The Ravenclaw Girl
3 Expresso de Hogwarts
Notas iniciais
Meus pais me levaram até a plataforma nove e meia, onde o Expresso de Hogwarts aguardava, cuspindo fumaça escura sobre a plataforma cheia de alunos que iam embarcar e suas famílias. Respirei fundo, sentindo a animação me dominar; eu amava Hogwarts.
Relanceei meu olhar para as pessoas na plataforma, procurando Lissie; mas não vi nenhum sinal dela. Provavelmente já havia embarcado no trem, talvez junto de Draco.
Olhei para meus pais, era o momento de nos despedirmos.
— Este ano você precisa se esforçar, Mia. — mamãe disse, enquanto me abraçava — É o ano das N.OM.s, não se esqueça. Estude um pouco todos os dias e cuide para ter uma boa noite de sono.
— Vou fazer isso, mamãe. — falei.
Em seguida meu pai me abraçou, me tirando do chão, como sempre fazia.
— Não se atente para o que a sua mãe disse, Mia. — a voz de meu pai estava risonha — Tente entrar para a equipe de Quadribol esse ano.
Minha mãe bateu no ombro de meu pai. Eu ri, mas um pouco sem graça, porque quando meu pai mencionou Quadribol, eu me lembrei de Adrian Pucey e seu sorriso de lado quando me cumprimentou no Beco Diagonal.
O trem apitou, era a deixa para que eu embarcasse. Com um último olhar para meus pais, subi para dentro do trem.
Andando, procurava um compartimento vazio, já que se Annelize estivesse realmente com Draco, não sairia de perto dele tão rapidamente. Eu também não encontrava com nenhuma colega de minha casa, quero dizer, vi Cho Chang em um compartimento junto com suas amigas risonhas, mas eu não tinha certa amizade com ela.
Andando, distraída, acabei por esbarrar em alguém, que provavelmente também não olhava por onde ia.
— Desculpe. — disse a pessoa, timidamente.
Era um garoto de olhos castanho-esverdeados e rosto redondo; eu o conhecia, ele estava no mesmo ano que eu, mas não na mesma casa. Se eu não me engano, ele era da Grifinória. Qual era mesmo o nome dele? Nathan, Nicholas... Neville!
— Ah, você é o Neville Longbottom. — exclamei, finalmente lembrando o nome dele.
O garoto corou.
— Eu sou Amélia Knight. — me apresentei, depois de um período de silêncio constrangedor.
— Eu sei. — ele ainda parecia sem jeito — É da Corvinal.
— Sim. — sorri.
— Mia. — uma voz me chamou. Era Annelize, havia surgido por trás de Neville — Oi, Neville. — ela cumprimentou, o olhando. Minha amiga geralmente não gostava de grifinórios, mas não tinha nada contra Neville Longbottom.
O garoto murmurou algo sobre precisar voltar para junto dos amigos e sumiu por entre os vagões.
— Eu achei um compartimento vazio para a gente. — ela disse, agora me encarando.
— Vamos lá.
***
— Um grifinório? É sério isso?
Eu estava sentada de pernas cruzadas, tentando ler meu livro de feitiços, fazia duas horas. Minha fascinação pelo Feitiço do Patrono crescia a cada ano que passava, e eu estava lendo — tentando — sobre ele, era uma magia complicada. Mas o falatório sem sentido de Annelize Grey não permitia que eu me concentrasse nem um pouquinho.
— Tudo bem que Neville pelo menos é sangue-puro, mas ele é da Grifinória. — ela continuava.
Eu, honestamente, não sabia que sonserinos podiam falar tanto assim.
— Adrian Pucey demonstrou interesse por você no Beco Diagonal; imagina se ele vê você conversando com Neville Longbottom? O que ele iria pensar?
— Annelize! — exclamei — Adrian só sorriu para mim! Ele apenas me cumprimentou, sendo educado.
— Aham. — ela adotou o tom sarcástico típico dos habitantes da Sonserina — Ele seria mesmo apenas educado com uma garota que não é da casa dele e nem do mesmo ano!
— Lissie, por favor. — sentia meu rosto se avermelhar — Eu não quero falar sobre Adrian. Se ele gosta de mim, ele vai vir falar comigo novamente mais cedo ou mais tarde.
— Eu só insisto nisso, Mia, porque você sabe como são as linhagens tradicionais. — ela tocou no último assunto que eu queria — Casamentos são arranjados, seria melhor que você se apaixonasse por uma pessoa... decente.
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