Notas iniciais
Primeiramente desculpem pela demora (eh culpa da Vally) e pelo título de merda do cap. Boa leitura.

Infelizmente, minha conexão com Nate foi interrompida quando alguém me puxou pelo braço me conduzindo para longe de Nate.

– Alec, me solta!

Quando seus olhos encontraram com os meus, me surpreendi ao encontrar um negro profundo, ao invés do vermelho:

– Vamos voltar para o castelo — ele disse baixo, só pra mim, mas seu tom autoritário deixava implícito que eu não tinha escolha.

– Solte-a, Alec.

Nate encarava Alec com um olhar mortal. Um olhar que teria me feito dar um passo para trás, mas eu temia que se me movesse, Alec arrancasse meu braço fora, devido à força com que segurava o mesmo.

– Solte-a. Agora.

Nate avançou em Alec e os dois cairam no chão. A briga entre eles estava feia, levando em consideração que as pessoas abriram espaço para eles brigarem.

– Nate, para — eu fui até ele, segurando seus braços, numa tentativa de apartar a briga.

Os olhos de Nate, que estavam negros como os de Alec, encontraram com os meus. Ele pareceu se acalmar.

– Ele te machucou? — Nate pos as duas mãos, delicadamente, em meu rosto.

Lembrei do meu braço, mas achei melhor não falar nada, para que ele não se alterasse novamente.

– Estou bem — sorri para ele demonstrando confiança.

Virei a cabeça de leve e bati meus olhos em Alec. Ele ainda parecia bastante alterado.

– Eu preciso ir ver como Alec está — a cara que Nate fez não demonstrou muita satisfação — nos vemos amanhã — depositei um beijinho no canto de seus lábios.

Andei até Alec. Ele estava com os lábios encostados no pescoço de uma das "garçonetes", permaneceu assim por alguns minutos até que o corpo da moça caiu no chão, sem vida.

– Alec — chamei hesitante.

Ele virou em minha direção, mesmo depois de se alimentar, seus olhos continuaram negros. Alec se aproximou e tocou meu braço.

– Desculpe por isso — sua voz soava absurdamente sincera — sei que não é desculpa, mas você me provocou...

– O que eu fiz? — pelo que eu me lembrava, ELE que estava sendo estanho comigo.

– Se você não sabe; pergunte ao seu novo melhor amigo.

– Você está com ciúmes? — eu perguntei sem pensar.

– Ciúmes?

– Sim — decidi me fixar a essa ideia — porque eu estou passando mais tempo com ele do que com você.

Alec não respondeu.

– Eu não acredito, você está mesmo com ciúmes!

Eu corri até ele e apertei suas bochechas.

– Você fica tão fofo com ciúmes!

Seus olhos, antes negros, agora voltaram ao seu tom intenso, de um vermelho hipnotizante.

– Fofo? Já me chamaram de tudo, menos de fofo.

– Mas você é; principalmente quando você faz essa carinha de criança birrenta e emburrada.

– Você está me chamando de criança, birrenta e emburrada — ele ergueu uma sobrancelha.

– E fofo também.

– Nem pense em espalhar por aí que eu deixo você me chamar de fofo.

– Você deixa — eu parecia uma criancinha, mas pouco me importava. Se agir como criança ajudasse a manter esse clima gostoso entre Alec e eu, agiria sempre como criança.

– Eu deixo — ele colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha — vamos embora?

– Claro — eu peguei seu braço.

Acordei de manhã com alguém fazendo carinho no meu braço.

– Pai?

– Ainda bem que não — ouvi a voz rouca e baixa de Alec perto do meu ouvido.

– Alec — ri baixinho.

– Pronta para o café-da-manhã?

Notas finais
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