Notas iniciais
One-shot Percabeth
Pequena idéia que tive enquanto tentava não dormir.
Essa fanfinc é baseada em outra historia que escrevi para a escola, em musicas, e foi levemente influenciada por outras coisas que eu ando lendo.
Boa leitura!

Dois jovens caminhavam na mesma direção sem perceber. Só deram conta de tal acontecimento quando trombaram um no outro. ”Ai! Não olha por onde anda não?” Disse o garoto zangado, sem olhar. Com certeza aquele não era um de seus melhores dias, havia brigado com a namorada á poucas horas e depois foi submetido a uma serie de exaustivos exercícios com os filhos de Ares e agora que queria desfrutar seu momento de descanso trombava com um idiota qualquer. “Eu não, olha voc...” interrompeu-se a garota. “Ah não, você não.” Droga, de todas as pessoas, por que tinha de ser justo ele? Logo naquele momento em que ela queria ficar sozinha. “Annabeth.” Reconheceu alegremente, o garoto. “Quero dizer, Annabeth, veio me pedir desculpas?” continuou indiferente. “Nem nos seus sonhos, Percy Jackson.” Respondeu a loira semi-serrando os olhos. “E você? Esta me seguindo? Insultou ironicamente. “No seu mundo imaginário.” Devolveu desdenhoso.” Fugindo de Clarisse e seus irmão?”Provocou. “E de outros.” Continuou o rapaz sugestivamente.

Percebia-se claramente que os dois estavam brigados. Uma briga por um motivo qualquer, ciúmes dela, ciúmes dele, por algo dito no calor do momento, alguma situação que não foi entendida, o motivo não importa, mas sim o orgulho de ter a razão, de não ceder, de sair ganhando. O clima estava tenso, um movimento brusco, e os dois poderiam se engalfinhar e começar a lutar ali mesmo.

“Então vá fugir em outro lugar, eu cheguei aqui primeiro e quero ficar sozinha.” Aquele lugar, não era um lugar especial, aquela árvore, era uma árvore qualquer, como tantas outras que existiam ali, mas entre os dois havia uma disputa pela razão de estar certo, a vontade de ter mais poder sobre o outro. “Claro que EU não vou sair daqui, EU cheguei aqui primeiro, e EU quero ficar sozinho.” Afirmou o rapaz pisando fundo como uma criança mimada, dando ênfase no eu. Ele realmente não queira sair, queria ficar ali e tomá-la em seus braços, e pedir desculpas por seja lá o que ele tinha feito, porém seu orgulho de homem não o permitiria fazer isso, além do mais ele tinha a razão, não tinha?

“Se não quiser sair, não saía, fique ai, mas não fale comigo.” Retrucou, o surpreendendo. Annabeth não queria que ele fosse. Mesmo que seu orgulho de filha de Atena á impedisse de pedir desculpas por Hades o que ele tinha feito, ficar perto dele era bom e cheiro de maresia de Percy á acalmava. “Então... Certo.” Disse ele desconcertado, mas ainda com uma carranca.

Sentaram-se os dois, um de costa para o outro. O silêncio desejado por Annabeth se estabeleceu ali por um curto período. “Por que está olhando pra mim?” Bufou a semideusa se virando, ficando de frente para seu namorado. “Você é que está olhando pra mim.” Contrapôs Percy de modo infantil. “Criança mimada.” Insultou, ela. “boba.” Foi a vez dele. “Lerdo.” Essa foi de doer, mas ele merecia. “Sabichona.” Ele estava zangado. “N.L.O.O” Falou ela rapidamente. ”O quê?” Perguntou. “Namorado lerdo que eu odeio odiar.” Explicou a filha de Atena.

“Você me odeia?” sua expressão havia mudado para um misto de insegurança.

“Odeio?” Interrogou.

”Odeia?” Repetiu o outro.

“Odeio” afirmou a loira decidida.

“Odeia o quê?” Seu tom de voz não era mais irônico ou indiferente, era pura curiosidade.

“Tudo.” Disse simplesmente.

“Como assim, tudo? Você não pode odiar tudo em mim.” Ele estava inconformado.

“Odeio tudo.” Repetiu confiante.

“Tudo não. Você tem que gostar de alguma coisa em mim.” Seu sorriso agora era traquina.

“Tudo.” disse novamente. ”Odeio a cor dos seus olhos, odeio seu jeito atrapalhado de andar, odeio quando não leva nada a serio, odeio quando você sorri porque está feliz, odeio quando sorri para disfarçar que está triste, odeio como você é fiel aos seus amigos, odeio o fato de você morar tão longe de mim, odeio sua beleza extasiante, odeio estar apaixonada por você.” Ela começou seria, mas quando terminou um sorriso bobo estava estampado de orelha a orelha em seu rosto.

Percy percebeu que a loira não estava mais zangada com ele e á envolveu em seus braços, como queria fazer desde inicio da conversa. ”Ah, eu também odeio quando você me abraça.” Completou passando os braços envolta do pescoço do namorado.

“Pois saiba que eu também odeio tudo em você.” Mesmo com medo de estragar o momento ele continuou. “Odeio seu cabelo, odeio o sorriso que dá quando fala de arquitetura, odeio o sorriso que dá quando está certa, odeio o fato de você está sempre certa, odeio seu modo confiante de falar, odeio quando está com ciúmes, odeio amar você.” Terminou ele apertando o abraço, diminuindo a distancia entre os dois. Na opinião de Percy quanto mais perto de sua sabidinha melhor.

“Cabeça-de-algas, por que você me ama?” Perguntou Annabeth como quem não quer nada. “P-Por que eu te amo? Ele refletiu um pouco e começou a falar. “Não sei se você sente...” iniciou desajeitado.” Se você sente o que eu sinto. Não sei se você precisa de mim, tanto quanto eu preciso de você. Porque eu realmente preciso de você. Quando eu estou ao seu lado, como estamos agora, me sinto mais forte, Annabeth você me deixa mais forte que a água, no entanto não é esse o motivo de eu gostar de você. A razão de eu te amar, é você, ser você e só você.” Era confuso, mas Annabeth entendia perfeitamente o que Percy queria dizer.

“Por que você me ama? pergunto eu agora.” Disse o garoto á olhando nos olhos.

“Eu poderia dizer que gosto de você por causa do seu sorriso, da sua energia, do seu jeito, da maneira como você sempre concerta tudo no final ou por causa da sua beleza, mas eu estaria mentindo. A razão e eu te amar é por tudo que nós passamos. Você sempre esteve comigo, nunca me abandonou, mesmo quando virava as costas você continuava comigo. A razão de eu te amar é porque você é para sempre, mesmo se nós nos separarmos um dia você vai continuar comigo.” Respondeu sem precisar articular as palavras como normalmente fazia, porque dessa vez elas saíram espontaneamente.

“eu te amo tanto sabidinha que não consigo te odiar. Declarou-se ele, eram poucas palavras, mas que continham tamanha verdade. “Eu quis tanto te odiar, que acabei por te amar.” Disse ela assim como ele.

A razão, como é bonita essa palavra, como é bom tê-la, não importando em qual situação. Era o que o casal pensava enquanto se beijavam debaixo daquela árvore, cujo motivo de estarem lá nem lembravam mais.

Notas finais
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Se vocês tiverem vontade ou qualquer outra coisa do tipo, dêem uma passa na minha outra fanfinc, também é Percabeth. Ta ai o link: http://fanfiction.com.br/historia/385877/Ironic
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