The Radars - Highway To Fame
2 Chapter One
Corringham,United Kingdom. 1989
Aquele era um grande dia para o papai coruja que Frederic era. Seu caçula iria pela primeira vez ao colégio. Até parecia que era o pai que teria o seu primeiro dia. Uma faladeira tomou conta da sala da pequena casa e os quatro irmãos já discutiam logo de manhã cedo. Frederic estava sentado na poltrona inquieto só ouvindo a faladeira das crianças. Olhou para cada um deles. Harold era o mais velho dos cinco irmãos. Já tinha lá seus 15 anos e não era muito paciente para com os irmãos. Harold tinha uma personalidade completamente diferente do resto da familia. Era impaciente,vivia trancado no quarto entretido com suas fitas de música country. Sim,ele ouvia country. Para o pai,aquelas músicas e aquelas gaitas irritantes sópodiam ser afronta. Mas vindo de Harold não era novidade,afinal,tudo que ele fazia parecia uma afronta para com os pais. Jeffrey era o segundo mais velho. Ao contrário de Harold,Jeffrey era um garoto mais na dele. Era raro vê-lo perder a compostura,o que irritava o irmão primogênito,não era á toa que ele tentava a todo custo irritar o irmão. Jeffrey já tinha seus 13 anos e começava a ter outros interesses,por conta da puberdade que lhe atingia. Coraline era o xodó do pai. Sendo a única filha que Marilyn lhe concedera,Frederic fazia de tudo para ver a pequena Coraline sorrindo. Não é preciso nem dizer que ela era o centro das atenções daquela casa. E por incrível que pareça,ela detestava aquilo. Coraline tinha 12 anos,e veio assim que Jeffrey completou os seus primeiros anos de vida. Logo depois dela vinha Cooper. Cooper era super ativo e com seus apenas 7 anos,corria pra lá e pra cá,vivia quebrando as coisas e ás vezes irritava a mãe por não parar quieto um segundo.
– Qualquer dia irei encher esse menino de chá verde,para ver se ele se aquieta e para de quebrar as coisas por aí.Daqui a pouco não teremos mais mobília! — sempre dizia Marilyn quando o garoto passava dos limites. Frederic só conseguia rir,alegando ser típico da idade em que Cooper se encontrava.
– Cooper,por céus,será que não dá pra você parar quieto? — reclamou Harold quando o irmão saiu correndo até a porta da cozinha quase fazendo o mais velho cair tamanha era a sua pressa. O menino nada disse,somente continuou a brincar feliz com seu peão que ganhara a pouco tempo de seu avô. Frederic olhou para o topo da escada e abriu um imenso sorriso vendo o pequeno garotinho loiro tentando ajeitar a gravata do uniforme no pescoço.
– Problemas com a gravata,grande homem? — perguntou bem-humorado vendo a luta do garoto. O menino bufou e soltou a gravata cruzando os braços emburrado.
– Eu tenho mesmo que usar esse negócio pai? Não pára quieto! — reclamou o menino vendo seu pai ajoelhar à sua altura rindo do enorme bico que ele fizera.
– Como você quer usar o uniforme se ao menos sabe ajeitar a gravata? — Frederic riu arrumando a gravata no pescoço do filho. Aquele era Lucas,o filho mais novo do casal Hanson.Lucas era o que teria seu primeiro dia no ginásio infantil de Corringham. Frederic mal podia esperar para ver o garotinho chegando em casa cheio de coisas para contar. Acabado o nó,Frederic aprtou levemente o nariz do garoto e riu. O homem se levantou e estendeu a mão para Lucas que a aceitou descendo as escadas junto ao pai. Eles se dirigiram para a cozinha onde já estavam todos à mesa,enquanto Marilyn colocava uma travessa cheia de cookies. Mal vira os biscoitos,Lucas já correra para o seu lugar,começando a atacá-los como sempre fazia. Assim que o café fora todo devorado,Frederic acomodou todos em seu Opala e deu a partida à caminho do colégio. Deixou Harold em seu colégio,Jeffrey e Coraline no deles,e seguiu com Cooper e Lucas para o ginásio. Desceram do carro e Cooper ajeitou a mochila nas costas olhando sorridente para o irmão mais novo,de 5 anos.
– Você vai gostar pequeno Luke,o playground daqui é imenso. — comentou fazendo gestos exagerados com as mãos em empolgação.Seria legal ter o irmão consigo no colágio. Luke era o único que conseguia acompanhar o ritmo de Cooper,e ele adorava isso. Se despediu do pai,de Luke e foi saltitando até a porta de sua sala. Ver Cooper conversar feliz com seus colegas fez Luke se sentir menostenso e ser levado pelo pai até a porta da sala onde já havia um aglomerado de crianças de sua idade. Frederic concersou com a professora e se agaichou à altura do filho o olhando com um sorriso.
– Não vou poder ficar mais hoje porque tenho trabalho à fazer,mas sei que vai se sair bem. — sorriu confiante apertando os ombros do filho. — Boa sorte,Luke. — deu-lhe um beijo na testa e se afastou deixando Luke ali sozinho e sem o que fazer. O menino suspirou e deu de ombros se aproximando dos outros. Esbarrou sem querer em alguém e ouviu um ''Outch'' murmurado. Ótimo,já estava esbarrando nos colegas logo no primeiro dia.
– Me desculpe,eu não te vi. — se desculpou vendo o garoto ruivo esfregar o braço dolorido e olhar para ele levemente irritado.
– Presta mais atenção da próxima vez. — resmungou e Luke acentiu sem jeito.
– Bem...é...sou Luke. — disse lhe estendendo a mão. O ruivo pareceu examiná-lo por longos minutos deixando o garoto constrangido.
– Hum. — resmungou novamente. — Sou Bob.
Huntington Beach,California. 1989
Um som alto vinha de dentro daquela garagem,dando uma impressão à quem passasse por ali,que o recinto tremia como em um terremoto forte. Lá dentro,5 adolescentes,com não mais de 15 ou 16 anos,ensaiavam sem se importarem se estavam incomodando ou não. A bateria quase fazia o teto desabar por suas condições precárias,mas o loiro que a comandava parecia não dar a mínima,e não dava mesmo. Por entre uma fresta do portão que fechava a garagem,um olho claro espiava o ensaio completamente admirado com o que via. O dono daqueles olhos estava tão impressionado que se esqueceu completamente da menina e de um garoto que estavam atrás dele tentando espiar também.
– Hey Elli,será que dá pra desgrudar daí? Caramba,eu também quero ver! — pediu a menina impaciente.
– Eeeeeeeeelli. — murmurou o garoto tentando empurrá-lo. Tudo em vão. Impaciente a garota deu um pontapé na canela do irmão que acabou urrando alto de dor. Quando tentou se levantar,cambaleou pra trás topando com uma lata de alumínio que caiu com ele no chão fazendo um estrondo alto. O menino e a menina o cercaram,ele com uma careta de dor pelo amigo,e ela com as mãos na cintura,tediosa. Aquela não era a primeira vez. O menino esfregou a testa e se recuperou do tombo,tentando se levantar.
– Cara,essa foi a pior de todas até hoje. — disse o menino olhando pra ele que agora botava seu boné de volta á cabeça.
– Levanta daí,ô leso. — disse a menina lhe estendendo a mão a qual ele pegou e se levantou.
– Olha só que meleca você fez,Elli! — o menino disse rindo da careta que o outro fez tirando cascas de banana do corpo. A garota somente rolou os olhos ajudando o irmão. Estavam tão ocupados que nem perceberam um dos garotos que estavam ensaiando os olhar com os braços cruzados e com a sombrancelha direita erguida. Típico de quando queria explicações. Só o viram quando se viraram pra frente e paralisaram com sorrisos culpados. Ops.
– Posso saber o que vocês três fazem aqui de novo? — quetionou autoritário. — Não era pra estarem no colégio? — a garota suspirou chateada.
– Não somos mais crianças,Matt,já temos 6 anos. — se defendeu cruzando os braços. Matthew rolou os olhos.
– Pelo que eu me lembre não foi essa a minha pergunta. — os encarou se segurando para não amolecer de novo.
– A gente só queria ver o ensaio,Matt. — se explicou Elliot com as mãos no bolso. Matt o olhou e segurou uma gargalhada. Elliot percebeu e bufou. — Vamos lá,já pode rir. — e foi o que ele fez. Matt riu sem dó,quase se asfixiando. Nisso os outros garotos apareceram.
– Eita,o que foi que eu perdi? — perguntou o mais forte deles,fazendo a garota quase suspirar. Era fato de que tinha uma grande queda por Synyster. Matt se recuperou respirando fundo e foi até Elliot lhe puxando pelo ombro.
– Ah muleque,quando é que vai aprender? — zoou atrapalhando os cabelos do irmão que riu a contragosto.
– Foi a Amy quem me empurrou. — murmurou.
– Foi merecido. — Amy rebateu. Zacky balançou a cabeça negativamente e se virou para o outro garoto. Ele sorriu amarelo.
– Lenzy...- Zacky disse em tom de reprovação. Lenzy bufou frustrado com as mãos no bolso.
– Qual é Zacky,você nunca me deixa acompanhar os ensaios. — Lenzy disse em tom de chateação.
– Por uma boa razão,hacker. — disse Zacky fazendo Lenzy rolar os olhos pelo apelido. — Vocês deviam estar no colégio à essa hora.- os três suspiraram juntos,em derrota. James,ou The Rev como preferir,imitou a cara deles fazendo um bico exagerado quase arrancando risos deles.
– Foi mal. — falaram juntos de cabeça baixa. Rev rolou os olhous e deu um pedala nos três.
– Vamos lá seus pirralhos,quê que custa deixar vocês acompanharem pelo menos um dos ensaios? — disse abraçando os três pelos ombros,olhando diretamente para Zacky,Matthew,Johnny e Synyster. Amy,Lenzy e Elliot abriram um sorriso pidão para os quatro.
– Por favor,Matt. — pediu Amy de mãos juntas. Ele olhou sério para a irmã,passando os olhos por Elliot e Lenzy. Depois olhou para Rev que tinha uma cara de tédio já sabendo a resposta.
– Vai,entra vocês três. — animados eles correram para dentro da garagem. Reverend sorriu. — Você ainda acaba com eles. — Rev riu alto.
– Desencana,Shadows. — deu dois tapinhas nos ombros de Matt e entrou na garagem saltitando feito criança fazendo os outros rirem e seguirem para dentro também.
Corringham,United Kingdom. 1990
– Não faz barulho,quer chamar a atenção do papai? — sussurrou o garotinho moreno para os outros mais atrás.
– Se você apertar o passo vai ser mais fácil. — rebateu no mesmo tom a garota idêntica à ele. Aqueles eram os irmãos Cruz. Thiago,de 17 anos,estava à frente deles,puxando os irmãos para apresentá-los um lugar que o pai deles,Gerard,havia o apresentado a dias atrás. Thiago ficou tão deslumbrado que resolveu levar os irmãos até lá,sem que o pai soubesse. Atrás dele estava Gabriel,um dos gêmeos que o seguia cautelosamente. Seguindo ele estavam Cecília e Sarah,a outra gêmea.
– Venham! Mas cuidado. — sussurrou Thiago puxando Gabriel pela mão e eles correram sem barulho algum pelo corredor. Thiago abriu silenciosamente a porta de madeira envernizada e botou a cabeça pra dentro para espiar. Vendo que não havia ninguém ali ele voltou a cabeça para trás acenando com a mesma para que os outros o seguissem. Todos entraram e cautelosamente,o mais velho fechou a porta. Cecília colocou Sarah no chão e olhou maravilhada à sua volta. Sarah também observou as gigantes estantes,cheias de pateleiras onde haviam vários encartes gigantes empilheirados. Thiago se virou para eles e sorriu abertamente vendo Gabriel se esticar para alcançar um dos encartes. Assim que conseguiu puxar um deles,o garoto se sentou com as costas apoiadas na estante encaixando o enorme encarte em seu pequeno colo.
– Olha só isso,'Saah! — disse animado vendo a irmã gêmea se sentar ao lado dele olhando admirada o encarte.- É enorme!
– Caramba. — murmurou Cecilia tocando com a ponta dos dedos os encartes. — Como eu nunca percebi isso antes?
–Eu também nunca tinha percebido essa sala. — disse Thiago quebrando seu próprio silêncio. — Mas isso é o paraíso!
– Olha só o tamanho desse disco! — disse Sarah com o enorme disco preto nas mãos. Thiago viu e sorriu afagando os cabelos da irmã.
– Vem cá,vou mostrar como funciona. — dito isto ele pegou o disco da mão da irmã e caminhou até a enorme vitrola bem conservada que tinha ali. Sob os olhares atentos dos três irmãos,Thiago posiciounou com cuidado o disco dentro da vitrola. Pegou a agulha e com mais cuidado ainda a colocou sob a música que queria o vendo começar a rodar lentamente. Sorriu ao ouvir a singela melodia invadir seus ouvidos. Ele assobiava no ritmo da música enquanto Sarah tomava nas mãos o encarte vendo uma foto enorme de um homem que tinha os cabelos encaracolados longos na altura dos ombros. A foto tinha cores ofuscadas e o homem segurava um violão que ela achou super lindo. Cecilia sorriu e apoiou o queixo no topo da cabeça da irmã que agora lia o nome que estava escrito em grandes letras junto á foto : Bob Dylan. Cecilia balançava o corpo de menininha de um lado pro outro gingadamente ao som da musica fazendo-a rir. Gabriel se sentou no chão e apoiou o cotovelo no chão observando Thiago dançar engraçadamente pela extensa sala. Vez ou outra fazia alguma gracinha ou careta vendo Gabriel rir gostosamente. Gerard passava por aquele corredor concentrado em um livro quando ouviu a música conhecida de Bob Dylan e olhou na direção da porta entreaberta. Caminhou até lá e empurrou um pouco a porta sem ser percebido. Então pode ver a cena de seus filhod rindo enquanto dançavam juntos. Gabriel com Sarah tentava imitar Thiago e Cecilia que rodavam pela salanum valsear desajeitado. Gerard sorriu e segurou o livro com as duas mãos se encostando no batente da porta.
– Gerard,eu....- Lyra não conseguira terminar a fala já que o marido a impediu fazendo um gesto para que ela fizesse silêncio e fosse até ele. — O que foi? — sussurrou. Gerard sorriu.
– Você precisa ver isso.
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