The Rain In Front Of The Rainbow
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Desculpem pela demora. Esse capítulo tem bastante coisinhas novas, nem tantas, acho que duas... Por favor, mandem reviews dizendo oque vocês acharam. Perdoem os erros.
~Luiza
POVS LUIZA
Eu me sentia estranha, me sentia bem, me sentia errada... Como se eu tivesse feito algo errado, mas eu não entendia o porque. Minha mente não parava de mostrar-me imagens do sorriso do Louis, do jeito que ele arruma o cabelo, dobra a barra da calça e daqueles pulinhos de animação quando fazem algo que ele quer. Quanto mais eu lembrava do Louis mais eu me sentia culpada por ter beijado o Niall, mas por que? Porque eu me sinto desse jeito? Afinal eu não tenho nada com o Louis e, pelo o que me parece, também não quero nada com o Niall. Agora eu não sei mais como vai ser, eu não sei como falar de novo com o Niall, como olhar de novo para ele e não me sentir culpada, mas uma coisa eu sei, eu vou ter que falar com ele em algum momento, mesmo eu não estando preparada para isso, e eu não estou. Não estou preparada pra olhar de novo naqueles olhos azuis, mas eu sinto que eu preciso disso, eu necessito dele do meu lado, eu preciso ouvir a voz dele, aquela risada que contagia a todos, mas como? Eu sou fraca, eu não aguento essas coisas, nunca fui boa com isso, até porque eu nunca tinha passado por algo parecido. Acabar com a nossa recente e forte amizade ou me afastar dele, são as ultimas coisa que eu quero. “Coragem Luiza, Coragem.” era o que eu ouvia dentro de mim, resolvi dar ouvidos pelo menos uma vez a essa vozinha. Peguei meu celular e disquei pausadamente o número dele “Coragem Luiza, Coragem.” repeti para mim mesma.
- Oi – ele disse desanimadamente e aquilo fez com que meu coração gelasse. Minha visão estava começando a embasar e eu me sentia tonta.
- Oi – eu disse e pude ouvir a respiração pesada dele no outro lado da linha, ficamos em silencio por alguns segundos, minha coragem sumiu e agora eu só era a Luiza que tem medo de seus próprios sentimentos.
- Luiza? – ele me perguntou.
- Ahn... Nós precisamos conversar – falei.
- É, eu sei, quer que eu passe aí? – ele parecia tão desconfortável com a situação quanto eu.
- Por favor... – suspirei sentindo meu coração acelerar só pelo fato de saber que ele está vindo para cá e eu vou ter que enfrentar a situação.
- Estou indo então – ele disse desligando.
Fiquei encarando a nossa foto no identificador de chamadas, será que vai ser como era antes? Subi a escada e descobri que eu estava sozinha em casa, melhor assim. Tomei banho e coloquei uma roupa qualquer, peguei uma xícara de café e bebi quase de uma vez só, eu nunca gostei muito de café, mas bebo quando estou nervosa. Parecia que o tempo não passava, que alguém tinha colado os ponteiros do relógio e que seria aquela mesma hora pra sempre, bebi mais uma xícara de café. Me lembrei que hoje é o dia de tirar o gesso, finalmente.
A companhia tocou. O barulho feito pela campanhia pareceu mais alto do que de costume e fez com que eu me assustasse, fui até a porta e segurei firme no trinque buscando coragem, resolvi abrir de uma vez, isso tem que acontecer.
- Oi – ele disse.
- Oi, entra.
- Nós realmente temos que conversar, né? – ele me perguntou arqueando a sobrancelhas.
- Sim, sobre ontem... – falei olhando pro chão.
- Sobre o beijo ou sobre a parte que você saiu mancando e quase foi atropelada? – ele disse dando um sorriso mínimo.
- Sobre tudo, menos a parte do quase segundo atropelamento – falei.
- Pode começar – ele disse sentando no sofá, sentei ao seu lado.
Respirei fundo e comecei a falar.
- Eu queria te pedir desculpas por ontem. – ele moveu a boca pra falar alguma coisa – Por favor, me escute, depois tu pode falar o que quiser, só me escute. – falei e ele fez um sinal para eu prosseguir – Eu quero pedir desculpas pelo beijo e por ter ido embora sem dizer nada, eu sei que não foi certo, e eu não quero te perder, eu não quero perder esse amigo perfeito que tu é, porque eu prefiro mil vezes te ter só como um amigo que eu sei que vai ser pra sempre do que arriscar outra coisa que pode durar por um tempo, mas não pra sempre.
— Eu te entendo, até porque eu penso a mesma coisa, e eu odeio pensar em nós dois agindo como... estranhos um com o outro, como se você não fosse minha amiga, melhor amiga – ele disse e eu abri um verdadeiro sorriso – Nós nos tornamos tão próximos nesses três dias e... Eu te amo Luzia, e amo como um irmão ama sua irmãzinha, eu sinto que eu tenho que te proteger até o fim do mundo e eu nunca vou deixar nada atrapalhar isso.
Eu sorri e o abracei, eu estava precisando disso, de ficar “bem” com ele, de livrar-me desse sentimento de medo e culpa. Precisando ter meu irmão aqui comigo de novo.
- Então, eu estou com fome – falei e ele sorriu.
- COMIDA! – ele gritou levantando do sofá apressadamente, me fazendo rir.
Coloquei uma roupa que eu pudesse sair sem parecer uma mendiga, e peguei minha bolsa e o celular.
- Vamos onde? – perguntei.
- Nando’s – ele disse sorrindo.
- Você nunca se cansa, né? – eu falei e ele fez sinal de não exagerado com a cabeça.
Almoçamos e depois fomos até o hospital tirar o gesso, era tão bom poder caminhar normalmente sem parecer um robô enferrujado, no começo me desequilibrei, mas Niall estava lá para me apoiar. Depois fui para minha casa e ele pra dele.
Cheguei e só a Ana estava lá.
- Olá Ana querida – eu disse e ele acenou com a mão.
Conversamos sobre coisas nada haver e rimos muito, até que a companhia tocou e eu fui atender.
Era uma menina. Ela tinha um cabelo lindo, bastante encaracolado e um pouco mais escuro que o meu, sua pele era muito branca, um pouco mais alta que eu, vestia preto da cabeça aos pés, e por conta da maquiagem escura, seus olhos castanhos escuros pareciam um claros ao longe.
- Oi? – perguntei, meio confusa mas sorrindo simpática, mas afinal, porque aquela menina estava na porta do meu apartamento?
- Hãm, oi, tem o numero de uma pizzaria? – ela perguntou seca, não parecia ser muito amigável.
- Ah, tenho sim... Você mora aqui no prédio?
- Interessa? Tem o numero ou não tem? – ela perguntou.
- Tenho sim, mas se tu fosse um pouquinho menos grossa eu te dava – falei sorrindo.
- Há há há, você é assim? Sempre engraçada? – ela ironizou, quem essa menina pensa que é?
- Sou quando possível. Agora, se der a licença – falei tentando fechar a porta.
- Eu moro aqui em frente, prazer sou sua nova vizinha – ela disse estendendo a mão com um sorriso cínico estampado no rosto.
- Eu ouvi vizinha? – a Ana falou ficando do meu lado – Oi, prazer Ana Laura – ela disse apertando a mão da menina.
- Prazer, Eduarda – ela falou sorrindo meigamente, ela só pode ser bipolar. – Você tem o número de uma pizzaria para me dar? É que eu e meus pais somos novos na cidade e não conhecemos nada aqui.
- Eu tenho, só um minuto – a Ana disse, coitada, está sendo enganada.
- Muito obrigada. – ela continuou sorrindo e a Ana foi pegar seu celular, eu apenas observava tudo boquiaberta – Porque tu não é que nem a sua amiga? Ela sim é querida e legal.
- Você só pode ser bipolar menina – eu disse e ela revirou os olhos.
- Aqui – a Ana disse entregando um papel com o numero da pizzaria – Já que você é nova aqui na cidade, não deve conhecer ninguém, não é?
- É, por enquanto só conheço você, opa, vocês. – ela disse com um sorrisinho tímido, que eu sei que era falsos – Mas porque?
- É que eu estava pensando, nós podíamos sair hoje, né? Conhecer gente nova, e eu também estou a pouco tempo em Londres e ainda não sai a noite, o que você acha Lu?
A Ana Laura só pode estar louca, eu e essa menina? Saindo juntas? Só pode dar merda. Eu continuava com a boca levemente aberta, e minha cabeça parecia que ia explodir, eu estava muito estressada... Eu tentei ser legal com ela e ela foi grossa comigo, cadê a regra de “respeite e será respeitado” na vida dessa menina?
- É, o que você acha Lu? – ela disse, quem vê pensa que é um anjo.
- Primeiro, não me chama de Lu, pra ti é Luiza... Ah, quer saber? Nem me chame, finge que não me conhece. – falei e a Ana me olhou com uma cara de “Tá maluca” – E segundo, se você quiser ir Ana, pode ir, mas eu fico em casa.
- Tudo bem, então eu vou ligar pra a Vitória pra ver se ela vai, quem sabe os meninos também vão querer ir – ela disse e eu revirei os olhos e saí dali, o ar estava ficando insuportável.
Joguei-me esparramada no sofá e com enfiei meu rosto em uma almofada repremindo um grito. Pude ouvir as duas conversando animadamente, só o que me faltava agora, a Ana virar amiguinha dessa maluca bipolar.
Ouvi o barulho da porta, e a Ana veio até mim e eu me contorci para olhar para ela.
- O que você tem Luiza? Porque foi tão grossa? A Duda é um amor. – ela disse com o tom da voz um pouco estressado e preocupado. Ela não esta acostumada a me ver sendo grossa com os outros... E eu não estou acostumada a ver os outros sendo grossos comigo.
- NADA, só estou tratei ela do jeito que ela me tratou. E tu já conhece ela a quando tempo? Cinco minutos no máximo e já é Duda, me poupe Ana – falei e ela revirou os olhos.
- Eu não vou discutir contigo. Eu já liguei pra Vic, e ela adorou a ideia por isso que ela e os meninos vão, tem certeza que vai ficar aqui? – ela disse e eu fiz sim com a cabeça enterrando-a entre as almofadas novamente.
Quero ver quanto tempo essa menina aguenta se fazendo de queridinha.
Notas finais
Mandem reviews meus amore e se der, divulguem e recomendem a fic. Obrigada por ler e pelas pessoa s que já mandarm ou vão amndar reviews ~luv u~
Aaaaaaaaaah, uma boydirectioner lá do meu colégio me emprestou Take Me Home *oooooooooo* E eu sou pobre e ainda não comprei o meu u.u
Ah, obrigada mais uma vez, e mandem reviews, beijos de chocolate sz
~Luiza
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