The Real Life
15 Capítulo 15 - The hours not pass
Notas iniciais
Bom recebi meus comentários lindos que eu amo tanto o/ espero que vcs continuem comentando assim heim... sou movida a comentários e recomendações viuuu, hahahah...
Então eu estava aqui pensando e gostaria de vocês participassem da fic junto comigo, quero que vcs deem idéias do que vcs gostariam que acontecesse no decorrer da fic... As ideias mais criativas iram fazer parte da fic em seu tempo certo =D
Ahhh e também estava pensando em republicar a primeira fic que eu escrevi na vida, ela era Nian dai foi excluida, ai tava pensando em repostar ela como Delena, o que acham? Vocês leriam?
Tive vários pesadelos durante a noite toda, e em todas elas Damon me abraçava e me consolava e eu acabava voltando a dormir, fui assim até o amanhecer e o meu celular tocar me fazendo despertar, olhei no visor e era uma mensagem da minha mãe, eu estava com os olhos embaçados ainda não tinha acordado direito, mas forcei para tentar ler.
“Lena, seu pai acabou de entrar na sala de cirurgia, os médicos adiantaram um pouco o procedimento. Te espero aqui daqui a pouco. Beijos.”
Terminei de ler a mensagem, coloquei meu celular em cima do criado mudo e deitei minha cabeça no travesseiro, coçando meus olhos que ardiam devido à noite mal dormida. Olhei pro lado e Damon ainda dormia como um anjo, me levantei da cama bem devagar para não acordar ele, estava uma manhã gelada, pra essa época do ano não era normal, cobri o Damon que estava com a pele gelada, vesti um robe por cima do meu pijama e segui para o quarto da minha filha, ela estava toda descoberta, cobri ela e depositei um beijo em sua testa, desci para a cozinha e comecei a preparar um café um pouco mais forte que o normal para que aguentássemos passar o dia acordado, ajeitei algumas torradas, geléia, manteiga, e mais algumas coisas que eu tinha na geladeira e coloquei na mesa, o café ficou pronto e então coloquei na mesa com as outras coisas, subi e fui ao quarto da minha irmã, abri a porta lentamente, ela dormia de conchinha com Toby, mas não vi motivo para brigar ou algo assim, eles eram namorados nada mais que normal. Me aproximei da cama e dei um beijo em sua testa, ela abriu os olhos devagar e se assustou ao me ver.
- Lena, que susto.
- Shh, não se assuste, sei que é cedo mas a mamãe me mandou uma mensagem dizendo que o pai já foi para a sala de cirurgia e ela está nos esperando lá. Já preparei o café tá na mesa, vou acordar Damon e vestir a Kath e já desceremos, mas fique à vontade para descer antes.
- Tá bom, obrigada Lena.
- De nada. Quer que eu acenda a luz?
- Quero sim. Obrigada.
- De nada de novo.
Acendi a luz, sai do quarto e fechei a porta, voltei ao meu quarto e fui acordar o Damon, dava até dó de acordar ele, ele parecia estar descansando tão bem agora, depois da minha noite hiper agitada, mas tinha que acordá-lo. Dei vários beijos em seu rosto e em seus lábios, ele meio que relutou para abrir o olho, mas acabou cedendo.
- Bom dia amor, temos que levantar para ir ao hospital.
- Bom dia. Que horas são? – Não sabia, peguei meu celular para verificar.
- São sete horas em ponto.
- Não era sete e meia que seu pai iria fazer a cirurgia?
- Era sim, mas minha mãe mandou uma mensagem faz mais ou menos uma meia hora dizendo que ele já está sala de operação, ela está nos esperando lá.
- Hum, vamos levantar então. – Ele coçou os olhos e se sentou na cama, fui até o closet para procurar algo pra vestir, peguei a primeira roupa que vi na frente, uma calça jeans e uma camiseta branca e uma blusa preta por cima, peguei um tênis confortável, fiz minha higiene pessoal e fui para o quarto da minha filha, eu não iria acordar ela, por que se não ela vai ficar manhosa o resto do dia, separei um roupinha pra ela e a vesti dormindo mesmo, ele nem se mexeu, peguei ela no colo e fui para a sala e a coloquei deitadinha no sofá e a cobri com seu cobertor, coloquei uma almofada em sua cabeça e fui até a cozinha, minha irmã já estava lá com o Toby.
- Bom dia para vocês. Espero que tenham conseguido dormir.
- Bom dia Lena, eu demorei um pouco para pegar no sono, e o Toby dormiu um pouco antes de mim. E você Lena?
- Demorei pra dormir também, e tive pesadelos a noite toda. – Dei de ombros.
Me sentei e me servi com um pouco de café, Damon entrou na cozinha com cara de bravo, eu já sabia o porquê.
- Lena porque você trouxe a Kath sozinha aqui para baixo?
- Amor, eu estou gravida e não invalida, posso muito bem trazer minha filha sozinha.
- Elena – Ele me chamou de Elena e isso não é bom. – Eu sei que você não está invalida, mas amor você sabe que segurar peso não é bom, pode te fazer mal. Não quero ter você internada em um hospital.
- Tudo bem Damon, não quero discutir com você já de manhã. Eu sei que errei, mas me sinto mal em deixar tudo pra você. Apenas isso.
- Só me chame da próxima vez, tá bom?
- Tá bom.
Terminamos nosso café e minha irmã subiu trocar de roupa e enquanto isso coloquei a louça pra lavar, ajeitei as coisas na geladeira, Damon me ajudou com tudo, mas eu não sei se é porque estou sensível pela gravidez ou por qualquer outro motivo que seja eu acho que o Damon acha que sou invalida pelo fato de estar gravida, ele me proibi de fazer qualquer coisa, eu me sinto mal com isso, poxa, eu sou mãe, quero pegar minha filha no colo também. Mas não irei falar nada, por enquanto. Minha irmã desceu com o Toby, os pais dele tinham dito para ele ir para casa no outro dia, mas conversei com sua e contei o que estava acontecendo e ela cedeu e deixou ele ficar ao lado da minha irmã. Peguei algumas coisinhas para Kath comer quando acordasse e fomos para o carro, o caminho para o hospital foi silencioso e longo.
Ao chegar ao hospital vi minha mãe sentada em um dos sofás que tinha na sala de espera, ela estava de cabeça baixa e parecia nervosa.
- Mãe? – Ela levantou a cabeça ao ouvir minha voz.
- Oi filha, que bom que vocês chegaram, não estava aguentando mais ficar aqui nessa angustia sozinha.
- Calma mãe estamos aqui agora. Já soube alguma notícia dele.
- Ainda não, já faz uma hora que ele entrou lá e ainda nenhuma notícia.
- Calma esse tipo de cirurgia pode demorar, é normal. Mas tudo vai correr bem, a senhora vai ver. – Damon tentou acalmar os nervos da minha mãe.
Nos sentamos ali junto com a minha mãe, o silencio era conturbador, uns roíam as unhas, outros mexiam seus pés sem parar. As horas não passavam, cada minuto ali esperando era uma eternidade, as vezes eu me levantava e andava de um lado pro outro e voltava a me sentar novamente, os minutos pareciam horas, quando você achava que já tinha se passado uma hora, você olhava no relógio e tinham se passado apenas alguns minutos. Kath acordou e saiu do colo do Damon e veio para o meu, ele ficava me vigiando para ver se eu não iria me levantar com ela ou algo parecido, isso me deixava mais nervosa do que eu já estava.
- Mamãe, estou com fominha.
- Mamãe trouxe alguns bolinhos e uma garrafinha com suco, você quer?
- Uhum. – Ela balançou a cabeça em afirmativo enquanto coçava os olhinhos.
- Damon pega fazendo o favor um bolinho e a garrafinha da Kath dentro da minha bolsa.
- Pego sim. – Ele pegou o bolinho e me entregou já aberto.
- Obrigada. – Ele piscou e deu um sorriso de lado. – Oh filha, trouxe bolinho com recheio de morango como você gosta.
- Hum mamãe, adolo esse bolinho, ele é muto gotoso.
- Eu sei, por isso que eu trouxe, e tem mais uns ali dentro da minha bolsa pra você comer se tiver com fome. – Ela apenas sorriu e assentiu com a cabeça enquanto saboreava seu bolinho.
Algumas horas depois
Já faziam mais de 5 horas que estávamos aqui no hospital sem notícias nenhuma, enfermeiras passavam aqui e perguntávamos se sabiam de algo e todos diziam que não, aquilo era horrível, não se ter notícia nenhuma era horrível, parecia que a cada minuto que passava meu coração ficava mais apertado, era ruim isso, minha mãe e minha irmã já tinham roído todas as unhas que tinham, estavam impacientes em seus lugares, eu não conseguia ficar parada também, eu não parava de andar de um lado para o outro era muito tempo esperando ali.
Mas tempo se passou e vi o médico que atendeu meu pai todos esses dias surgir no corredor, corri na direção dela assim como todos que estavam ali.
- E então doutor, deu certo? Como está meu pai? Ele vai melhorar?
- A cirurgia deu certo sim, seu passa está bem e está em observação, ele vai ficar 48 horas em observação para saber se ele não terá nenhum tipo de reação contraria a cirurgia e após isso refaremos os exames pra ver se o casa dele está regredindo.
- Ai graça a Deus. – Suspirei aliviada.
- Viu pequena, eu disse que daria tudo certo.
- Ah Damon. – Cai em seus braços chorando, era de alivio, eu precisava retirar toda aquela angustia que estava em mim, e só chorando para ela sair totalmente de mim.
- Mamãezinha, o vôzinho vai melorar?
- Esperamos que sim filhinha, ele está melhorando, e se Deus quiser ele vai melhorar completamente.
- To com saudadinha dele mamãezinha.
- Eu sei filhinha, mamãe também está, mas logo, logo ele vai estar com a gente de novo e você vai poder matar as saudades dele.
Parece que toneladas foram retiradas das minhas costas, eu me sentia mais aliviada e confiante que agora meu pai iria melhorar e se curar, eu estava abraçada ao meu marido e minha filha, minha mãe ainda enxia o médico de perguntas. Mas o que importa é que tudo tinha corrido bem, e que eu estava bem mais tranquila agora.
- Mamãezinha, o meu irmãozinho sabe do que tá acontecendo aqui com o nosso vôzinho?
- Sabe sim filhinha, ele sente tudo que a mamãe sente, assim como você sentia quando estava aqui dentro. – Sorri e ela fez cara de interrogação.
- Mas como que ficamos ai dento?
- Vocês ficam bem quentinhos e recebem comida da mamãe que vai pra vocês aqui dentro.
- É tipo um cobetor?
- É tipo um cobertor sim. – Ela estava começando a ficar curiosa demais, queria que essa fase demorasse um pouco mais para chegar.
- Hum, tem como eu voltar pa ai? – Ela apontou para minha barriga.
- Não filha, não tem não, agora você só pode ficar no colinho da mamãe e não dentro da barriga da mamãe. – Damon ria, em vez de me ajudar a responder. – Nem pra me ajudar né?
- Achei que você foi bem. – Respondeu brincalhão.
- Engraçadinho.
Acho que o pior daquela semana tinha passado, estávamos todos mais aliviados, poderíamos colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilos. Queria ver meu pai, mas pelo que ouvi minha mãe conversando com o médico a única que vai poder entrar lá será minha mãe, e o resto de nós só depois das 48 horas, infelizmente, mas era preciso para garantir que meu pai não pegasse nenhum tipo de infecção enquanto ele se recupera.
Notas finais
Espero a dica de vcs nos comentários heim...
E quero saber a opinião sobre a republicação ;)
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