The Rager
16 Just one more birthday
Notas iniciais
~ELENA~
Damon me puxou até a cozinha, pegou o telefone e me pediu que esperasse.
– Olá, aqui é Damon Salvatore, eu preciso de uma torta de bombons e brigadeiro, para essa noite... Sim, eu preciso... Pago a necessário... Cinco quilos, está bom? – perguntou para mim em um sussurro, assenti sorrindo boba. – Certo, muito obrigado. – desligou o telefone e virou sorrindo para mim. – O que acha de chamar seus amigos aqui? — perguntou dando de ombros. – Podemos dar um jantar! Alugo um restaurante por hoje e depois vamos para uma boate, reservo uma parte privada...
– Bom, pode ser, mas não tenho tantos amigos assim... Acho que poderíamos comemorar apenas nós, o que acha? – perguntei e fui até ele lhe abraçando pelo pescoço e lhe dando um selinho.
– Uma ótima ideia, apenas achei que você gostaria de passar com mais pessoas...
– Não, gosto de passar assim. Há anos passamos apenas Stefan e eu. – quando acabei de falar a campainha tocou. E Damon sem nada dizer foi atender, eu não devia ter citado Stefan...
– Vá embora... – ouvi Damon dizer agressivo. Estranhei.
– Não, eu... Preciso dá-la parabéns, por favor, deixe-me! – Era Stefan! Sorri eufórica e fui em direção á sala.
– Porque simplesmente não aceita que perdeu e a deixa ser feliz?! Não a procure... – dizia Damon, e logo intervi.
– O que está a dizer, Damon? Nada do que aconteceu fez parte de um jogo para se ganhar ou perder...
– Eu não quis dizer isso Elen... – não deixei que ele terminasse.
– E Stef, pode vir me ver quando quiser, Dam, por favor, o deixe entrar... – Stefan abriu seu sorriso de menino. Eu e ele éramos iguais, tínhamos aquela alma velha.
– Obrigado Lena, — ele passou por Damon com um olhar perdido, parecia deslocado. – Meus parabéns! Tudo de mais perfeito em sua vida, quero que seja muito feliz, — ele pegou minhas mãos juntas e depositou um beijo. – Trouxe algo para voce. – falou e tirou um pequeno saquinho de veludo do bolso. – Vire-se. – mandou-me, ri e o fiz. Senti que ele colocava um colar em meu pescoço, quando terminou me virou para ele e sorriu largo me puxandopara um abraço forte. Retribui com a mesma intensidade, me permiti fechar os olhos e fantasiar que tudo era como uma vez, ao abrir, olhei para trás de Stefan e Damon me olhava com um olhar cortante e mortal de pura raiva, um frio desceu por minha espinha. – Sei que gosta de escrever, eu nunca tinha achado um desse antes, e acredite, eu procurei muito. – disse se referindo ao colar de ouro cujo pingente era um pequeno lapir.
– Muito obrigada, é... Muito lindo, mesmo. – ele apenas sorriu e deu de ombros como se não fosse nada demais.

– Essa casa é bem grande, — disse olhando ao redor, apenas assenti, não me sentia confortável sobre isso. – Não se perde aqui? Nosso apart era tão diferente, minúsculo! – deu uma risadinha. Apenas assenti sorrindo sem graça. – Tão mais do que eu pude te oferecer. – refletiu. Ninguém falou nada Damon veio em minha direção e possesivamente me puxou pela cintura de encontro ao seu corpo. Puxou meu rosto e sem pudor algum me deu um beijo, tentou aprofundar, porem não permiti. Espalmei as mãos em seu peito lhe afastando, claramente o repreendendo com o olhar. Obviamente ele estava querendo mostrar que eu não era mais de Stefan e sim dele. Mais ou menos.
Não gosto de pensar que sou como um objeto que tem dono e alguém o perde ou o rouba, e outro se apossa.
– O que esta fazendo?! – perguntei irritada. O que era difícil, eu geralmente não ficava irritada. Ele apenas sorriu fraco.
Stefan estava parado me olhando sem demonstrar nada, mas vi em seu olhar a tristeza.
– Então, com está? – perguntou.
– Estou bem, obrigada. – falei doce.
– Mas... depois do, — pigarreou. – do aborto, tem se cuidado? – perguntou.
– Tem, ela tem sim. – responde Damon por mim, o que eu odiava. Eu não era incapaz e muito menos criança para não responder as perguntas a mim feitas. – Eu tenho cuidado dela. – diz e me beija na bochecha. Viro o rosto irritada.
– Podemos falas a sós, Lena? – perguntou Stefan. Olhei para Damon que fechou a cara em uma carranca que amedrontava. Assenti e puxei Stefan até a varanda.
– Está mesmo bem Elena? – perguntou preocupada e afagou meu rosto.
– Sim estou, não se preocupe Stef, apenas, siga sua vida, não precisa achar que tem alguma responsabilidade sobre mim. – falei colocando uma mecha atrás da orelha.
– Eu sei, mas... Lena, eu fico preocupado com você sozinha aqui com ele. Você mal o conhece... Por favor, eu temo por você. Pense, tenho certeza que ele tem algo haver com o acidente que provocou seu aborto... Obvio que ele não iria querer criar nosso filho, Lena, por favor, me escuta, você não pode ficar aqui, ele é perigoso. Eu sinto. — disse colocando minha mão em sue coração, tratei logo de tirar, negando com a cabeça.
– Não Stefan, claro que não, foi um acidente, se alguém tem culpa esse alguém sou eu. Poderia ter acontecido com Mery se ela tivesse levado as caixas... Ele jmais seria capaz de tal ato. Eu posso não o conhecer bem, e sei que ele não é a melhor das pessoas, mas ele gosta de mim, e cuida de mim. Ele queria cuidar daquele bebe tanto quanto eu, se não mais, ele também ficou arrasado após o acidente, por favor, não insinue esse tipo de coisa sobre ele. – falei.
– Está certo, algum dia você verá que sei do que falo. Bom, Lenz, vou indo, tenho que trabalhar hoje e sabe que odeiam atrasos lá – veio e me deu um beijo no rosto, lhe abracei e ele foi embora me lançando um ultimo olhar.
–----------------------------------------------------------------------------------Damon disse que iriámos a uma festa que era como uma balada, porem, para milionários, o que obrigava as vestimentas serem muito mais... chiques. Ele havia saído á horas, disse que precisava me dar um presente.
Aporta se abriu e Dam logo veio á mim com uma caixa grande, uma média e uma pequena caixa menor no topo. Levei as mãos á boca.
– Ah meu Deus, Damon! Não precisava de tanto, meu deus!
– Claro que precisava, você é uma princesa, e se acostume-se. Abra, veja o que acha. – assenti e abri a caixa grande, onde se encontrava em um embrulho de papel um lindo vestido. O levantei e era maravilhoso. Preto, com um decote enorme nas costas. Não era meu estilo, mas inegavelmente lindo e luxuoso. Haviam pedrinhas na borda do decote da frente até o decote de trás. – O que achou? – perguntou-me.
– Uau, é... Maravilhoso, sem duvida. Você é dono de um gosto impecável. – falei. – Amei as pedrinhas, strass, não é? – ele deu uma risadinha.
– Claro que não, são diamantes. Estava á venda na parte vip de uma loja que agora não me recordo o nome, porem é uma das melhores. – meu queixo foi ao chão.
– Di-diamantes? Num vestido?! Pelo amor de Deus Damon, que desperdício de dinheiro! — falei.
– Claro que não, você merece o melhor, sempre, e bom, eu posso comprar tudo de melhor para você. – gabou-se. Eu honestamente não gostei. – Tem também os brincos e o anel de diamantes. – citou. – E um sapato da Channel que você vai amar. – sorri fraco. Essas coisas nunca foram do meu interesse. Sentimentos, valores, ações, caráter. Isso sim sempre foram do meu interesse. Me vesti e ele também. ( roupas: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=110173073&.locale=pt-br ) e fomos para a festa.
Damon estava muito animado, eu tentei o acompanhar, porem o que eu queria mesmo... Era ficar sentada no tapete da sala, tomando vinho barato e comendo uma pizza. Como nos velhos tempos...
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