The Reason
1 Prólogo
Notas iniciais
Boa leitura!
Caroline acorda em uma cama com lençóis rosa e floridos manchados com seu sangue. Apesar de meio grogue se lembrava de como havia parado ali, se lembrava de Damon e do dardo de verbana que ele cravou em seu corpo, de como a drenaram e a deixaram faminta, de Elena e de toda a sua conversa irritante sobre querer ter a amiga de volta. Novamente, os “amigos” tentavam ligar sua humanidade. “Parece que esta fazendo um milhão de graus aqui” reclamou para Stefan, seu companheiro cela. “Nem me fale”, respondeu ele em seu tom de tédio costumeiro.
“Ele fala”, brincou a loira “Você estava to quieto antes quando eu estava atacando a Elena, fiquei com medo que estivesse se sentindo mal por ela” “Não, só foi difícil encontrar uma palavra” murmurou ele em resposta. Com calor ela tira o casaco, “Eu recomendo” diz Caroline em tom de piada enquanto o joga no colega de quarto, ”Estou bem, obrigada” Stefan fala enquanto o tira do rosto, “Tem certeza? Por que eu posso te ajudar com isso se você quiser” a loira continua provocando. Abalado ele segura suas mãos a impedindo de continuar com o toque “Eu disse que estou bem”. A vampira logo percebe que algo está errado, “Eu ouvi. Sabe o que mais eu estou ouvindo?” Pergunta ela se aproximando dele “Seu coração, ele está acelerado. Eu te deixo nervoso?” “Caroline” Stefan diz em tom de súplica.
A loira junta todas as peças que estavam soltas do quebra-cabeça “Quando que você ligou?”. A expressão do rapaz se torna surpresa “Do que você está falando?” “Sua humanidade estava de volta esse tempo todo. Damon e Elena sabiam onde nos encontrar porque você falou pra eles e por isso eles só torturam a mim” “Você deve estar alucinando”, Stefan tenta contornar. “Quão idiota você acha que eu sou Stefan?!” exclama Caroline perto de perder o controle quando ela percebe a vantagem que tem, “Alguns dias atrás você tirou toda minha roupa e agora não quer nem me beijar. Qual é o problema? Não quer tirar vantagem de mim? Não quer arruinar nosso relacionamento inexistente?”, ela fala manhosa enquanto enrola seu casaco até então esquecido no pescoço do vampiro. “Por favor, pare” responde ele já sem forças para lutar. Ela se aproxima novamente “Relaxa Stefan, acho que eu não quero mais te beijar” logo em seguida quebrando o pescoço do rapaz e o deixando inconsciente na cama.
Ela vestiu o casaco novamente e foi em direção a porta. Reunindo as forças que tinha ela a chutou diversas vezes até a madeira finalmente ceder. Sabia que Damon e Elena não estavam lá, tinham saído para discutir a relação depois de todas as verdades cruéis que havia jogado em suas caras, aproveitou-se de sua ausência e correu o mais rápido que pode. Continuou correndo até que chegou a estrada, cansada ela se sentou e ficou esperando, sabia que cedo ou tarde um motorista desavisado pararia para ajuda-la e então ela poderia saciar sua sede. Pouco tempo depois o que ela esperava aconteceu, um carro parou no acostamento e dele desceu um homem negro, com os cabelos cacheados raspados e os olhos surpreendentemente claros.
Assim que ele se abaixou para conversar com ela, Caroline se jogou e mordeu a jugular palpitante dele, se deliciando com o sabor inigualável do sangue humano vindo direto da fonte. Após seca-lo ela ainda teve o cuidado de se livrar do corpo, não queria deixar rastros para que os amigos pudessem segui-la, pensou em vingança por um breve momento, mas logo descartou a ideia considerando perda de tempo e de energia, pegou o carro de sua vitima e seguiu na estrada ainda sem um destino certo.
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