The Reason
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Musica: https://www.youtube.com/watch?v=GqdPzKsBA7I
Pov. Esme
Depois daquela estranha sensação fomos para “casa” lá o Carlisle enfaixou meu braço . Seu toque não fazia apenas minha pele se arrepiar, fazia meu coração e respiração acelerarem. Algo totalmente fora do meu controle.
–Obrigada.- Falei tirando minha mão que estava pousada no seu peito lhe dando melhor visão do ferimento.
–Não por isso.- Falou dando um sorriso de canto me deixando mole.
Desci da mesa sem aviso fazendo nossos corpos ficarem muito próximos a ponto de sentir seu hálito refrescante e gelado. Fechei meus olhos respirando fundo sentindo ele fazer o mesmo. Meu coração perecia querer sair do meu corpo. Eu não podia me deixar levar por um sentimento. Toquei seu braço o empurrando de leve para o lado saindo daquele lugar o mais rápido possível indo para meu quarto.
Tomei um banho com cuidado para não molhar os curativos escovei os dentes e sai em direção ao closet. Vesti uma roupa simples de dormir, penteei meus cabelos e me deitei na cama olhando para o teto branco do quarto. Ainda era cedo mas como sabia que iria passar o resto do dia aqui. Pousei o braço machucado em minha barriga passando as pontas dos dedos do outro braço sobre a faixa. Seu cheiro parecia ainda estar impregnando nas ataduras. Suspirei passando a mão no cabelo. Eu não podia estar gostando dele! Não podia!
Pov. Carlisle
Me encostei na mesa onde a pouco ela estava. O que tem nessa garota que tanto me atrai? Com toda certeza não é apenas o sangue, claro que não, sou acostumado a lidar com isso todos os dias no hospital. É algo além de sangue. É algo naqueles olhos verdes, naquele sorriso sarcástico, algo escondido por trás dessa dura parede de ironia. É algo que me faz querer estar perto dela sem me importar com o resto. Nem se esse “resto” for minha felicidade.
Suspirei profundamente sentindo seu cheiro sendo exalado por toda a casa. Será que o Aro estava certo e existe mesmo a minha “La Cantante”? Será que ela seria mesmo a dona da minha “vida”? A razão da minha existência?
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