The Reason
2 Capítulo 2
I've found out a reason for me. To change who I used to be. A reason to start over new. And the reason is you.
Eu encontrei uma razão para mim. Para mudar quem eu costumava ser. Uma razão para começar de novo. E a razão é você.
Não soube ao certo que horas peguei no sono. Quando acordei, vi Alec isolado em um canto do ônibus e eu mal levantei e vi Spencer, mas o Jon estava me olhando de uma forma estranha.
– O que vocês querem? Se for dinheiro, nem vem que eu não vou dar.
– Ninguém falou em dinheiro Joshua. – Falou Spencer.
– Como foi com o Alec ontem a noite? — Olhei confuso para ele.
– Do que vocês estão falando?
– Spencer, ele vai dar uma de desentendido.
– Não mesmo. Joshua, fala o que você sabe.
– A única coisa que me lembro é que ele cuidou de mim e me pôs pra dormir.
– Entendo. Tem certeza que não se lembra de mais nada?
– Porque vocês estão insistindo nessa pergunta?
– Joshua, vou clarear o seu pensamento. Você e o Alec acabaram ficando ontem a noite.
– E como vocês dois sabem disso?
– A gente não é surdo. Ouvimos a conversa de vocês.
– E tem mais uma coisa.
– O que é Spencer, desembucha logo ao invés de ficar com esse suspense.
– Vocês se beijaram. Isso é sinal que vocês estão namorando.
– Ta namorando, ta namorando, ta namorando... – Jon começou a falar essas três palavras inúmeras vezes.
– Jon cala a boca, minha cabeça esta doendo. E fica quieto você também Spencer, não fala mais nada ele esta vindo ai.
– E o que vamos fazer hoje? – Jon faz essa pergunta para disfarçar.
– Vocês eu não sei, mas eu vou continuar a dormir e me recuperar dessa ressaca para o show de amanha em Denver.
Alec sentou-se no mesmo lugar do dia anterior quando estava ouvindo meu Ipod. A distância era ameaçadoramente próximo, e os outros dois começaram a me infernizar novamente.
– E então Joshua, vocês estão namorando?
– Não é da conta de vocês. E tem outra coisa: eu não fiquei com o Alec! Como posso ter ficado com alguém, sendo que nem em sã consciência eu estava.
– Não precisa ficar nervoso. A gente já entendeu.
– Mais parece que não!
– Mais vejo que disso ai vai ter um romance na banda.
– Ta legal, já chega. Eu não estou namorando com o Alec, caramba.
Eu percebi que ele tinha escutado essa minha frase já que tinha alterado o tom de minha voz por causa dos outros dois que me provocaram bastante. Ele saiu do ônibus bastante triste e sentou-se em um banco que tinha ali por perto. Pela janela vi ele secando suas lágrimas.
– Ta vendo o que vocês fizeram eu fazer. – Apontei Alec para os dois, que ficaram sem jeito e saíram de perto de mim. Levantei-me e me vesti, fui dar fazer uma caminhada ali por perto, e quando voltei ele ainda estava sentado no mesmo banco.
– Posso me sentar?
– O banco é publico, fique a vontade.
– Alec, precisamos conversar.
– Conversar sobre o que Joshua? Sobre aquilo no ônibus? Se for não quero nem saber.
– Deixa eu me explicar, por favor.
– Primeiro você disse que ama ontem a noite, depois você fala para eles que a gente se beijou ontem a noite e por fim, diz que não me ama.
– Eu não falei nada para eles sobre a gente, eles ouviram nossa conversa ontem.
– Isso foi golpe baixo deles, mas mesmo assim não justifica você.
– Alec eu não tive saída, ou eu falava isso ou os dois iam me infernizar durante o dia inteiro.
– Você preferiu mentir ao ter que dizer a verdade sobre o que sente por mim.
– Eu não queria que ninguém soubesse, pelo menos por enquanto, sobre a gente.
– Você me magoou profundamente Joshua.
Segurei seu punho e ele olhou para mim assustado.
– Alec olha nos meus olhos pelo menos uma vez.
– Olhar neles para que? Para eu me mergulhar em suas mentiras e me afogar nas suas ilusões?
– Não! Para você saber que estou dizendo a verdade.
– A verdade já não importa mais. Agora, por favor, me deixe só.
– Fica ai com o seu orgulho Alec. Isso não vai te levar a nada e você sabe disso. Você sabe o que aconteceu com seu pai quando ele estava nos últimos dias de vida, não vai ser diferente com você. – Perdi a cabeça e falei o que veio na cabeça.
– Cala boca Joshua! Quem é você pra falar do meu pai? Olhe para a sua família antes de vir falar da minha. Sua família é um bando de fracassados que dependem de você para sobreviver.
– Isso não é verdade, Alec.
– Não é só verdade Joshua, são coisas da vida.
– Não julgue a minha família por coisas tão pequenas Alec. Não fui eu que não quis visitar meu pai quando ele estava prestes a morrer.
– Joshua, você é um canalha e cafajeste. Agora me deixe em paz e suma da minha frente.
Apressei-me para entrar no ônibus e estava bufando de raiva. Fui para a sala e me sentei no sofá. A minha raiva era tanta que se eu pudesse bater em alguém, eu bateria nesse alguém.
– Que foi Joshua?
– Como o que foi Jon? Você e o Spencer estragaram tudo e agora o Alec esta lá fora chorando e pensando o pior de mim. Agora saiam daqui e me deixem sozinho.
Os dois saíram em silêncio, levantei-me e fui ate minha cama. Eu precisava pensar. Da janela do ônibus, vi Spencer e Jon se aproximarem dele e estavam tendo uma conversa agradável, pelo menos era o que parecia.
Virei para não ver aquela cena, com ele sorrindo e eu me torturando por dentro por causa disso. Sai como o vilão dessa história, tudo por um ato de burrice da minha parte.
Ouvi alguns passos pelo assoalho do ônibus, não me virei para ver quem era. Eu não queria falar com ninguém. Esse alguém parou próximo de mim e sentou-se.
– Joshua, podemos conversar?
– Você mesmo disse agora a pouco que não queria conversar. Se não se importa, eu gostaria de ficar sozinho.
– Desculpe-me Joshua, eu não queria ser ou parecer grosseiro com você.
– Mas foi. – Virei e olhei para ele. – Poxa Alec, você desconfiou de mim, me chamou de canalha, cafajeste e sabe mais o que depois que te deixei sozinho. E o pior desconfiou da nossa amizade. – Disse quase aos prantos, mas me contentei e não derramei minhas lágrimas.
– Você pegou pesado falando da minha família Joshua.
– E você não? Você que começou tudo isso.
– Eu estou aqui para me desculpar com você, não para remoer um fato de poucos minutos atrás Joshua.
– Esse seu ego é maior que você Alec. É esse seu ego que te consome.
– Não venha falar de mim. Você também não é perfeito e tem seus defeitos.
– O assunto não sou eu Alec. O assunto é você e o seu ego.
– Joshua vai se foder. Eu vim aqui na maior boa vontade fazer as pazes, e você com esse seu orgulho todo não deixa isso acontecer.
– Alec não enche o meu saco e muito menos a minha paciência, vai lá e senta naquele mesmo banco com o seu alter-ego. Assim vocês podem conversar e se entenderem, porque realmente eu não consigo te entender Alec.
– Não vou falar mais nada Joshua, fica ai emburrado no canto. Mais cedo ou mais tarde você irá se arrepender por cada palavra que me disse. – Vi ele engolir um choro e secar suas lágrimas, que agora escorriam pelo seu rosto delicado.
Eu sabia que tinha sido grosseiro demais e que ele não merecia ouvir cada palavra do que disse, mas ele precisava entender que também errou. Ele levantou-se e antes de sair pela porta, olhei para ele e cantei uma parte do refrão de uma musica do Rooney, “Love me, love me, love me or leave me”, olhou para mim triste uma ultima vez e saiu. Ele começou a andar desorientado, ate sentar-se no banco, lá seu choro se tornou mais intenso.
O mesmo que ele estava sentindo agora, eu também sentia o mesmo. Peguei meu cigarro e o isqueiro e fui para o lado de fora do ônibus. Fui ate a sombra de uma arvore e me sentei na grama. Acendi um cigarro e traguei o máximo que consegui. De longe eu olhava para Alec que estava com seu ego ferido. Disfarcei olhando para o lado quando ele olhou para mim. Expeli aquela fumaça e olhei mais uma vez para ele que tinha a cabeça baixa. Eu vi o estrago que tinha feito um estrago que prejudicou nós dois. Eu já começava a sentir a sua ausência em minha vida.
Fale com o autor