The Real Life
13 Capítulo 13 - Chances
Notas iniciais
Na verdade quero agradecer aos comentários que recebi, vcs de deixam muito feliz com todo esse amor =D
Estávamos todos no carro indo em direção de casa, minha irmã chorava baixinho no ombro do seu namorado, Kath dormia como um anjinho na sua cadeirinha, meu pequenino estava bem quietinho dentro de mim, eu segurei o choro, não queria chorar mais, eu queria um milagre, que algo bom acontecesse, minha vida estava voltando a ser perfeita não poderia perder meu pai agora.
- Damon, você poderia parar em frente daquela catedral que tem ali perto de casa?
- Claro Lena. Mas porquê?
- Não sei. Implorar por um milagre.
- Lena.
- Apenas pare, por favor.
- Ok.
O caminho até catedral foi longo e silencioso, quando chegamos eu desci do carro e entrei na igreja, ela era linda por dentro e por fora, nunca tinha parado para reparar nisso, fui até os bancos mais próximos ao altar, me sentei e olhei fixamente para as imagens que haviam ali.
“Eu não sei como fazer isso, nunca fui de rezar, mas eu estou tão desesperada, eu sei que meu pai já tem uma certa idade e que um dia isso iria acontecer, mas porque agora? Porque com uma doença assim? Eu peço aqui por favor, que cure meu pai, ou faça qualquer outra coisa que o deixe bem, eu não o quero perder.” - Foi uma prece interna, não sabia como tinha que fazer isso. Nunca fui de rezar, mas o desespero me fez rever algumas coisas em minha vida.
Me levantei de onde estava e voltei para o carro, eu entrei e ninguém me questionou ou falou algo, apenas seguimos para casa em silencio. A catedral era perto de casa então foi um caminho rápido até lá, Damon estacionou, desci e fui pegar Kath.
- Lena deixa que eu pego, ela está pesada, pode fazer mal para o nosso pequenino. – Soltei um sorriso fraco, gosto de saber que depois de tanto tempo juntos ele ainda se preocupa com tudo.
- Tudo bem.
Ele pegou a Kath, eu abri a porta e ele a levou para o seu quartinho, segui para a cozinha e coloquei agua para esquentar, acho que todos nós precisamos de um chá de camomila para acalmar, minha irmã ficou na sala com o Toby, enquanto a agua esquentava eu me encostei no balcão da pia e fiquei pensando em tudo que já havia acontecido comigo e com a minha família. Damon chegou e me tirou dos meus pensamentos.
- No que está pensando agora pequena?
- Em tudo que aconteceu comigo, com a minha vida e com a minha família todos esses anos. Pensando que quando eu acho que minha vai se endireitar e ficar cada vez melhor, algo acontece e me deixa desolada.
- Ah minha pequena, não pense assim, isso é a vida, isso acontece com muita gente, não apenas com a nossa família ou com a família dos nossos conhecidos, acontece com todos pequena, a gente não pode fazer muitas coisas para mudar isso.
- Mas parece que comigo é direto, parece que não posso ser feliz.
- Calma pequena, tudo vai se ajeitar você vai ver, a vida nos prega algumas peças de vez em quando, mas ela sempre tem algo melhor pra nos dar depois.
Algumas lagrimas insistiram em cair, Damon percebeu e no mesmo instante me puxou para os seus braços, tentei ser forte, segurei as outras lagrimas, para que não caíssem, não queria chorar mais e por incrível que pareça eu consegui, consegui segurar as lagrimas, respirei fundo, abracei Damon com toda força que eu tinha.
- Obrigada amor.
- Pelo que?
- Por estar comigo, por estar aqui sempre que preciso, por ser meu amigo, marido, parceiro e companheiro por todo esse tempo, te amo tanto.
- Oh minha pequena, você não tem que agradecer, eu estou com você porque te amo mais que tudo nessa vida, você é tudo pra mim, minha vida, meu chão, meu ar, você é tudo pequena, tudo.
- Ah Damon. – Abracei mais forte ainda, só que agora desabando em lagrimas, essas palavras dele foram lindas, não consegui segurar mais.
A agua esquentou e então tive que me separar dos braços quentes e acolhedores dele, preparei o chá e levei uma xicara para minha irmã e outra para o Toby, preparei uma para o Damon e outra pra mim. Sentamos todos no sofá na sala, todos em silencio, meu celular berrou dentro da bolsa que estava em cima da mesinha que fica perto da porta, meu coração gelou, peguei o celular da bolsa e vi que era a minha mãe, atendi o mais rápido possível.
- Mãe o que aconteceu?
- Calma filha.
- Diga mãe, aconteceu alguma coisa?
- Calma filha, não aconteceu nada.
- Então porque tá me ligando?
- Os médicos revisaram os exames do seu pai, e disseram que talvez ele possa se curar com uma cirurgia.
- Mas que tipo de cirurgia?
- Não sei explicar filha, eles falaram que é complicada a cirurgia, que qualquer coisa errada que der, seu pai pode não resistir. Eles pediram para pensarmos bem se deixamos que façam a cirurgia ou não.
- Quais as porcentagens da cirurgia dar certo?
- O médico disse que de 70%.
Passou um milhão de coisas pela minha cabeça, mas eu não sabia o que dizer, não sabia se falava pra ela que eu quero que façam a cirurgia, ou se não, e se eu autorizar e ele morrer durante a cirurgia? Eu nunca me perdoaria. O que eu faço?
- Mãe você já tomou alguma decisão?
- Ainda não filha, quero a decisão sua e da sua irmã também.
- Vou falar com ela aqui e já te ligo.
- Tá bom filha, te aguardo.
Desliguei o telefone e voltei para o sofá onde todos estavam sentados.
- Quem era Lena?
- Minha mãe.
- Aconteceu alguma coisa? Papai tá bem?
- Tá sim.
- Então porque ela ligou?
Expliquei com todos os detalhes o que minha mãe tinha me dito, todos me ouviram com atenção e ficaram em silencio por um tempo, provavelmente com a mesma confusão mental que eu, não sabem o que fazer também.
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