The Queen
1 Prólogo — A queen was born

A Rainha caminhava impaciente pelos corredores do castelo de Navarre. O barulho de seu sapato contra o chão de madeira aumentava de velocidade gradualmente, transformando sua caminhada em uma corrida em questão de segundos. Era possível ouvir sua respiração arfante, o impacto do tecido de seu vestido contra seu corpo magro e jovem.
Os boatos de que o Rei Hector Lennon Vaillancourt havia retornado eram reais e sua chegada é o que trazia a euforia de sua esposa. A Rainha, abandonada e tendo apenas a companhia de sua filha, esperou por longos meses a volta de seu amado da segunda guerra Italiana. Segundo os criados, a carruagem real entrava naquele mesmo instante pelos portões principais, acompanhada de guerreiros bavários, mas não se ouvia a costume animação dos preparativos para a festa da vitória. O medo de que seu país tivesse perdido a guerra e sua independência tomava conta da mente e do peito de Henrietta Gengembre.
Assim que seus pés tocaram a grama coberta pela neve o impacto da verdade derrubou-a. O ar fora tomado de seus pulmões e as lágrimas marejaram seus olhos, embaçando a visão de sua íris esverdeada. Fora naquele exato momento, o segundo que vira o caixão, que tornou-se uma das mulheres mais frias da história. Fora no momento que vira a coroa resplandescente sobre a madeira escura, identificando o corpo de seu marido entre tantos outros, que a felicidade lhe fora tomada, sendo substituída por nada além da escuridão.
— O Rei está morto. — Anunciou o líder do exército nacional, tremendo os lábios. — Que ele descanse em paz. Vida longa a Marie-Claire Vaillancourt, Rainha de Navarre.
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