The Rager
29 The Grand Finale
Notas iniciais
~ELENA~
Quatro exatos anos se passaram desde aquele dia. Teve algumas horas que... me arrependi. Eu poderia ter simplesmente ido embora. Mas naquele momento a dor fora tão grande que por um período de tempo eu me tornara outra pessoa.
Um mês depois que eu tomara uma atitude que até hoje me assombra. Eu matara uma pessoa. Eu... realmente fizera isso. Bom, eu descobri que Damon havia me deixado algo que desde que descobri tive vários pensamentos. Que ele dera a palavra final. E o que eu me prendo até hoje, que ele me devolvera o que me tirara. Meu pequeno Peter. Que era literalmente minha vida.
Damon Salvatore foi dado como desaparecido. Desconfiaram de mim, claro, porem Joe, Car e até Stefan deram depoimentos falando o quanto eu era boa e o amava. Logo desistiram de procura-lo e o deram como desaparecido. Um ano depois resolveram fazer um inventario, e como Damon não tinha testamento, os bens seriam divididos entre a família, no caso, Joe, eu e meu filho. Porem Joseph abriu parte de sua metade e sumiu, eu apenas o vi pelo computador onde ele fala com o sobrinho. Então eu como a pobre esposa dada como viúva fiquei com todos os lindos milhões de Damon, assim como sua empresa, que quem administra para mim é Stefan. Que hoje está em um tipo de relacionamento com Caroline, logo ele me deixa sempre muito claro que apesar de Peter, ele ainda me quer com ele, ainda me ama.
Já completei meus 29 anos, e nos últimos três anos eu estivera viajando pelo mundo com Peter. No momento, estamos em um adorável verão no Caribe. Nada melhor. Eu não me envolvera com homem algum depois de Damon. De certo modo eu tinha medo de que tudo acontecesse novamente. Eu me dedicava 100% ao meu filhote.
Eu estava deitada na lancha e Peter estava lá dentro dormindo, percebo que a lancha para e outra vem em nossa direção. Me levanto e vou até a ponta para que possa saber do que se trata. Um homem alto, branco com cabelos pretos sai da cabine. Ele era extraordinariamente parecido com...
– Não... – murmurei. – Não pode ser! – ele veio para ponta também e me olhou sorrindo.
– Sentiu minha falta Elena? – abaixei meu óculos boquiaberta enquanto ele retirava o seu. Eu queria que fosse Joseph, mas não. Ali. Na minha frente, era mesmo Damon Salvatore.
– Não, não é possível, você... você morreu! – falei transtornada. Ele negou com a cabeça.
– É o que dizem Lena, vaso ruim não quebra.
(Lena -> http://www.polyvore.com/rager_ii/set?id=108427538 )
~DAMON~
Há quatro anos eu morri. Sim, morri como Damon Salvatore. E depois de enganar a morte eu renasci como uma fênix, com o nome falso de Ian Somerhalder. Consegui me soltar das cordas em que Elena me prendeu quando ela virou-se de costas, segundos antes do carro explodir. Machuquei-me um pouco, claro, mas nada grave. Hoje sou um novo homem. Literalmente. Mantive-me todo esse tempo com um dinheiro escondido que eu tinha na Suíça.
Ansiedade, irritabilidade, ciúmes, alternância entre amor e ódio, sedução, impulsividade. Todos esses são sintomas de um transtorno psicológico chamado Transtorno de Personalidade Borderline. O qual eu descobri que sofria com. Muitas das pessoas com esse transtorno tornam-se autodestrutivas, mas eu, bom, eu sou, ou melhor, eu era Damon Salvatore. Para mim sempre fora 8 ou 80, tudo ou nada.
E agora, depois de tanto tempo acompanhando Elena de longe eu estava finalmente pronto para poder novamente conviver com ela e nosso filho.
– Lena, me deixa ver o Peter? – perguntei esperançoso depois de um longo tempo em silencio.
– Nem pensar! – falou virando de costas. Ainda estava visivelmente chocada por minha aparição.
– Lena, tudo aquilo que aconteceu... Não foi, eu... olha eu não fiz de propósito... – ela se virou imediatamente me olhando possessa.
– Ah não? Então foi tudo um mal entendido? Depois de tanto tempo você tem a cara de pau de aparecer e me dizer isso?!
– Eu descobri depois que consegui fugir... da sua tentativa de me matar, descobri que tenho Transtorno de Personalidade Borderline , e isso me fazia agir da forma que eu agia...
– Obvio, muito fácil culpar uma doença agora, não é? Mas não adianta, você não vai se aproximar do meu filho e nem de mim, você vai continuar como esteve nos últimos quatro anos. Morto. – disse grosa. Respirei fundo e lhe falei com calma.
– É a verdade. Olha, acreditamos que a causa da... doença, quer dizer, não é uma doença. É um transtorno de personalidade. Estou aprendendo isso com meu analista e o psiquiatra. Bom, mas a causa a principio foi a morte de meus pais, os perdi muito cedo e isso resultou em... tudo o que aconteceu, acredite, até meus... gostos particulares na cama são consequências disso. Quero que me perdoe. Acredite Elena, eu mudei, muito. Acredita que tomo remédios? — ri sem humor. Eu nunca tomava remédios. — E muitos... tomo medicação para ansiedade, depressão e estabilizadores de humor. Eu deveria ter sido desde criança oque sou hoje. Faço muitas terapias também, agora eu me expresso e falo mais, faço a Terapia Comportamental Dialética, a Terapia de Esquemas e a Terapia Cognitivo-Comportamental, além, claro da Psicanálise e dos Serviços Mentais de Recuperação que faço por mim mesmo. Elena, eu sou apto para ficar perto do meu filho, alias, foi por ele que não apareci de volta logo depois que tentou me matar. Depois que eu já estava recuperado dos machucados que sofri, descobri que você estava no mesmo hospital que eu e... gravida. – eu sabia que meus olhos brilhavam. — Eu queria, quero, ser um homem normal, ficar perto do nosso filho. Não estou te pedindo outra chance para nós, ainda. Estou pedindo para conviver com o Peter, ele tem quatro anos e não me conhece! — ela me olhava decidida, mas como os olhos marejados.
– Mamãe? – veio Peter coçando os olhinhos e com os cabelos pretos todos desalinhados, com as roupas amassadas. Elena correu até ele o pegando no colo.

– Filho, porque acordou? – perguntou e me segurei para não rir.
– Não tava mais com soninho ne mamãe... – falou e bocejou, ela e colocou no chão novamente.
– Pois volte a dormir. – falou e tentando fazer voltar para a cabine.
– Não quero mamãe! – reinou ele batendo o pé.
– Vai lá Peter, me obedeça, por favor!
– Por quê? Eu não quero ir! – agora ele me reparou ali. – Quem é o moço mamãe? – perguntou apontando para mim. Elena revirou os olhos o fazendo virar de costas e andar até a cabine.
– Não é ninguém...
– Ele parece comigo, e com o tio Joe, papai também parece assim? — resolvi intervir porque Elena parecia sem resposta.
– Vem aqui garotão... – chamei-o.
– Não! – Elena disse o pegando no colo. – Vamos para terra firme e lá conversamos. Nós dois. – seu olhar era cortante e seu tom repreensivo.
– Eu te amo. – sussurrei para Elena antes de voltar para a cabine e ir o mais rápido possível para terra firme e conversar com ela.
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Depois de muita conversa, tempo e insistência, Elena me deixou ver meu filho com certa frequência. Com calma contamos á ele que eu era seu pai, e ele não podia estar mais feliz com a noticia. Hoje, Elena e eu morávamos na mesma casa com Peter, pois ele se apegara muito á mim e não aceitava mais ficar longe sem fazer muita birra. Ele era igualzinho á mim quando criança, queria tudo na hora dele e as vezes era difícil de se lidar. Meu único medo em relação á isso era que ele tivesse herdado de mim o transtorno, que podia ser passado por hereditariedade.
Elena não me perdoara, obviamente, logo não conseguia olhar nos meus olhos e dizer que não me amava. Vivíamos literalmente entre tapas e beijos, Lena se recusava a dizer que estávamos juntos, para ela o que tínhamos eram apenas recaídas.
Mas a minha maior felicidade hoje, é ter Elena e meu filho comigo. Percebi que posso sim ter Elena por completo e ainda assim ter uma criança conosco, com sua presença constante. Me arrependo cada dia de tudo o que fui capaz de fazer e com muita persistência e cuidado hoje não tenho mais os comportamentos impulsivos, a maldade, e principalmente, a ira.
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