The Reason
9 Evanna II
Evanna
Evie estava intrigada e ao mesmo tempo aliviada. Havia passado o dia todo sem ver o garoto que a estava encarando mais cedo.
— Ai... — A garota sentiu uma dor na nuca e olhou para trás pegando a bola que tinha lhe acertado.
— Desculpe, nós não... Ah, é você. — Evie devia aprender a parar de contar vitoria antes de o jogo acabar.
— Ah, cara, eu estava tão feliz por ter passado o dia todo sem te ver! — A garota bufou.
— Isso significa que você pensou em mim durante o dia? — Ele perguntou colocando uma mecha de cabelo da garota atrás da orelha.
— Sim, pensei e pensei muito. Pensei em como te mataria se te pegasse me encarando novamente. Achei uma forma fácil e dolorosa. Sabe, minha tia é medica e eu podia pegar uns remédios, misturar e dar para você na comida. — A garota se virou e começou a andar sendo seguida pelo garoto.
Quando eles chegaram perto do refeitório o garoto a puxou para si.
— Me diz qual é o seu problema comigo. Por que ficou com tanta raiva só por eu ter te olhado?
— Primeiro: você não me olhou, ficou me encarando, tem diferença. Segundo: eu não lhe devo satisfação alguma. E agora me solta! — Os olhos da garota brilhavam de raiva.
— Deve sim, a partir do momento em que seu problema é comigo você me deve explicações...
— Eu odeio quando ficam me encarando. Principalmente quando eu não conheço a pessoa. E adivinha só... Eu não te conheço.
— Então me desculpe por ter te achado bonita, oh intocável dama. — O garoto a soltou e ficou de costas para ela com as mãos nos cabelos. — Sabe, você tem sérios problemas...
— Tenho mesmo e você não vai querer se meter neles. — Evie estava começando a andar quando o garoto segurou seu braço a impedindo de andar.
O toque fez com que ela se arrepiasse, mas a garota se recusou a olhar para ele.
— Você deveria deixar as pessoas se aproximarem mais de você. Faz bem ter gente que se preocupa por perto. — A garota puxou seu braço e disse se afastando:
— Quem eu quero ter ao meu lado já está e eu não preciso de mais ninguém.
Evie se afastou o máximo possível do garoto e deixou as lágrimas caindo.
A verdade é que a garota evitava ao máximo se apegar a alguém, já havia sido abandonada antes quem garantia que não seria de novo?
Ela secou as lágrimas e se recompôs antes de voltar para o quarto. Agiria como se nada tivesse acontecido, pelo menos por enquanto, não queira preocupar as amigas ou a tia com as inseguranças dela.
Havia aprendido a esconder seu medo para não preocupar ninguém. O único problema é que a bola de neve dentro dela está cada vez maior e a cada segundo uma avalanche se aproxima.
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