho inteiro olhando pela janela e nem percebeu quando eu saí do carro, caminhei até sua porta e a abri, ajudando ela a sair.
O céu já estava escuro, mas a cidade estava iluminada, afinal, é Las Vegas a cidade que nunca dorme. Diferente das demais fachadas, o restaurante italiano tinha cores neutras, nada escandaloso como os cassinos ou as capelas temáticas.
Fomos até a recepção onde eu falei que tinha alguém nos esperando. Dei o nome do meu avô e nos direcionaram para uma das mesas perto do vidro onde meu avô olhava distraidamente para a taça de vinho que ele tinha na mão.
Puxei uma cadeira atraindo a atenção do meu avô, seu olhar passou de mim para Jéssica e nela ficou enquanto um sorriso tomava conta do seu rosto.
__Não vai me apresentar a bela jovem? – meu avô perguntou.
Revirei os olhos. Já vai começar...
__Eu sou Jéssica Walker. – ela falou sorrindo encantadoramente para ele. Bufei me sentando. Meu avô sempre foi um galanteador e isso passou pro seu filho (meu pai) e dizem que passou para mim. Meu pai herdou muito disso, ele sempre dá em cima das garotas bonitas, dá olhadas indiscretas e cantadinhas idiotas. Minha vó disse que eu saí mais romântico, o que ela não concordaria se visse o que eu costumo fazer com as garotas.
__Me perdoe, mas meu neto é um mal-educado. – ele falou me lançando um olhar repreensor, puxou a cadeira para Jéssica que sentou lançando um olhar desconfiado para ele.
__Ele não costuma ser mal-educado. – Jéssica defendeu.
__Bom saber disso, por que é assim que se trata uma garota. – sorriu para ela. — __Me lembro de você quando era pequena, sempre estava com Liam quando íamos visita-lo. É bom ver que continua com ele.
Sorri de lado.
__Temos um laço muito forte. – ela falou e senti uma ironia que me fez segurar a risada.
Meu avô franziu o cenho.
__Seu namorado não se incomoda com esse laço?
__Eu não tenho namorado. – ela falou dando de ombros. — __Acho que não estou preparada para os garotos.
Eles riram.
__Nós nunca estamos preparados até o amor dar um tapa na nossa cara. – meu avô comentou.
__E como você e a Marie se conheceram? – Jéssica perguntou curiosa.
Sorri de lado enquanto meu avô se ajeitava na cadeira.
__É uma história que merece ser contada. – falei fazendo Jéssica sorrir.
__Eu e Marie estudávamos juntos. Eu era o garanhão, o popular e ela era a mais tímida do seu grupo de amigas, a mais linda e com um jeito que me conquistou facilmente, só tinha um problema: Ela tinha namorado e o cara era um gigante. – eu e meu vô rimos, mas Jéssica continuava atenta. — __Nos encontrávamos as escondidas, não havia malicia do ponto de vista dela e nem do meu, por que para mim era inocente, eu só queria ficar o mais próximo possível dela.
__Ela terminou com ele e vocês começaram a namorar? – Jéssica perguntou em expectativa.
__Primeiro, o namorado dela nos pegou, foi horrível e nos brigamos. Marie não conseguia nem olhar na minha cara, ficamos muito tempo sem nos falar e eu não entendia o porquê, aí eu fui até a casa dela e conversamos, ela me falou que se sentia envergonhada e que pensava que era apenas mais uma pra mim. Eu assumi um compromisso sério com ela naquela noite e depois da escola, fomos para a faculdade juntos e no segundo ano ela ficou grávida e nos casamos.
__Awn, que fofos. – ela falou curvando a cabeça de uma maneira fofa.
O garçom anotou os nossos pedidos e saiu.
__Como... Como esta sua vó?
Eu e Jéssica nos entreolhamos.
__Ela tá bem. – dei de ombros. — __Mas sabe que ela é durona e mesmo se algo a estiver matando por dentro, por fora ela sempre vai se manter firme. É de família.
__Acha que eu tenho alguma chance? – ele perguntou apreensivo.
__Vocês são casados há 24 anos, acho que você é o homem da vida dela. Será que isso conta como chance?
__Certo, então você vai me ajudar?
__Claro.
Ele se virou para Jéssica.
__Seria bom ter a sua ajuda também, Jéssica. Você é mulher, pode entende-la e decifrar o mistério que a Marie é para mim desde que nos conhecemos.
Jéssica entortou os lábios.
__Me desculpe Sr. Bermannelli, mas eu só vou ajuda-lo se souber da história completa. O motivo por ela estar brava e o que o senhor fez, não tenho o direito de me intrometer em uma reconciliação na qual a Marie não esta feliz. – Jéssica falou olhando diretamente nos olhos do meu avô.
__É bem idiota. Ela me pediu em casamento, nunca nos casamos na igreja e no nosso aniversário de casamento ela queria mudar isso, só que eu estava muito ocupado e recusei.
__Você recusou casar com a sua esposa? – Jéssica perguntou chocada e meu avô assentiu. Ela começou a rir histericamente e foi muito estranho.
__E ela falou que já que eu não queria uma união religiosa com ela, eu deveria considerar se queria qualquer união com ela, por que ela não queria mais nenhum tipo de relacionamento comigo. – ele falou meio triste. Dei uns tapinhas amigáveis no ombro dele.
__Ta, eu tenho que dizer, por que tipo assim, minha língua ta coçando. – ela respirou fundo. — __QUAL É O SEU PROBLEMA? – nos assustamos e meu avô se encolheu. — __Cara, tua mulher quer casar com você no religioso? VOCÊ CASA E CASA CALADO!
__Jéssica... – fui interrompido pelo garçom que colocou nossos pedidos sobre a mesa.
__Jéssica... – meu vô continuou. — __Será que podemos começar com vocês tentarem convence-la a receber os empresários lá em casa, quer dizer, na casa da Califórnia.
__Ótimo, vai ser legal você demonstrar que até agora só esta se importando com o trabalho. – parabenizei irônico.
__Não, pra falar a verdade, é uma boa ideia! – Jéssica falou sorrindo. — __Tipo, ela vai ser menos relutante em aceitar a ideia se pensar que você não esta querendo reatar. Vai querer esfregar na sua cara que esta bem, mas vai aceitar a sua presença e assim vamos nos infiltrar e dominar!
Meu avô me encarou sorrindo.
__Ela é mesmo muito inteligente. – se virou para Jéssica. — __Você deveria trabalhar nisso.
__É isso por acaso, é uma profissão? – perguntou erguendo as sobrancelhas.
Ele riu.
__Não. – deu de ombros e começou a comer.
__Se vocês me dão licença, eu vou lavar as mãos. – ela falou se levantando e indo para o banheiro.
__Ela é muito simpática. – meu avô comentou.
__E hipócrita também. – resmunguei, mas ele ouviu.
__Por que você esta dizendo isso?
Respirei fundo.
__A gente se beijou e ela finge que não aconteceu.
__Mais um Bermannelli que foi fisgado. – ele zombou. Fechei a cara.
__Eu não fui fisgado.
__Foi assim com seu pai. Foi assim comigo e esta sendo com você. – ele sorriu. — __Nunca nos importamos com os sentimentos delas, até nos apaixonarmos, nunca nos importamos com ser ignorado até querer a atenção e o pior, nunca nos importamos com dar um beijinho casual em uma delas, até ficar viciado e querer mais.
Fiquei o encarando.
__Eu só fiquei um pouco surpreso, por que ela é minha melhor amiga e eu não esperava que ela agisse assim.
__Mentiroso, você não esta acostumado a ser rejeitado. – meu avô falou rindo. — __Mas era obvio que isso ia acontecer, você é feio pra cacete e ela parece um anjo.
__Obrigada, vô! Tô me sentindo bem melhor. – ironizei.
Meu avo colocou os braços sobre a mesa e se aproximou.
__Você quer ficar com ela?
__Não sei.
__Aqui esta um jeito de saber... Quando você chega perto dela, sente vontade de beija-la?
Considerei a ideia.
__Sim.
__Você acha que ela sente o mesmo?
__Não sei, ela me deixou confuso. Se ela sentisse o mesmo não teria fingido que nada aconteceu.
__Liam, ela é sua melhor amiga desde sempre. Vê você ficar com as garotas e dar um gelo nelas, como acha que ela se sentiu depois que te beijou? – dei de ombros. — __Tem também a parte de acabar com a amizade. Sem contar que talvez... – hesitou. — __Tenha outro cara na parada.
Bufei.
__E você sugere que eu faça o que?
__Se você realmente a quer parta pro tudo ou nada, a coloque contra a parede e exponha o que você sente e reze, pra ela sentir o mesmo. – falou voltando a se endireitar em sua cadeira quando percebeu que Jéssica estava voltando para a mesa.
__Repare nas pequenas coisas. – meu avô sussurrou.
__O banheiro tava cheio. – ela falou se sentando pesadamente.
Eu e meu avô nos entreolhamos e começamos a comer.
__Quando vocês voltam para a Santa Mônica?
__Amanhã à noite. – respondi e bebi um gole de Coca-Cola.
__Pensei que a gente ia hoje. – Jéssica falou franzindo a testa.
__Vou mostrar a noite de Las Vegas pra ela. – falei pro meu avô que sorriu.
__Ela vai adorar. – se virou para Jéssica. — __A noite daqui é muito animada e não importa a hora, sempre tem pessoas nas ruas.
Terminamos de comer e meu avô se levantou para pagar.
Jéssica agarrou meu braço que estava sobre a mesa, suas unhas me arranharam levemente.
__Liam, tem algo muito errado comigo. – ela cochichou.
__Você ta passando mal?
__Não sei... Tô me sentindo estranha.
__Estranha como?
__Tipo, lerda...
__Você é lerda.
Ela me lançou um olhar irritado.
__Não é o meu lerda normal, é forte! Sem contar... – deu uma risadinha. — __A vontade de rir, acho que dá para resumir em uma palavra: Brisa. Eu tô numa brisa muito louca.
__Você bebeu?
__Eu passei a noite inteira aqui do seu lado.
Ela se aproximou de mim e ai eu pude perceber que algo estava errado. Ela esta com a testa suando e os olhos meio perdidos.
__O que você comeu?
__Aquilo que eu comi aqui. Será que a água de Las Vegas é infectada?
__Não, se não eu também estaria doente. Você tem que ter comido alguma coisa agora que você comeu hoje de manhã.
Ela pareceu pensar.
__Não sei, mas ta tudo muito esquisito. – ela falou assustada e começou a rir.
__Quer ir para o médico?
__Ta louco? – ela falou rindo. — __Ta tudo numa boa e brilhante e lindo e cheiroso e você ta muito gostoso nessa roupa e eu tô com uma puta vontade de beijar você agora. – ela colocou a mão sobre a boca e a minha boca se abriu de surpresa. Jéssica começou a rir.
__O que você disse? – perguntei.
__Vamos pessoal? – meu avô falou ajudando Jéssica a se levantar, ela sorriu de um jeito engraçado para mim e se deixou ser conduzida para fora do restaurante.
***
__Nossa senhora da bicicletinha. – Jéssica falou abobalhada. — __Jura que vão sair fogos de artifícios dali?
__Juro. – falei sorrindo. — __Se você acha que é bonito assim espera pra ver quando começar a pegar fogo.
A agua parou de jorrar subitamente e várias tochas se acenderam enquanto os fogos começavam a sair da parte de cima e iluminavam o céu.
__Caramba. – Jéssica gritou e começou a pular animadamente.
Tava obvio que tinha alguma coisa muito errada com ela, mas parecia que ela estava feliz com essa coisa, caramba até eu tô ficando estranho.
Jéssica me abraçou apertado me dando um susto.
__Você ta sendo tão legal. – ela falou meiga. — __Pensei que estivesse bravo comigo.
__Por que eu estaria bravo com você?
__Por causa “daquilo”. – ela cochichou no meu ouvido.
__Daquilo o que?
__É melhor não falarmos disso.
__Responde. – falei rude. Ela se encolheu e eu mantive meu olhar duro sobre ela até ela se render.
__Por causa do beijo. – falou suspirando e tirou os braços que estavam sobre os meus ombros. Peguei na cintura dela a trazendo para perto de mim a assustando.
__E você gostou?
Ela olhou para o lado.
__Não quero falar disso.
__Responde Jéssica!
Ela ficou calada ainda olhando para o chão.
__Não gosto quando você grita comigo, o que eu fiz de errado? – ela perguntou doce e levantou a cabeça, me encarando com aqueles olhos verdes completamente encantadores.
__Você não fez nada. Sabe que às vezes sou um idiota. – comecei a guia-la pelas ruas iluminadas.
__Aonde vamos agora?
__Naquele show de piratas que eu te falei hoje cedo.
Fomos caminhando até o Tresure Island, não estava muito cheio já que ainda faltavam alguns minutos para o show começar. Jéssica foi comprar sorvete em uma barraquinha que estava próxima a nós.
__Cadê o meu sorvete? – perguntei olhando ela parar a minha frente com dois sorvetes na mão, ela tomava um pouco de cada um.
Jéssica franziu a testa.
__Era pra comprar um pra você?
Franzi a testa.
__Bom, acho que sim.
__Ah, desculpa! – ela falou rindo e estendeu um dos sorvetes para mim. — __Eu não tomei muito esse aqui não, se você quiser pode ficar. – quando eu ia pegar ela tomou. — __Ah, mudei de ideia. Liam, você não ideia do calor que eu estou. Tô precisando mais que você.
Gargalhei.
__Ta bom, pode ficar. – falei dando de ombros.
__Você é uma boa pessoa. – ela falou sem nem me olhar.
Não demorou muito para o show começar e as piratas meçarem a dançar no barco que fica na frente do cassino, tudo bem que elas não eram as mulheres mais gatas do Universo, mas dançavam que era uma beleza.
__Um bando de fubentas. Vamos embora, Liam num gostei daqui. – Jéssica falou perto de mim. Eu continuei olhando o show. — __Liam, eu tô falando com você seu fíduma égua!
__Hã?
__Vamos embora?
__Não. Aqui ta divertido. – falei sorrindo.
__Eu não estou me divertindo e quero ir embora, tudo que essas mulheres têm eu tenho também. Bunda e peito, se bem que eu tenho mais peito que elas. – ela falou brava.
__Já ta acabando.
__Para de ficar olhando para elas desse jeito.
__Que jeito, garota?
__Com a sua cara de tarado. – exclamou ela furiosa. — __Você esta me deixando irritada.
__Ta, ta, ta. A gente já vai embora. – falei sem tirar os olhos do show só para irrita-la.
Ela grunhiu. Só senti suas mãos em meus ombros me virando para ela e logo nossos lábios estavam colados.
Ela me deu um longo selinho e se afastou suspirando, percebi que ela estava nas pontas dos pés para poder alcançar a minha boca e ficar na mesma altura que eu, mas logo voltou a sua posição normal ficando na altura do meu ombro.
Me inclinei e a peguei pela cintura a trazendo para perto de mim.
__Parece que consegui sua atenção. – ela comentou sapeca.
__Acho que foi o seu método, ele com certeza é muito inteligente.
Ela riu e me abraçou. Dei uma leve rodopiada a fazendo rir, quando paramos, ela esta com os braços ao redor do meu pescoço e com o rosto bem próximo. Me inclinei e a beijei antes que ela fugisse.
Imediatamente ela correspondeu, pedi passagem com a língua e ela cedeu. Senti a mão dela subir pelo meu ombro, passar pelo meu pescoço e se posicionar em minha nuca, apertando.
O beijo foi reduzindo a velocidade, dei uma leve mordida na boca dela e prendi seu lábio inferior entre os dentes o puxando levemente. Jéssica se inclinou e repetiu o mesmo ato comigo me fazendo rir.
__Onde vamos... – a beijei de novo. Intensamente dessa vez e quando me afastei ela estava ofegante. — __Claro que você pode ficar com todo o meu ar... Eu não me importo.
Ela tentou me afastar, mas eu impedi.
__Cara, é impressão minha ou estamos agarrados? – ela perguntou lentamente.
__Te incomoda?
Ela olhou para os meus braços que rodeavam sua cintura e estreitou os olhos.
__Seria muito estranho se eu dissesse que não?
__Seria estranho se você dissesse que sim. Ainda não aceitou? Você me ama.
__Eu senti vontade de beijar você, é diferente. – ela falou rindo.
__Mentirosa. – provoquei.
Me inclinei e a beijei levemente. Ela abriu os olhos lentamente quando me afastei.
__Eu até responderia, mas eu tô me sentindo meio estranha. – ela falou colocando a mão sobre a testa. — __Tá muito quente.
__Eu sei que sou muito quente. – falei metido e ela piscou intensamente antes de me olhar, seu olhar estava perdido e sem foco. — __Você ta fingindo não é? Tipo, eu sei que sou gostoso e tudo mais, só que ninguém nunca passou mal com um beijo.
A perna dela fraquejou e eu a segurei antes de ela ir de encontro ao chão. Ela respirava rapidamente.
__Ei, ei, ei... Jéssica? – passei a mão pelo rosto dela e tirei o cabelo de seu rosto.
__Eu... Eu... – começou a rir. Ajudei ela a se recompor e ficar em pé. Ela se agarrou no meu pescoço e continuou rindo.
__Não tô entendendo o que você ta falando.
__Eu não tô falando nada. – falei confuso.
__Então faz algo que preste, me abana por que ta um calor do cacete. – ela balançou as mãos e riu. — __Sabe o mais engraçado? Minha mão ta com frio.
__Sua mão?
__Não... Meu pé. É claro que é minha mão, seu tapado. E é a desgraçada da esquerda. – ela falou apontando para a mão direita.
__Acho melhor irmos pro hotel. – falei preocupado. Eu nunca vi ela agir desse jeito, parecia desnorteada e confusa, sem contar a idiotice de rir até com o vento.
__Por quê? – ela perguntou decepcionada quando a ajudei a andar.
__Por que você ta agindo feito uma maluca e eu tô preocupado.
Ela me afastou.
__Eu não sou MALUCA! – gritou e começou a andar na minha frente completamente desequilibrada. Por um momento fiquei parado olhando ela se afastar. Qual é o problema dela? Parece até que esta drogada, paranoica, desequilibrada, inconstante, risonha e completamente animada, animada além da conta!
Como eu estava falando... Eu fiquei observando ela se afastar de mim cambaleante e antes de chegar a uma distância considerável ela caiu no chão, não tô falando de tropeçar ou trambicar no vento, mas sim cair desmaiada no chão.
Corri até ela completamente nervoso, agora me diz se eu não tenho motivo? A cachorra da Jéssica esta desmaiada numa calçada da Las Vegas Boulevard.
Peguei ela no colo, fazendo sua cabeça se encostar no meu peito e seu nariz no meu pescoço. Tive que caminhar umas duas quadras com Jéssica no colo, quando vi o carro quase me ajoelhei no chão e agradeci aos céus, mas se eu fizesse isso não levantava mais.
Coloquei Jéssica no carro e ela nem se moveu. Parecia morta, bom só não parecia, pois estava toda suada.
Eu dirigia apressado pelas ruas movimentadas de Las Vegas, revisando o olhar entre a estrada e a garota adormecida no banco do passageiro. Estacionei na frente do hotel e dei a volta no carro, peguei Jéssica novamente no colo. Nunca me encontrei nesse estado de preocupação.
Bom, seguindo o conselho do meu avô acho que essa é uma das pequenas coisas que devem ser reparadas.
Pequena coisa nº1: Preocupação além da conta. Acho que não pode ser considerada algo tão importante, ela é minha melhor amiga é natural me preocupar, sempre foi assim.
__Precisa de ajuda Sr. Bermannelli? – perguntou o manobrista.
__Não, obrigada. – entreguei as chaves do carro para ele. Entrei no hotel atraindo olhares que eu ignorei. Jéssica suspirou, agarrou minha blusa e afundou o rosto em meu pescoço. Pelo menos ela esta viva...
Procurei a chave na bolsa dela e abri a porta. Sorri ao ver a bagunça em cima da cama, um amontoado de roupas emboladas. Empurrei tudo pro chão e coloquei Jéssica sobre a cama, depois de ter que tirar suas mãos da minha blusa, tirei seus sapatos e coloquei sua bolsa no criado mudo ao lado da cama fazendo uma caixinha cair, peguei a mesma e abri encontrando um dos Brownies de hoje de manhã, cheirei ele e torci o nariz com o cheiro estranho. Peguei a caixa e joguei no lixo.
Liguei o ar condicionado e fui até a cama onde Jéssica estava dormindo. Beijei a testa dela e fui caminhando para a porta.
__Liam... – me virei.
__O que foi?
__Fica comigo. – ela falou virando o rosto em minha direção.
Franzi a testa.
__Você ta se sentindo mal? Quer que eu chame um médico ou alguma coisa assim?
__Eu quero que você fique aqui comigo. – ela insistiu com a voz sonolenta.
Caminhei até uma poltrona que tinha perto da janela e me sentei.
__Eu quero que você durma aqui comigo. – bateu na cama.
__Você ta muito folgada. – comentei rindo e ela deu um sorriso de lado. Me deitei na cama. — __Eu costumo dormir sem camiseta.
__Eu não me importo. – falou ela sem paciência. Tirei a camisa e joguei na poltrona perto da janela. Voltei a me deitar, com rosto de frente para o dela.
Ficamos nos encarando em silêncio.
__Eu fiquei preocupado sabia? Você desmaiou no meio da rua.
__Tô surpresa, você se preocupa comigo? O garoto mau se preocupa com alguém no final das contas.
__Achei que você soubesse. Eu já disse várias vezes isso. – dei de ombros.
__Eu não acredito em tudo que eu ouço. Tenho um problema com confiança em homens.
__Então não acredita em mim? Que eu me preocupo e faria qualquer coisa para te proteger? – perguntei chateado.
Pequena coisa nº 2: Eu me importo mesmo com o que ela pensa e isso é muito notável, já que eu nunca me importei com nada que nenhuma garota pensasse de mim.
Ela ficou me encarando.
__Tem uma coisa em que eu acredito. – sorriu e se aproximou, me abraçando. — __Eu acredito na sensação que eu sinto quando você me abraça.
__E qual é? – falei ainda bravo.
__Eu me sinto segura, de um jeito que eu só sentia com a minha mãe. – encostou o nariz no meu pescoço. — __Sinto que eu confio em você, que faria qualquer coisa por você, faz ideia de como isso é assustador?
Não respondi, apenas aproveitei a sensação de ela tão perto de mim.
__Eu não confio em muitas pessoas, você sabe como eu sou desconfiada, como estou sempre em alerta, como eu sou fria e prática, mas aí vem você e me mostra o mundo de um ponto de vista diferente, cuida de mim e faz eu me importar. – ela se afastou para me olhar nos olhos. — __Eu acredito em você e confio em você, apesar de não ficar falando o tempo todo. Só não me decepcione pode ser?
__Vou tentar. – falei sorrindo. Jéssica que traçava a minha bochecha sorriu de lado, seus dedos desceram pela lateral do meu rosto e foram para os meus lábios. Seus olhos encontraram os meus e ela logo voltou a traçar meus lábios concentrada.
Foquei minha atenção nela, seus cabelos estavam com leves ondas que estavam espalhadas pelo travesseiro, seus olhos estavam bem marcados pela maquiagem e sua boca completamente convidativa enquanto ela entortava os lábios.
Pequena coisa nº3: Eu estou muito atraído por ela.
Me aproximei fazendo nossos narizes se tocarem e abracei sua cintura. Jéssica franziu a testa confusa, mas logo desencanou fechando os olhos.
__Boa noite. – ela falou tranquila. Fiquei meio confuso, era só isso? Ela não ia me dar um beijo de boa noite ou comentar sobre o beijo?
Rocei nossos lábios para receber alguma reação, mas nada veio. Ou ela estava me dando um fora silencioso ou estava dormindo. Decidi arriscar.
Juntei nossos lábios, ela ficou parada até eu pedir passagem com a língua, aí ela começou a retribuir e colocou a mão no meu pescoço arranhando a minha nuca fazendo com que eu me arrepiasse. Dei uma mordida de leve na boca a fazendo sorrir entre o beijo.
Quando o beijo acabou estávamos muito próximos. Jéssica continuava de olhos fechados.
__Boa noite. – falei sorrindo.
Jéssica não respondeu. Bobinha, acha que esta enganando alguém fingindo que esta dormindo.
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Senti um estralo na minha bochecha e abri os olhos bruscamente.
__AÍ! VOCÊ ME DEU UM TAPA? – gritei.
Jéssica que estava sentada na ponta da cama sorriu.
__Sim.
__Na minha cara?
__Sim. – deu de ombros.
__Bem que você poderia bater em outro lugar. – provoquei.
__Não acho que você ia gostar, ouvi dizer que dói pra caramba. – rebateu. — __Agora dá o fora da minha cama, gracinha sem camisa.
Levantou da cama, foi até o armário e pegou uma toalha. Ela notou que eu não havia me movido.
__Eu disse agora!
__E isso deveria significar alguma coisa? Essa cama ta muito macia... – falei voltando a me deitar, com os braços atrás da cabeça.
__Mais é muita folga hein? – pegou minha camiseta e jogou em mim. — __Dá o fora!
__A noite de ontem foi tão boa que eu esperava outra recepção – ela ficou me encarando séria.
__Fico feliz que a noite tenha sido boa pra você. Problema seu se não gostou da minha maneira que te acordei, eu não sei por que deveria te acordar diferente já que a noite de ontem é um borrão na minha mente e por isso estou irritada e muito criativa hoje e posso tornar qualquer coisa nesse quarto em uma arma e...
__Perai... Você não lembra? Como assim?
__Sei lá, parece que eu tô de ressaca e só de tentar me lembrar a minha cabeça dói, mas é só questão de tempo.
A encarei tentando ver se era mentira, mas ela não estava demonstrando nada.
__Será que pode me dar um bom dia decente? – pedi.
__Bom dia. – ela falou entre dentes. Bufei.
Peguei minha camiseta e me levantei. Jéssica desviou o olhar de mim e olhava para a parede.
Ela tomou um susto quando eu dei um beijo lambuzado na bochecha dela.
__Seu filho de uma macaca fedorenta! – ela falou furiosa, me fazendo rir ainda mais. — __Não vou te chamar de FDP, por que tua mãe é legal. – continuei rindo enquanto ela passava a mão na bochecha ficando mais irritada.
__LIAM SEU BABÃO, SOME DA MINHA FRENTE!
Caminhei para a porta e saí ainda rindo.
__Aquele filho de uma maca fedorenta...
***
__Nossa é realmente grande. – Jéssica comentou.
__É o Grand Canyon, você queria que fosse como?
Ela revirou os olhos e me puxou.
__Vem cá, vamos tirar uma foto e não me olha com essa cara, caramba, é o Grand Canyon e merece uma foto.
Revirei os olhos.
__Faz uma pose bonita. – pediu. Peguei na cintura dela, enquanto ela erguia a câmera e tirava nossa foto. Ela espremeu o rosto no meu me fazendo sorrir e tirou outra foto.
__Eu fico bonito em qualquer pose.
__Lindo é o Usher. – ela falou se abanando. — __Aquele pedaço de chocolate fica lindo até do avesso.
O jeito que ela falou me fez sentir um ciúme muito forte que me fez soltar essa perola:
__Imagina que beleza o Usher no banheiro caga... – ela tapou minha boca.
__Cala.A.Sua.Boca. – falou rindo. — __Eu te odeio.
Me livrei da mão dela.
__Espero que essa imagem saía da minha mente, pro seu bem. – ela falou fazendo careta.
__Aposto que vai ficar muito ocupada para se lembrar disso no lugar onde vamos agora.
__É relacionado ao Usher? – perguntou com os olhos brilhando.
__Não. – respondi ríspido enquanto caminhávamos pela plataforma.
Ela riu.
__Este cheirinho que esta no ar, é de ciúmes?
__Eu não tô com ciúmes de você.
__Quem disse que é de mim? A sedução do Usher ultrapassa as barreiras da sexualidade. – ela debochou.
__Vai se fuder. – comecei a caminhar para longe dela que correu para me acompanhar.
__Ele ficou sem graça. – ela brincou.
***
__MEU DEUS, É O M&M’s WORLD. NÃO ACREDITO. É LINDO E CHEIROSO E COLORIDO E DELICIOSO... ME SEGURA, LIAM. ACHO QUE EU VOU DESMAIAR... – ela correu até a prateleira de bonecos. — __Olha que coisinhas mais fofas.
__Não tem muita graça não, nem é comestível. – falei pegando um e dando uma olhada.
__Podemos levar? – perguntou ela fazendo cara de pidona segurando o boneco marrom. Suspirei.
__Leva esse marrom aí.
__Marronzinha, ela é uma garota Liam. Podemos levar o vermelhinho. – pediu fofa. Assenti. — __E o verdinho?
__Leva um de cada corzinha. – falei irônico a fazendo rir. Ela pulou em mim animada e beijou minha bochecha.
__Por isso que eu amo você.
__Ta, não precisa puxar o saco.
Ela riu e pegou um de cada cor.
Seguimos o passeio, Jéssica pediu para que eu tirasse uma foto dela perto de um M&M’s gigante verde e eu tirei, segurando a risada.
Paramos na frente dos tubos mágicos, como disse Jéssica e bom, eu tenho que admitir que a vista era muito bonita mesmo.
Jéssica pegou um pote com um espaço para um pouco de M&M’s de cada cor e algumas garrafas coloridas.
Depois de pagar tudo, saímos da loja e seguimos pela rua entrando na próxima loja que era a da coca-cola.
Logo na entrada havia um urso grande pra caramba, com qual (Eu acho que nem preciso dizer) Jéssica quis tirar uma foto.
__Você é muito chato. – ela reclamou olhando a foto. — __Temos que registrar os momentos, para daqui a 10 anos quando olharmos essas fotos ver como aproveitamos a vida.
Revirei os olhos.
__Eu tenho uma boa memória. – garanti.
Depois de assistir a história da coca-cola, compramos umas latinhas e saímos da loja bebendo.
Quando chegamos ao hotel, por volta das duas horas da tarde. Jéssica e eu combinamos de ir para a piscina aproveitar o sol e comermos alguma coisa por lá mesmo. Fui para o meu quarto, tomei banho e me vesti.
A área da piscina até que estava vazia, haviam no máximo umas 8 pessoas, algumas nas cadeiras tomando sol e bem poucas dentro da piscina.
Me sentei numa cadeira bem afastada. Coloquei meu celular sobre a mesa ao meu lado, fechei os olhos e fiquei apenas sentindo o sol. Ouvi uma barulho ao meu lado que me fez abrir os olhos.
Jéssica estava largando suas coisas no chão e se jogando na cadeira. Ela não parecia com nenhuma garota que estava por essa piscina, com seu boné e havaianas.
__Cacete... – ela resmungou enquanto mexia no celular. Rosto de menina, corpo de mulher e mente de homem. Essa era ela, completamente perfeita.
__Qual é o problema?
__É que eu tô jogando Angry Birds e a coisa ta feia. – caí na risada. — __Ta rindo do quê seu mané?
__Nada não.
__Quer saber? Desisto!
Ela colocou o celular ao lado do meu.
__Ta desistindo fácil assim das coisas agora? – perguntei.
__Que nada, é só que...- hesitou entortando os lábios. — __Tô preocupada. A Allyson não retorna as minhas ligações.
__Pensei que a amizade de vocês estivesse abalada.
__Na realidade, esta em pedaços, mas eu não consigo deixar de me preocupar com ela.
__Ela e o Justin devem estar se divertindo.
__É deve ser. Quem sabe o Justin não consegue convence-la de namorar sério e quando voltar um casal vai estar formado oficialmente? Eu sei que ela ta doidinha por ele. – Jéssica falou sorrindo.
__Eu tenho certeza que um casal vai estar formado. – falei sério. Ela assentiu, parecendo desconfortável.
__Qual é o problema?
__Nada. – deu um sorriso amarelo, foi até a bolsa e tirou uma spray. — __Já passou protetor solar?
__Não.
__Então toma. – me passou o spray. — __Sua pele é moreninha, dá pra usar o mesmo fator que eu uso na minha.
Terminei de passar e entreguei para ela.
__É péssimo pegar uma cor de maiô. – ela reclamou.
__Por que não veio de biquíni?
__Eu que não ia pagar esse mico. Não me sinto confortável. – ela falou passando o protetor nos braços.
__Mico de quê?
__Já olhou para mim? Meu corpo é estranho.
__Não acredito no que tô ouvindo. Onde que seu corpo é estranho?
__Só não me sinto confortável de biquíni, pareço uma ogra perto das garotas americanas.
__Você diz gordura e eu digo curvas.
__Certo, então continua aí dizendo, por que eu vou sentar no meu cantinho e relaxar. – ela falou.
__Tira o short. – falei me levantando. Ela franziu a testa.
__Pra que?
__Pra poder entrar na piscina. – dei de ombros.
__Eu não vou entrar. – falou ela já irritada.
__Eu tô te dando a chance de tirar seu short e não molha-lo, mas eu posso te jogar na piscina com ele mesmo e nem comece a considerar a ideia de fugir, você sabe que eu vou te pegar de um jeito ou de outro.
__Você não faria isso... – ela falou rindo, mas quando mantive a expressão séria sua risada cessou. — __Merda, você vai fazer sim.
Ela tirou o short emburrada e com movimentos bruscos e jogou o boné na cadeira.
Eu realmente preciso dizer que de gorda ela não tem nada, mas de gostosa ela tem cada célula do corpo. Obviamente Jéssica não era magrela, ela tem tudo perfeito. Barriga lisa, pernas grossas e eu descobri logo em seguida que eram rápidas quando ela começou a correr.
Idiota, ela sabe que eu vou pega-la.
Começamos a correr ao redor da piscina. Já tínhamos dado uma volta inteira quando eu peguei na cintura dela e nos joguei na piscina. Mergulhei a procura dela e a trouxe para a superfície.
Ela tossiu enquanto eu tirava seu cabelo do rosto.
__Ainda bem que você teve o bom senso de me pegar. – ela falou brava.
Gargalhei.
__Você ainda tentou fugir. Que burrice!
Ela se soltou de mim e foi esforçadamente até a borda e se apoiando na mesma, ela foi seguindo para a ponta mais rasa onde seus pés tocavam o fundo.
Me aproximei dela.
__Vai ficar brava?
__Eu podia ter morrido. – dramatizou.
__Eu te peguei. Sem maiores danos, princesa!
__Princesa? – perguntou ela desconfiada erguendo as sobrancelhas.
__Tô tentando ser perdoado, puxar o saco nunca é demais.
Jéssica riu e abriu a boca para responder mais foi interrompida por uma bola que foi jogada um pouco a frente dela. Ela foi até a bola enquanto um rapaz vinha até a borda da piscina e se agachava.
__É sua? – Jéssica perguntou.
O cara sorriu para ela.
__Sim.
Jéssica jogou para ele.
__Obrigada. – ele falou simpático, até demais e foi embora.
__Ele ficou me encarando, que estranho. – ela comentou encarando ele e juro que ouvi ela sussurrar um “Que gato!”. Joguei agua na cara dela para atrair sua atenção e ela me encarou boquiaberta.
__Por que fez isso?
__Pra tirar sua cara de otária.
__Eu não estava com cara de otária. — protestou.
__Só faltava babar... – resmunguei.
__Ele nem é tããão bonito assim, só bonitinho. Agora você terá que arcar com as consequências. GUERRA! – ela gritou jogando água no meu rosto, fazendo com que uma pequena guerra começasse.
Afundei a cabeça na agua e mergulhei, nadando até ficar atrás dela.
Jéssica submergiu ofegante, estava tão ocupada tirando a agua do ouvido que nem me notou atrás dela. A abracei por trás fazendo ela tomar um susto.
__Eu ganhei! – sussurrei no ouvido dela.
__Só acaba quando um só estiver de pé ou quando alguém se render.
__Então, eu me rendo. – falei passando os braços pela cintura dela e a virando para mim.
Preciso dizer que ela era uma tentação? Toda molhada...
Rocei nossos lábios a tentando. Tentando descobrir se ela me queria como eu queria ela.
Seus olhos não saíram em nenhum momento da minha boca. Jéssica segurou em minha nuca e antes de me beijar alguém pigarreou.
__Sr. Bermannelli... – odeio que me chamem assim, todo mundo em Atlanta me conhece como Baker, mas aqui... — __A Sra. Bermannelli esta no telefone querendo falar com você.
__Fala que eu ligo depois. – falei sério, me virei para Jéssica e a beijei. Como se eu fosse deixar alguém interromper...
Jéssica invadiu a minha boca com a língua, colando nossos corpos e tomando as rédeas do beijo. Ela puxou levemente os meus cabelos me fazendo morder seu lábio inferior. Terminamos o beijo com selinhos e ficamos com as testas coladas. Ela se inclinou e puxou meu lábio inferior fazendo com que eu abrisse os olhos.
A empurrei bruscamente contra a borda da piscina e a beijei, dessa vez de maneira mais intensa. Senti ela passar o dedo indicador pela minha bochecha.
Digamos que por essas horas eu já estava “animadinho”.
Descolei nossos lábios e afundei na agua para ver se meu fogo era apagado antes que agarrasse ela de verdade.
Submergi quando não aguentei mais segurar o fôlego. Jéssica estava encostada na borda da piscina com os olhos sem foco.
Me aproximei cuidadosamente.
__Precisamos conversar. – falei me encostando ao seu lado na borda. Jéssica me encarou.
__Acredite em mim, não precisamos. – me deu as costas. Segurei seu braço.
__Jéssica, relaxa, somos amigos e...
__Amigos não se beijam. Pensei que tinha tirado essa lição de toda aquela situação do Justin e da Allyson. – rebateu ela ríspida.
__Não somos eles. Você é minha melhor amiga desde os seis anos e por isso pensei que poderíamos lidar com isso.
Ela puxou o braço.
__Pelo contrario, por sermos amigos que isso não deveria ter acontecido. É irresponsabilidade nossa colocar nossa amizade em risco. – ela falou, já furiosa.
__Por que esta tão brava comigo?
__Estou furiosa comigo por deixar você mexer comigo dessa maneira e por deixar isso ir tão longe. – ela suspirou e passou a mão pela rosto. — __Talvez eu esteja decepcionada com você por me usar dessa maneira.
__Eu não estou te usando!
__Então o que você esta fazendo? O que você quer de mim? – gritou ela.
Fiquei meio atônico com as acusações.
__Só... Me deixa em paz. – ela falou saindo da piscina, pegou suas coisas e foi se afastando.
__Merda! – resmunguei saindo da piscina.
*|*|*
Terminei de colocar minhas coisas no porta-malas.
Havia tantas tranqueiras da Jéssica que era impossível não sorrir. Como uma garota pode ser tão bagunceira?
Um dos carregadores do hotel me entregou as malas dela e eu as colei junto com as minhas e fechei o porta-malas. Me encostei no carro e fiquei esperando por ela, que depois de uns cinco minutos deu o ar da sua graça.
Analisei ela enquanto caminhava em minha direção. Eu tenho uma pequena “tara” por garotas de botas e parece que Jéssica sabe disso. Ela usava headfones só para não ter que falar comigo, passou direto por mim e entrou no carro.
Pelo visto vai ser uma longa viagem...
Entrei no carro e o cheiro do shampoo dela pairava no ar. Dei partida no carro.
Eu pensei que ela não iria aguentar nem trinta minutos sem falar comigo, mas eu estava errado. Já estávamos na rodovia principal e nada de ela abrir a boca.
As coisas não podiam ficar assim, ela disse que estávamos colocando a nossa amizade em risco se seguíssemos com o que estávamos fazendo e aqui estamos, um sem falar com o outro. Eu ainda não havia entendido o que de tão errado havíamos feito e era isso que eu iria tirar a limpo.
Estacionei o carro no canto da estrada, tirei a chave do contato e saí do carro.
Abri o capô e fingi analisar algo. Ouvi a porta do carro bater e Jéssica se aproximou olhando ao redor.
__O que houve? – ela perguntou deixando os fones pousados sobre o pescoço.
__Acho que tem alguma coisa errada. – menti segurando a risada.
__Eu não vejo nada de errado. – ela falou olhando para o motor.
__O carro começou a fazer uns barulhos e... – ela me interrompeu desconfiada.
__Barulhos? Eu não ouvi nada. – ela falou perdida. — __Ótimo, isso tinha que acontecer agora, bem quando esta escurecendo.
Fechei o capô fazendo ela tomar um susto.
__Aqui é o lugar perfeito. Deserto, silencioso e remoto.
__Perfeito pra quê?
__Pra conversar. E dessa vez você vai me ouvir e não vai fugir. – falei sério. Jéssica se encolheu.
__Será que você não pode esquecer?
__Eu não vou esquecer. – respondi ríspido. — __Qual é o problema, Jéssica? Foi tão ruim assim?
Jéssica se encostou na frente do carro e abaixou a cabeça.
__Foi? Você gosta de outro cara? É o Spencer?
Jéssica me encarou e deu uma leve risada.
__Não. – ela respirou fundo. — __Eu não quero... Não vou ficar com o Spencer. Eu te disse, não tem nenhum cara.
__Então foi ruim?
__Liam, ainda dá tempo de esquecer...
__RESPONDE! PARA DE FUGIR DE MIM! DE FUGIR DAS PERGUNTAS.
__Foi horrível. – ela respondeu fria. Eu sabia que ela estava mentindo.
__NÃO MENTE PRA MIM!
__É TUDO CULPA SUA! NÃO ERA PARA VOCÊ FICAR ME SEDUZINDO COMO VOCÊ FAZ COM AQUELAS PUTINHAS QUE VOCÊ PEGA!
__QUE TIPO DE CARA VOCÊ ACHA QUE EU SOU?
__Um pegador talvez? – perguntou irônica.
__Só por que eu pego um monte de garotas, você acha que eu sou um cretino? Eu não minto para elas, todas sabem onde estão se metendo e mesmo assim ficam comigo. Eu nunca fui desonesto com você e acredite quando eu digo que eu nunca havia te olhado de outra maneira. – comecei a me aproximar. — __ Agora você, esta mentindo para mim e para você.
__Não estou, sabe você quer... – interrompi ela com um beijo. Ao qual ela correspondeu. Descolei nossos lábios sorrindo enquanto ela dava alguns passos para trás.
__Vai continuar mentindo? – perguntei erguendo uma sobrancelha.
__NÃO FOI RUIM OK? FOI PERFEITO! TA SATISFEITO AGORA? – ela gritou de volta.
Me aproximei, mas ela recuou.
__Isso só prova o quanto tem algo errado comigo. Eu não deveria me sentir assim. É errado. Eu deixei as coisas irem muito longe. Na roda gigante, ontem e hoje, isso tudo não deveria ter acontecido.
__Peraí? Mentiu para mim? Você não disse que não lembrava? m?
__Menti mesmo. Por que queria que isso acabasse. Você sabe onde isso vai acabar, vamos magoar um ao outro e nossa amizade vai pro ralo. Eu preciso de você por perto e não posso arriscar isso.
__Eu não vou a lugar nenhum.
__O que você não entende é que isso não significa para você o mesmo que significa para mim.
__O que significa para você?
__Que você despertou coisas que eu nunca tinha sentido, que eu quero muito ficar com você. – ela soltou e tapou a boca. — __Viu? Tem algo muito errado comigo! Eu não posso me sentir assim com você.
__Quem disse que não? – falei irritado. — __Do que você tem tanto medo?
__De você. Eu vou te falar uma coisa e eu quero que você não me julgue. Tenha em mente que acima do que vou dizer, somos amigos. – ela falou se aproximando.
Assenti.
__Eu estou completamente apaixonada por você. – ela sussurrou no meu ouvido. Senti um arrepio percorrer o meu corpo e a encarei confuso.
__Eu tô falando de paixão e não amor. – ela esclareceu. — __Tenho medo de onde isso vai acabar por que nunca me senti assim por nenhum garoto.
__Nenhum? – perguntei sorrindo de lado, encantado com a ideia de ser o primeiro e o único.
__Nenhum. – afirmou ela. — __Nem venha com gracinhas.
__Sem gracinhas. – garanti. — __Só a verdade.
__Acho que as coisas mudaram entre nós desde a noite em que minha mãe morreu.
__Você abusou de mim. – acusei.
__E não me arrependo. – ela respondeu sorrindo.
__Eu acho que as coisas mudaram desde que voltamos das férias, era só questão de tempo para isso acontecer, só que ai a Naomi apareceu e eu tentei fingir que não tinha nada acontecendo. – expliquei. — __Só que eu não sinto por ela nem um tiquinho do que eu sinto por você. Nunca me preocupei com ela ou cuidei como eu faço com você. Sem contar a atração física.
__Então quer dizer que você se sente atraído por mim? – provocou ela, puxei ela braço.
__Vai além da atração... – sussurrei no ouvido dela. — __Não sei o que é, mas é forte.
Ela me encarou, parecia aliviada.
__Bom saber que não estou sozinha nesse barco.
__Eu tô bem aqui e não pretendo ir para lugar nenhum. – falei me aproximando dela que sorriu. Colei nossos lábios, nos beijávamos intensamente, os dois brigando pelo controle.
Jéssica afastou nossos lábios, colando nossas testas.
__Tem que me prometer uma coisa. – assenti. — __Não importa o que aconteça, não vamos deixar nossa amizade ser afetada. Promete? – estendeu o dedinho mindinho.
__Prometo. – juntei nossos dedinhos. Me inclinei para beija-la e ela colocou o dedo nos meus lábios.
__Outra coisa, tu num é meu dono entendeu? Sem cob... – interrompi ela com um beijo. Ela me empurrou de novo.
__Jéssica, só cala a boca. – falei voltando a beija-la, ela sorriu entre o beijo. Passou os braços pelo meu pescoço e eu a sentei no capô do carro. Ela me empurrou sorrindo.
__Então é isso? Vamos passar a noite no meio do deserto de Nebraska?
__Então sobre isso... O carro ta em perfeitas condições de seguir o resto do caminho.
Jéssica abriu a boca chocada e começou a me estapear.
__Seu idiota, olha ao redor, esse é o cenário de um monte de filmes de terror. As estradas americanas desertas sempre são os cenários daqueles filmes com canibais. – me empurrou para dentro do carro. — __Agora entra nessa porcaria e dirige seu imbecil!
|*|*|*|
__Eu vou pegar algo para comer. – Jéssica falou enquanto eu destampava o tanque de gasolina e colocava a bomba. Ela ainda estava meio brava.
__Eu quero um... –
__Ande com suas lindas pernas até lá. – ela respondeu ríspida. Ela entrou na loja de conveniência e eu finalmente soltei a risada.
Ela fica muito linda brava. Paguei a gasolina e esperei Jéssica encostado ao carro.
Ela saiu da loja cheia de coisas nos braços e um cara vinha logo atrás dela, puxou seu braço e fez com algumas coisas caíssem. Vi ele falar algo para ela e puxar seu braço com mais força.
Caminhei rapidamente até eles.
__WOW, o que ta acontecendo? – perguntei analisando o cara.
__Nada. – o cara respondeu.
__Se não é nada trata de soltar ela agora, antes que a coisa fique feia pro seu lado. – falei rude. O cara soltou o braço dela.
__Seu idiota, quem você pensa que é? Vai se ferrar. – Jéssica reclamou pegando uns doces que ela havia deixado cair.
__Eu sei quem você é?
__Então me diga por que eu não tô sabendo. – Jéssica ironizou.
__Policial.
__O que? – falei confuso.
__Ela veio até aqui e comprou os meus brownies, tudo parte de uma investigação do FBI para me prender.
Eu e Jéssica nos entreolhamos.
__Cara, eu comprei seus brownies por que seu amigo me vendeu. – ela explicou.
__E o que fez com eles?
__Comi!
__Só comeu?
__Queria que eu usasse ele como papel-higiênico? – Jéssica perguntou com sarcasmo.
__É que... Eu tinha colocado algo especial neles. – o cara soltou.
__Especial? – repeti.
__É... Vem aqui. – nos aproximamos. — __Eu coloquei uma maconhazinha.
Jéssica se afastou boquiaberta.
__Eu.Não.Acredito.Que.Comi.Aquilo. – Jéssica falou chocada. — __Some da minha frente!
O cara a encarou assustado e caminhou para dentro da loja.
__SEU OTÁRIO? O FBI NÃO VAI PERDER TEMPO COM UM MACONHEIROZINHO DE MERDA FEITO VOCÊ. – o cara sorriu para ela e eu soltei uma gargalhada. — __Para de rir, seu panaca.
__Agora sabemos por que você tava daquele jeito.
__Liam, não fica rindo. – ela falou me batendo.
__Maconheira!
P.O.V. Justin
Faz exatos dois dias que não vejo a Allyson. Desde que eu fui um tapado de novo, só pra variar.
Ela não foi em nenhum show.
Não respondeu nenhuma mensagem.
Nem ligação.
Nem as batidas que eu dei na porta dela deram resultado.
E a ultima imagem que eu tive dela foi um olhar de ressentimento., uma acusação de que eu não gostava dela.
Eu só beijei a Caitlin por pena, tipo, eu realmente já gostei dela um dia e ouvir que a magoei daquele jeito, me fez sentir uma culpa gigantesca. E dar um ultimo beijo nela me pareceu um jeito de consertar as coisas e ver se eu realmente não gosto mais dela.
E eu não gosto.
Eu fui um cretino por que menti quando disse que estava apenas conhecendo a Allyson, quem eu quero enganar? Eu tô louco por ela!
Bateram na porta do quarto.
__DREW! Abre a porta. – Cailtin gritou, revirei os olhos e corri para abrir a porta. — __Pensei que tinha morrido.
__Eu estava terminando de me vestir. – expliquei saindo do quarto. — __Você viu a A...
__Acho que não sou a pessoa mais indicada para você perguntar isso. –Caitlin falou cabisbaixa. — __Eu tentei ser amiga dela, mas ela só me maltratou e ainda brigou comigo.
Acariciei o braço de Caitlin levemente, eles ainda estavam marcados pelas unhas da Allyson.
__Eu realmente sinto muito. Pelas duas. – falei tentando ser imparcial. Entramos no elevador.
__Não é sua culpa. – Caitlin falou segurando minha mão. Ela se aproximou de mim e tentou me beijar, mas eu desviei.
Ela me olhou sem entender, mas eu apenas olhei para a frente. Eu posso ser tapado, mas não vou cometer o mesmo erro duas vezes!
__Eu realmente não queria arrumar confusão, mas ela me ofendeu Justin e pulou em cima de mim.
Saímos do elevador e encontramos com minha mãe, Scooter, Erin e Kenny que estava emburrado. Olhei ao redor a procura de Allyson, mas me decepcionei.
__Vocês demoraram. – minha mãe brigou.
__Cadê os outros? – perguntei agitado quando entramos no carro.
__Você quer dizer a Allyson? – Scooter perguntou. — __Eles já foram. Ryan, Alfredo, Carin e Allyson já foram. Vamos nos encontrar lá!
Não pude conter um suspiro de decepção.
__Eu queria ter ido com eles. – Kenny comentou nos fazendo rir. — __Vocês não sabem o que a turminha do barulho faz.
__Turminha do barulho? – minha mãe repetiu rindo.
__Sim, somos a graça dessa cidade. Precisavam ter visto o que a Allyson e o Al... – ele se interrompeu bruscamente, mas eu estava interessado demais no assunto para deixar passar. Havia dois dias que eu não a via, que não ouvi nada sobre e nem muito me nos tinha noticias.
__O que eles fizeram? – perguntei.
__Começaram a dançar no meio da rua, um ballet antigo, aí eles fizeram toda uma encenação de morte e caíram duros no chão. Foi um barato. – Kenny falou rindo e eu acompanhei a risada.
O celular de Kenny tocou e ele rapidamente atendeu, falou um pouco e colocou no viva-voz.
__Gente, estamos na piscina de onda. CUIDADO SEUS IMPRESTAVEIS, ALFREDO SEGURA A ALLYSON QUE ELA NÃO SABE NADAR! – Ryan gritou e ouvi um“Ta” ao fundo. — __Até que o movimento aqui ta tranquilo, nada de multidões.
__Valeu, Ryan. – Scooter agradeceu. — __Vamos nos encontrar aí mesmo, não saiam daí!
Depois de uns quinze minutos de viagem, finalmente chegamos. Eu estava ansioso para ver a Allyson, queria ver se ela continuava triste, mas o que eu vi foi algo bem diferente.
Allyson estava sentada em uma cadeira próxima a piscina, com a cabeça de Alfredo nas pernas.
__Alfredo ta de sunguinha vermelha? – Ryan debochou fazendo Allyson rir.
Ela tinha alguns arranhões no pescoço e seu rosto estava meio arroxeado, mas bem coberto com maquiagem. Allyson estava com a parte de cima do biquíni a mostra, completamente linda, como sempre.
__Vocês demoraram. – ela falou franzindo a testa.
__Além do trânsito, Justin ainda decidiu que ia casar. – minha mãe reclamou.
__Bem a cara dele. – Ryan zombou, revirei os olhos me sentando numa cadeira perto da Allyson, com perto eu quero dizer, colada.
Ela nem me notou. Minha mãe sentou em uma cadeira e impediu Caitlin de sentar perto de mim e a fez sentar ao seu lado.
Suspirei ao me lembrar do sermão que ela me passou.
Flashback On*
__Justin Drew Bieber. – minha mãe falou ao entrar no quarto. — __O que diabos aconteceu? Allyson não abre a porta do quarto.
__Ela e a Caitlin brigaram. – respondi a encarando.
Ela suspirou sentando ao meu lado.
__Acho que desconfio do motivo. – minha mãe comentou.
__Então me conta.
__Ai Justin, pelo amor de Deus, você vive em que Universo? – minha mãe perguntou chocada. — __A Caitlin provoca a Allyson ali na encolha, te abraçando ou a excluindo com assuntos de quando vocês namoravam
Pensei por um momento.
__Eu a beijei. – soltei.
__É normal. – minha mãe falou pensando que eu me referia a Allyson.
__Não a Allyson, a Caitlin. – ela se virou para me encarar arregalando os olhos.
__Como assim Justin?
__Eu só fiquei me sentindo mal por fazer ela sofrer, quis me redimir e quis ver se ainda gostava dela. – expliquei.
__Meu filho, a Allyson sabe disso? – ela perguntou apreensiva. Abaixei a cabeça sem coragem de encara-la e assenti. — __Não acredito Justin! Imagina como ela deve estar se sentindo? Veio com você, com a sua equipe em uma viagem e você beija outra garota? Sua ex-namorada!
__Eu não planejei isso. – rebati.
__Você tem que se decidir, quer a Allyson ou a Caitlin? Escolha uma e deixe a outra livre antes que parta o coração da Allyson e ela não merece isso.
__Eu gosto dela, muito. – afirmei. — __Só estou tentando ajeitar as coisas com a Caitlin sem magoa-la mais.
__Justin, Cailtin é bem grandinha. Você vai acabar magoando a garota de quem você gosta, pelo jeito, já magoou. – ela falou saindo do quarto. Afundei minha cara no travesseiro.
FlashBack Off
__Ouviu o que eu disse, Justin? – minha mãe falou. Me virei para encara-la. — __Eu, Ryan, Caitlin e Alfredo vamos no tobogã.
Dei uma olhada de soslaio para Allyson que tinha colocado seus óculos escuros e deitado sobre a cadeira.
__Tudo bem, eu vou depois. – falei sério. Minha mãe lançou um olhar para Allyson e piscou saindo quase arrastando Cailtin.
Sua postura me intimava, dizia: “Estou fechada para conversas”. Eu não sabia o que falar, tinha medo do que ela iria me falar, de descobrir o quanto eu havia a magoado.
Pigarreei.
Ela me olhou séria e voltou a olhar para a piscina a nossa frente.
__Entãão... Hmmm... Tudo bem com você? – perguntei hesitante
__Ta calor né?
Ela assentiu de novo e eu suspirei. Eu tava louco para ouvir a voz dela.
Analisei ela enrolar uma mecha de cabelo nos dedos.
__O que tem feito nesse últimos dias?
__Justin, não precisa se esforçar para puxar papo comigo. – ela pronunciou meu nome de maneira amarga e virou o rosto.
__Eu não tô fazendo esforço nenhum, gosto de conversar com você. – sorri.
__Então eu vou deixar uma coisa bem clara, eu não quero papo com você. – falou ela colocando os óculos no alto da cabeça e me encarando.
__Eu percebi, não atendeu as minha ligações e nem se deu ao trabalho de me dar noticias. Eu fiquei muito preocupado.
Ela balançou a cabeça desdenhando de mim.
__Aposto que sim. – zombou. — __Mas te garanto que ficou melhor sem uma doida varrida como eu no seu caminho.
Suspirei passando a mão nos rosto.
__Me desculpe, eu fui mesmo um idiota! – falei sinceramente.
__Já reparou que você sempre esta fazendo isso? Se desculpando, dizendo que foi um idiota, mas isso não adianta nada já que você continua sendo um idiota.
Bom, não é uma coisa que se gosta de ouvir, mas vamos enxergar o lado bom, pelo menos, ela ta falando comigo.
__Eu não sei o que houve. – falei chateado. — __Não sei o que houve entre você e a Caitlin.
__Se você não sabia então por que julgou? Você ficou do lado dela, mesmo sem saber o que havia acontecido. – acusou.
__Você estava em cima dela, queria que eu pensasse o que?
__Ainda não te perdoei por isso... Eu levei arranhão até onde o sol não bate e quando eu ia revidar, você aparece. Eu me defendi, só isso!
__Você tava gritando feito louca, queria que eu fizesse o que? – falei na defensiva.
__Se era para agir daquela maneira que não tivesse feito nada.
__Você que deveria ter ignorado as provocações dela.
__Pra falar a verdade eu não deveria ter vindo nessa viagem, eu sou sua bagagem extra. – ela zombou.
__Allyson, de onde você tirou isso?
__Sei lá, talvez pelo fato de você ter beijado ela? Quer saber, tudo o que ela disse é verdade, você realmente não esta nem aí se me magoa ou não. – Allyson falou sarcástica.
__Ela disse isso? – perguntei surpreso.
__Disse.
__Allyson, não exagera!
Ela me encarou com os braços cruzados.
__Justin, se você não acredita no que eu digo por que esta aqui conversando comigo? Eu não pedi para que fizesse e nem te chamei para se sentar ao meu lado. – ela se levantou. — __Te evitei durante esses dois dias por que não queria olhar na sua cara, cada vez que olhava esses arranhões no meu corpo eu sentia mais ódio de mim por achar que você não era como os outros garotos e por ainda por cima ter chegado a chorar por você.
Agarrei o braço dela e a puxei para mim.
__Eu te fiz chorar por quê? – não pude evitar perguntar, vi os olhos dela marejarem.
__Quer que enumere? Me fez chorar por te ver beijando outra garota enquanto eu estava considerando aceitar ser sua namorada e me fez chorar por não acreditar em mim. Agora eu quero ver você ter a cara de pau de dizer que fez sem querer.
__Eu não fiz! Eu só beijei ela por que queria ter certeza se não sentia nada por ela. Não aguentei ver que toda a magoa dela era culpa minha! – expliquei.
__E EU? QUEM SE IMPORTA COM ME MAGOAR? EU SOU SEMPRE A MAGOADA NA SITUAÇÃO, POR QUE VOCÊ QUER DEFENDER OS OUTROS! SE NÃO GOSTA DE MIM, SE QUER FICAR COM A SUA EX, ME DEIXA EM PAZ. – me empurrou e começou a se afastar enquanto eu caía sentado na cadeira em que ela estava, completamente atônico pelas acusações e ainda mais chocado por saber que todas elas são verdade.
Ver Caitlin magoada me fez ficar culpado.
Ver Allyson magoada, me faz sentir um lixo!
|*|*|*|
__Cheguei gente, desculpa o atraso. – Caitlin falou se aproximando de nós. Estávamos sentados no sofá do saguão esperando ela e Allyson terminarem de se arrumarem, quando eu digo estávamos eu digo, eu, minha mãe, Scooter, Carin, Ryan e Kenny.
__Tudo bem, você não é a mais atrasada. – Ryan avisou. — __Allyson ainda não desceu, parece que vai casar.
Minha mãe riu.
Allyson veio correndo em nossa direção correndo e esbarrou em um cara que também caminhava na nossa direção. Ele segurou sua cintura antes que ela caísse e a ajudou a caminhar até nós, acho que ele não percebeu que ela poderia andar sozinha.
__Pessoal esse é o Benjamin, filho de um amigo meu. Ele vai sair hoje com a gente. – Scooter falou apontando para o garoto que ainda mantinha o braço ao redor da cintura da Allyson que sorria para ele.
__Que legal. Eu sou a Allyson. – estendeu a mão para ele que apertou. — __Obrigada pela ajuda, eu ia cair de cara.
__Não foi nada. – ele falou sorrindo.
Allyson se afastou discretamente dele.
__Bom, vamos jantar. Por que caramba, eu tô morto de fome. – Ryan falou se levantando.
Eu fiz questão de ir ao mesmo carro e Allyson e Benjamin. Aquele idiota tava todo cheio de gracinha para cima dela e ela estava fingindo que eu não estava ali. Fomos até um restaurante italiano e depois de comermos, minha mãe e Scooter decidiram que nos deixaria (eu, Cailtin, Ryan, Kenny e Benjamin) ir a uma balada, claro que Kenny iria como o responsável.
Nos fomos em um carro só para a boate, bom, o lugar ainda era meio calmo já que a maioria ali tinha menos de 18. Fomos direto para uma mesa. Benjamin sentou ao lado da Allyson e tava todo engraçadinho passando a mão no cabelo dela e parecia que ela não fazia nada de proposito, só para me provocar.
Me inclinei na mesa discretamente para tentar ouvir a conversa deles.
__Você é muito linda. – ouvi ele dizer.
__Obrigada, faz tempo que não ouço nada assim. – ela falou rindo.
__Você quer dançar comigo?
Não, não, diz que não!
__Claro! – falou ela o acompanhando para a pista de dança. Mantive meu olhar nos dois, ele tentava a beijar e ela desviava sorrindo.
Passei a mão pelo cabelo furioso, com uma vontade enorme de ir até lá e socar a cara dele até fazer um buraco, mas isso era impossível já que Caitlin estava quase sentada no meu colo e conversava animadamente.
__Cara, vai até lá e acabe com a farra desse cara. – Ryan falou baixo ao meu lado. Apontei para Caitlin irritado e ele revirou os olhos.
__Caitlin quer dançar comigo? – Ryan perguntou. Ela franziu a testa.
__Eu tô bem aqui conversando com o Drew.
__Não aceito um não. – ele falou a puxando pela mão e eu sorri, Voltei a olhar para Allyson e Benjamin e ela falava algo no ouvido dele. Me levantei enquanto via ela caminhar para o banheiro. A segui, entrei no banheiro. Algumas garotas me olharam estranho fazendo com que eu me encolhesse.
Parei atrás da Allyson no espelho. Seu olhar caiu em mim e ela parou de passar o brilho labial.
__O que você quer? – ela perguntou irritada.
__Que você pare com essa palhaçada de ficar perto desse tal de Benjamin. – falei enciumado.
__Ta. – ela falou sorrindo. — __Senta e espera!
Minha boca se abriu chocado.
__Você não pode fazer isso, você ta flertando com ele e ainda por cima na minha cara! – exclamei indignado. Ela continuou a se olhar no espelho.
__Não é muito diferente do que você fez comigo, pelo menos ele não é meu ex-namorado e você e eu não temos mais nada. – ela falou se virando e começando a caminhar para a porta.
__Como assim não temos mais nada? – perguntei alto.
__Acho que talvez, tenha sido por que você beijou outra garota. – ela falou irônica.
__Mas eu não quero nada com ela. – falei desesperado.
__Então pior ainda, você ficou com outra garota só por ficar, nem havia um sentimento, nem pensou duas vezes antes de fazer isso. – ela falou me empurrando. — __Você não é um homem de verdade! Você é um estupido! Eu nunca mais quero falar com você!
__Então não fale, mas não precisa ficar com ele. Não faz isso, não faz isso comigo.
Ela parou para me encarar.
__Eu fico com quem eu quiser, não me peça nenhum tipo de respeito a você, um respeito que você não teve comigo. – ela falou entre dentes e saiu do banheiro. Logo em seguida algumas garotas entraram me encarando assustada, saí do banheiro furioso. Me sentei no bar.
__Eu quero a bebida mais forte que você tiver. – pedi ao barman. Ele me encarou duvidoso.
__Você não é aquele cantor teen? Cara, eu não posso te servir bebida alcoólica. – ele falou meio sem graça. Tirei uma nota de cem dólares e joguei em cima da bancada.
__E agora?
Ele pegou o dinheiro e colocou um copo a minha frente o enchendo com um liquido amarronzado.
Dei uma ultima olhada para Allyson e Benjamim e tomei de uma vez o liquido que desceu ardendo pela minha garganta, por mais que ardesse nunca chegaria a dor de ver ela com outro cara, mesmo não o beijando, mas sorrindo para ele como ela costumava fazer para mim.
Como eu dei uma atenção especial para JIAM neste capitulo, no próximo vou dar uma atenção especiqal a Ally e o Jus ook? Então não reclamem kkkkkk'
Notas finais
BOM EU PEDI PARA VOCÊS LEREM AS NOTAS FINAIS POR QUE TENHO UMA PERGUNTINHA!
Você querem que a Allyson se envolva com o tal do Benjamin? Tipo, dar uns beijinhos e tal?
Respondam!
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Espero vocês no próximo, é muito importante que vocês deixem reviews para que eu possa saber quem lê a fic e poder mandar uma MP com o link da fic no Anime!
Obrigada por virem ler.
Beijooooo meninas!
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