Notas iniciais
Essa é minha primeira fanfic, realmente espero que gostem.
Bom, juntando alguma de minhas paixões: A seleção e Naruto, vamos ver no que vai dar, haha.
beeijos

Eu havia chegado ao auge dos meus 17 anos, para qualquer garota normal, séria um motivo a mais para comemorar, um passo da liberdade. Mas já faz muito tempo que eu e muitos cidadãos de Konoha deixamos de comemorar muitas coisas. Não havia aniversários, não havia feriados, a não ser o Natal que era algo obrigatório por todo reino. A única coisa que mantínhamos constantemente era nosso árduo trabalho, o que nos fazia sobreviver.

As castas, não trouxeram bons resultados, as rebeliões são constantes, não se sabe como ou quando ao certo elas começaram a reger o país. Os mais velhos dizem que foram após a quarta guerra mundial, onde guerreiros e grandes potencias lutavam para ganhar o poder de Konoha, as castas foram um tipo de punição. Bom se essa é a verdade, também não sabemos, para algumas castas a educação é quase escassa.

Vivo na aldeia da neve ao Sul do país, onde na maior parte do ano faz frio, pertenço a casta 5, a casta dos músicos e artistas. O trabalho é pouco, mas não é de se reclamar, afinal, tem pessoas por aqui que não tem o que comer.

Minha família é pequena, só eu, minha mãe, meu irmão mais velho e meu padrasto. Meu pai morreu há dois anos, homem do qual nunca irei me esquecer, seu caráter, seu amor, não se encontrava jamais. Depois que ele morreu tudo mudou, minha mãe se casou de novo, com um homem que lhe prometera amor e ajuda, porém tudo que ele a ofereceu foi sofrimento, e uma vida de ameaças.

Kizame é um homem sagaz, esperto e que faz tudo para obter poder. Faz parte de um grupo de rebeldes: os sulistas, mas conhecidos por depredarem o palácio, e tentar acabar com a família real, ao invez de querer apenas o fim das castas como os nortistas, eles queriam tomar o poder.

- Essa é a nossa única chance – Kizame me olhou segurando uma folha de papel nas mãos, — O nosso querido príncipe Sasuke Uchiha, completa esse mês seus 19 anos. Para essa nova fase de sua vida, pretende ter por companheira uma verdadeira filha de Konoha. Se há em sua casa, mulher entre 16 e vinte um anos, e deseja servir Konoha com todo seu coração e se tornar a próxima princesa, por favor, preencha o formulário abaixo e entregue imediatamente no Departamento de Serviços Reais de sua aldeia – Ele fez uma pausa com a leitura, e sorriu – atenciosamente, família real.

- Comovente Kisame – Cerrei os olhos ao olhá-lo – Mas não desejo ser a próxima princesa de Konoha.

- Sempre tão atrevida, não é mesmo Sakura – Ele me encarou – Não a perguntei se queria, estou falando que você será.

- Você não pode me obrigar a participar desse seu plano nojento – Eu avancei nele

- A não? Será que não posso Sakura? –Kizame me segurou forte – Voce quem sabe, mas acho que não quer ver sua mãe sofrer.

- Seu, seu – Me soltei de suas mãos.

- Acho melhor você preencher esse formulário – Sorriu sarcástico – É a única forma de conseguir tomar o poder, e trate de fazer tudo que eu mandar.

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Odiava Kisame, e odiava a vida que ele nos fez ter, mas mesmo assim eu não queria ser princesa, afinal, foi em uma construção de uma fortaleza para proteger os reis, que meu pai faleceu, havia tido um ataque dos sulistas que destruiu toda a construção, muitos pais de famílias morreram ali. Mas não era só isso, apesar de não concordar com as castas, não era certo o jeito com Kisame planejava as coisas.

- Você sabe que não precisa fazer isso, não é Sakura – Minha mãe disse, enquanto penteava meus longos cabelos cor-de-rosa – Minha filha, isso é loucura.

- Já estou decidida mãe, ele já entregou os papéis – suspirei – Alias, é quase impossível que eu seja escolhida, são milhares de garotas que se inscrevem na seleção.

- Não me conformo Sá, — Sasori, meu irmão adentrou ao quarto – Eu juro que seu eu pudesse – Ele abaixou a cabeça, tossindo, Sasori estava com papai no dia do acidente, ele inalou tanta fumaça que seus pulmões nunca mais funcionaram como antes, impedindo-o de muitas coisas, como tocar flauta, sua profissão.

- Já conversamos sobre isso Sasori – resmunguei – Bom acho melhor irmos dormir, amanhã, teremos nossa resposta.

Logo todos saíram do meu quarto, e estava esperando ansiosamente por ficar sozinha, era o único momento que poderia ficar em paz. Sentei na minha cama, refletindo sobre meu dia, e como seria, se eu tivesse que partir, deixaria minha mãe, meu irmão, para enfrentar um plano que não era meu. E ainda tinha Neji, como pude me esquecer... Fui acordada dos meus desvaneios com 3 batidas sufocadas na janela, abria-a e la estava ele, cabelos negros grandes e olhos que me lembravam a lua.

- Eu não acredito que você fez isso – Neji me olhou enraivecido, namorávamos escondidos há um ano, e eu o amava, não poderia correr o risco de Kizame descobrir, então nos encontrávamos só anoite, se algum guarda nos pegassem, poderíamos ser condenados a morte.

- O que foi Neji? – O olhei assustada.

- Você se inscreveu Sakura, nem se quer me avisou, e todos os nossos planos, hein? Se ao menos tivesse me contado, é claro que eu queria que você tivesse uma vida muito melhor, mas seria muito egoísmo, eu querer que isso fosse comigo? Voce sabia que eu estava entrando no exército de Konoha, séria só por um ano, e eu já seria um três. – Ele continuou a gritar, lágrimas já invadiam minha face.

- Neji eu não tive escolhar, você sabe que – Ele me interrompeu.

- Kizame não é? Você sempre o culpa, não vê que talvez ele possa estar certo em relação ao reino – Neji indagou.

- O que? Eu não acredito que você fique do lado dele – Respondi severamente.

- É isso Sakura, você nunca se importou direito com nós, se é que algum dia houve nós – Ele bufou – Quer saber, vai lá corre para os braços do príncipe, quem sabe ele não pode te dar a vida que você sempre quis, só não se esqueça de todo mal que ele e família dele faz para todos nós.

- Neji eu, — Comecei a chorar alto – Você não pode fazer isso, eu não fui nem escolhida ainda.

- Acabou Sakura, eu não quero saber mais disso, você poderia ter pensado melhor nisso antes, você sempre culpa Kizame, mas as escolhas é você quem faz. Sabe, você se importa só com seus interesses, não percebe que Kizame pode estar realmente certo... – Ele andou até a janela – Faça boa estadia no palácio, princesa.

Não pude conter o choro, passei a noite imersa nas minhas próprias lagrimas.

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No outro dia acordei e deparei com toda minha família na sala, esse era o momento, daqui 30 minutos poderia voltar a minha antiga vida, voltaria com Neji e tudo estaria bem.

- Vamos sakura, animo – Kizame riu – Sr Alteza – Ele fez uma reverencia.

- Não enche Kizame – O cortei, me sentei no sofá, e logo o Jornal oficial de Konoha começou, Jiraya o único autorizado a entrevistar a família real, seria quem anunciaria as 25 garotas.

- Bom dia reino de Konoha, e bom dia Altezas – Ele se virou e reverenciou os reis e o príncipe, Sasuke parecia bastante nervoso – Como vai o nosso Príncipe? Aposto que já deu uma olhadinha nas escolhidas

- Estou bem Jiraya, obrigado. Não, acho justo que conheça as senhoritas, junto com vocês. Boa sorte. — Sasuke apertava as mãos.

- Bom é com muito alegria que eu dou inicio a Seleção, fiquem de ouvidos bem abertos que vamos começar a revelar as selecionadas – Jiraya pigarreou – A primeira garota é.... Hinata Hyuuga, aldeia da folha, uma 4– Ele disse.

- Essa é bunitinha – Kisame comentou. Enquanto Jiraya falava os nomes das garotas, orava para que meu nome não aparecesse lá, mas já sabia que isso seria impossível, suspirei aliviada.

- Vigésima quarta garota, Ino Yamanaka da aldeia do vento, uma 3 – Observei Jiraya falando — Muito bonita, não. – Ino parecia a candidata perfeita, seus cabelos loiros iam até a bunda, e seus olhos era de um azul incrível.

- Eu falei Kizame, que não ia ser escolhi... – Levantei do sofá, pensando em ir ao trabalho, mas algo me fez parar. Ao olhar para televisão pude ver minha foto, não era possível.

- Ah não – Escutei o susurro de Sasori.

- E a última garota, Sakura Haruno, huuum.. – Jiraya mexia em alguns papéis enquanto falava – Uma 5, e esses cabelos róseos são bem raros, não são.

Era inacreditável, nem consegui se quer terminar de ver o jornal, fui direto ao meu quarto, eu não poderia fazer aquilo, não podia realizar o plano de Kizame, e se tudo desse errado eu poderia ser condenada a morte, mas e se eu não o fizesse, o que aconteceria com minha mãe? Sem concluir os meus pensamentos, vi Kizame entrar em meu quarto.

- Saiu tudo como eu planejava, logo estaremos no poder – Kizame segurou minhas mãos e olhou nos meus olhos — Você precisava fazer o que eu mandar, está me escutando Sakura, caso contrário.

- Eu já sei Kizame – Soltei grosseiramente minhas mãos, e olhei para trás, não suportava olhar na cara dele.

- Você vai se aproximar do príncipe, fazer com que ele se apaixonar por você, e quando ele estiver prestes a se casar com você, eu vou tomar o poder – Dava para perceber toda a ganância em sua voz – Cuide para não deixar ninguém perceber o meu plano, alias, vou arrumar um jeito de conversar com você, tenho alguns ‘’ouvintes’’ dentro do palácio. Ou seja, sei de tudo que acontecer.

- Como você pode ser tão baixo Kizame – Voltei a olhá-lo, ele sorriu.

- Alguém tem que dar um jeito nesse país, não é – Ele se virou para porta – Agora trate de por um sorriso nesses seus lábios, ai de você, se alguém descobrir.

No outro dia, um homem do palácio veio até minha casa, me fez tantas perguntas, como qual era minha idade, meus gostos, e até sobre minha intimidade, pois, dizia ser de extrema importância para a Seleção, não deixou de ressaltar um só instante que eu passei a ser propriedade do reino de Konoha. As regras eram inacabáveis: Não poderia sair do palácio, a não ser com a autorização do príncipe. Não era todos os cômodos do Palácio que eu poderia freqüentar, como o andar dos reis, a não ser sobre a autorização do príncipe. Sem brigas com as outras candidatas, isso poderia me tirar da seleção. Não poderia nem sonhar em ter um relacionamento com alguém que não fosse o príncipe, caso fosse pega, poderia ser condenada a morte. Os horários era o príncipe que fazia, nesse caso, se eu quisesse conversar com ele, ele quem deveria me chamar.

Era tanta gente estranha na minha casa, que não contive as lagrimas que insistiam em cair, daqui a algumas horas eu estaria dentro de um avião, sem minha família, sem amor, sem meu Neji por perto.

- Sá, hei, vai dar tudo certo – Sasori me abraçou – Nunca esqueça o que papai disse, você não precisar fazer tudo que Kizame mandar, eu estou do lado da mamãe.

- Mas, mas Sasori, você.. E ainda há todo o bando de Kizame, eles sempre estão nos vigiando.– Suspirei.

- Eu sei eu sei, mas ainda sou o homem dessa casa Sá, eu vou fazer o possível – Ele olhou nos meus olhos – Toma – Em suas mãos havia um pingente.

- O que é isso? – O olhei.

- Estava com papai quando ele morreu – Era um colar, um coração pequenino que se abria.

- É lindo Sasori – Eu disse

- Vou sempre estar contigo – Ele encostou sua cabeça na minha.

Notas finais
Bom, é isso, espero que gostem, beeijos