The Rager
18 Feelings part II
Notas iniciais
Cada um já tinha seguido seu caminho, ele vivia viajando e eu era CEO da antiga empresa de nossos pais.
Eu namorei, sim é impressionante. Mas nunca pude dizer “eu te amo”, seria falso. Infelizmente nunca tive a capacidade de amar verdadeiramente alguém. Nada de traumático me aconteceu. Sempre gostei de ver o sofrimento nos olhos das mulheres com quem eu saia, como se de alguma forma eu as tivesse punindo por não me faze-las amar.
Até que descobri que existia o BDSM, isso foi maravilhoso. Eu me sentia completo as fazia pagas por não me fazer amar. As únicas pessoas que eu amara foram meus pais e meu irmão, que eventualmente me traiu, fazendo-me passar algum meses na cadeia em seu lugar.
Fiquei muito transtornado por alguns anos, ao ver todos sempre felizes, ate mesmo desconhecidos nas ruas. Todos, todos, amando de alguma forma. Mas eu não, eu não tinha o amor em mim. Eu não tinha o dom de amar. Nem mesmo um cão.
Viajei por muitos lugares por alguns meses, vi o amor em meio á morte e destruição. Fui voluntario em uma catástrofe no Haiti, apoiei as ONG’s, doei tanto dinheiro como alimentos e roupas.
Após voltar resolvi não me importar, eu parecia uma menininha louca para perder a virgindade, louco para ter um sentimento. Porem consegui entender que não tenho como manipular isso. Mas o ódio das vadias que não me faziam sentir continuava lá. E eu as fiz sofrer. Muito, as fiz pagarem por não me despertarem sentimentos que todo humano deve ter.
Quando eu menos esperava, um dia que fui tomar um café no horário do almoço, o que era incomum, eu literalmente esbarrei com a mulher mais perfeita e imperfeita.
Ela era tudo o que eu não gostava. Morena, esguia, olhos escuros, baunilha, apaixonada, delicada e extremamente inocente. Entretanto ela me atraiu de maneira que outra jamais o fizera. Eu fiz o que tinha que ser feito para ter ela só para mim. Ela tinha que ser apenas minha, eu não queria dividi-la com ninguém.
Lhe apresentei meu mundo, eu achei que assim ela se tornaria o que eu queria. Novamente errado. Ela odiou. E a castiguei por não me amar. Logo quando sinto o que temia jamais sentir, não sou correspondido, mesmo mediante de todos os esforços e barreiras que derrubei por ela.
Elena era dona de uma rara alma velha e bondosa. Romântica ao extremo. Eu tentei... tentei lhe agradar em seu aniversario. Entretanto vi em seus olhos como não era aquilo que desejava novamente. Ela não gosta do luxo que eu trazia comigo.
Mas eu a traria para minha vida, e eu entraria em seu coração, nem que tivesse que lhe arrancar a carne e entrar a força.
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